Poemas sobre o Verão
Além do nosso horizonte
E quando
Nas noites de verão
A gente andava
Descalços na praia
Molhando nossos corpos
No quebra-mar
Sonhando com um horizonte
Onde iríamos nos amar...
Eram tantas as fantasias
Que a gente se permitia
Sonhar...
Onde foram parar
Os desejos loucos
Os planos traçados
De ficarmos bem
Os sorrisos soltos
Transformados em gargalhadas
Pelas bobagens que falávamos
Ah meu amor...
O vento se encarregou de soprar
Para além do horizonte
Que ousamos tentar alcançar
Todos os nossos planos
Todos os nossos sonhos
Que friamente se acabaram
Numa noite fria de inverno
Quando já não mais andávamos
Descalços na beira do mar
Vocês devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois assim os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes decretos, dirão: 'De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente'.
Deuteronômio 4:6
Ora, Josué, filho de Num, estava cheio do Espírito de sabedoria, porque Moisés tinha imposto as suas mãos sobre ele. De modo que os israelitas lhe obedeceram e fizeram o que o Senhor tinha ordenado a Moisés.
Deuteronômio 34:9
Proceda com a sabedoria que você tem e não o deixe envelhecer e descer em paz à sepultura.
1 Reis 2:6
Quando todo o Israel ouviu o veredicto do rei, passou a respeitá-lo profundamente, pois viu que a sabedoria de Deus estava nele para fazer justiça.
1 Reis 3:28
Deus deu a Salomão sabedoria, discernimento extraordinário e uma abrangência de conhecimento tão imensurável quanto a areia do mar.
1 Reis 4:29
A sabedoria de Salomão era maior do que a de todos os homens do oriente e do que toda a sabedoria do Egito.
1 Reis 4:30
Homens de todas as nações vinham ouvir a sabedoria de Salomão. Eram enviados por todos os reis que tinham ouvido falar de sua sabedoria.
1 Reis 4:34
O Vento da Noite
À meia-noite de verão, mole como um fruto maduro,
A lua sem véus lançou a sua luz
Pela janela aberta do parlatório,
Através dos rosais onde o orvalho chovia.
Sentada e perseguindo o meu sonho de silencio,
A doce mão do vento brincava em meus cabelos
E sua voz me contava as maravilhas do céu.
E a terra era loura e bela de sono.
Eu não tinha necessidade do seu hálito
Para me elevar a tais pensamentos,
Mas um outro suspiro em voz baixa me disse
Que os negros bosques são povoados pelas trevas.
A folha pesada, nas aguas da minha canção,
Escorre e rumoreja como um sonho de seda;
E ligeira, sua voz miriápode caminha,
Dir-se-ia levada por uma alma fagueira.
E eu lhe dizia: "Vai-te, doce encantador.
Tua amavel canção me enaltece e me acaricia,
Mas não creio que a melodia desta voz
Possa jamais atingir o meu espírito.
Vai encontrar as flores, as tuas companheiras,
Os perfumes, a árvore tenra e os galhos debeis;
Deixa meu coração mortal com suas penas humanas,
Permite-lhe escorrer seguindo o próprio curso".
Mas ele, o Vagabundo, não me queria ouvir,
E fazia seus beijos ainda mais ternos,
Mais ternos ainda os seus suspiros: "Oh, vem,
Saberei conquistar-te apesar de ti mesma!
Dize-me, não sou o teu amigo de infância?
Não te concedi sempre o meu amor?
E tu o inutilizavas com a noite solene,
Cujo morno silencio desperta minha canção.
E quando o teu coração achar enfim repouso,
Enterrado na igreja sob a lousa profunda,
Então terei tempo para gemer à vontade,
E te deixarei todas as horas para ficar sozinha"...
Em uma noite dessas de verão, eu estava sentado em um restaurantezinho qualquer, apenas para sair, depois de um fim de semana inteiro enfurnado em casa. E notei uma garota de cabelos castanhos e olhos azuis ou verdes, fiquei indeciso quanto a cor de seus olhos.
