Poemas sobre Ruas

Cerca de 1691 poemas sobre Ruas

Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.

Há quantas quadras já andei?
Entre todas ruas e calçadas
Todos os rostos, perdidos e tentando se encontrar
Os encontrados tentando se perder
Há quantas esquinas já esbarrei?
Dentre aquelas mais distintas, há de ter a mais bela história.
Há quanto tempo estou andando?
O tempo veio chegando, parece até que ja se foi.
Há mais tempo a passar ou tem passado muito tempo?
Há quanto tempo estou pensando?
Dentro desse tempo sempre há os tempos que passamos
E a quem damos, o bendito do tempo
E se é pra falar em se doar,
Eu me doou aqui e acolá sem saber há quanto tempo estou me dando
Há tempo me doando sem saber de onde vem
Essa vontade de ser alguém
Há quanto tempo estou procurando?
Eu não sei...
Há quantas quadras eu já andei?

Sergio Vinicius de Moraes.

Canção da Madrugada
William Contraponto


Ando pelas ruas, meio em silêncio.
O mundo parece tão fiel,
Porém, em mim, há um incêndio
Que arde num canto cruel.


Olho as portas ainda cerradas;
O céu se desfaz num papel.
Observo a nota, entre calçadas,
Que me prende num tom tão fiel.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada,
Também não seria para iluminar?


Nem todo farol aponta o trilho,
Nem toda luz vem do perfil.
Às vezes, um som, num canto simples,
É o que resgata o mais sutil.


Talvez não seja só poesia,
Talvez um gesto mais gentil...
O que desponta em noite fria
É sopro terno, quase infantil.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas ainda estou a me questionar:
Quando surge uma canção na madrugada
Também não seria para iluminar?


Se a escuridão compõe a dança,
E o silêncio tenta conversar,
Talvez não caiba mais cobrança,
Talvez seja hora de cantar.


Acho que será uma manhã ensolarada,
Mas sigo sem pressa de encontrar.
Pois a canção me toca na madrugada,
E sigo tentando nossas linhas interpretar

Porto Alegre em Dia de Chuva


Chove manso sobre as ruas antigas,
como quem lembra histórias guardadas,
nos telhados, o tempo suspira,
entre árvores, memórias molhadas.


O Guaíba se veste de cinza,
mas guarda um brilho de prata no véu,
as nuvens parecem cartas antigas,
enviadas do próprio céu.


Os bondes, em sonho, ainda passam,
rangendo lembranças de outrora,
e o vento nas praças conversa
com fantasmas gentis da aurora.


Café fumegante nas esquinas,
janela aberta, um olhar distante,
há ternura em cada esquina,
um suspiro leve, constante.


Porto Alegre chove e encanta,
com seu charme melancólico e fiel,
é cidade que canta e que pranta,
com saudade doce e papel.


E quem anda por suas calçadas
de guarda-chuva e coração,
sente o tempo escorrer nas fachadas,
feito lágrima... e canção.

Eu vaguei ao redor

Das ruas dessa cidade

Tentando achar sentido em tudo

A chuva em meu rosto

Cobre os meus traços

De todas as lágrima que tive que desperdiçar

Por que nós temos que esconder as emoções?

Sou um renascentista


Talvez eu tenha nascido fora do tempo,
mas minha alma caminha pelas ruas de Paris.
Não as ruas apressadas do turismo,
mas aquelas onde a madrugada ainda cheira a vinho, tinta e papel.
Onde os músicos tocam como se o destino dependesse de um acorde
e os poetas bebem a lua em silêncio.
É ali que existo — entre o som e a palavra,
entre o piano e o abismo.
Sou um renascentista: músico, poeta, pianista.
Vivo entre o sagrado e o profano, entre o vinho e o verbo.
Cada nota que toco é um pedaço de mim tentando renascer,
cada verso, uma confissão que o tempo não conseguiu apagar.
Não bebo para esquecer, bebo para lembrar —
que a vida, como a arte, é feita de breves eternidades.
Quando sento ao piano, sinto Paris me ouvir.
Os fantasmas de Debussy e Ravel espiam por sobre meu ombro,
e o Sena, lá fora, parece repetir minhas notas nas águas.
O poeta em mim escreve o que o músico sente;
o músico traduz o que o poeta pressente.
É uma comunhão silenciosa entre o som e o pensamento —
a forma mais bela de loucura.
Ser renascentista é não aceitar a indiferença dos tempos modernos.
É crer que a beleza ainda pode salvar,
que o corpo é templo e o amor é arte.
É brindar com o vinho e com o caos,
com a esperança e o desespero,
porque tudo o que é humano é divino quando há música no coração.
Sou um renascentista.
Poeta, músico, homem que vive nas ruas de Paris —
onde o tempo se curva diante de um piano,
e o vinho se torna prece nas mãos de quem ainda acredita
que a vida é, acima de tudo, uma sinfonia inacabada.

