Poemas sobre Ruas

Cerca de 1709 poemas sobre Ruas

QUEBRADIÇO'

Nas cicatrizes levanta-se
Abraçando as dores do mundo
Fitando ruas...

Fez dos fantasmas amigos
E da solidão crua
Razão para celebrar...

Sem cogitar
Triturou paralelepípedos agudos
Acenando esperanças...

Sem perfeição
E sabor agridoce nas veias
Afogou-se em desesperos...

A rua é imensidão
Futuro desolado
Generoso nas horas incertas...

Mas sempre compartilha o pouco pão nas intempéries
E faz da vida ilusão
Ópticas várias no amanhecer...

É criança sem reação a transbordar
Ansioso por respostas
Descrenças...

Quebradiço
Ele espera lá fora
Veemente por casulos...

[novas ausências]

(Estrofe 1)
Quero sair pelas ruas do mundo
Sem colocar hora pra voltar
Deixar o tempo falar mais profundo
E o meu peito aprender a escutar

Ver a beleza escondida nas folhas
Ouvir o vento contando quem sou
Cada caminho guarda memórias
Que o coração nunca abandonou

(Pré-Refrão)
E quando a noite me beija devagar
Um novo sonho começa a acordar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Estrofe 2)
Quero tocar o silêncio das águas
E me banhar de sentido e razão
Ver as estrelas pintando estradas
Que só se enxergam com o coração

Cada paisagem me chama pra dança
Cada sorriso me pede canção
Viajar é renovar a esperança
Que nasce forte dentro da mão

(Pré-Refrão)
E quando o dia vier me encontrar
Eu sei que a noite vai me acompanhar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Ponte – mais suave, estilo MPB intimista)
E se um dia eu perder o caminho
Eu me encontro no som do luar
Pois a vida é só um passarinho
Aprendendo a voar

(Refrão Final – crescendo emocional)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou
Eu vou…

⁠Minha Vida Seguir

Passeando pelas ruas eu vejo
Me dá desespero
Quero acreditar que isso possa mudar
Mas pra isso , precisamos protestar
Quem nos colocou a essa crueldade
Seres usurpadores e colonizadores
Ali na esquina é bem assustador
Usam farda e pegam o dinheiro
É quase o dia inteiro
Essa política os constituiu
Isso se chama , " Brasil "
O Pobre abaixa a cabeça
Trabalha honesto e com pouco sobrevive
Eu insisto , quero um mundo diferente daqui
Quero minha vida seguir
Esse País pode melhorar
Mas , só basta acreditar ?
Não , esse seu jeito de pensar
Os prende no dinheiro
E eu não sou maloqueiro
Um jovem branco a seguir
Respeitado , é diferenciado
Já esse irmão aqui do lado
O olhar é diferente
Não tem fortuna , é uma vida dura
Esse eu dou muito valor
Carrega com sigo a dor
Mas é sobrevivente
Quero minha vida seguir
Esse é o meu País
Vamos pensar igual nossos irmãos
Com paz no coração
Mudar essa sociedade
Praticar a caridade
E você ? De que lado está ?
Vem aqui também protestar
Quero minha vida seguir
E jamais desistir .

Que saudades daquela infância
Cabelos ao vento,


Correndo descalço pelas ruas de barro,
Sob os olhares dos moradores nas janelas de suas casas.


Hoje eu percebo que na mesma rua de minhas lembranças, o que eu vejo é medo e insegurança.


Triste realidade!

Final de ano as ruas estão perigosas, as pessoas estão doidas e a melhor
Escolha é ficar em casa, em paz e longe dos conflitos.
Sair só em caso de necessidade mesmo!

Olinda no coração

Como poderia esquecer
tuas ruas rumo ao céu,
tua brisa em carrossel,
patrimônio em cordel.

Fostes caminho para holandeses,
abrigo para os portugueses,
e para todos, muitas vezes,
lugar de belos prazeres.

Com palavras te lembrar:
praia, orla, sol e mar,
praças, casas, se hospedar,
ladeiras, igrejas, passear.

