Poemas sobre quem Realmente eu sou

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⁠Os meus erros me fazem lembrar que sou humano e mortal
Além de me darem a oportunidade
De aprender com os erros
A corrigi-los e onde não errar mais.

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Se amar é um crime
Culpado sou por sentença
Cumpro minha pena
Com alegria e prazer
Afinal criminoso sou por amar você...

Criminoso

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Se sou poeta gostaria de ser poeta e saber transformar o amor em palavras com tanta sensibilidade, a beleza das coisas, o colorido das flores na primavera, pelo sol do verão, pelos abraços calorosos do inferno, do outono, cobrindo o chão com folhas que caem das Árvores Queria poder ser Poeta para compor poemas em versos declarando as maravilhas que se manifestam nas coisas mais simples da vida Queria ser poeta para que através da poesia pudesse revelar com simplicidade e beleza as coisas que encantam os olhos que acalmam a alma que se declara a quem ama revelar o amor, as paixões dos sentimentos das emoções e do desejo que podem e arrepiam, a delicadeza de uma mulher, a timidez de uma menina, do rapaz que se declara
o pai que abraça
da mãe que gera a vida eu queria ser poeta porque os poetas conseguem captar na simplicidade e compor a mais bela poesia eu poeta desejo ser
como os poetas a versar da vida verso um amor eles são poetas são poemas isso desejo um dia ser como os poetas e seus poemas.

Inserida por marcio_henrique_melo

Não sou triste. Sou vivido, experimentado.


Guardo na memória:
dores, mágoas, noites de choro.
E também sorrisos, amores, pessoas que deixaram saudades.


Tudo isso me ensinou.
Tudo isso me fez.


Não sou triste.
Talvez só cansado.


Por Marcio Melo
(Inspiração: Clarice Lispector)

Inserida por marcio_henrique_melo

Sou pouco feliz,
pelo muito que me tem.
Sou muito triste,
pelo pouco que me falta.

Inserida por gilbertobegiato

⁠sou a chave que abre
as portas que ainda nem existem
sou o relógio da vida
em constante contraste

Inserida por noi_soul

⁠sou a busca indecisa
da certeza duvidosa
de onde se tiram largas passadas
de um futuro presente
quase sempre aqui

Inserida por noi_soul

⁠sou o que observa
aquilo que é observado
enquanto se deixa ser visto
por quase todos os lados

Inserida por noi_soul

⁠sou o tudo do nada despido
vestido com vestes nuas
imaginando destinos possíveis
enquanto dorme na rua

Inserida por noi_soul

⁠Escrevo por instinto e não por razão
Sou aquele animal ferido por uma lança
acuado, revolto, inflamado
Com sua língua lambe a ferida
Sorve seu próprio sangue
A palavra é meu sangue
Escrevê-la é minha língua

Inserida por noi_soul

⁠Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.

Inserida por noi_soul

⁠Sou uma criança
Em teus excelsos braços
Oh majestosa noite
Tu és mãe dos meus sonhos
Tu és sono das minhas dores
Tu és encanto da esperança
Tu és primor dos estertores

Inserida por noi_soul

⁠Sou a penúria da escassez
Que murmura
Sou o sentir da falta de sentimentos
Sou a paisagem da beleza
Enfeitada
Eu sou a sombra do próprio
Tormento!

Inserida por noi_soul

⁠Sou o escândalo da noite
Faceira
Sou o perfume, em cândido ardor
Sou a mortalha que prende o meio
Sou estranheza banhada em torpor.

Inserida por noi_soul

⁠Sou a persona grata non here
Sou o pudor da vergonha em mim
Sou o estrago do próprio embaraço
Sou o nó que desfaz o laço...

Inserida por noi_soul

⁠Sou a contradição aos pedaços
Sou o som da mudez no espaço
Sou a pedra no meio do caminho
Sou a bebida do meu desalinho.

Inserida por noi_soul

⁠Tão belo
Que minha vontade
É prendê-lo
E sorvê-lo
Só para mim!
Mas que egoísta sou!
Tanta beleza
Não deve ficar escondida
Não deve ser retida
Não deve ser sorvida
Nem ser de um dono só!

Inserida por noi_soul

⁠Sou uma religiosa
Sem religião
Sou uma ateia
Cercada de deuses
Sou uma peregrina
Parada no tempo
Sou uma profana
Que embeleza o templo

Sou o riso puro
Na sordidez desmedida
Sou a palavra dada
No silêncio da noite
Sou a ternura plena
Na entranha do vil
Sou a estranha imagem
Do meu próprio desvario

Inserida por noi_soul

⁠Não sou tão arguta quanto deveria
Nem tão inocente quanto queria
Sou um meio termo estranho
Entre o azedume e o doce
Entre o ar e a terra
Entre a vida e a morte
Entre a paz e a guerra.

Inserida por noi_soul

⁠menina
mulher
pessoa que sou
humana
insana
gente do amor
cuida do brilho
pulsante em seus olhos
siga os trilhos
do destino feito
– ele mesmo
por seus sonhos
lembre-se da promessa
entre sussurros e cantos
seja sempre inteira
mesmo que ninguém contemple
você sabe
– sempre sabe
quando sua dança é aquela
que abraça su’alma
porque ela nunca mente

Inserida por noi_soul