Poemas sobre Saudade de grandes Poetas

Cerca de 20042 poemas sobre Saudade de grandes Poetas

⁠⁠Saudades

A saudade é um sentimento que pela vida percorre.
Para que possamos superar durante a vida.
Devemos crê, e esperançar em Deus que nos socorre,
Mesmo em momentos que tratamos como despedida.

Ele nos dar forças e muita coragem,
Para enfrentar no dia a dia tantos desafios.
Que no percurso da vida nos dar margem,
Para vencê-la, suportando todos os calafrios.

Pois assim devemos seguir vivendo,
Sem olhar para trás como perdidos,
De cabeça erguida e do alto vendo.

Assim, jamais seremos seres confundidos,
Com muita fé, amor superamos a solidão.
Pois, temos Deus presente sempre no coração.

João Almir do Cordel

Inserida por joao_almir

⁠“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores

“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”

Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores

Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:

“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”

Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).

Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.

É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?

Desejos


⁠Faz em mim o que ninguém fez,
Tira de mim o que me corrói,
Afoga a saudade,
Devolve-me a paz perdida em ti.

Busco tua boca, teu corpo,
Perdido entre desejo e lembrança,
Entre o que fomos e o que ficou.

Sa⁠udades
Oh saudade daquele tempo
Tempo que não volta
Tempo que decepção era de perder nas brincadeiras
Tempo que ramos viravam bandeiras
Tempo que beijo curava arranhão
Tempo que meias viravam bolas de queimada
Tempo que não tinha preocupação
Tempo que abraço de mãe era melhor que pomada
Saudades daquele tempo
Aquele tempo que eu queria crescer
Nem sabia que eu não sabia o que era sofrer
Hoje cresci
Minhas asas bati
Senti dor,amor,sorri e chorei
Passei por coisas que nem acreditei
Olhando para mim vejo as marcas da caminhada
E assim agradeço a Deus
E guardo no peito a saudade.

Inserida por JQs

⁠A saudade que uma mãe sente dos filhos crescidos não tem barulho. Ela não aparece em fotos, não se conta nos aniversários esquecidos, nem se mede pelas mensagens que não chegam.
É uma ausência que mora no silêncio — aquele que fica depois do almoço feito com carinho, da roupa dobrada com lembrança, do café que esfria esperando alguém que não vem.

Ela lembra do menino que corria pela casa, que chorava por um joelho ralado, que pedia colo no meio da noite.
Agora, ele é um homem. Ela sabe.
Mas o coração...
O coração de mãe não entende de calendário nem de idade.

Ela não quer prender. Ela só queria mais tempo.
Mais um momento simples, mais uma conversa despretensiosa, mais uma chance de cuidar.

Por isso, ela reza.
Reza quando está lavando a louça.
Reza enquanto ajeita uma foto na estante.
Reza porque é o único jeito de continuar fazendo o que sempre fez: amar incondicionalmente.

Os filhos crescem, voam, erram, acertam...
Mas no peito daquela mãe, continuam sendo os mesmos pequenos seres que ela amou antes mesmo de nascerem."

Inserida por rosa_goiana

⁠Noite em Astana

Na noite chuvosa, clamo
Pela tua presença.
A saudade é imensa -
Maior que a própria distância.

Aqui, neste continente,
No extremo Oriente,
Enxergo o teu retrato
E a desejo, com ânsia,

Entre os fusos horários,
Que me infundem a lembrança;
Eu me afundo no choro,
E longe, você descansa.

Inserida por JorgeAntosko

⁠Morada da saudade

Há sentimentos que nascem quietos,
mas crescem como tempestade dentro da gente.
E foi assim com você.

Eu nunca senti por ninguém
o que sinto por você.

Não sonhei só com palavras,
não desejei apenas conversas bonitas —
eu quis presença,
caminho,
vida dividida.

Quis a gente junto,
plantando o dia,
colhendo o amanhã.
Enfrentando os ventos,
mas também se aquecendo no sol
dos momentos bons.