Bonecos gigantes de montão
no carnaval de tradição,
Olinda tu és o meu pendão,
também estás no meu coração.

"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho.
Amor é paixão, paixão é desejo.
Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo.
Minha boca, ainda guarda cada beijo.
Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro.
Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito.
Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo.
Ainda amo o seu jeito.
Ainda sou aquele sujeito.
Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro.
Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio.
Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio.
Aqui um beijo; acolá, outro aconchego.
Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito.
Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito.
O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio.
Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney

Nas ruas o calor devasta.
O clima enlouquece por convivência do ser humano.
O laços que fazem a chuva desabafar...
O bicho chamado homem devasta e polui.
Nada é realizado apenas acometido e assim vemos o abismo continuar
O calor, a seca, a falta de vergonha na cara...

NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

NOSTALGIA.

Tarde nebulosa com previsão de chuva forte, ouço uma canção e observo as ruas vazias e chego a pensar que apenas eu sinto essa nostalgia. As horas horas passam tão rápido quanto os meus pensamentos que ao embalo da canção buscam encontrar você.
Na melancolia da minha imaginação, encontro destino para os sonhos não realizados,caminhos desencontrados,amores passados e tomo uma decisão:continuarei aqui de mãos dada com a nostalgia.

Tem pessoas que passam
e deixam o mundo torto.


Depois delas,
as ruas não sabem mais ser só ruas.
O lago não sabe mais ser só água.
Os lugares viram armadilhas
para a memória.


Eu ainda te procuro
onde você não está.
Na igreja.
Na academia.
Nas esquinas da cidade
que aprenderam o seu jeito de andar.


Eu quase fui.
Quase deixei um bilhete.
Quase atravessei meu próprio orgulho
para te desejar feliz aniversário.
Quase me esqueci
de tudo o que me feriu.


Mas eu não fui.
Porque algumas pessoas
ensinam a gente
que amor também pode ser silêncio.


Eu lembro de coisas
que talvez você nem lembre mais.
De caminhadas sem destino.
De risadas que não precisavam de motivo.
De um jantar simples
que virou casa.
De um dia em que você acordou
nos meus braços
e, por um instante,
o mundo ficou quieto.


Eu sei que erramos.
Eu sei que doeu.
Eu sei que você não soube me cuidar.
Mas o que eu senti por você
foi limpo.
Foi inteiro.
Foi verdadeiro.


E talvez isso seja o que mais machuca:
ter amado alguém
que não soube ficar.


Eu carrego uma marca na pele
que não é vaidade.
É memória.
É prova de que existimos
em algum tempo do mundo.


Às vezes penso
que eu não significo nada pra você.
Que eu fui só mais um trecho da sua vida.
Uma página dobrada.
Um nome esquecido.


Mas eu sei o que eu vivi.
E isso ninguém apaga.


Você não está mais aqui,
mas tudo ainda sabe o seu nome.
Mesmo que eu não diga.


E dói.
Dói porque foi real.
Dói porque eu ainda sinto.
Dói porque eu não soube te esquecer...

A gente tropeça com tanta gente nas ruas da vida.
Algumas a gente guarda na memória, com outras a gente faz história.
Algumas são momentos, outras são eternas.
Algumas ficam na terra, outras a gente leva para o céu!
Haredita Angel
07.-09.25

Meu nome é Marcos Kamorra.


Tudo começou nos tempos em que eu era MC nas ruas. Precisava de um apelido que impusesse respeito, que carregasse aquela energia de quem não baixa a cabeça, de quem encara o mundo de frente. Escolhi “Kamorra” inspirado no significado informal em espanhol e português: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de guerreiro que não leva desaforo pra casa. Era perfeito pro rap — forte, direto, marcante.


Passei anos rimando com esse nome, batalhando em duelos, construindo minha identidade nas letras e nas quebradas. Kamorra era o cara que lutava, que resistia, que enfrentava tudo.


