Poemas sobre Horizonte
Agradeço todos os dias a Deus ao contemplar este mundo maravilhoso que Ele criou para sermos felizes
Meus pensamentos voam em direção ao horizonte
Onde o sol se põe e fico a imaginar que a felicidade que nós tanto desejamos está ao nosso alcance e nem notamos
O problema e que sempre a procuramos em caminhos errados, e ninguém encontra a felicidade ali na próxima esquina
Quando iniciamos esta incansável busca, esquecemos de perguntar ao coração.
Nos olhos um brilho de quem quer viver e ser feliz.
No coração uma música tocando no compasso do tempo.
No semblante uma luz que mostra alegria, paz e serenidade.
No falar uma voz calma que traduz as silabas e os verbos com maestria.
Em seus pensamentos a esperança que dias melhores surgirão no horizonte...
Na fé a certeza que o universo conspirar a seu favor.
Todos os sentidos conectados com a luz da criação lhe mostram que nada é por acaso e que o encontro com a felicidade já está marcado.
Ficávamos olhando aquele vasto mar por anos
Em cima daquele cais
Criando vários planos.
Nunca nos imaginaríamos um par de casais.
Como um casal de golfinhos
Que nós avistamos ao olhar para o Horizonte.
Para dentro daquele mar azulzinho
O sol logo se misturou com ele
Formando mais um casal
Logo nos despedimos com tristeza
Nunca mais nos víamos depois.
Com aquela injusta certeza, se iríamos nos ver novamente.
Com clareza pensei - vamos nos encontrar de novo, tenho certeza -
Aguardei ansiosamente, mas não aconteceu.
Infelizmente acabamos adormecendo muito.
Uma coisa boa aconteceu depois,
Nos se encontramos no mesmo cais.
Em paz depois de tanto tempo.
Calmaria
Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.
Apenas viajo nessa estrada
De caminhos amargos,
De vagos tormentos
Passado que passou,
Passado é livro empoeirado
Passado o passamento de algo a ser esquecido.
. Passos (Genelucia Dalpiaz)
Passos que vão ao longe
quase perto do infinito
sempre a procura de um lugar
mais aberto mais bonito.
Tentando sempre alcançar
a linha do horizonte
mas nunca vai lá chegar
é tão longe, tão distante.
O lugar que se quer chegar
não se sabe ao certo
mas continua a caminhar
pois pode estar perto.
Um lugar o sol possa brilhar
sem da humanidade se envergonhar
sem mortes, sem guerras, sem destruição
onde tudo funcione com o coração.
Um lugar onde haja fraternidade
um ajude o outro
onde exista muita igualdade
e tudo seja somente bondade.
Onde as rosas possam florescer
sem nada para perturbá-las
que seja novo cada entardecer
e belo cada amanhecer..
Conselhos
Busque o que não quer
e acabarás achando o que não tem
Busque o que não vê
e acabarás alcançando o que não pode tocar
Busque aquilo que está no alto
e acabarás alcançando as glórias aos vossos pés
Busque aquilo que apressa ao coração
e acabarás sentindo algo verdadeiro
Busque percorrer um caminho ao sol
e acabarás achando seu lugar à sombra
Busque olhar seus lados
e acabarás contemplando o horizonte
Só não busque aquilo que brilha
pois acabarás achando a escuridão
Preciso escrever, preciso dizer, preciso falar.
Preciso ler, preciso ouvir, preciso me calar.
Quero ir além do horizonte, beber a água que brota da fonte, ir correndo pra lá.
Quero aqui ficar sentado, tomar do meu refresco engarrafado, em seus braços me deleitar.
Fico ou vou ?
A decisão é forte, uma banda é minha morte e o flanco meu lugar.
TEUS OLHOS SÃO OS MEUS
Menino dos olhos castanhos
Em quanto tempo viverás...
Não devo, nem vou pensar,
Viverei a cada luar,
Velando o teu pensar.
