Poemas sobre Ruas
Retrato de uma guerra...
Uma cidade sem ruas,
uma rua sem casas,
uma casa sem família,
uma família sem mãe,
uma mãe sem filhos,
sem filhos e sem mãe.
Um corpo caído,
moído... sofrido.
Um corpo sem braço,
um braço sem mão.
Falta de espaço,
falta de ar,
um tiro no coração.
Uma cidade,
uma rua,
um homem,
sem sol, sem lua...
apático...
sobreviveu porque foi prático.
Anjos e demônios,
já escolhi meu lado!
Faço por ti, pois sempre ajudará,
a beleza das ruas me fascina,
ilusão tão bela, tão incerta,
como procurar cantos em uma esfera,
todo lugar é lugar.
Afastar-me de toda a maldade,
fez com que minha alma poudesse andar,
bem devagar, aproveitando a cada instante,
viajante por tempo inderteminado,
navegando entre o tempo e o espaço,
mergulhos rasos e pensamentos profundos,
ensinou-me a olhar o mundo.
Tropeçando e machucando,
levantando, seguindo e guiando,
horas deixo a vida levar,
mas quando não convém,
tomo as rédeas,
sem histórias tristes e pouca conversa,
devemos esperar o merecido?
Ou correr atraz de nosso juízo?
A oração é boa intensão,
mas a ação, faz acontecer.
Muita fé e sorte,
que sejes forte,
que a língua maligna esqueça teu nome,
que a paz te encontre,
que Deus seja sua morada.
Siga a estrada.
Ai, tô sofrendo de amor!
E hoje dirigindo pelas ruas percebi os primeiros sintomas; passar por um lugar e lembrar dos momentos q passamos, ir ao lugar onde sempre jantamos, me surpreender a cada dia com seu talento, saber q foi você quem sempre esteve ao meu lado, nos melhores e piores momentos, lembrar o carinho , o amor, os sorrisos, os mimos, as brigas, os conselhos, a sabedoria, a paciência, a dedicação...È sim, to sofrendo mesmo de amor, não por qualquer amor, ou mais um amor, mas sim o amor certo pra se sofrer, e sofrer não por não existir mais amor, mas pelo aperto que da em pensar em ficar longe da representação física dele..
Nem fui e já to sentindo falta do que tive aqui do meu lado, de acordar as 3 da manhã, entrar no seu quarto dizendo que estou passando mal e ouvir sua voz num misto de sono e preocupação dizer:
- Vem cá filha, deita aqui, eu cuido de vc!
Te amo mãe!
Caminho nas ruas
Encontro luzes
Encontro escuridão
Encontro tudo
Menos a sua razão
Você não sabe o que é amar
Você não sabe o que é paixão
Talvez algum dia
Alguém possa decifrar seu coração.
Se na próxima esquina der de cara com você, mudo o percurso.
Atravesso ruas, dobro becos, viro esquinas...mudo de cidade
Se preciso for, viajo no tempo.
Só não quero mais te encontrar...no caminho !
Passeio de Ônibus pela cidade, passo horas vendo as mesmas imagens, casas, ruas, vilas, pessoas tristes pelo caminho...Não há nenhum sorriso nas pessoas, elas estão preocupadas demais para sorrir ou mesmo olhar para os lados.
Sentado do meu lado está um estranho e vou passar as horas com ele até chegar no ponto final,e nem um oi, nem um olhar, estamos ocupados demais com nossos pensamento...SOMOS MAQUINAS.
Mudamos muito, hoje não sabemos mais demonstrar nossos sentimentos,as pessoas estão frias.
HOJE EU SÓ QUERIA UM SORRISO PARA ESQUENTAR MEU CORAÇÃO MINHA ALMA.
Pobre poeta...
Ai de ti pobre poeta...
Qual um arlequim chora pelas ruas de
muitos carnavais a solidão da alma....
Ouve-se uma musica ao fundo de suas
interpretações espetaculosas
São dedilhos de piano longínquos...
Que são trazidos pelos ventos de outros tempos...
