Poemas sobre quem Realmente eu sou

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Eu terminei com você
E terminei com todos os outros
Agora só me resta esquecer
Fingir que não tenho sentimentos
Que eles não fazem parte de mim
Que a dor não existe
Que o conflito interno não existe
Que eu não sinto a sua falta
Que não me faz bem estar sozinha
Que eu não penso em você
Mas ao mesmo tempo eu lembro do meu juramento
Ao mesmo tempo eu aguardo ansiosamente
Acreditando que um dia eu estarei entendendo isso tudo o que acontece com os meus sentimentos
Que um dia serei família
Que existe alguém olhando por mim
E que essa angústia toda vai passar.

Aos Meus Seguidores

Com carinho eu vos escrevo,
amor que em cada passo cresce.
Coração que se abre, vivo,
na nossa amizade que floresce.

Cada presença é luz e calor,
laço que o tempo não desfaz.
Gratidão, amor e ternura
é o que trago a cada um de vocês, sempre e mais. 🤍






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3LΣ
Ele estava lá
Para me ver rir e chorar
Me regar
Me levantar


Eu era uma planta
Antes nunca regada
Mas hoje sempre amada




Você me deixou
Me soltou
Meu brilho despencou
Minhas pétalas murcharam
Mas tu deixou-os e eles me atropelaram


Onde estava tu quando eu precisava?


Onde estavas tu quando minha alma pairava?


Onde estavas tu quando ~sozinha~ eu me matava?


Onde estavas tu quando?
Onde estavas tu?
Onde estavas?
Onde?






3LΣ foi diferente
Me tratou igual gente
Me fez sentir lembrada
Então, sim, mesmo preferindo a água da chuva escolho todos os dias permanecer com a que sempre esteve lá.

O AVESSO DO VERBO
(Onde a grafia não alcança)


Às vezes eu culpo o silêncio por não compreender as metáforas de minha existência. Ele tem o hábito de esconder as palavras que eu ainda não tive coragem de inventar — ou mesmo decifrar. O que resta, afinal, é o que sobra quando as letras faltam.


Lu Lena / 2026

ECO DAS CINZAS
(O Legado do Efêmero)

Eu faço minha história agora, para ser lembrada na memória de quem ler meus manuscritos jogados ao vento... após minhaimpermanênciano tempo.

Lu Lena / 2026

GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)

Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.

Lu Lena / 2026

TEMPO EM MIM...

É distante de tudo e de todos que fico assim…
parada num tempo que só eu enxergo pra mim…

​O MALABARISMO
(​A arte de não soltar o céu)

​Com uma mão eu toco o céu e a outra eu toco o chão,
e assim vou seguindo fazendo esse malabarismo chamado vida.
​Suspensa pelo fio da esperança
e ancorada pela corda da realidade.

​Lu Lena / 2026

Não demore pra dizer pra alguém, hoje:
"Eu não sabia como a nossa amizade era tão importante. Ela começou com uma conversa simples, criou raízes e está crescendo. Cada dia com você, percebo que um pedaço de mim fica em você e um pedaço de você fica em mim."


Sabe aquele carinho gostoso de amizade verdadeira, que traz paz e aquece o coração da gente...
Então é esse carinho que eu vim aqui rapidinho deixar pra você!

Dia 02 de Novembro. Dia de amados.

Hoje eu não vou a cemitérios.

Hoje é o dia que escolhemos para homenagear nossos mortos.

Dia em que muitos se dirigem aos cemitérios, visitam túmulos, os enfeitam, relêem as inscrições nas lápides...
Muitos reservam alguns momentos nesse único dia, para lembrar, aqueles que morreram e já foram esquecidos, acho isso um tanto hipócrita e totalmente desnecessário.

Não que eu também não tenha meus próprios mortos, para lembrar ou revisitar, mas faço isso, no cotidiano, mantendo-os vivos em mim e buscando as referências, de suas vidas, em suas obras...

Hoje eu não vou a nenhum cemitério.
Aos esquecidos, seria desonesto, tal fingimento e aos que mantêm-se vivos em mim ou em suas obras, seria completamente desnecessário.

Não vou a cemitérios.

Tenho pra mim que, assim como, Mario Quintana, aqueles que um dia viveram, não estão lá.

Hoje, a minha criança me chamou para passear
Então, eu a levei
[Eu nem tenho filhos]

Eu tenho uma condição rara
Não tão rara

Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo

E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz

Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.

Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.

— ecos de tudo aquilo que guardei.

Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias

Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue

[Ineditismo]


Quão sortuda eu seria
Se morasse na primeira vez das coisas.

Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.

Eu te infinito.

ABRAÇO QUE EU NÃO TIVE

Eu já sorri quando a alma chorava
Pra ninguém perguntar se doía
Já fui presença quando me faltava
Um ombro, uma voz, uma companhia

Eu já ajudei quem caiu no caminho
Enquanto eu caía por dentro também
Fiz do meu peito um lugar de carinho
Mesmo sem ter onde pousar em alguém

Eu sou o abraço que eu nunca recebi
Sou a palavra que ninguém me falou
Sou o cuidado que faltou pra mim
Mas que em mim nunca faltou amor

Eu sou sorriso em dia de tempestade
Sou força quando o peito desabou
Quem vê coragem não vê a metade
Do tanto que essa alma suportou

Eu já enxuguei lágrimas alheias
Com as minhas presas no olhar
Já disse “fica, vai ficar tudo bem”
Quando eu queria alguém pra ficar

E fui aprendendo no silêncio da vida
Que ser forte também cansa demais
Por trás de toda mão estendida
Tem um coração pedindo paz

Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Me desconcerto com teus encantos; beleza estonteante que me torna simples, e eu me deixo levar.
Pode até me chamar de Solimões — serei apenas o curso do seu prazer.

Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.

Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.

Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.

Bah…
tu virou saudade antes mesmo de virar passado.

E eu sigo aqui,
tentando ser forte igual gaúcho aprende a ser,
mas tem ausência tua
que nem o vento minuano consegue esfriar.

O coração até tenta seguir estrada,
mas toda vez que lembro do teu jeito,
é como se a alma parasse na cancela
esperando alguém que não vai mais voltar.