Poemas sobre o Mundo

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O pecado gerou os meus erros e me cegou;
A lei veio ao mundo e os meus pecados a mim revelou;
Mas só a graça me fez livre deles quando me alcançou

Eu sigo vivendo


Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.


Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.


Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.


Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.

Aprendendo a sofrer em paz


Ela sorri

— e o mundo dela cabe em outro olhar, enquanto o meu desaba em silêncio.
Ela habita um mundo onde eu não existo, eem mim restam lembranças e um precipício.


O tempo parece zombar de mim,
Transformando sonho em algo sem fim.
O que era abrigo virou despedida,
E eu sigo distante, preso à antiga vida.


O amor que era refúgio virou dor,
Espelho quebrado do que restou do amor.
Ela segue sorrindo,
sem olhar para trás, eeu fico aqui…
aprendendo a sofrer em paz.

O tempo é vento traiçoeiro.



Eu te encontrei quando o mundo falava baixo,
quando meus dias cabiam em silêncio e rotina.
Teu nome surgiu como quem não pede licença,
e o coração, distraído, abriu a porta sem defesa.


Tuas mãos não prometeram eternidade,
mas ensinaram o agora a respirar melhor.
Nos teus olhos aprendi que o amor não grita:
ele fica, mesmo quando o medo chama mais alto.


Pintei futuros no contorno do teu riso,
mesmo sabendo que o tempo é vento traiçoeiro.
Ainda assim, escolhi te amar inteiro,
porque metade de amor também é solidão.


Se um dia fores ausência, não te culpo:
há encontros que existem só para salvar.
Ficas em mim como luz depois do pôr do sol —
não ilumina o caminho, mas prova que valeu brilhar.

Outsider no amor


Eu cheguei no teu mundo
sem mapa nem lugar,
aprendi teus gestos,
teus silêncios,
decorei teu nome
como quem treina em segredo.
Eu estava ali…
mas nunca fui dali.


Te amei com cuidado,
sabendo que não podia ficar,
sorri carregando um adeus
que já morava em mim.
Enquanto outros pertenciam,
eu apenas atravessava.


Fui inteiro no que senti,
mesmo sendo passagem.
Porque ser outsider no amor
não é amar menos,
é amar sem posse, sem abrigo.


Eu fui teu quase,
teu entre, teu silêncio.
E se perguntarem por que não fiquei,
responda sem culpa:
eu não parti
— eu nunca pertenci.

Podcast do Amor – No Ar


Então…
fica aqui comigo um pouco.
Apaga o resto do mundo.
Hoje não tem pressa,
Só verdade.
Se essa voz chegar em você,
já valeu a noite.


Eu não vim explicar o amor.
Vim sentir.
Vim dizer que,
quando penso em paz,
é o teu nome que
responde primeiro.


Às vezes eu paro…
respiro…
porque falar de você
acelera tudo aqui dentro.
É fundo, sem medida,
como fé que não vacila.
E mesmo sem ensaio,
soa certo.


Se esse episódio acabar
agora, tudo bem.
O que é nosso não desliga.
Continua tocando baixo,
constante, porque é você
dentro do meu coração.

Hoje eu tenho tudo,
tenho você na minha vida.
E o resto que faltava no mundo
aprendeu a fazer sentido.


Tenho teu nome morando
nos meus dias,
teu riso ajeitando minhas dores,
teu olhar me lembrando
que amor também é abrigo.


Hoje eu tenho tudo
porque você chegou
e, sem prometer eternidades,
ficou.


E ficar, às vezes,
é a forma mais bonita de amar.

Percebi que era você quando o mundo ficava em segundo plano
e a minha vontade era só ouvir tua voz,
mesmo no meio do caos,
mesmo sem assunto.


Percebi que era você quando o meu peito aprendeu teu ritmo,
quando meu corpo reconhecia tua ausência
antes mesmo de eu admitir,
e o silêncio passou a ter teu nome.


Percebi que era você quando baixei as defesas,
quando te entreguei meus medos sem ensaio,
quando confiei minhas partes quebradas
sem medo de você ir embora.


E entendi que era amor quando não precisei provar nada,
quando cuidar virou natural,
quando te escolher todos os dias
pareceu a coisa mais simples do mundo.

Filhos do Futuro


Carregam nos olhos
a luz que ainda não vi,
Sementes de um mundo
que insiste em nascer.
Em cada gesto, em cada riso,
há o que eu sonhei,
E o que eu não consegui,
talvez, vocês consigam.


Que aprendam com
o vento a suavidade
do tempo,
E com a chuva,
que às vezes tudo se renova.
Que saibam que o amor é força
e é abrigo,
E que perdoar é a ponte
que une corações.


Que encontrem caminhos
mesmo na sombra da dor,
E que nunca temam
a vastidão
de seus sonhos.
Pois cada passo,
mesmo incerto,
é história viva,
E cada escolha é música
que o mundo irá ouvir.