Ela estava sozinha, imaginei que estivesse esperando alguém, e tive certeza ao ouvir sua voz suave falando pelo celular com, aparentemente, um cara, perguntando se ele demoraria muito para chegar. E aí as horas foram passando, e se estendendo.. até eu notar a expressão triste da garota, que ainda estava sozinha.
Bebi uma ou duas doses de whisky, tomei coragem e fui falar com ela, mas a conversa acabou não saindo como eu esperava. A deixei nervosa e vi seus olhos lacrimejarem. Depois de umas tentativas frustradas de me desculpar pelas minhas escolhas erradas de palavras ao falar sobre ela e o rapaz, ela me disse que eu não sabia nada sobre os dois e que eu deveria cuidar dos meus problemas.
Fico mal em concordar, mas é a pura verdade: eu deveria cuidar mais dos meus problemas. Só que enquanto ela me falava coisas e mais coisas para me sentir mal, a única coisa com que eu me preocupava era que eu ainda não havia perguntado o nome dela. E sem nem ao menos pensar, a interrompi, perguntando seu nome.
Ela se levantou, pegando sua bolsa branca combinando com o tom de sua pele, disse que era Lana e logo foi me dando tchau. Me levantei tentando alcançá-la, pois ela andava rápido, mas ela olhou pra trás e eu só tive a chance de olhá-la nos olhos.
A última visão que tive de Lana: os olhos.
Quero acordar nos dias ensolarados
apesar de estarem cinzentos para mim
e poder chorar no verão
como se fosse no outono
Aqueles que não acreditaram no seu sucesso,ainda no meio do
espetáculo,verão assustados os "claps,claps,claps,dos aplausos em sua
homenagem!
O tempo passa em segundos
Dias e meses se vão.
Anos se esvaem como chuva de verão.
Mas, quem tem amigos,
a família que escolhemos por carinho e afeição:
Aqueles que seguram a tua mão,
Os que são a " luz "na escuridão.
Vive feliz , porque anjos nunca te abandonam ,e seguem contigo pelo tempo, espaço -eternizados no coração!(AngélicaRizzi)
A insônia e A solidão
A insônia mais uma vez veio e, com ela, trouxe a solidão, verão tão forte que chegou a apertar meu coração por uma fração de segundos. Pude segurar nas mãos e pude ver que só tinha vc no meu coração. Com meu peito doendo, escutei a voz da solidão me dizendo esta é tua última paixão. E a insônia me mandou "escreva com teu coração na mão pra tua última paixão".
Que a gente confunde amor com atração,
Um brilho nos olhos, a chama de um verão.
E o coração, bobo, se lança sem freio,
Em braços que não merecem tal anseio.
Pisamos nos que nos querem, nos que dão valor,
Cegados por um falso e fugaz esplendor.
Nos prendemos em quem não sabe amar,
Esperando um afeto que nunca vai chegar.
Sabemos que não presta, que a vida nos alerta,
Mas a gente se agarra, em teia incerta.
Dependemos de quem nos faz sofrer,
Num ciclo vicioso, sem fim, sem querer.
Mudamos por um sopro, um breve aceno,
Deixamos nosso eu, perdemos o terreno.
Sonhamos com o sério, o laço forte e puro,
E acordamos na dor de um engano futuro.
Os dias vem e vão
Como o tempo e o verão
Mas há dias nublados e frio
Os quais faço birra como uma criança não querendo viver
Não adianta é inevitável!
A verdade é que temos que aprender dançar na chuva mesmo no frio!
Priorizando o que carregamos de mais precioso!
Essa jóia chamada mente e coração
Se eu não cuidar de mim, quem cuidará?
O desafio é equilibrar e acalmar e pra isso dedico minha vida.
Ela
A primavera mais brilhante,
o verão mais quente,
o inverno mais aconchegante,
o outono mais renovante.
Menina formosa e encantadora,
que a minha alma curou,
que a minha alma amou,
que do sofrimento fora destruidora,
percebe a sua importância?
Percebe a sua elegância?
De estar consigo tenho ânsia.
Que risonho é o futuro,
aprender a viver lado a lado.
Ficarei para sempre, eu juro,
Preciso do seu abraço aconchegado.
Que riqueza!
Saber que tenho uma certeza.
