Poemas Sombrios
Eu, passeando em mim...
Nas sombras que não quero ver, nos sonhos reveladores do sem fim.
Sou estranha garça que sobrevoa a própria escuridão. Que fecha os olhos, com medo do real que me assola os dias.
Voo pela superfície, por não suportar a dor de quem sou.
Não mergulho, pois sei que, à falta do ar, me entregaria ao chão...
Nos bastidores... Sem as sombras do brilho da evidência
Revisito-me na nudez das minhas vaidades
Visto-me das minhas verdades empoeiradas, há tanto abandonadas
Para me encobrir em véus de ilusões que enfeitavam minha aparente realidade
E agora, despida de tantas sombras, e em mim recolhida
Resgato minhas verdades empoeiradas, quase esquecidas, e me visto de mim mesma.
Além das Sombras, a Luz da Esperança
Esperança.
Aquela que nunca morre.
Aquela que é a luz no meio da escuridão.
Esperança. A que sempre vai estar nos corações dos bondosos.
Esperança. Brota como a aurora,
Trazendo o brilho de um novo dia.
Esperança entre altos e baixos,
Nos instantes de incerteza, esperamos por ela.
Esperança de uma sociedade justa,
Livre da promiscuidade e da vulgaridade,
Esperança de um mundo melhor.
Esperança é como o último suspiro,
De quem, na despedida, já vê a luz.
É ela quem nos encoraja,
Que nos guia na escuridão.
A esperança nos dá sentido,
E nos faz crer que o mundo pode ser mais belo.
A esperança é o sentimento que junta todas as emoções,
Ela nos traz encorajamento, força e idealismo.
É o combustível que nos move,
A chama que nunca se apaga,
Nos dando coragem para continuar.
Por isso, por fim, neste singelo poema, eu digo:
A esperança é a última que morre,
A última que se desfaz,
A última a se desmanchar.
É a única que sempre estará presente.
Apesar da alegria e da tristeza,
Esses sentimentos podem se dissipar,
Mas a esperança sempre permanecerá,
Firme, imutável, a nos guiar.
Na teia sutil dos dias corridos,
Vive, entre sombras, a ilusão,
É tal o dom de alguns fingidos,
Que entorna a verdade ao chão.
Enganar, com ar de fácil encanto,
Veste-se fato como seda ao vento,
E na crença, o humano canto,
Faz do engano um leve alento.
Porém, na luta de esclarecer,
Mais árduo é o desafio presente,
Pois fácil é não querer ver,
A verdade queima e sente.
Por que é difícil se desiludir?
Talvez por dor, orgulho ou medo,
Mas se o coração conseguir se abrir,
A luz da verdade reina sem segredo.
Nas sombras da tristeza, meu coração pesa,
A depressão, silenciosa, na alma trespassa.
No teatro da vida, palcos despedaçados,
A ex-mulher partiu, deixando sonhos perdidos.
Caminhos desfeitos, versos entrelaçados,
O amor que foi, em lágrimas afogado.
Lembranças como pássaros em voo,
No céu da memória, traços do adeus.
A dança da saudade, passos lentos,
Na coreografia da dor, sombras em movimento.
No oceano do passado, ondas a quebrar,
Em cada lembrança, uma lágrima a rolar.
Busco refúgio na penumbra da noite,
Entre estrelas, busco algum açoite.
Labirinto de sentimentos, teia de emoções,
Onde a ex-mulher permanece em canções.
Pôr do sol, horizonte a desvendar,
Esperança tímida, a se revelar.
Luta persistente contra a maré,
Na poesia da vida, busco renascer.
Entre sombras e luzes a bailar,
A jornada da alma, persistir, amar.
Cicatrizes que contam histórias,
Versos que encerram antigas glórias.
Nas sombras da mente, a depressão espreita,
Um peso invisível, que o coração aperta.
Um vazio profundo, que a alma permeia,
Uma batalha silenciosa, que se enfrenta.
A tristeza profunda que não se explica,
O desânimo constante que nos consome.
Um labirinto escuro onde a mente se perde,
A esperança frágil, que quase some.
