Poemas sobre o Mundo
Só os honestamente Cheios de Dúvidas encontram força e paciência para habitar um mundo tão abarrotado de Cheios de Certezas.
Porque duvidar, ao contrário do que muitos pensam, não é fraqueza — é coragem em estado bruto.
É admitir que o mundo é vasto demais para caber inteiro dentro de uma única convicção.
É reconhecer que a realidade não se dobra à pressa das nossas conclusões, nem à vaidade das nossas certezas fabricadas.
Os Cheios de Certezas caminham rápido…
Pisam firme, opinam sobre tudo e quase sempre acham que precisam subir o tom.
Mas, quase sempre, também carregam um peso invisível: o medo de estarem errados.
Por isso não param, não escutam, não revisitam.
A certeza, quando não examinada, vira abrigo confortável — e também prisão silenciosa.
Já os Cheios de Dúvidas seguem de outro jeito.
Observam mais do que afirmam.
Perguntam mais do que respondem.
E, ainda que pareçam morosos, avançam com mais profundidade.
Porque cada passo deles é sustentado por reflexão, não por impulso.
Habitar um mundo dominado por certezas exige, desses muito poucos, uma paciência quase teimosa.
É preciso suportar o ruído das opiniões apressadas, a arrogância dos veredictos fáceis e a solidão de quem não aceita simplificações.
Mas é justamente essa inquietação que os mantém vivos — intelectualmente e, quiçá, moralmente.
No fundo, são eles que ainda sustentam a possibilidade de diálogo, de evolução e de verdade.
Porque onde não há dúvida, não há espaço para aprender — apenas para repetir.
E talvez seja esse o paradoxo mais incômodo: em um mundo cheio de respostas fáceis, são justamente aqueles que ainda se atrevem a perguntar que o mantêm em verdadeiro movimento.
Sem querer banalizar nem florear a “profissão” mais antiga do mundo, a prostituição corporal, a que deveria nos apavorar é a espiritual.
Porque a primeira, ainda que envolta em julgamentos, é explícita: há um corpo, um acordo, uma troca visível.
Já a segunda se disfarça de virtude, de opinião firme, de pertencimento.
Não se vende o corpo, mas algo talvez muito mais íntimo — a consciência, os valores e a própria capacidade de discernir.
A prostituição espiritual acontece quando abrimos mão daquilo que realmente pensamos em troca de aceitação, aplausos, vantagens ou conveniência.
Quando repetimos discursos que não refletimos, defendemos causas que não compreendemos ou atacamos pessoas que nunca paramos para ouvir.
É um tipo de rendição silenciosa, que não deixa marcas no corpo, mas corrói lentamente o caráter.
E o mais inquietante: ela é muito raramente percebida por quem a pratica.
Ao contrário da negociação explícita, aqui tudo parece escolha própria.
A pessoa acredita que está sendo fiel a si mesma, quando na verdade já terceirizou o próprio julgamento.
Tornou-se vitrine de ideias alheias, sem sequer perceber quem lucra com isso.
Talvez por isso ela seja mais perigosa.
Porque não choca, não escandaliza, não mobiliza indignação coletiva.
Pelo contrário, muitas vezes é premiada com likes, seguidores e senso de pertencimento.
É a prostituição que se fantasia de convicção.
E, no fim, a pergunta que fica não é sobre quem vende o corpo, mas sobre quem, pouco a pouco, vai vendendo a alma em parcelas tão insignificantes que já nem sabe mais o que ainda lhe pertence.
É perigoso o resto do mundo acabar e sobrar só o Brasil… Para cada maluco aparece um maluco e meio.
E talvez o mais inquietante não seja a quantidade de “malucos”, mas a naturalidade com que nos acostumamos a eles.
Aqui, o absurdo já não pede licença — ele entra, se espalha pelo chão ou senta no sofá, opina sobre tudo e ainda ganha plateia.
O exagero vira folclore, o delírio vira narrativa, e, quando percebemos, já estamos rindo do que antes deveria causar silêncio.
O Brasil tem essa estranha capacidade de transformar tensão em piada, crise em meme, tragédia em comentário espirituoso.
É um mecanismo de defesa, sem dúvida — mas também pode ser uma anestesia muito perigosa.
Porque quando tudo parece ridículo demais para ser levado a sério, a gente corre o risco de não levar mais nada a sério.
E nesse terreno fértil, onde o improvável brota fácil, cada voz dissonante encontra eco.
Não importa o quão desconectada da realidade ela seja — sempre haverá alguém disposto a amplificá-la, a reinventá-la, a levá-la um passo além.
Um maluco nunca anda só; ele é sempre o início de uma pequena multidão ainda em formação.
Talvez o verdadeiro risco não seja “sobrar só o Brasil”, mas sobrar um Brasil que já não estranha mais o que deveria estranhar.
Um país onde o espanto foi substituído pela ironia permanente, e a crítica deu lugar ao entretenimento.
Porque, no fim, quando tudo vira espetáculo, até o caos encontra aplauso.