Filhos do futuro,
guardem a esperança,
Como quem segura
estrelas nas mãos.
Vocês são promessa,
raiz e asas,
O começo que transforma
o ontem em amanhã.

Depois da Escuridão



Ele não nasceu herói,
nasceu menino marcado,
com o peso do mundo nos ombros
e o silêncio do medo guardado.


Entre sirenes e lágrimas antigas,
aprendeu que a dor não escolhe endereço,
que a cidade ensina cedo demais
o valor e o preço do próprio tropeço.


Quando o erro queimou como raio na pele,
ele quase acreditou que era o fim,
mas descobriu que caráter não é queda —
é levantar mesmo quando tudo diz “sim” para desistir.


E assim virou choque no sistema,
não por força, mas por decisão:
porque não é o erro que molda o homem —
é o que ele faz depois da escuridão.

Nós dois em um


Você me chamou de seu,
e o mundo inteiro mudou de endereço.
Como se eu deixasse de ser apenas passagem evirasse porto no seu peito.


Depois me chamou de sua,
e eu senti o cuidado
escondido na palavra.
Não como posse
— mas como promessa,
como quem diz “fica”
semprecisar falar.


Ser seu é repousar na sua certeza,
é ter abrigo no tom da sua voz.
Ser sua é florir nos seus braços,
é pertencer ao instante que é só de nós.


E entre “seu” e “sua” eu me encontro,
inteiro, entregue, sem medo algum.
Porque quando você me nomeia assim, amor deixa de ser verbo


— e vira nós dois em um.

Debaixo da roupa dela


Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.


Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.


Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.


Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.

Os óleos das plantas misturam-se ao nosso querer,
Como se o mundo conspirasse só pra nos ver.
Meu coração pulsa no ritmo da chuva e do teu perfume,
E tudo se transforma em paixão que consome

“Somos a Voz”


Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.


Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.


Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.


Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.

Um silêncio



Carrego um silêncio que pesa mais que o barulho do mundo.
Dentro dele, as palavras se empurram, se confundem, se escondem.
É um caos quieto, um incêndio sem fumaça,
onde pensar demais vira cansaço
e sentir demais vira solidão.


Às vezes escrevo não para ser entendido,
mas para não explodir por dentro.
Guardo frases que nunca disse,
confissões que nunca tiveram coragem de sair.
Não é medo de falar —
é o receio de ser lido pela metade.


Talvez um dia alguém leia além das letras, escute o que não foi dito,
entenda o silêncio como idioma.
E fique.
Não para me consertar,
mas para permanecer enquanto eu aprendo a existir em voz alta.

É você...


É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.


É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.


E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.

Me infiltro



Me infiltro nos cantos do teu mundo,
entre risos e gestos que se escondem sem querer.
Busco provas do teu afeto profundo,
e cada detalhe teu me faz renascer.


Entre palavras soltas
e olhares discretos,
sigo pistas que só o coração
pode ler.
Cada segredo teu me deixa
mais completo,
cada suspiro é um mapa
que quero conhecer.


No fim da busca,
não há mistério ou distância,
apenas a verdade
Que pulsa entre nós.
O maior achado da minha persistência
é o teu amor, silencioso,
Que me conduz.

Não importa quem eu sou —
o nome dorme na boca do mundo.
Importa o gesto silencioso,
a escolha que não pede aplauso,
o passo firme quando ninguém olha.


É no escuro que o caráter acende.
Na mão que não rouba,
na palavra que não fere,
no “não” dito ao atalho fácil,
no “sim” dado ao que é justo.


Quando ninguém vê, eu me revelo.
Ali mora minha verdade inteira:
não o que digo ser,
mas o que faço em segredo
quando só a consciência assiste.

Os abrigos da alma


Teu amor é o abrigo que minha alma procurava quando o mundo parecia vento frio em rua vazia.
Em teus braços encontro silêncio que cura, e no teu olhar, uma casa acesa mesmo em noite tardia.


Há tempestades que não assustam mais, porque tua voz é teto firme sobre meus medos.
Teu riso cobre minhas cicatrizes como cobertor antigo,
e teu carinho faz primavera nascer nos meus invernos.


Se um dia o mundo desabar lá fora,
que desabe
— aqui dentro há morada.
Pois teu coração é refúgio eterno no meu, e minha alma escolheu em ti fazer morada.

O Príncipe e a Plebeia


Ele tinha o mundo aos pés,
castelos erguidos em promessas de ouro, mas foi no sorriso simples dela
que encontrou o único reino que valia a pena governar.


Ela não usava coroa,
usava sonhos costurados
à própria coragem,
e mesmo sem trono,
reinava absoluta no coração dele.


E quando as mãos se tocaram,
não havia mais príncipe nem plebeia
— só dois destinos que se escolheram como se o amor
fosse a única nobreza necessária.