Poemas sobre quem Realmente eu sou
Seja como for
Tenho pensado muito em tudo que aconteceu
Apesar de ti culpar
E não querer aceitar
Sei que a culpa não foi minha, nem sua
Quem sabe da lua
Essa tal que teima em iluminar a escuridão dos nossos corações
Que faz a distância se aproximar
E os incrédulos acreditar
Essa mesma que na noite fria faz queimar o coração
E com um único olhar nos rouba toda razão
Agora percebo, foi culpa da lua
Por isso não foi de verdade
E nem trouxe felicidade
Sei que você também acreditou
Nesse sonho também embarcou
Mas, não era pra ser
Tava escrito assim
Começo, meio e fim
Você distante
Eu arrogante
Um amor que não era bem isso
História sem final feliz
De verdade eu te quis
E sabe de uma coisa?! Ainda te quero
Seja como for, eu te espero...
Em breve tudo volta pro lugar
Falar?
Não há nada mais pra ser dito
E o que foi vaga no infinito
Tudo perdido
Embora, ainda não esquecido
Tudo em vão
Quantas palavras bonitas
Quantas juras e promessas
Tudo engano do teu querer
Fuga da rotina do viver
Me amar não tava nos planos
Você não teve essa intenção
Nunca teve a pretensão de chegar ao coração
As coisas foram acontecendo
De repente tudo tava complicado
Eu sei
Você até queria ficar
Festejar, dançar
Mas, tinha as suas obrigações
Coisas que fogem as nossas razões
Tá tudo bem
Em breve tudo volta pro lugar
Quem sabe eu não volte a sonhar
Talvez até esqueça pra sempre você
Quando o ar me faltar e eu não puder mais viver
Sem mimimi
Queria um encontro com você
Me perder em seu sorriso lindo
Viver um amor blindado
Ter sua gentileza acariciando minha alma
Me aconchegar na sua calma
Na noite rotineira
Sob a luz do luar
Com vinho brindar
Correr pro mar, flutuar, se jogar
As ondas compondo melodia pra você cantar
Ah como é bom sonhar
Talvez um dia o sonho vire realidade
E o virtual se torne felicidade
Sem mimimi, sem complicação
Pra nós as coisas boas do coração
O amor é minha única certeza
Espero na promessa
E que a vontade do pai prevaleça
Grave em nós o sim
Princípio sem fim
Uma história bonita pra viver
Um acaso que sempre esteve nos planos de Deus
Realização dos sonhos meus
Sonho que hoje tem um rosto
Café com leite... Nosso gosto
PEDAÇOS (soneto)
Em ti, ó saudade, acho parte de mim
São fragmentos craquelado e partido
Do meu eu que tenho então em ti sido
Eternizado numa dor que vive sem fim
O senso que faz em ti alarido saído
Em mim é silêncio, é solidão, enfim,
Vive da ilusão de lembranças carmim
Do comover sovado e não esquecido
Agora, o que faço para ouvir o clarim
Dos sons da quimera no porvir contido
Dando-me sonhos afora deste folhetim
Serei pouco, nada, de desejo desprovido
Se insistires em ficar tão presente assim
Aí, de pedaços o meu poetar será revestido
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, março, 05'55"
Cerrado goiano
Já me esqueci dos caminhos
Que os pensamentos me levaram
E por quanto descuidado
Deixei apagar as trilhas
SEDE
Tenho sede de viver
Quero o afeto beber
Saciar a infiel odisseia
Da ganância da fé ateia
Terçando o ressecado saber
Clamo o doce prazer
Olhar que nos fala
Sem o desprezo que cala
Que rasga e maltrata
Quero gratidão sem ser ingrata
Sensação, quero amor
Paixão com valor
Dignidade sem preconceito
Irmandade com preceito
Abraço com empenho
Palavras com avenho
Respeito semelhante
E a retidão de ir avante...
Luciano spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
METADE
Sol de meia noite,
meia lua em meio dia.
Vago em meio devaneio,
meia luz em tarde fria.
Vou e volto, volta e meia,
não consigo te encontrar.
Meio triste, meio solta,
busco a luz do teu olhar.
Quantas noites meio calma,
meia volta tento dar,
desta dor que me derrota,
não consigo me livrar.
Vou seguindo meio morta,
meio viva ainda estou,
o meio amor que tu me deste
era pouco e se acabou.
L A B O R E S
Cai a noite.