E aí, o problema já não é quantos “malucos” existem — é quantos de nós ainda conseguem reconhecer que algo saiu do lugar.
Uma das coisas mais pavorosas num mundo habitado por mais de 8 bilhões de pessoas é tropeçar numa que ainda acredita ser dona da única opinião legítima.
Não pelo incômodo da discordância — essa, quando honesta, é o que ainda sustenta qualquer possibilidade de convivência minimamente civilizada —, mas pela recusa absoluta em admitir que o mundo é muito maior do que o próprio ponto de vista.
Há algo de profundamente inquietante em quem transforma convicção em dogma e experiência pessoal em medida universal.
A pluralidade humana não é um detalhe estatístico; é a condição fundamental da nossa existência coletiva.
Cada indivíduo é atravessado por histórias, dores, referências e limites que não cabem em fórmulas únicas.
Ainda assim, há quem caminhe como se tivesse decifrado o enigma completo da realidade, reduzindo o outro a erro, ignorância ou má-fé.
Esse tipo de postura não nasce apenas da arrogância — embora ela esteja quase sempre presente.
Muitas vezes, brota do medo…
O medo de reconhecer a complexidade, de lidar com a incerteza, de aceitar que talvez não haja respostas definitivas para tudo.
É mais confortável erguer certezas inabaláveis do que navegar em um mar de ambiguidades.
O problema é que, ao fazer isso, não se empobrece apenas o debate; empobrece-se a própria experiência de viver.
Porque viver, no sentido mais pleno, exige abertura.
Exige o desconforto de ouvir, a coragem de rever, a humildade de não saber.
Aquele que se crê dono da única opinião legítima não apenas fecha portas para o outro — fecha também as janelas por onde poderia enxergar novos horizontes.
E, no fim, acaba encarcerado num mundo pequeno e insignificante demais para a vastidão que insiste em negar.
A Eliot
O poeta ressurge das cinzas das horas
do niilismo absurdo, da sombra do mundo,
no fim da aurora.
Canoa virada, naufrágio profundo
do centro do abismo,
sem forma ou lirismo, anuncia o futuro.
Se pensa desiste, monólogo tão triste
enfado e desânimo.
Descansa do verso,
é um santo professo na prosa frugal
recita Homero, arrisca um refrão
desprezo fatal.
Não bebe mais vinho, não é abstêmio
sempre foi boêmio na noite discreta
amou sua musa, na lua minguante
não foi bom amante,
mas foi bom poeta.
É inútil, é um absurdo ter preconceito.
As pessoas são iguais em qualquer lugar do mundo. Pessoas são pessoas, o que difere são os defeitos.
Não há raça, gênero, orientação ou religião,
Que justifique uma discriminação.
Diante das diferenças, devemos aprender a conviver, a respeitar e a amar, sem nunca deixar de perceber, que a diversidade é um presente da vida, e que só assim, de fato, podemos ser livres.
Que o amor seja a força que nos une, que o respeito seja o que nos guie,
e que juntos possamos construir um mundo melhor, onde o preconceito não tenha vez nem lugar, nem sabor.
Porque no final das contas, somos todos iguais, seres humanos em busca da felicidade, e se há algo que nos faz melhores e mais especiais, é a capacidade de enxergar a beleza na diferença e na diversidade.
No mundo existem duas igrejas:
• a espiritual 🙏
• a materialista 💰
Uma é verdadeira. A outra é falsa.
Por muitos dias
Para uma pessoa
Você pode ser sol.
Mas se por um momento
No mundo dela
Você vier a virar lua.
Tua vida estará acabada!
A Paz Que o Poder Não Compra
Dinheiro, poder e política movem o mundo.
Eu os comparo a um campo de batalha, onde alguns são exaltados enquanto outros saem machucados.
No entanto, esses poderes também precisam de nós, meros mortais, para que o movimento continue deslizando neste grande palco. Afinal, somos a alavanca que move o país.
Existe uma realidade simples, e ela é um fato: só há paz quando todos têm o que querem e o que merecem.
Ainda assim, nem sempre possuir aquilo que se deseja — ou até mesmo aquilo que se merece — nos traz a paz esperada.
🌀 O eixo da Presença
O mundo não descansa.
A engrenagem gira mesmo quando a alma pede silêncio.
Há sempre uma isca,
uma palavra torta,
um gesto enviesado,
uma armadilha vestida de razão.
A guerra não anuncia batalha.
Ela se infiltra no cansaço,
na ofensa gratuita,
na vontade súbita de ferir de volta
só para não sangrar sozinho.
Por isso, vigiar não é medo.
É presença.
É lembrar, todos os dias,
que nem toda provocação merece resposta
e nem toda vitória vale o preço do eixo perdido.
Quando o caos chama,
eu retorno.
✨Eu sou luz. Eu escolho a paz.
Não como fuga,
mas como decisão firme
de não alimentar o incêndio
que consome primeiro quem o carrega.
✨Eu sou luz, e ajo com consciência.
Cada gesto é semente.
Cada palavra, um rastro.
