Poemas Tristes
À mãe que nunca me deixou nascer, a que o primeiro afeto que recebi era frio, duro e cortante. Começou doendo muito depois de um tempo a dor ia diminuindo assim como a vontade de viver, me deixaram cheio de marcas profundas que recebi após nascer. Alguém que eu não conhecia me fez sangrar até morrer, minha mãe estava lá e mesmo assim não fez nada, não estendeu a mão para me abraçar e nem para me defender.
As rugas que surgem no correr dos anos, devem ser distribuídas, por isso a necessidade da dor, da tristeza e do choro.
Aos Buscadores da Paz, Sabedoria e Saúde, Lembrai-vos e tendes Atenção no Viver, que na natureza as hienas se reúnem para cansar o Leão e assim roubar-lhe o Alimento.
O que fazer quando você está super confusa? Não sei porque tudo isso acontece, afinal não sei porque existem certos tipos de "amores". Um dia escuto você dizer que quer que tudo seja pra sempre e então vejo que somente eu luto para que isso aconteça, por que será? Se quem disse que queria que fosse pra sempre foi você? Só queria entender o que eu estou sentindo :( por que a cada dia a frieza toma conta das pessoas e assim tão facilmente? Perguntas sem respostas tomam conta do mundo em que eu vivo e simples palavras magoam aos que não se esforçam entender ao menos o sentido no qual nos referimos :/
Madrugada, chuva, vento ecoando na janela, papel e lápis na mão, escrevo sobre mim, sobre a vida, pensamentos vem e vão, sorrisos e desalentos surgem, o sono chega para minha alegria encerrando o velho dia, para o nascimento de um novo recomeço.
Essa vida de curtição, festas, bailes e bagunças são fases, e quando passa leva também embora a esperança de viver um Amor. Essa alegria momentânea é gostosa, mas traz consigo suas consequências. A curtição é boa, mas o carinho, a atenção, cumplicidade e o cuidado faz muita falta no dia a dia. Nunca é tarde para um novo recomeço.
as vezes eu eu queria sonhar, passar um filme e saber como seria se tivesse feito escolhas diferentes, arrependimentos, alegrias, ou se tudo estaria do mesmo jeito.
Num emaranhado dentro de mim, embrulhos dentro de embrulhos e nunca sei quando vai chegar a surpresa, cansada de tentar chegar nesse presente, minha mãos já fracas não aguentam mais desembrulhar.
Eu sinto o coração saltar e morro pelo menos duas vezes ao dia. Você me faz mal por me fazer tão bem. Eu engulo o seco e deixo o sentimento de ânsia rasgar a garganta. A ansiedade é doentia. Isso é estar tremendamente apaixonada? Eu não gosto desse sentimento. Ele é tóxico, porque me faz agir como louca. Eu peço para que pare, mas logo depois imploro para que nunca pare. E, isso sempre se repete. É a mesma história com você todas as vezes. Minhas mãos suam e meu corpo estremece. Será que você está com a mesma doença do que eu?
Eu sou o meado da fumaça de um amor, do qual a chama enfraqueceu. E tu és as cinzas, que ali, esmigalhadas, voam com a brisa e de repente somem, esquecendo-se do que um dia significaram. Eu sou a metade da pétala de uma flor de plástico, tu és a raiz.
(...) e que abaixo de mim este céu, tão cinzento, se faça chão enquanto me perco te procurando em lugares que eu sei que não irei encontrar.
É solidão se fazendo presente nas seis prateleiras da minha estante. É dor de viver, é cansaço. É o estalar de ossos ecoando na alma. É prazer de morrer, é agonia angustiante. Distância pra nada, pra tudo. É o medo de andar, de falar, é um vale silencioso. É abandono e saudade, é culpa. É sol, é chuva, é mar de lágrimas desesperadas. É amizade enterrada. É um nó enlaçado. É música não tocada. É o peso da madrugada. É a tristeza batendo na porta dos fundos. É uma rachadura em meio a testa da nuvem, é sangrante e dói. Ela fugiu e nunca foi encontrada... É o esconderijo mais secreto. É o olho roxo e cortado, vermelho e inchado, morto e pálido. Nos lençóis manchados de preguiça, é o desagrado. Para não mais correr por entre as águas. Para deixar de lado as mágoas. É indiferença, é o grunhido que gasta meus ouvidos. É uma queda ao abismo sem fim que termina bem ali. É temor aos passos mais leves. É horror à multidões em cima da cama. Há monstros detrás da geladeira, é mentira. É rancor, é crime escondido em um caderno de anotações. É desesperança. É cuidado somado à várias taças de vinho. É uma vida, duas, três, nenhuma. É complicado. Creio só, não creio. É displicência. É eu, não sou. Era eu, não é mais. Ainda vai ser. É besteira...
"Para mim o mais importante é que com tanta maldade tanta ambiguidade nós conseguimos enxergar o que é importante. Se nós não nos chocássemos seria um sinal de alerta, pois estaríamos anestesiados ou igual aos que fazem tremendas barbaridades. Apesar dos pesares tenho em mim muita fé em dias melhores, pois sei que meus sentimentos de raiva, fúria, indignação e muitas vezes de tristeza vivem dentro de mim, mas quando os reconheço escolho como quero caminhar e dentro desse contexto quem eu escolho ser."
" As lágrimas tem funções das palavras quando o coração perde a voz. Elas são as testemunhas de um crime horrendo: o estraçalhar de um coração... "
tão simples... a vida... a água do céu... na vida. aparentes cotidianos sagrados, raros, especiais dentro da fisicalidade... e daqui a um tempo não teremos mais... o corpo se vai, a sensação, a terra, a chuva, o sol... vamos aproveitar esta vida material com sabedoria... equilíbrio... o que levamos dela? para onde vamos depois daqui? Esta menina é uma sábia! Esta mágica dos planetas, gravidade, distancia solar, fotossíntese, respiração - oxigênio, movimento de andar, máquina humana, cores, sabores e aromas das frutas, reinos vegetal e mineral... infinidade refinada e sagrada... o som, as oitavas, o canto, a dança, o arco iris... prismas prismas, olhares, olhares, sintonia, sintonia, alinhamento... essências!!!!!!!!!!!!!!! verde, crescimento, pesquisador, descobertas. que possamos ser como as crianças: puras, inteiras, simples, alinhadas, vivendo a doação deste corpo e terra com sabedoria!!!! - 6/2/2014
Tudo que tenho é este momento enquanto caminho sobre a estrada olhando para as estrelas... São coisas que ainda lhe mantem viva dentro de mim, é algo com que tenho que conviver todos os dias.
Há duas coisas humanas que quase nunca mentem: os olhos, e a intuição. E, ironicamente, é onde mais somos enganados.
"Às vezes, as melhores experiências são simples e vividas em um dia comum. Não faziam parte dos nossos sonhos, não estavam entre os nossos medos, mas nos lapidaram: pela dor ou pela alegria."
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