Poemas sobre quem Realmente eu sou
Pacto
Grita minha alma.
Chora meu espírito.
Maldito e miserável, sou eu.
Dar-me a morte, pois eu não vivo sem minha amada.
Fuja, meu amor,
Mas antes, dar-me a morte.
Meu espírito sente angústia mortal.
Toma teu coração, e foge de minha face.
Mas antes, dar-me a morte.
Afasta-te de mim, meu amor,
Eu não posso ser por ti amado.
Por isso, imploro,
dar-me a morte.
as vezes eu penso que eu sei
então eu paro e penso de novo
as vezes penso que eu sou um sensei
no corpo de um poeta louco
as vezes só sei que nada sei
e nem disso tenho certeza
as vezes acho que a vida é um replay
e tamo preso eternamente nessa cena
as vezes a mente se desorienta
a gente cai, a vida arrebenta
mas ela te ensina e te sustenta
a ferida sempre sara, então aguenta!
Caipirinha da cidade
Caipirinha da cidade não sou eu
Caipirinha da cidade já morreu
Fui cabloca lá do morro
Da minha origem eu não corro
Da colheita fiz fartura
Trabalhei com compostura
E pra cidade me mudei!
Sei que de caipirinha me chamou
Do meu jeito até zombou
Mas, o tempo passou e aqui estou
Cidadã do mundo é o que eu sou
A caipirinha da roça a vida transformou...
Bati o limão e a pinga e tu o açúcar colocou!
Fiquei doce, doce, e todos gostam assim
Sou caipirinha da roça, sou sim!
Não sou a caipirinha da cidade,
mas em qualquer tristeza boto fim!
Maria Lu T S Nishimura
Uma covardia com a poesia
Eu acho.
Sou eu.
Faço uso desse enredo.
Me arranjo nesse relampejo.
Usar a poesia.
Para fantasia.
Despejar as aflições.
Desabafo.
Despir as frustrações.
Como sou covarde.
Poderia falar de amores.
Paixões.
Romances.
Flores.
Sensibilidade.
Porém.
Coloco as palavras no trem.
Descarrilando sob trilhos.
De vagão a vagão.
Faço um arranjo de turbilhão.
Descarrego a dor.
Menosprezo a cruz.
Entendimento débil.
Essa angústia que me conduz.
Oh ser covarde.
Desfaz a harmonia.
Da vida a tristeza.
Maltrata a poesia.
Tá bom.
Parei.
Que venha o sono da dor.
Giovane Silva Santos
Sou samba, pagode e do improviso
Improvisando somente verdades no teu ouvido
Eu sou eclético, romântico, meio alternativo
E não troco você por nada, prefiro ficar contigo
Eu sou aquilo que te deixo ver.
Crio pistas falsas.
Logo, tu não podes me desvendar.
Sou aquele mar
exposto ao céu.
Aquele véu.
Me joguei na tua visão,
apenas pra roubar tua atenção,
e fazer do teu coração meu lar.
Eu sou tempestade agressiva
que chega e te invade,
ou córrego de água tranquila
que passa e deixa vontades.
Trafego por entre mundos,
me banho em todos os mares.
Sou dona de um mundo profundo,
sou um fundo de vaidades.
E dos elementos do mundo,
sou o único que invade.
Fonte misteriosa, força da natureza.
Pareço inofensiva, se anseia por beleza.
Movimento com o vento, por me permitir soprar,
mas não há quem suporte, quando me começo a irar.
O fogo por maior que seja, apago com criatividade.
E muitas vezes evaporo, filtro a negatividade.
Muita gente me retrata, por ter grande energia.
É que capto forças, mas não controlo a euforia.
Quando em estado normal, eu continuo a correr,
desaguando límpida como antes deveria ser.
E aos muitos que me contestam, digo: Sou transparente.
Ao alterar meu curso necessito avisar,
que aquilo que me pertence, um dia vou resgatar.
Deixando sempre um aviso: Não é bom me ferir.
Pois em segundo retorno, nada deixarei existir.
Então ame a minha calma e aparente inocência,
porque o meu lado negro, é também minha inconsciência.
Se você puder me ouvir
Tenho algo pra dizer
Não sou mais o mesmo
E tenho muito medo
De tudo que eu quis pra mim
Você foi o meu melhor sim
Tu és o universo
No mais simples verso
Eu queria ser tão perfeito
Mas perfeito eu não sou uô, eu não sou uô
Queria não mais errar
Mas o meu errar
Está em mim, em meu DNA
E será que eu vou errar?