Nem tudo precisa ser dito.
Nem tudo precisa ser vencido.
✨Eu sou luz, e caminho no eixo.
Entre o impulso e a reação
existe um espaço.
É ali que eu moro.
É ali que eu permaneço.
E quando tudo tenta me puxar para fora de mim,
quando a noite insiste em se passar por verdade,
✨Eu sou luz em presença.
Não por mérito.
Não por promessa.
Mas por escolha diária.
Porque ser luz
não é brilhar sobre os outros —
é não apagar por dentro.
Quando cientes
de nossa missão nesse mundo, deixamos de ser
um símbolode resistência
e nos tornamosum
modelo desuperação!
... o mundo ecoa
e nos devolve tudo que a ele
destinamos - salientando que tanto
a paz que buscamos quanto a desordem
provocada são crias das nossas escolhas -
e não, cortesia ou duro castigo
de uma entidade
suprema!
... tu és
a tua verdadeira
missão neste mundo;
portanto, assume com enlevo
e dedicação as rédeas
da tua história!
... nessas sucessivas
andanças de mundo,seremos
aprendizesem muitas vidas e aplicados
mestres em tantas outras. Evoluir, meus amigos,é desfrutar da nossa já consolidada autonomia; tanto quanto do pontual amparo
e reciprocidadedaquelesque, vez
ou outra, cruzamnossos
caminhos!
Tem gente que carrega o mundo nas costas e ainda encontra força para tocar. O piano não reproduz apenas melodias, ele revela saudades, cicatrizes e verdades que o coração guardou em silêncio. O pianista aprende cedo que a vida nem sempre oferece descanso, mas ensina sensibilidade e coragem. Porque existem dores que ninguém entende, apenas quem transforma solidão em música e sofrimento em arte. E no fim, entre notas, lembranças e emoções, permanece de pé aquele que nunca deixou sua essência desaparecer.
- Tiago Scheimann
..Mesmo que o mundo desabasse sobre você,
que as pessoas te magoassem sempre, que ninguém mais acreditasse em ti,
que as esperanças estivessem esgotando, que as lágrimas rolassem, eu estaria lá pra te amar, pra te dar a mão, pra te fazer sorrir, pra te proteger. Eu sempre estaria lá..
.. E assim meu coração me reclamou,
hey, porque eu sou de "todo mundo" e ninguém é de mim?!?
Então eu me calei por alguns segundos, respirei fundo e disse: ô coração, quem me dera eu tivesse a resposta, enquanto isso vai batendo e não reclama, a única coisa que sei é que é amor..
Um novo sonho faz surgir a estrada para a esperança
Dar as mãos fará nascer um mundo pra uma adulta criança
O sol que sai, para a lua vir, é o mesmo sol que retornará,
A tempestade que cai, é uma prova que uma nuvem nova acompanhada por um arco-iris no céu nascerá.
Eu não costumo gostar do que a maioria gosta, raramente o que todo mundo usa me brilha os olhos, não gosto de padrões passageiros e nem de gente com gostos passageiros. As pessoas deveriam identificar uma pessoa boa, do coração bom e desejarem ser como elas, E NÃO SAIREM POR AI FAZENDO CÓPIAS EXTERNAS UMAS DAS OUTRAS. É importante sim ter boa aparência, mas faça isso sendo você e não a ' MENINA DO BLOG OU DA TV'.
É mais ÚTIL ter amor pra dar do que um guarda-roupas cheio de roupas!
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Num mundo que é dominado pela globalização.
Num mundo onde existem pessoas que defrontam Deus.
Crianças que dirigem ofensas a outrem.
Não existe amizade entre vizinhos.
Onde o álcool e prostituição é o fundamento da destruição de várias famílias.
Pessoas andando na rua com mini-saia fazendo propaganda com o seu corpo para que alguém compre.
Não quero ser vítima desta destruição.
Num mundo onde não existe união.
Cheio de inveja.
Num mundo onde só existe o mal.
Num mundo onde só fala quem tem dinheiro.
Num mundo onde os jovens procuram a educação da rua.
Transformando-se em bandidos e prostitutos.
Num mundo onde os pais consomem normalmente álcool com os seus filhos.
Num mundo onde as mães é que influenciam as crianças a tirarem gravidez.
Onde as moças fazem do seu corpo uma máquina de fabricar dinheiro.
Onde existe pastores eturquidores.
Que fundam igreja para serem milionário.
Sou um morto vivo em vez de um morto em carne.
Olhem só para a minha família sem êxito neste mundo.
Choro por uma liberdade em troca da minha santidade.
Dominado pelo som dos passarinhos.
Rodeado por um rio que nada da para flutuar.
Caminhos abrem-se dificuldades aparecem.
Eis que sou um pobre maldiçoado neste mundo.
Fugido e temido por todos.
Mal morri mais já vejo a minha vida no inferno.
A ser castigado porque sou um pedaço.
Sou uma tristeza que o mundo oferece para esta sociedade.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
Eu não quero ser um pedaço do mundo.
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