Poemas sobre Dias
Nestes dias de isolamento que anseiam por novos encontros, nos ajude a nos tornarmos, além de tudo aquilo que já somos e fazemos, também capazes de melhor conciliar razão e sensibilidade, eficácia e afetos, individualidade e compromisso social, economia e compaixão, espiritualidade e sentidos, eter nidade e instante.
Meus dias ficaram mais vazios quando você decidiu que não daríamos certo. Nada preenche a sua ausência. É como se faltasse uma peça no quebra-cabeça e nada mais pode completar.
A primeira poesia a gente nunca esquece. Sua leveza vive até os últimos dias da vida, até nas ilusões, até nas lágrimas.
Eu sinto o vento bater todos os dias na minha porta me convidando a ser alguém que eu não conheço...mais que está dentro de mim.
Não tem preço, nem valor explicável a paz no coração daqueles que tentam o seu melhor todos os dias. ❤
Os falsos profetas desde a época de Jesus até os dias atuais ainda existem tanto no mundo material como na erraticidade e todo cuidado é pouco.
“Morro todos os dias e vejo a minha incompetência em manter me vivo, porém ressuscito me diariamente e vejo uma força no parto, tudo muito dolorido, cheio de cicatrizes, oh escuridão, a cruz, oh minha luz.”
Giovane Silva Santos
O mundo é apenas um campo de batalha, você tem que lutar todos os dias, muitas vezes, sem direito de sorrir.
Já não consigo mais conviver com a saudade, com essa melancolia que faz meus dias ficarem mais vazios. Não consigo conviver com as dores causadas pelo tempo. Não consigo viver esperando pelo dia que vou voltar a sorrir, minhas alegrias se foram como as memórias que não quero lembrar. Já não escrevo mais versos, pois a saudade me dói tanto, que até os poemas que declamei aos quatro ventos já se apagaram da minha mente; as lembranças se foram como todas as nossas juras de amor. Talvez o tempo tenha sido o culpado ou as lágrimas do passado tenham nos dados esse caminho. Lágrimas que caem até hoje ao lembrar-se de quando você se foi e agora está tão longe de mim.
Cada um de nós é um astro girando em torno do sol que há em nosso interior. Há dias em que ele se aproxima mais da gente, aumenta a temperatura do corpo, aquece a alma, faz com que o coração bata mais rápido e deixa tudo aqui dentro colorido e iluminado. Há outros dias, porém que, assim como o sol se distancia da Terra, nosso sol também se distancia de nós. Nesses dias nos tornamos mais frios, distantes, nublados, cinzas, o coração bate descompassado e o vento da desesperança sem parcimônia bate forte. Por isso, não me queira sempre igual. Sou feita de ciclos, oscilo, mudo e sou tão influenciável à temperatura de dentro quanto sou da de fora.
Sou todos os ventos. Em alguns dias, brisa, outros, tempestade, hoje, por exemplo, amanheci calmaria. E com tudo de bom que esse calmo dia me traz, não me envergonho dos outros dias. Aqueles em que fui brisa, levada pelo vento, tropeçando nas pedras, tão absorta na paisagem que as vezes saia sem muito perceber da linha delicada da boa estrada, perdendo-me distraidamente na caminhada. Vivi também incontáveis dias de tempestade, as quais, uma certa dor que sinto, tenta bloqueá-los da minha memória, porém em vão tornou-se esquecê-los, talvez até desnecessário. Preciso também dessas lembranças, desses dias, eles fazem-me valorizar a calmaria. Tenho tanta força vinda desses incontáveis dias, todos os ventos que fui, o que sou e o que não sei o que serei amanhã. E não envergonho das mudanças e absorvendo como terra em tempos de seca todos os aprendizados que ganho. Não se envergonhe dos seus ventos, dos seus dias, porque todo o mundo já foi um dia, brisa, tempestade ou calmaria.
Há dias em que eu não sinto o que pulsa dentro do meu próprio peito. Há dias em que eu não consigo distinguir o que é respirar e o que é suspirar. A luz que, um dia, revestiu todo o meu ser, hoje, não passa de trevas cobrindo o que um dia fora Alvorada.
Eramais fácil na época em que eu corria para o sofá da sala ver desenhos. Às 5:30 da manhã. Na época em que eu via meus pais como anjos que me abençoaram com o sopro da vida. E hoje, minha caminhada consiste, apenas, na presença de demônios. Criados e cultivados, aparentemente, por mim, dentro de mim.
“Nem sempre, você como amigo, precisa estar carregado de conselhos para dar. Existem dias que você precisa apenas ser como os amigos de Jó, que se assentaram com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum deles dizia palavra alguma.”
Existem apenas dois dias com menos de vinte e quatro horas para cada um de nós, sentados como marcadores em nossas vidas; um é comemorado todos os anos, mas é o outro que nos faz ver a vida como preciosa.
Na pandemia, aqueles que souberam aproveitar os dias difíceis, refletindo sobre a vida e o que fazer para melhorá-la. Com certeza, terão dias melhores pela frente.
A vida é igualzinha à aquela beleza que se vê numa flor. Precisamos cuidá-la todos os dias. Só assim a beleza poderá permanecer.