A gente tropeça com tanta gente nas ruas da vida.
Algumas a gente guarda na memória, com outras a gente faz história.
Algumas são momentos, outras são eternas.
Algumas ficam na terra, outras a gente leva para o céu!
Haredita Angel
07.-09.25

Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.


Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.


Precisava de plateia, não de vínculo.

RIO DE JANEIRO

Evan do Carmo

Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Degusto um bom vinho,
em uma taça antiga,
que me lembra as antigas ruas de Viena,
lembrando-me, por algum acaso, do brilho das doces moças das peles claras e olhos claros,
sem ter nada contra, é claro, das índias brasileiras, doces também, de fato.

Escrevo com delicadeza, estas letras sensíveis,
para que teus olhares, as vendo, sejam puros e delicados,
como um fino papel, não resistente a nem uma gota de mísera chuva,
e muito menos, as lágrimas de uma moça vítima de adultério.

Sonho em apenas imaginar teus olhares emaranhados em minhas linhas neste poema,
linhas singelas que pretendem alterar seus sentimentos somente para te tê-la em meus braços,
delicada donzela,
dona de meus pensamentos, mesmo que esteja lúcido ou com os olhos fechados,
pois mesmo assim, estarei ligado e sonhando com ti.

Inserida por danilofina

Motorista, seja gentil no trânsito, compartilhe as ruas, respeite o Atleta (Corredor de Rua) e o ciclista.
É dever dos motorizados zelar pela segurança dos não motorizados. Esporte é saúde, estacione seu veiculo, cuide da natureza e venha compartilhar desta ideia, pratique esportes.
Respeito, paciência e atividade esportiva, por um mundo melhor!

Inserida por gleydson111

Olhe em minha Face
Olhe em minha Alma se possível
Olhe meu andar pelas Ruas
E pergunte pra Deus o porque estou assim tão triste
E ele te respondera:"Olhe o amor da sua vida
não deixe ele passar.Pois obstáculos
e brigas sempre haverá
Mas grande é o amor que permanecera".

Inserida por Werveton-Almeida

"...Estrelas caem ao meu redor e sua luz quente incendeia as ruas com seu fogo dourado e vermelho. Derrepente eu sinto um irônico frio apesar do fogo e sinto um tremor incontrolável em minhas pernas. Meus olhos hesitam a se abrir. O meu coração começa a bater mais rápido do que eu acreditava ser possível,num ritimo desgovernado e involuntário..."

(Eu e a minha velha mania de tentar descrever o indescritível, algo como a sensação de ser beijada por voce)

Inserida por Isa-bel

O flautista e seus versos – Rafael Rocha
15/09/2012

Essas ruas são tão perigosas
Não sabemos quem está nos olhando
Quem está nos vigiando
Os carros vão correndo
Enquanto pedestres vão caminhando

Os loucos são tratados em locais fechados
Protegendo a sociedade
Loucos que sofrem calados
Seria mais justo proteger os loucos
De toda essa seriedade
Somos inocentes
Essa é a verdade

Pois o mundo é perigoso
Vamos cuidar dos nossos filhos
Num lugar melhor
Onde a loucura seja um dom
E assim não me sentirei tão só

O problema de alguns líderes
É saber de todo o seu poder
E assim eles governam
Dizendo o que querem dizer
E nesse governo
Não há espaço pra você

Perfeição não se baseia
No que deveríamos ser
E sim no que somos de melhor
Eu sempre fui mais perfeito
Que você
Mas nunca foi meu direito
Isso dizer