Eu sei que daríamos frutos,
daqueles que nascem do cuidado,
da entrega,
do amor sem pressa.

Mas olha como está...
tão difícil, tão longe.
A dor visita,
a saudade faz morada.

As noites vêm com o teu nome,
e quando o dia abre os olhos em mim,
lá está você —
meu primeiro pensamento,
meu silêncio mais alto.

E mais uma vez,
sou abrigo da falta que você faz.

Inserida por elinaldo_souza

⁠Saudade
Quero você aqui, perto de mim,sentir seu perfume,perder-me no brilho dos teus olhos,sentir a sua pele no toque das nossas mãos.
Sinto-me inteira entre os teus braços.
É dezembro,
e a chuva cai suave no telhado,como uma melodia que só nós ouvimos.
Recordo-me do sorriso guardado,as palavras que ficaram em silêncio.
Tu és o homem que me desperta,
eu, talvez, uma garota inquieta.

Inserida por RuthyannePrietsch

⁠Mentes do caos


O menino já escapou de um afogamento,

O adolescente passou pela saudade, angústias e fome,

O jovem perdeu familiares, enfrentou a dor, o abandono e as mágoas,

O adulto sentiu a solidão e a tristeza profunda em meio aos muros altos,

No meio do caminho por um período ele sentiu frio e medo, viu e viveu intensamente no vale da morte,

No amor já sorriu e também chorou, conquistou vitórias mas também teve suas perdas,

Nos significados do eu e o mundo, o menino entendeu o quanto é difícil aprender na raça, dessa forma ao se levantar contra tudo e contra todos conseguiu achar o seu caminho.

A filosofia não nasce da felicidade, ela nasce das mentes que já experimentaram o caos.

O pensar é livre, o viver é duro, o sonhar é mágico e o saber é atemporal.

Inserida por ricardo_souza_5

Quem vive na promessa morre na saudade! O futuro é hoje, o amanhã pode ser uma ilusão, a mudança deve ser feita hoje e não no amanhã.


Até á próxima vida

Inserida por Poeta_Falso

⁠CRISTAL QUEBRADO (soneto)

Neste versejar estreito e amarrotado
uma saudade, dura, estirada na rede
de verso tedioso, o dia, assim, despede
suspirando com sonho desencantado
e em um canto da imaginação, a sede
de ilusões, desejos, no pesar bordado
delicado tal um copo de cristal lavrado
em que, às vezes, a sofrência excede

é trova com choro, o que muito sente
cada rima, uma rima com uma solidão
bêbedo de dor, que dói n’alma da gente
poética que faz o coração abandonado
deixando o soneto cheio de sensação
nota, e cicatriz de um cristal quebrado.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
02 junho, 2025, 19’36” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠ Em quê o tempo nos ajuda?
O que ele pode nos deixar.
Uma saudade profunda, uma ferida a se curar;

Nos deixa experiências;
-Amor? Afeto? Sei lá .
Talvez lembranças bonitas,
E um jeitinho carinhoso de se apegar.

Mas um dia se acabará o meu tempo,
E como todos se perguntam.
Como eu irei me acabar?
Sozinho, abandonado? -Com amigos a me rodar.

Sabe, espero que o tempo seja justo.
Seja paciente e devagar.
Aliás o tempo é infinito, e jamais irá se acabar.

Inserida por RegiSanz

⁠SAUDADES DE VOCÊ (soneto)

A saudade hoje me acordou
Com a solidão de tua voz
Nesta manhã fria que abortou
Uma dor dilacerante e feroz
Suscitou a ternura do teu beijo
Na ausência do teu triste olhar
Anoitado no solitário desejo
Dos carinhos em nosso amar

Alvoreceu os antigos sentidos
Dos abraços por nós já partidos
Amarelados nos tempos antigos
Pra tal, alegou a minha razão
Nossos segredos em inspiração
Poesia que foi a nossa paixão.
(Saudades de você.... Arranha o meu coração).

