Poemas sobre quem Realmente eu sou
E de tanto dizer "Deixe ir! Deixe ir! " às pessoas que eu mais amava, fui obrigada a vê-las despedindo-se de mim.
E eu amei, amei muito mais do que devia amar. Amei mesmo sabendo que iria sofrer, amei sem pensar, amei e me machuquei. Amei e chorei. Amei você mais do que amei a mim. Não vejo isso como algo ruim, me fez forte, me fez humano, me fez sentir vivo. Me fez capaz de sentir o que é amor… Amor é lindo, mas quando se rompe, nos corrói por dentro, deixando apenas a saudade do que não foi.
Toda noite em meus sonhos, eu te vejo, eu te sinto, assim eu percebo que você está perto de mim, apesar da distância e do espaço que nós divide, você me mostra que continua perto e onde quer que você esteja eu sei que o meu amor não vai acabar, mais uma vez você abriu as portas, e agora está aqui como sempre esteve em meu coração.
Quanto mais eu me afasto, mais sinto você em mim, as vezes eu me pergunto,é possível amar alguém tanto assim?
Eu me sinto tão inseguro quando estou perto de você. É como se a qualquer momento você fosse se levantar e dizer: “Adeus. Eu encontrei alguém melhor que você. Não me procure mais.
Parece que não vai passar, mas passa. Eu já passei por isso, já senti isso. Eu achava que não viveria sem ela, e hoje vivo, meio incompleto, mas vivo.
Amar é muito mais que dizer eu te amo, sair de mãos dadas por aí e dizer que está morrendo de saudades se passar 5 minutos longe do outro. Amar é compreender, é chorar e sorrir junto quando for preciso, é dar a vida sem se quer pensar que existe outra opção. Amar é raro, poucos tem a chance de saber o que realmente é o amor.
Depois que eu morrer e for cremado podem jogar minhas cinzas dentro dos “zóio” dessas pessoas que duvidaram da minha capacidade.
Se eu não entendo, não é você que vai entender. Mas deixa pra lá. Uma hora essa sensação ruim passa e eu volto a ser normal. Mas agora eu só penso em me afundar na cama e passar uns bons meses sem sair dela.
Eu e meus cigarros franceses, minha xícara de café, meus livros empoeirados.Horas e horas tentando decifrar Rimbaud. Noites regadas a absinto e vinhos baratos.Ruas amenas davam lugar aos latidos dos cães na madrugada.Bebedeira após bebedeira, as ruas se tornavam nobres hotéis.Amores após amores, comprados nas tabernas e nos bordéis
da vida, assim nasceu a poesia.
Não existe essa de “você não faz o meu tipo”. Eu sei que você ama loiros, mas conhece um moreno lindo. Ama olhos azuis, mas quando olha para aqueles outros olhos pretos, fica boba. Você sonha em casar com um ruivo, mas vai aparecer um garoto com o cabelo azul que vai mexer com você. Você é caidinha por caras altos, mas existe aquele cara que te faz bem e é do mesmo tamanho que você. Você gosta de garotos românticos, mas você já se apaixonou muitas vezes por aquele garoto errado e galinha.
Por um amigo, eu dou a mão, o braço, o pé e a perna inteira se preciso for. Dou, dou sim, pois zelo por aquilo que prezo. Coloco minhas feridas e dores no bolso e vou, e já to indo, e já fui.
Tem dias que é assim, quero conversar, me divertir, interagir com os amigos. Mas às vezes, eu só preciso ficar sozinho e isolado. Sou meio bipolar e complicado de entender.
Eu caminho esquecendo-me em lembranças de Henry como seu rosto se parece em determinados momentos, sua boca travessa, o som exato de sua voz, às vezes áspera, o aperto firme de sua mão, como ele ficou no casaco verde usado de Hugo, seu riso no cinema. Ele não faz um movimento que não reverbere em meu corpo. Tem a mesma altura que eu. Nossas bocas ficam no mesmo nível. Ele esfrega as mãos quando está excitado, repete palavras, sacode a cabeça como um urso. Tem um olhar sério e casto quando trabalha. Numa multidão, sinto sua presença antes de vê-lo.
Imaginei por um momento um mundo sem Henry. E jurei que no dia que perder Henry, eu matarei minha vulnerabilidade, minha capacidade para o verdadeiro amor, meus sentimentos, com a devassidão mais frenética. Depois de Henry não quero mais amor.
“Sabe Zé, a “parada” é o seguinte: eu cansei! Cansei de fazer as vontades de todos e esconder as minhas, cansei de levar tapa na cara da vida, cansei de levar tudo na “esportiva”, cansei Zé, simples, cansei. Mas pode anotar Zé, eu ainda vou ser muito feliz, custe o que custar. Eu mereço, eu sei que mereço e muito. Eu ainda vou fazer todos se perguntarem o que eu fiz para merecer tanta felicidade. Escuta Zé, ser feliz virou minha obrigação. Só observa Zé.”
— E não me abandona, Zé.
No tempo em que eu queria que passasse logo, hoje eu queria que voltasse tudo. Nunca damos valor ao presente, mas sim ao passado, talvez hoje seja melhor do que ontem mas não nos damos conta disso; aproveitar e viver o hoje é a melhor opção, pois o que passou não volta, e o que voltou não é mais a mesma coisa.
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