Poemas Vinicius de Moraes de Mar
Me leve para o mar
Oh menina me leve,
Me leve para o mar,
Leva me pelas areias,
Tenho saudade da praia,
Dos contos de sereias;
Das estórias dos jangadeiros;
Das redes fartas de peixes;
Dos sorrisos faceiros;
Do samba de roda a beira mar;
Das vozes das caboclas a cantar.
Me leve menina para o mar.
Queira Deus que eu mereça
Conseguir caminhar bem devagarinho,
Para ver e sentir as ondas molhar os meus pés,
E o vento brando,
Refrescar a minha cabeça,
Antes que uma forte chuva aconteça.
Oh menina da beira do rio,
Me conduza nesta canoa,
E leve me para o mar.
Sou neto de pescador,
Levo flores,
Sou um devoto de Yemanjá,
Me leve para o mar.
Mperza
Um mar vermelho
Durante o dia as pessoas não vêem o que está em sua frente.
Eu vejo, são elas mesmas discutindo trivialidades
Em busca de uma saída para a sua rotina carente
Quaisquer assuntos onde têm afinidades.
Mas, debaixo de seus capuzes e máscaras que escondem seus rostos
Sabem que queriam estar em outros lugares fazendo outras coisas.
O que não entendem é que nós somos tão opostos
A ponto de dizermos mentiras adversas.
O que eu vejo são fantoches com seus movimentos padrões,
Pessoas feitas de almas madeirizadas,
Com cristais e jóias no lugar de seus corações.
São facilmente influenciadas, dissimuladas.
Nas histórias havia apenas guerras e escaramuças.
Hoje, um mar vermelho de coisas obscenas e indecentes
Arrasta tudo o que é limpo e inocente do litoral de esperanças
Para a profundidade de seres incongruentes.
Quero a lua como se fosse teus olhos.
Quero nuvens, céu e mar
Quero tudo e qualquer coisa
Que te lembre, que me faça recordar !
Quero a plenitude da natureza
Quero as correntezas, as belezas...
Quero o que me toca, me fascina
Quero águas como o mel da tua boca
Quero pássaros voando, liberdade
Quero tudo que te tenha,
Quero as flores, ventanias
Quero o vento, poesias
Quero letras, melodias...
Quero teu nome pra rimar.
Sempre azul
Entre o azul e o branco
tantas cores se entrelaçam
Entre o céu e o mar
tantos vôos se cruzam
Entre o dia e a noite
tantos sentimentos se enlaçãm
Entre a borboleta e o casulo
tantos sonhos se transformam
E o azul continua...
mel - 26/07/2011
Há um mar que me toca
Há um sonho que me leva
Novas estradas, caminhos...
Novo céu, novos abraços.
Mudando a rota,
A direção dos meus planos.
Quis demais,
Me joguei, me abri.
Nenhuma palavra, nenhuma resposta.
Por ser assim, por ter sido assim
Indo a qualquer canto, fugindo...
Buscando outros braços !
Amar é se aventurar,
É navegar
Em um mar
De sentimentos
desconhecidos,
Em um oceano
Na pálida noite,
Onde a única iluminação
É a luz de teus olhos.
e sempre fora como a imensidão do mar,
porém, os dias castigam tanto,
que daqui a pouco virá Ser(tão), seco e árido.
sim,
o mar, o céu, o infinito
confundindo a terra que jaz num paraíso que já não habita
o vento, a brisa, a chuva
confundindo a pele que arpeja
a força, a vontade, o desejo
confundindo a vida
o caminho, a trilha, o curso
de um rio inerte que se esvazia...
contemplo o inalcançável do teu corpo
a centelhas de milhas de mim
e me recolho a tocar-te em pensamento
num tempo altruístico
e de deleite de um sonho
tão intensamente sonhado
e nunca vivido
No mar da solidão
em uma fria escuridão,
afogando me de amor
sufocado de dor,
mergulhei em silêncio
naquele momento,
agarrei me ao seu corpo
toquei o seu rosto
entreguei me aos seus beijos
realizei meus desejos,
em seus lábios ancorei
meu sofrimento sanei!
Sergio Fornasari
Sou
Como a lua
Que escandalisa a noite
Num bailado soberbo
Desde no mar
Esbanja loucuras
Em desejos obscenos. ..
Ora em versos contidos
Com aromas de sândalo
Ora rabiscos excitantes
Desejos de mar
Ora sou assim....
NEM ASSIM
Nem que as flores percam seu perfume
Nem que o mar deixe de ter ondas
Nem que as borboletas descolorem
Nem que as estrelas parem de brilhar
Nem que a poeira seque minha visão
Nem que os raios do sol se excedam na minha pele
Nem que meu corpo venha padecer de dor
Nem que as rugas prevaleçam no meu rosto
Nem que a distância me separe dos que amo
Nem que meu caminho seja interrompido
Nem que meu espírito deixe meu corpo
Nem assim eu deixarei de sorrir...
mel - 16/05/2011
Canção ao Mar
Existe melodia mais bela
do que o som que vem do mar?
E ao longe a aquarela
do por do sol avistar?
Junto ao meu violão
tento algumas notas dedilhar
Quero compor uma canção
Com esta visão a me inspirar...
mel - 04/05/2011
NÃO VÁ!
Vem, vá com o sol
Vem, vá com o mar
Vem, vá com Deus
Vá, com quem te levar
Vem, vá com o sol
Vem, vá com o mar
Vem, vá com Deus
Vá com quem te levar
Contra os ponteiros do relógio
Mergulho em um mar de ilusões, olhos vendados
E não podemos ver a realidade, e vai passando a hora...Tic tac,tic tac, contra os ponteiros do relógio..E o sino toca, o acordar é chocante.
Estou aqui ainda a pensar no mar.
Na sua grandeza.
O que ele representa na natureza.
Em tudo o que ele nos oferece.
O quanto nos enriquece.
No tanto que dele necessitamos para sobreviver.
Nos povos que nele cruzam para o mundo conhecer.
De repente, a gente acorda!
Uma notícia estarrecedora nos comove.
Vem um pensamento profundo:
O MAR se torna o vilão do mundo?
O que fizemos para agradecer
E merecer seus benefícios
A não ser na sua orla soltar fogos de artifício?
A NATUREZA nos pertence, tão bela,
Ou somos nós quem pertencemos a ela?
O MAR nos deve perdão
Ou somos nós quem devemos nos curvar até o chão,
Humildemente pedir para ele se acalmar?
Tomarmos consciência dos males a ele feitos
E refazer nossos conceitos?
Tanto mais eu teria pra dizer
Mas me calo e deixo você responder...
(Mel 11/03/2011)
O mar se agitou muitas vezes corroendo os destinos da nossa terra,
e por toda a parte, eflúvios e vendavais se desdobram
e nada mais haverá entre meus olhos e teus olhos
Percorri sociedades inteiras e o que vi?
O desespero em olhos vazios que me olhavam vazios e desesperados
atravessando os limites das fronteiras em morte, uivos em leitos
juntando forças em ansiolíticos e drama
Lobos afogavam-se em lágrima; banhados em sangue e febre
Meus olhos te olham e não há mais tempo para diluir minha dor em teu ventre
O lobo sente em pelo por experiência própria
se estamos em o hábito de caminhar regularmente na mesma estrada,
somos capazes de pensar em outras coisas enquanto caminhamos,
sem prestar atenção aos nossos passos
escritos em cerâmica no fundo do mar