Ela, sim, dotada de esperteza,
nem irei comentar sobre sua beleza...
Falharei na representação,
mas irei cair na tentação,
pois por si sinto forte adoração:
Ela é amor prolongado,
Ela é o intenso adocicado,
Ela é o beijo apaixonado,
Ela é perfeição em puro estado.
Cinzas
Talvez o verão tenha queimado os frutos.
As mãos, ressequidas, apenas recolhem restos.
Cinzas, ardores, ossos.
Havia ali,
não se lembra?,
um rumor de desejo,
que nenhuma palavra salva:
todo poema é póstumo.
Botei a boca no mundo,
não gostei do sabor. Ostras e versos
se retraem
ao toque ácido das coisas tardias.
Na sombra insone do meu quarto,
o vazio vigia, na espreita do que não há:
por aqui passaram
pássaros que não pousaram. Fui traído
por ciganas, arlequins e cataclismos.
De nada me valeram
guardar relâmpagos no bolso,
agarrar nas águas as garrafas náufragas.
AMOR COMO SOL DE VERÃO
Autora: Prof Lourdes Duarte
Pode ser delírio ou até loucura
Esse sentimento que me atordoa e mexe com meu ser
Contudo, só sei que o sangue ferve nas veias
Num simples toque de carícias das tuas mãos
Ou no teu jeito simples ou avassalador de me olhar.
Contigo o céu fica mais azul e o verde mais vibrante
Mesmo com o sol de verão ardendo em brasa
A sinfonia dos pássaros fica muito mais harmônica
Comparando as batidas descompassadas do meu coração
A pulsar descontrolado por ti.
Como um fanatismo ou amor ardente
Atordoando meu coração
Sinto, que entre nós há uma forte ligação espiritual,
Um amor que transcende o infinito
Um amor que arde como sol de verão.
A NOITE CHEGA
Autora: Profª Lourdes Duarte
A noite chaga, depois de um dia quente de verão
Sinto que a cada minuto que passa,
A saudade vem como uma tempestade
Atordoando-me e sufocando meu coração.
Como um filme em preto e branco
As lembranças de te vem átona
A saudade dos momentos
Que juntos vivemos e nos amamos.
Tua voz tão linda ecoa como sussurro em meus ouvidos,
E a solidão vem me sufocar nesta noite vazia
quando vejo o tempo passar em vão
Sinto a tua falta a me maltratar.
Fecho os olhos tristonhos , mais uma noite
Que irei te sentir só em sonhos
Sufocada pela saudade e um desejo que inflama
Resta-me uma rosa, que me deixar-te de lembrança.
Aqui neste quarto, frio e silencioso
Lá fora a chuva cai molhando a terra
E o que sinto, me faz viver,
Pensando em te ter outra vez meu amado!
Eram noites belas de verão
A lua iluminava seus lindos olhos
Naquele momento eu senti
Que o amor da minha vida estava ali
Vida, não lhe peço nada mais
Apenas que cuide do meu amor
Porque se um dia ele partir
Meu coração irá destruir
Apenas me de seu amor
Para mim construir
Emoções a todo vapor
Não me faça clamar pelo seu amor.
Sou Outono
Sou Inverno
Sou Primavera
Sou Verão
Sou eterna
Entre as estações
Que aquece o meu coração
DE SOL A CHUVA
Recife de sol a chuva,
Muda o tempo na cidade.
É verão ou é inverno?
Quanta instabilidade!
A sombrinha vai na mão,
A de frevo, por que não?
Nossa naturalidade.
"Verão"
Batendo a estrada em paralelos
Gastando as solas dos sapatos
Rumo à praia fluvial de Fornelos
Descendo por vinhas e socalcos.
Por estrada de frondosos castanheiros
Descendo por carreiros até ao rio Aguilhão
Que em dias de grande estio refrescam
Nossas caminhadas em tardes de Verão.
Sol escaldante em terras durienses
De verdejantes relvados bem tratados
Num ventre de águas transparentes
Em correrias de tilintares soluçados.
Espraiado em penhascos e vinhedos
Numa bela orquestra de cachoeiras
Por encostas e campos cultivados
Entre penedos e silvados de amoreiras.