Por que choras se tua vida tu a desenhaste em
canções carnavalescas?
Lamentas o que poderia ter sido ...perdeste tua colombina
Vem...levanta-te pega teu violino e acompanha as melodias que
São trazidas e como se fosses a brisa beija o rosto de tua amada
Deixa que o perfume das rosas do jardim perpetuem
Este momento perene...quem sabe assim ela terá olhos pra ti?
Ai de ti pobre poeta que escreves poemas à luz da Lua...
Essa Cidade
Ah! As ruas da cidade
embebidas de tristeza,
são malhas de tal beleza,
são rios de temeridade.
Nos caminhos da vontade
repletos de estranheza,
nos confins sombrios, clareza
na nobreza, enfermidade.
Onde andam os perdidos,
Onde correm os afoitos,
Onde se encontra os amigos
Quem procura a igualdade,
Quem desdenha a verdade,
Convivem nessa cidade.
As ruas largas, folhas nas calçadas
Um vento forte de verão.
Um rosto lindo quase tão perfeito,
Mas nunca se compara à solidão.
Você passa e não me vê,
As folhas caem, cadê você?
Você jurou sempre me encontrar,
Você falou que estaria lá.
Ja faz tanto tempo que eu não te vejo,
Mas um dia eu vou te encontrar.
Lembra das promessas que nós ja fizemos, de um dia a gente se encontrar?
Mas esse dia ja chegou..
Eu sei que você nunca lembrou,
Você sumiu e me esqueceu.
O que será que aconteceu?
Lembra das promessas?
Lembra dos desejos?
Lembra do Amor que acabou?
E nossos planos?
E nossos projetos?
E nosso futuro? Não chegou.
As folhas caem e cadê você?
Você jurou nunca me esquecer,
Você falou que estaria lá.
Mas onde agora você está?
Me perco em poesia,
me perco nas ruas
entre as pessoas
as folhas que me cobrem
o vento que me tapa de ansiedade
é o tempo que passa
depressa
apressa
aperta..
PAPIRO VIRTUAL
Ando tão calado pelas ruas do universo
Meu verso contido tem sede de ti
Na praça do mundo sou poeta mudo
Cansado e querendo sempre prosseguir...
Somente te olhando em silêncio choro
Choro e, amo-te para além de mim
Num mundo de loucos sem alma e sem letras
Quem desejará conhecer algo assim?
Quem tempo perderá para ler meus devaneios,
Que em forma de versos tão pouco falam de mim?
Por muito que falem precisam ser lidos,
Ouvidos, sentidos para não ter fim...
Neste caos moderno, inferno civilizado
Aldeia global de multidões perdidas
Solidão acompanhada é hoje rotina
Pras tantas retinas secas e opacadas...
Quantos compreendem a dor do poeta?
Que verso se faz, em tal cenário vil?
Mas só posso ser aquilo que sou...
E sendo o que sou...
Solto meu verso febril!
Agora destilo meus versos contidos,
Em dias intensos de trabalhos sem sentido
Nas veias virtuais da rede global,
Me lanço voraz com pena e papel
Para aliviar todo o desejo reprimido!
-O meu final
Eu andando nas ruas e procuro um pouco de luz, as sombras me tocam !
E as lagrimas não caem .pois este fim eu já vi
É onde eu fico sozinho apenas no vazio .
pedindo cores !
As falas não me expressam ,pois estou aflito implorando paz .que em mim não ah
É como se fosse um sonho ,mas a realidade é cruel de mais para me ver feliz!
E eu sou feliz? Não! Não posso ser feliz assim .caminhar sozinho!
é o meu fim!
Vagabundos.
Ninguém mais se escandaliza ao ver as ruas do Guarujá tomadas por vagabundos andarilhos que incomodam os transeuntes de várias maneiras.
Bêbados, flanelinhas, flanelinhas bêbados, homens e mulheres jovens e fortes, perambulam à cata de qualquer trocado que lhes supra as necessidades.