Menino dos olhos de mel
Cresceste e tão forte ficou,
Mais uma vez lembro...
Foi bom não pensar
O tempo que viverás!
Menino dos olhos amarelados
Os meus olhos também são assim,
Olhe no espelho e verás
Nossos olhos se encontrar...
Vai me ver ao te olhar.
Menino dos olhos de girassol,
Será que vou alcançar
Quando velho estiver,
Seguindo a direção do poente
E teus olhos azulados ficarem?
Menino teus olhos não vão ter cor,
Quanto isso acontecer...
Os meus também assim vão ficar,
Não tenhas medo da escuridão,
Vigiando estarei pegando tua mão.
Menino quando partires
Já deixaste tua semente,
Para florescer e frutificar,
Teus descendentes irão lembrar
Pois, alguns, teus olhos terá.
Menino nós temos que partir,
Áureas abriram para o infinito seguir
E num lugar florido encontrar
A cor transparente dos nossos olhos,
Que esperando, vai estar.
Ouvi varias vezes:
Nao desista de você!!
Nao desista de você
Nao desista de você!!
Ajude- se mais ,pense em vc primeiro,
Seja um pouco egoísta.
Juro que tento fazer e ser assim,mas é mais da minha índole não confrontar. Acho que perdi o costume, a resistência , o ânimo e talvez até a fé.
Eu só queria um pouco de paz, mesmo no meio das turbulências,não me afetar tanto...
Alcancei metas que muitos querem , e agora?
Qual a importancia de tudo isso?
Parece que chovo no molhado ,tudo se repete, nada muda.. Entrei na pior zona que poderia estar: A do conforto!!
Para onde ir agora? Eis o meu enigma!!
Saudade em cores
Se quiser me ver, espere pelo alaranjado do pôr do sol
Se quiser me ouvir, dance com o verde das folhagens
Se quiser me abraçar, repouse no branco das nuvens
Se quiser me sentir, toque no vermelho das rosas
Se ainda assim a saudade persistir, voe no azul do horizonte
Sempre reclamamos muito, sem motivos a falar.
Por levantar cedo e ter que ir estudar;
Por arrumar a casa cedo e ter que cozinhar;
Por dá bom dia ao vizinho que sempre fala mal de ti;
Por sempre ter que segurar tudo quando vai ao shopping
Ou quando vai ao mercadim.
Reclamações aqui, Reclamações pra lá
Mas sempre reclamando sem parar pra pensar. Que
"A milhares de pessoas lutando, persistindo, fazendo terapias e mais terapias tentando sair dali.
Tentando lutar para andar, sentir ou poder falar;
Tentando compreender, especulando sem parar,
Culpando o senhor por ser injusto ao permitir que o/a nascesse ou acontecesse isso a você."
Enquanto isso...... reclamamos sem termos motivos a falar.
Enquanto outros......persistem para voltarem ou ter à oportunidade de olhar para o céu e AGRADECER
Estrada sinuosa
Ser barro pisado p'ra vida ser.
A beira da fonte escondido dos Céus ao Pé do gigante.
Imponente viveste no tempo antes passado..
Tempo que te resta, conhecido e esperado, não aceita.
A sublime mão do destino te apresentou a jovem, que aos teus pés debruçou.
Com suavidade te abraçou e, da vida, te deu vida - fez raiz.
Teu equilibrado - sustento.
Hoje vives a olhar o horizonte imberbe, acolhido e suportado, amor da natural vida.
Viva à "Gameleira" que de ti também faz vida.
Em teus ombros sustenta a Luz que do horizonte te embeleza.
De tuas rasas raizes corre a seiva da vida, em direção ao mar.
Nascente, num filete, rio se transforma.
Essa sinuosa vida, do Barro vida se faz.....
Quem acolhe quem.
A Gameleira ao coqueiro ou, o coqueiro te faz, ainda Gameleira.