Eu quero buscar uma paz que em ti estar
E encontrar o céu, o céu de luz
Quero estar mais perto de ti, quero abraçar
Abraçar ati e te falar
O quanto eu te amo, te amo, te amo
Quero te encontrar para te falar
Palavras de amor
Palavras de grandiosidade
Sei que ainda seria pouco
Pra expressar toda tua bondade pai, ouoh, pai, ouoh pai
Acha que mudei
Disse pra eu aparecer
Não me acompanhou.
Eu não sou a mesma
Talvez eu apareça
Mas não vou permanecer!
Homem de pouca fé
Pra viver o milagre é preciso crer
Vencer o próprio medo e nunca temer
Eu sou com você
É hora de viver o sobrenatural
E ver o meu projeto em tua vida se tornar real
É ser nordestino (Jonas Aguiar)
Eu sou nordestino e não tenho vergonha de falar, somos um povo guerreiro cheio de historia pra contar, não fale mal da minha cultura pois eu tenho é orgulho de aqui morar.
Povo sofredor mas sempre falando a verdade, só fala do nordestino quem da missa não sabe a metade, pode faltar dinheiro mas nos sobra criatividade.
É viver na riqueza em meio a pobreza e ser tão rico na cultura, é levar uma vida dura e jamais perder a postura, é ter força pra vencer todo dia e acordar pra mais uma luta.
Água doce no pote, e a criançada brincando, os crescidos sonhando em ter uma vida melhor, o agricultor trabalhando e as mulher conversando enquanto fazem tricor.
É o som do trovão trazendo esperança
É a chuva que caí , é o olhar da criança
É o amor do passado que ficou na lembrança
É a casinha velha velha que ficou de herança
É o riso de cada menina, o grito de cada menino....
É ser guerreiro, é ser forte , é ser nordestino.
SOU POR TI. ..
Sou feita de um eu quebradiço, frágil ser. ..
Transito entre mundos ainda desconhecidos
Hora sou folha aos ventos, quase à perecer
Hora vendaval que açoita oceanos perdidos.
Mas de tudo que permanece, palpável rocha
É tua presença sólida, inalterável fundamento
Como o antever da primavera que desabrocha
Ou as águas que impelem os moinhos de vento!
Pois és o chão onde firmo meus passos
O travesseiro onde repouso minha cabeça
Na doçura da tua boca, no calor dos teus braços.
Porque sou feita de dores e medo. Não de flor!
E se ainda sou verso, sou por ti. Não se esqueça!
Na carícia da ternura, na doçura do amor!
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados
Sou príncipe de Oyó
Guerreiro, eu sou nagô
Filho do fogo e do dendê
Sou bamba, meu velho
Bamba no Orô
Sou santo forte
Tropeço e não caio
Sou menino, trovoada
Filho do raio
Sou justo, senhor
Menino nobre
Meu nome, vos digo
Xerê de Cobre
O Outro
Não sou eu que penso nem sou eu que falo;
É a minha história;
Não é o outro que pensa, nem é ele que fala;
É a sua história;
Assim sendo, o outro é o mesmo que eu;
O outro não existe;
Outra é somente a história.
Odeio gente chata... Até porque chato eu já sou!
Amo pessoas que sabem amar... Me odeio por não saber fazer o mesmo!
Gosto de pessoas quentes... Me faz querer deixar de ser frio!
Eu não sou a poesia, eu vivo a poesia, ela brota de algum lugar e preenche o meu vazio.
Eu choro, eu sorrio, me armo e desarmo, eu dito e desdito o que por mim foi escrito.
Me calo, eu grito, me sinto e me desminto, me entrego, me afasto, me faço e me desfaço.
Assim vivemos eu e a poesia, nos amando, nos odiando, nos querendo e nos repudiando.
EU ASSIM
Fiz pedaços de mim e me distribuí inteira.
Já não sou mais sozinha.
Em cada canto da cidade eu existo,
Eu resido,
Eu vivo.
Sou assim:
Metade inteira e metade completa.
Não sou por acaso.
Sou o meu próprio suado.
Sou o meu intenso,
O meu avesso e o meu relento.
Em cada parte que me dou,
Eu penso
Em ser um pouco do que sou
E do quem já não estou.
A quem me entrego inteira
Sou a história primeira.
Sim!
Sou essa mesmo, assim:
Assim meio eu,
Assim meio outra,
Mas verdadeira,
Faceira
E louca!
Nara Minervino
eu que nada sou.
que nada sei.
só tenho de mim
o meu corpo.
e faço dele,
histórias que
jamais conseguirei
contá-las.
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