Mas um dia, por acaso, me deparei com um termo hebraico antigo: “Mi Kamocha” (מִי כָמֹכָה), que significa “Quem é como Tu?”. É uma frase do Êxodo, um louvor à singularidade absoluta, à ideia de que não existe ninguém igual, de que cada um carrega uma essência única, irrepetível.


Na hora, senti um choque. Era como se duas partes de mim que sempre existiram se encontrassem: o guerreiro da rua, cheio de garra e atitude, e o buscador que entende que a verdadeira força vem de ser fiel à própria essência, de ser único no mundo.


Aquele apelido de batalha ganhou um significado muito maior. Não era mais só sobre brigar com o mundo — era sobre lutar POR si mesmo, pela própria verdade, com coragem e princípios.


Aí tomei uma decisão que mudou tudo: registrei “Kamorra” como meu sobrenome oficial.


Hoje, quando alguém pergunta de onde vem meu nome, eu respondo com orgulho: vem da rua e vem da alma. Vem da atitude combativa que me forjou e da revelação de que sou único, como ninguém mais.


Kamorra não é só um nome. É minha história inteira: do MC das batalhas ao homem que escolheu ser rei da própria verdade.


Sou Marcos Kamorra.
Guerreiro.
Único.
Incomparável.


#Kamorra #FilosofiaKamorrista #Autenticidade #Singularidade

2 anos juntos
Angra dos Reis
Andando pelas ruas
Uma igreja
Wesleyana
Risadas, coração quente, felicidade
Sensação de que o universo estava em paz com nossa união.

Se há trevas nas ruas,
se o céu for um deserto sem o brilho do luar,
e num clarão de luz o teu olhar vier me guiar…
as mais belas palavras são ditas no silêncio de cada olha

Fugiu numa noite gélida,
Logo caiu nas poções encantadas,
Não imaginou as ruas tão violentas,
Mais uma usuária viciada.

"" A última vez que estive em Paris era verão
nas ruas lembranças de nós dois
e pombos a revoar
no olhar a saudade simplificava sua falta
e nada se igualou ao desejo de retornar
meu lugar é ai
dentro do seu coração...""

Nas esquinas da vida, entre ruas vazias e avenidas apressadas, você passou por mim.
Foi rápido demais para ser esquecido.
Não sei se foi sua beleza, seu perfume ou o silêncio que ficou depois.
Só sei que algo se partiu naquele instante.
Desde então, sigo te procurando em rostos errados e caminhos perdidos.
Alguns encontros não vêm para ficar.
Vêm para doer e nos mudar para sempre.

Entre confete e silêncio

Nas ruas nasce fevereiro
com seus tambores solares,
uma alegria ensaiada
que aprende a sorrir mais alto que a fome.

O país veste plumas
para não ver as costuras abertas.
Cada lantejoula cobre
um buraco antigo do telhado.

Chamam de festa popular —
e é,
porque o povo é especialista
em sobreviver cantando.

Mas há um cansaço
escorrendo por baixo da tinta:
um mapa rasgado em avenidas,
um futuro vendido em três acordes.

O pão chega em migalhas,
o circo em carros alegóricos.
A multidão aprende o refrão
antes de aprender o porquê.

Enquanto isso,
nas casas quietas,
a solidão assiste pela televisão
um país que não cabe mais em si.

Ninguém é tolo sozinho —
é junto que a distração floresce.
É mais leve dançar
do que sustentar a pergunta.

E assim fevereiro passa:
o Brasil amanhece rouco,
coberto de papel picado,
sem lembrar o que tentava dizer.

Nômade

A vida passa e o incompreendido chora
Pelas ruas o andarilho some
Intensamente busca o que perdeu
Sem saber que achou.

Nada entenderá sem ser compreendido
Compreendendo se perderá
Nas buscas e buscas exteriores
Como nômade pairando nos cantos do mundo.

O incompreendido chora
À inexistência do palpável
Pela terra escorrem entre os dedos
Os sonhos perdidos pela lembrança...