Ivan Madeira
Que os ventos me levem,
para terras distantes, que eu possa voar
sobre árvores frondosas, estradas.
rios e igarapés; Que eu consiga ir além
dos meus sonhos, ultrapassando os
limites das linhas do horizonte,
só pra te encontrar, sorrir e
amorosamente te abraçar.
Pato selvagem:
Era uma vez um bando de patos selvagens que voava nas alturas. Lá de cima se via muito longe, campos verdes, lagos azuis, montanhas misteriosas e os pores de sol eram maravilhosos. Mas voar nas alturas era cansativo. Ao final do dia os patos estavam exaustos.
Aconteceu que um dos patos, quando voava nas alturas, olhou para baixo e viu um pequeno sítio, casinha com chaminé, vacas, cavalos, galinhas… e um bando de patos deitados debaixo de uma árvore.
Como pareciam felizes! Não precisavam trabalhar. Havia milho em abundância.
O pato selvagem, cansado, teve inveja deles. Disse adeus aos companheiros, baixou seu voo e juntou-se aos patos domésticos.
Ah! Como era boa a vida, sem precisar fazer força. Ele gostou, fez amizades. O tempo passou. Primavera, verão, outono, inverno…
Chegou de novo o tempo da migração dos patos selvagens. E eles passavam grasnando, nas alturas…
De repente o pato que fora selvagem começou a sentir uma dor no seu coração, uma saudade daquele mundo selvagem e belo, as coisas que ele via e não via mais: os campos, os lagos, as montanhas, os pores de sol. Aqui em baixo a vida era fácil, mas os horizontes eram tão curtos! Só se via perto!
E a dor foi crescendo no seu peito até que não aguentou mais. Resolveu voltar a juntar-se aos patos selvagens. Abriu suas asas, bateu-as com força, como nos velhos tempos. Ele queria voar! Mas caiu e quase quebrou o pescoço. Estava pesado demais para o voo. Havia engordado com a boa vida… E assim passou o resto de sua vida, gordo e pesado, olhando para os céus, com nostalgia das alturas…
(Ostra feliz não faz pérola)
Coração
O que tem sido de você, meu velho companheiro, os batimentos quase imperceptíveis, sujeito de parcos sentimentos, sumido no horizonte arrítmico transcendendo em razão.
Tarde de sábado,
Céu azul de céu,
Nuvens brancas
Passando em
Branca nuvem,
Indo para
Deus sabe onde,
Onde Deus sabe,
Horizonte distante
Cada vez mais perto,
Vento tépido
Limpando a mente,
Amansando o peito,
Aliviando o aperto
De estar tão longe
E tão próximo
Do próximo
Minuto,
Do último
Suspiro.
Solilóquio
Num lampejo de ascese
ascendo à virtude
em meio à turba imbecilizada.
Na lunação
torno-me lépido
virtuoso
lúbrico.
Na turbamulta iniciada
(um) laivo imbecil protesta
o axioma irrefutável.
Na lucerna que eclode no horizonte
a utópica cura para a sarjeta
que se perfaz.
Ignoto sentido
imune a palavras
sem glórias ou decoro.
Carecente!
O AMOR, AQUELE AMOR QUE ...
Sonhamos desde sempre com o grande amor de nossas vidas.
Depois de agraciados, aos poucos deixamos escorregar por entre os dedos a dadivosa oportunidade...
Às vezes aos pingos, outras vezes de roldão, permitimos que as nuvens da felicidade se dispersem no distante horizonte.
É quando nuvens negras de ressentimento empanam os sentimentos sinceros.
O choro copioso da chuva de arrependimento avoluma a correnteza da saudade, desaguando nos bueiros da dor, nos córregos da tristeza tardia. E no mar das desilusões, o destino final.
(Juares de Marcos Jardim)
Uma amiga confessou não saber
o que é um Lá Maior.
Respondi a ela: eu te digo,
lá maior é um horizonte alongado.