E sábio aquele que não precisa
Ser valorizado pra saber seu valor
Vive fortemente na luta e na dor
Ninguém precisa dizer
O quão importante é você



O ódio é um sentimento alternativo
Para quem nunca aprendeu a amar
E uma especialidade
Para quem sabe enganar
Eu estou mudo
Eu posso falar
Mas ninguém pode me ouvir
Não importe o quanto eu grite
Não posso pensar em fugir

Eu conquistei o passado
E mereço o futuro
Não, isso está errado
Vigie á sua esquerda
Vigie a sua direita
Veja quem está do seu lado

O passado lhe mostra
Quem merece sua confiança
Porém tolo é quem quer ter confiança
Unicamente pelo passado
Vigie á sua esquerda
Vigie a sua direita
Veja quem está do seu lado

E as ruas ainda são perigosas
Devemos olhar para os dois lados
Antes de atravessar
Devemos correr antes de andar
E devemos não ter medo de amar

E nossos filhos estão crescendo
Na terra prometida
Um paraíso sem saída
Uma ilusão boa de ver
Uma vida inteira pra te amar
Um mundo perfeito
Para eu e você.

Inserida por rafaelRocha

Comecei a deixar meu cheiro pelas ruas da sua vida, e você com toda essa sabedoria que só os sabidos têm, sentiu o cheiro de dia bom... aquele de dia calmo...

Rebeca

-

Inserida por Nectardaflor

Relatos Indignos

Passando pelas ruas
Vendo destruição
Elas me beijaram
Gerando uma simples ilusão.

Os poetas amam
Os poetas odeiam
Os poetas não sabem medir amor, amam ilimitadamente
Os poetas são medíocres, morrem de amor.

Serão contrariados
Serão desamados
Mas ainda me pergunto: Por quê?
Por quê ser bom é tão árduo?

Me desanimo em ver seres com fome
Desculpe, mas irei me calar.

Inserida por DouglasCoelho

Vejo-me em terras estrangeiras
Estou só
Sempre só
Ando pelas ruas atrás de algo
como um fantasma arrastando minhas correntes
arrastado pelos meus sonhos
Percorro todos os bares que encontro
enquanto sobrar uma bebida, beberei.
Enquanto respirar negarei este ar com o sopro de um cigarro
E continuarei fumando
Verei meus sonhos queimando
Assim como o tabaco foi feito para queimar
nos breves momentos em que vive?
Na procissão de minha vida
Vago a contar as contas deste rosário
a ladainha de meus fracassos.
Mas o sonho ainda me assombra
Assombra-me como também me assombram
a lembrança que te tenho, e essa é única coisa que me legaste.

Inserida por ChrisBorges

Queria…
… mergulhar nas ruas do esquecimento
apagando memórias que doem,
com meu pincel descolorir momentos
desta alma em sofrimento
queria não recordar
porque de tanto o fazer, mesmo que involuntariamente,
foge-me a vontade de voltar a acreditar
Refugio-me no fumo de um cigarro, entre quatro paredes, com ele me intoxico
Queria…
como eu queria…
que uma pequena estrela em minha mão caísse
uma centelha de brilho me desse neste olhar mortiço,
nesta vida que ainda me falta viver.
Nada dizendo, tudo digo,
Não desejo que me entendam, só que me deixem comigo.

(dedicado ao meu irmão que faleceu no dia 12 de março de 2012)

Inserida por braisabel

Pessoas andando pelas ruas, com a alma vazia, com o coração colado por um pequeno fio de linha preta.
Sem saber por onde vão, ou aonde irão chegar, rezando para isso tudo acabar.
Sozinhas porém acompanhadas;
O vento bate como um lento sino de igreja, trazendo todas as lembranças de volta.
Lembranças de tormenta, lembranças sangrentas, cujo as quais desejam esquecer.
Para onde vão? A que horas chegarão?
Ninguém sabe, eles apenas buscam um lugar para se refugiar.

Inserida por Grazinardari

FUGAZCIDADE

O tempo parece escasso
Há tanta coisa a fazer
Andando nas ruas do espaço
Não tenho mais vida a perder

Inserida por aillondias