O dia entrega as armas.
Mais uma batalha vencida.
Volto pra casa-refúgio da guerreira,
onde sorvo, na solidão,
eterna companheira,
o néctar das flores
plantadas ao longo do caminho.
Flores que enganam espinhos,
oferecendo, mudas,
o perfume e o humano carinho
que o tempo abduziu.
Ligo o rádio.
Ouço a canção de quem partiu,
falando de lutas inglórias,
de ilusórias vitórias,
num contexto artificial.
Amanhã será mais um dia...
Um dia a menos na insana caminhada...
Um dia a mais em direção
ao fim da jornada...
E o Sol por testemunha
de mais uma empreitada...
Outro dia trazendo em seu bojo,
como um Cavalo de Tróia,
milhões de guerreiros que,
como eu, talvez sobrevivam, por eras,
ao tempo perdido em dolorosas quimeras.
C I D A D E
O Sol amanheceu a cidade.
A Vida respirou Liberdade.
A noite fria e escura, morreu.
Passo pelas ruas e paços,
buscando um ombro amigo,
um abraço...
em olhares que o horizonte perdeu.
A Vida me empurra pela cidade,
navego neste mar de ansiedade
atrás do tempo...
atrás das horas...
Mãos que se apertam e não se tocam,
olhos que se veem e não se olham,
ombros lado a lado, em solidão!
Não sei quem morreu de verdade...
se a noite, ou o dia-cidade...
Se o ar que respiro é, assaz, Liberdade...
Se o Sol que ilumina estas ruas desertas
de amor, compaixão,
aqueceu, afinal, algum solitário...
coração.
I L U S Ã O
Quero comer tudo o que vai me matar,
Quero beber tudo o que vai me afogar,
Quero ficar na chuva, no sol,
na escuridão da noite fria,
até desbotar!
Quero sair do meu corpo e flutuar,
no mar etéreo de tua visão.
Quero me libertar desta prisão.
Quero ser o outro lado do teu avesso,
Quero ser o começo de tua revolução.
Quero viver sem perdão
e morrer no fogo de tua paixão.
Quero tudo o que for proibido,
o Universo vertido em versos sofridos,
consumidos pelo desamor!
Quero ser a flor amanhecida
no cemitério da dor.
Quero pensar que encontrei teu amor...
o abraço invisível,
o beijo impossível,
a carícia irreal...
Quero ser adorno em teu funeral,
sem corpo, sem alma...
melodia serena, apenas...
som das estrelas...Ilusão final.
SONETO IMAGINÁRIO
Imagino um soneto do imaginário
Que escorra da doce imaginação
Com o seu ilusório jamais solitário
E cheios de quimeras e de emoção
Que tenha na sua existência itinerário
Não só formas, nem aparência, ação
Onde os sonhos são seu mobiliário
Aduzidos dos cômodos do coração
Quero com que seja o meu amuleto
Guardado no peito tal qual a oração
Em mantra, não como simples objeto
E se, assim, brotar do tal poço secreto
Dos poetas, que venha com inspiração
Imaginando satisfação por completo
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
ASSIM, O CERRADO
O cerrado, quando empoera
Ressequido o vento no ar
Chora seco folhas desespera
No azul do céu a bailar
O horizonte se põe a embaçar
Na miragem da atmosfera
Embaralhando o olhar
Na imensidão em quimera
Ah! Se o frescor assim espera
O tempo de chuva, pra se revelar
Retorcidos galhos esclera
Num cinza a cromatizar
Assim, o cerrado, se gera
Vida diversa, lato lugar
De exótica primavera
Quem te conhece, só amar...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
MOCIDADE JAZ (soneto)
Mocidade em mim, em simpatia
A sua lembrança já é sem graça
Na arena, silêncio, pouca galeria
E já tão distante, saudade, lassa
Nesta morrinha, de lado a ideologia
Pois, acima ou abaixo, tudo passa
Apressadamente, serventia é ironia
Velhice, prudente palavra: desgraça
Nos licores de prazer, só mitologia
As perdas já fazem parte da vidraça
Do fado, e o entusiasmo na periferia
Porém, nem tudo é ledice sombria
Curtir a paisagem e brindar a taça
Do viver, dizer não, fazem a alegria
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
SONETO DO AMOR AFETO
O afeto amor, nos faz revestido
Da jura mais atraente do fervor
Enche os dias de colorida cor
E o coração de olhar conhecido
Se dele se é um querer fingido
Aos seus apelos nenhum dispor
Culposos encantos no propor
E dor nos sonhos então parido
Pra não ter ilusão e ter sabor
Tenha poesia no doce sentido
E nas mãos uma ofertada flor
Mas, se não quiser ser querido
Jamais será dele um coautor
E de ti então, o amor, terá partido
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, março
Cerrado goiano
Paciência
Paciência, pois depois primeiro encontro haverá muitos outros.