Mas mesmo na escuridão, uma luz resiste,
Uma centelha de força, mesmo que pequena.
Com apoio e compreensão, a alma se aquieta,
E se inicia a jornada de cura serena.
A busca por ajuda é um passo corajoso,
Abrir o coração e compartilhar a dor.
Com amor e cuidado, há caminhos luminosos,
E a depressão pode ser vencida, meu amor.
Lembre-se, você não está sozinho nesta luta,
Há apoio e esperança ao seu redor.
Você é forte, e a vida há de ser fruta,
Que aos poucos, enche o coração de amor.
Vencendo as Dificuldades do Cotidiano
Na dança dos dias, o sol desponta,
E as sombras da vida, às vezes, confronta.
Caminhos tortuosos, pedras no chão,
Mas em cada obstáculo, pulsa a razão.
O peso da rotina, um fardo a carregar,
Mas em cada amanhecer, a chance de recomeçar.
Os sonhos adormecidos, como sementes no chão,
Brotam com a coragem, a força da mão.
A chuva que cai traz lições de amor,
Regando a esperança, alimentando a flor.
E quando a tempestade ameaça o porvir,
Lembramos que o arco-íris vem depois de existir.
Os risos e as lágrimas, em um ciclo sem fim,
Nos moldam e nos ensinam a sermos assim.
Na luta diária, encontramos a paz,
Pois vencer as dificuldades é o que nos faz.
Então, erga a cabeça, caminhe com fé,
Cada passo é um triunfo, um novo amanhecer.
E ao final do dia, ao olhar para trás,
Verá que é na jornada que a vida se faz.
Debaixo do Sol Comum
O dia começa antes que os olhos aceitem a luz.
As sombras recuam devagar,
como quem não quer partir.
Pássaros conversam sem se importar com quem escuta,
cada canto um aviso
de que a vida insiste em recomeçar.
Uma xícara esquenta as mãos mais do que o sol da manhã,
e há silêncio dentro do vapor,
como um afeto que não sabe ser palavra.
As ruas se enchem de passos que não se olham.
Rostos apressados carregam vontades adiadas,
planos em pedaços guardados nos bolsos,
como se o tempo fosse sempre depois.
Há buzinas que não pedem passagem,
há semáforos que não têm paciência.
Tudo anda, mas ninguém chega.
As árvores, no entanto, não se apressam.
Elas apenas estão.
Respiram por dentro, mesmo em silêncio,
suportam o peso das horas
com uma calma que ninguém mais cultiva.
Um cachorro dorme à sombra de um muro
como quem sabe que o mundo
não precisa ser entendido.
O céu é claro demais para prometer mistério,
mas ainda assim guarda perguntas
que ninguém tem tempo de fazer.
O vento leva pequenas certezas,
e traz dúvidas em troca.
Mesmo assim, seguimos.
O dia não espera ninguém,
mas oferece tudo:
o instante em que um olhar se cruza,
a pausa no café que salva a pressa,
a flor que cresce entre o concreto
sem pedir licença.
E no meio do comum,
há sempre algo que pulsa.
Algo que, sem pressa,
nos lembra que ainda estamos vivos.
Os vícios são sombras que dançam ao redor,
Enquanto a vida, imensa serpente, se estende sem pressa.
Para domar essa fera, é preciso segurar as rédeas do coração.
São as emoções, correntes invisíveis, que os alimentam
E também o fogo que mantém sua chama acesa.
Viver é navegar nas marés do sentir, mesmo que apenas um sussurro.
Mergulhe fundo, traga à tona, e se entregue ao vício sublime de existir."
K.B.
Perfume de canela
Eu te vejo
dançando nas sombras do meu quarto.
O seu perfume eu cheiro
no café passado pela manhã
(com canela).
Ainda guardo teu gosto
nos dias que arrastam meus pés
sem querer.
Coisas que não se encontram por aí,
principalmente quando se está procurando.
Te encontro no avesso das horas,
nas frestas da memória,
nos intervalos do riso,
onde o silêncio respira teu nome.
E mesmo sem estar,
você permanece —
como marca d’água,
como cicatriz,
como música que insiste em tocar
quando já desliguei o rádio.