A condescendência com essa situação, aliada à piedade que a maioria de nós tem pelos seres humanos e pelos animais abandonados, impede que façamos justiça com as próprias mãos, negando votos para os verdadeiros culpados pela situação que o país atravessa.
Vagabundos criminosos posam de políticos enganando a cada eleição todos os que os elegem.
Não há muito que a maioria de nós possa fazer senão execrar esses políticos vagabundos.
Aqui no Guarujá precisamos banir a eleita por contar mentiras.Não contente em não cumprir as promessas, atirou a cidade num caos maior ainda do que o deixado pelos últimos prefeitos.
Todos ladrões e corruptos, inelegíveis e condenados por atos de improbidade.
Para alguns foi necessária a justiça divina, porque em vida teriam burlado em toda e qualquer instância a justiça dos homens.
Adoro!
Adoro te encontrar por ai.
Pedindo entre as multidão...
Andando nas ruas dessa cidade quente, quente feito o sol,que queima as nossas narinas.
Adoro ficar horas conversando contigo!!!
Simplesmente...
Me chama
Para andar pelas ruas
Para olhar as Luas
Para lavar as roupas tuas
Para apoiar tuas falcatruas
Ou para fazer parte das tuas recuas
Mas não se esqueça de me chamar
Nem que seja só para me amar.
Óh chuva!
Andei pelas ruas que tu estavas molhando
Teus pingos pelo parabrisa escorregando
Pareciam contas de um rosário falando:
Cheguei porque por mim estivestes rezando...
mel - ((*_*))
Perdoai vos eles não sabem o que fazem ...
Ando pelas ruas que outrora fora vales e planícies ...
Em um tempo já fornecido é por muitos esquecido ...
Ainda sinto o peso de minha armadura e as dores das batalhas ....
Devo aceitar esse novo tempo ao qual dificilmente levarei algo ...
Sinto o brilho em mim talvez de meu elmo agora invisível ....
Confundencem os olhares risos reverências ....
Época estranha essa onde tudo se quebra mesmo sem batalhas ...
Não vejo muita honra nem lealdade ....
Tudo se foi ...vejo apenas o vai e o vem de vultos sem nomes ...
Sinto também o peso de minha espada está ali de alguma forma ...
Continuo minha cruzada ...
O vento sopra levando meus cabelos em meio a pensamentos ...
Deito um pouco para ver o por do sol por entre as árvores ....
Sinto uma fragrância suave ... Salta meu coração ...
As lágrimas descem sem parar ....
Sinto sua presença neste plano também ....
Tão perto ... E tão distante ....
Nem todas as batalhas ...
Nem todas as alegrias ...
Se comparam a essa dor ...
Fecho meus olhos e consigo contemplar perfeitamente seus olhos ...
A feagancia aumenta e agora sinto também a sua presença ...
Salto e passo a procurar desesperadamente um olhar ....
Uma direção ...
Descem pelo meu rosto novamente mas agora com a chuva que cai ...
Comigo ....
Eu gosto de caminhar sozinho por algumas ruas, entre arvores e casas, entre carros e pessoas
Gosto de caminhar no silencio da solidão, sempre que chove, também quando faz frio
Livre, leve e solto
Quando passo levo um pensamento, as vezes outro
Eu sou assim
Calmo e simples, intenso no fim
Vivo aqui a muito e muito tempo
Prazer, eu sou o vento
Quem me vê passar
Passam carros, passam ruas...
sempre passam no lugar!
Corre a água na calçada,
e um cachorro a passear.
Vejo a imagem na vitrine,
refletir meu caminhar...
olho o homem na janela,
com sorriso amarelo,
me seguindo com o olhar.
Sigo em frente o meu caminho,
que o fim tá pra chegar.
(Ana Kika)
Ausência
Continuo a percorrer
as mesmas estradas,
as mesmas ruas e
os mesmos caminhos.
Continuo também
a freqüentar
os mesmos lugares,
os mesmos bares.
Enfim, nada mudou.
A não ser a tua ausência,
que faz com que tudo isto,
já não tenha o mesmo sentido
que tinha antes:
fazer-nos felizes.