Paciência, pois além dos primeiros beijos também terá desejos
Paciência, pois mesmo com seu passado nosso presente e um legado
Paciência, pois enquanto você chorar irei pensar mil formas de te fazer melhorar
Paciência, pois em cada briga nossa teremos que encarar nossas fossa
Paciência, pois o amor é de fases então me entenda se eu for covarde
Paciência, pois em cada pensamento meu existe lá cada pedaço seu
Paciência, pois se um dia eu for grudento e só um jeito de expressar meu sentimento
Paciência, pois meu amor é tão sincero que mesmo de longe ainda aqui te espero.
Nesse desajuste de realidade;
.
Nesse desajuste de adversidade;
.
Nesse desajuste de probabilidade;
.
Prosseguimos no ajuste de sensibilidade;
.
De decidir diariamente em acreditar na nossa individualidade;
.
E assim consequentemente seremos um na nossa singularidade.
Numa noite perfeita
Chego em você com delicadeza
Você deitada relaxadamente
.
Dormindo lindamente
.
Chego lentamente
.
Toco seu corpo sutilmente
.
Sinto vc respirando suavemente
.
Sinto você seu calor intensamente
.
E o amor reina eternamente.
Cabelos Olhos Boca Mãos Joelhos Pés
Ao vento do momento
Cabelo ao vento
.
Olhos no momento
.
Boca no respeito
.
Mãos a deriva do ponto
.
Joelhos no sentido oposto
.
Pés na direção do vento, seguindo o momento, junto com o respeito chegando ao ponto, no sentido oposto...
.
Diante de todo esse furor, longe de todo horror
.
Hoje digo o vento me levou ao momento devido no respeito, que chegou no ponto oposto.
Marquei sua pele
Sua alma
Seu coração
Fui um furacão
E também calmaria
Ela foi e é o meu chão
Sem saber se eu valeria
E aquele dia
Pra mim valeu
Não foi bijuteria
Ela é diamante
Todo meu
Sem pensar no adeus
Pensando na eternidade
O que nasceu cresceu
Me enchendo de capacidade
Te amar me faz melhor
Ser amado me faz viver
Hoje estou ao seu dispor
No paraíso quero permanecer
Seus cabelos em meu corpo
Suas marcas no meu pescoço
Quando meus sonhos eram esboço
Você os tirou do poço
E hoje posso
Hoje eu quero mais
O que é meu é nosso
O que vem de você pra mim é paz
Não vai mais
Me trás mais de você
Se eu me perder faz
Com que minha vida queira de novo te querer
É te querendo que me encontro
Nos desencontros é que eu conto
Com você que é meu canto
Canção bela e eu me encanto
Secou o pranto
O amor eu planto
Nem sabe o quanto
Amo você.
“Sentimento é uma coisa estranha que as vezes não sabemos explicar, principalmente quando o sentimento é por alguém que não reconhece o valor que isso tem.
É como se a gente vivesse na horizontal e a pessoa por quem sentimos isso vivesse na vertical; são mundos diferentes, pensamentos diferentes e nunca estarão um ao lado do outro.
Isso me lembra as televisões antigas que, quando você estava concentrado em uma cena romântica de repente subia uma faixa na tela da televisão dividindo-a em duas metades, ai você precisava dar um tapa nela (televisão) para ela voltar ao normal.
Assim somos nós, as vezes precisamos de um toque, um despertar para que entendamos que ninguém tem os mesmos pensamentos que o outro. Cada um é cada um e não existe cópias autenticas. Deus criou a cada um segundo o seu poder e sua vontade, não fomos feitos em uma linha de produção onde existe um modelo e todos saem iguais. Não! Só sentimos o que o outro sente e só pensamos como o outro pensa quando existe amor, porque o amor também é único, por isso, quando ele entra nas pessoas, as pessoas agem da mesma forma porque o amor faz delas uma só pessoa.”
João Iris
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