Ainda que as sombras do mundo queiram apagar seu
brilho, RESISTA e não permita... Lembre-se que
você têm um Deus que te escolheu para brilhar,
n' Ele você encontra refúgio, paz, sabedoria e
forças para encarar toda e qualquer sombra. E
quando você sentir que a sua luz está se apagando,
se liga lá no céu e fale com Aquele que te escolheu
para VENCER!
— A mente agitada vê monstros onde há apenas sombras.
Silenciar é enxergar o real.
Entre um pensamento e outro, mora a verdade.
Não é o ruído que cansa, é o apego a ele.
O descanso da alma começa no intervalo do pensar.
Respira e volta a si.
Mariana e as Sombras
Mariana tinha sete amigas.
Todas moravam na rua de cima —
exceto Júlia, que morava na rua de baixo.
Elas brincavam no parque toda sexta-feira, treze,
enquanto caminhavam sobre as águas,
imitando Jesus.
Certo dia, estavam distraídas,
brincando com as nuvens,
transformando-as em algodão.
Foi então que um homem passou
e ofereceu um sorvete.
Elas se entreolharam, confusas,
e se questionaram sobre aquilo:
quais sombras haveriam naquele homem?
E por que estaria ele tão comprometido
em realizá-las?
SONETO DO PRESENTE
No cárcere do ontem, almas presas,
Mágoas e culpas, sombras a vagar,
E o amanhã, com suas incertezas,
Ansiedade e medo a nos cercar.
Esquecemos que o agora é o que existe,
É nele que pulsamos, que vivemos,
E no presente, o coração insiste,
É então que em sonhos florescemos.
No instante, a vida se revela,
É aí que a alegria se esconde,
Deixemos o passado, sua cela,
E o futuro, com seus medos, responde.
Vivamos o presente, sem mais demora,
Pois só nele a felicidade se esconde.
Roberval Pedro Culpi
melancolia
Não há quem queira ouvir o que eu tenho pra falar.
Sob o céu cinza, as sombras que me acompanham, dançam silenciosamente à minha volta, ecoando a melodia triste da minha solidão.
As memórias desaparecem como folhas secas ao vento, deixando um vazio profundo no coração.
Entre choros e risos, o tempo me faz escrever saudades que soam como murmúrios melancólicos na alma, enquanto o crepúsculo se despede em tons alaranjados.
Na consciência, os ecos do passado ressurgem como fantasmas silenciosos. Sussurram lembranças entrelaçadas com tristeza.
As lágrimas, deslizam pelas linhas do rosto da criança interior, carregando consigo o peso das despedidas não ditas, dos abraços não aproveitados, dos beijos não dados.
Entretanto, a liberdade tece sua teia, envolvendo o coração em sombras de um lamento eterno.
Médiuns
Médium, não te envaideças pelas vozes que recebes, nem temas as sombras que se aproximam. Tua missão é de humildade e vigilância. Estuda sempre, ora muito e age com caridade. Lembra-te: os espíritos de luz jamais te pedirão espetáculo, nem te prometerão milagres em troca de teu ego. A verdadeira mediunidade é aquela que silencia os aplausos do mundo para escutar os sussurros do céu. Confia em Deus, protege-te com a prece e caminha, pois até os passos mais solitários entre os dois mundos são guiados por Suas mãos.
"Logos e Sombras: O Eco como Assinatura do Ser"
Obraarte é ressonâncima que reverbera discurssentidos. No livro, o eco é logoscritura: reflexão. Na música, o eco é logosom: vivisentido. O som transcende; imprime o criador na eternidade."
"Em cada som lançado, repousa uma assinatura invisível: o corpo que falou, o rosto que moveu o ar, a anatomia que moldou a vibração. Na ressonância, a possibilidade: reconstruir, pelo eco, a imagem do criador."
Entre estilhaços e sombras, o silêncio se transforma em lâmina, a dor se torna mapa, e o vazio revela a força que queima e ergue o destino.
— Purificação
"Que nossa luz interior seja sempre mais forte que as sombras que teimam em nos rodear."
( Erzenildo)