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Maio, 14/05/2010, 08’07” - Rio de Janeiro, RJ
Laranjeiras

Inserida por LucianoSpagnol

Com o tempo troquei o choro pelo medo,

engulo as lágrimas pela garganta e

puxo a saudade para os pulmões,

o medo é combatido pelas noites pinceladas de

solitude ou de toque que de longe se assemelha ao teu.

Mas a noite arrasta-se, longa e silenciosa,

sem promessa de alívio. Mesmo com o tempo eu ainda me

perco nos ecos do que já foi, que se escondem entre

as paredes frias da memória,

elas vêm como fantasmas, pálidas, distantes, mas

ainda tão vivas, lembrando-me daquilo que outrora fomos.

Como uma sombra que nunca nos abandona.

Inserida por marcos_barreira

⁠EM TI QUE A ALMA AQUENTA (soneto)

Inverno... de prosas macilentas
Cheia de saudade, melancolia
Tão triste as trovas friorentas
Carregadas de soturna poesia
Pardo inverno de horas lentas
Sempre iguais, densa melodia
Ó versar, por que te apoquentas?
Não soluces mais, adoce, alivia!

Tudo é pressa, passa, é correria
Dos dias invernados do cerrado
Vai-se na poética que acalenta
Verás sim, soneto de invernia
Que canta o canto orvalhado
É em ti que a alma aquenta.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/06/2025, 14’45” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Hoje sonhei com você,
É consciente e subconsciente,
A saudade,
Já companheira,

Assídua,
Voraz,
Mas, o Amor,
Sim, só ele é capaz,

Supera tudo,
Desde que se haja paz,
Respeito mútuo,
E vontade de fazer dar certo.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Dia 66

A saudade é minha companheira,
Fiel escudeira,
Ou seria ela carcereira?

Presa dentro de um tempo em que nada posso fazer,
Ainda que eu grite,
Não podes me ouvir,

Ainda que em gargalhadas,
Comigo não pode rir...
Síndrome de Estocolmo,
Estou como?

Me cuidando à esperar você.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Dia 42.

Segue saudade,
No compasso do coração,
Me invade,
Sorrateira e covarde,

Passa-me a rasteira,
Deixa-me triste,
Sem eira nem beira,
Insiste,

Eu insisto,
Sou fiel ao meu amor não desisto,
No meu olho caiu um cisco,
Chorei,

A voz embargou na vontade,
Do abraço com cheiro,
Do beijo,
O tempero,

Daquilo que não passa ligeiro,
No teu olhar descobri,
Na tua voz vivi,
Faria tudo de novo,
Agora espero o novo,

Recomeço.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠CORAÇÃO FERIDO (soneto)

A poesia geme e a saudade murmura
No verso. Tão impaciente que parece
Um cântico, árdua toada, uma prece
Atulhando o versejar com desventura
Largando a imprecisão como messe
Aonde nas rimas a cólera configura
Então, a inspiração ruge, ó amargura!
É um aperto que da tentação floresce

Soa tom túrbido, convulsivamente
Trêmulos versos saem ferozmente
Por entre as mãos, sombria aurora
Roga o sentido nestes versos feridos
Com lastimas, sentimentos partidos
De um coração que pulsa e chora!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠PRISÃO (soneto)

Ó meu verso, meu falto verso que choras
As lágrimas tão sentidas de uma saudade
Na qual as estrofes que amargam as horas
E, deixam o suspirar cheio de profanidade
Não quero sentido que o desejo imploras
O suave amparo de uma cáustica vaidade
Quero o perfume suave das ternas auroras
De outrora: o beijo, o olhar... e a vontade

Ó prisão, ah infortúnio, ah cântico pobre
Que tira o tom do coração poético e nobre
Inspirando as lembranças só com rancor
Ó solidão, junta ao enredo nostálgica cena
Sussurrando versos com sensação pequena
Onde um tempo grassou o manifesto amor!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 junho, 2025, 14’49” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol