Poemas Sobre Céu
EMINENTE
Sabemos que o céu é blues...
Blues, é sua cor toda calma alada
e essa cor toda calma toda azul assim...
Nós sabemos, e como sabemos!
Sabemos que sobre ele,
pauta uma tristeza em elevado silencio
um marasmo de canto a canto!
Sabemos que nas altura, sem cântico
e sem som... Nem uma musica ecoa
nem uma boca contem batom
tudo é apenas... Blues.
Antonio Montes
Ser Poeta é isso!
Oscilar no inferno, no céu , na lama , no paraíso ...
quando estiver e onde quiser .
Poeta é nômade e andarilho.
Moramos em nenhum lugar !
Estrela principal
No meu céu você é a estrela principal;
Portanto, só vou lhe dominar no amor.
Ser um casal cheio de romance divinal,
Não existe nada mais lindo e encantador.
No meu mar você é a crista da onda,
Onde eu posso surfar com muita emoção.
No quebra mar mostra quando está sentida,
E no mar calmo exibe um lindo coração.
Já lhe vi nas pétalas das rosas do jardim,
E bem exuberante nos cantos dos pássaros,
Contudo, não lhe deixo ficar longe de mim.
O sorriso dos seus lábios me encantam,
Sinto grande prazer em estar aqui contigo,
Amo a liberdade, mas entre os que sonham.
Dádiva do Recomeço
De repente o cenário mudou. O céu enegreceu, encobriu o sol, fechou a cortina do dia. Nuvens negras encharcam minha retina, embaçam as lentes da razão, afogam meu coração... A noite torna-se assustadoramente escura. No coração apenas o peso insuportável das memórias... E eram tantas! Assustada encolhi-me no ventre do tempo e, ali permaneci por horas, dias, talvez meses!
Até que o dia amanheceu. Ele sempre amanhece trazendo consigo o milagre do novo, a dádiva do recomeço. Abri os olhos lentamente e, sorri agradecida com o espanto uma cega que pela primeira vez vê-se refletida no espelho da vida.
LOBRIGAR
Sentado a beira da praia
vejo areia veja espuma
vejo azul do céu e as brumas
se perder nas andas do mar.
Ouço os cânticos das sereia
banhar os meus sentimentos
espumas e mares cheias
balançar a todos momentos.
Vejo as asas das gaivotas
bater palmas de felicidades
a alegria bater nas portas
do horizonte e das cidades.
A calma vem ao meu peito
com jeito de paz mundial
no rosto um riso satisfeito
acordando o alto astral.
Antonio Montes
CERRADO NUM SONETO
Bendito és tu, cerrado de cascalhos
que em tuas ramas o belo derrama
num céu imenso e cheio de drama
de exóticas flores e tortos galhos
Escancaraste a janela num monograma
dum horizonte rubro e de secos borralhos
num contraste de luz e sombra em talhos
que a admiração esculpe num panorama
Bendito sejas tu, trançado em retalhos
de relva rastejantes que no chão flama
refrescantes nascentes, e áridos atalhos
E do seu sol poete, poemas declama
ipês florescentes e avoengos carvalhos
que encenam vida, e a vida proclama...
Luciano Spagnol
Outubro, 2016
Cerrado goiano
QUERO-TE!
Olha amor... Em meu peito emoldura tua imagem com fulgura.
Como um céu azul refletindo êxtase no mar que o esmera.
Os teus olhos são como voos levitando meus sentidos com doçura.
Feito bailado de aves ao vento nas sublimes primaveras.
Quisera-te agora aqui a aquecer meu corpo com tua leveza.
Ofertar-te meu coração num cálice primaveril de amor.
Oh, por que tão sozinho meu peito flutua em tua beleza?
Bem que poderias estar aqui agora cobrindo este frio com teu calor !
Vem amor ! Vem que prometo ser tua única estrela
A incendiar-te de beijos demorados, de suspiros e carinhos de seda
A aconchegar-te nos braços com a canção da eternidade . Prometo-te !
Vem anjo! Vem que em meus seios cálidos em paz deitarás.
Vem que meus cabelos serão a lua que no céu dormirás .
Cada dia conto os segundos com sede de ti . Ah, Quero-te!
O céu ╰❁╮ o inferno
Os dois estão sempre conosco
Eles dependem das coisas que fazemos
Durante a nossa curta ou longa vida.╰❁╮
"Procure influências boas"
Por causa de um, à terça parte do céu, caiu pro mundo.
Mas, por causa de outro, o mundo todo tem a oportunidade de subir ao céu.
A vida é de fases .
Dias no chão
Outros no céu !
Não há nada que um dia não se modifique
Tudo que um dia foi perdido ...
Pode ser suplantado ali na frente.
E tudo que é verdadeiro ...
Jamais se perde no tempo.
Tudo é questão de paciência e fé !
Não há nenhum mal no mundo
que seja eterno e
um dia Deus não
o cure!
Liberdade
A tempestade desaparece
E o céu enaltece
Acabaram-se as friezas
E os gritos de tristezas
Foram longos anos de escravidão
Sem previsão de quando acabariam
O homem lutou e venceu
Homens felizes
Como pássaros livres
Cantando a sua liberdade
Ó liberdade!
Cantos de alegria
E que comece um novo dia
Gritos de glória
Enaltecendo a sua vitória.
SONETO MELANCÓLICO
Chove, embrusca o céu do cerrado
o horizonte ribomba em trovoada
nuvens prenhas, parindo gota d'agua
"cachoeirando" o telhado poeirado
Tomba galhos, ventos na esplanada
um cárcere sombrio, espírito calado
a alma com os seus ais embrulhado
contempla os sonhos em disparada
E o tempo a ver, o chão ensopado
escorrendo devaneios pela fachada
dos sonhos, em rodopios atordoado
Salpica na janela, medos em pancada
melancolia, num espanto não desejado
dos meu olhos em pranto, numa cilada...
Luciano Spagnol
Novembro, 2016
Cerrado goiano
FOI DEUS
Márcio Souza. 06.11.16
Foi Deus quem vez você.
Criou o céu, a terra, as estrelas e a lua,
Fez a bela imagem sua,
Linda e bela de viver,
Fez das curvas do seu corpo,
Os meus sonhos e sedução,
Que me deixam pouco a pouco,
Cheio de amor e paixão.
Fez a luz do seu olhar,
Seus abraços, seus carinhos,
Do sorriso e seu beijar,
Meu destino e meu caminho.
Fez da vida, o meu encanto,
A razão do meu viver,
Fez da música o meu canto,
Ao meu coração aquecer.
Fez você esse amor tão belo,
Fez esse doce coração,
Que amo, adoro e sempre quero,
Com muito amor e paixão.
Fez o mundo, a vida e você,
Me fez ver e acreditar,
Que apesar dos pesares,
Vale a pena viver e amar.
Foi Deus quem fez você.
Bela, altiva e faceira,
E a colocou num céu de azul,
Pintou com o Cruzeiro do Sul,
E com uma chuva de estrelas.
Márcio Souza
DOIS PERUS
Dois perus... Glu, glu
pássaros novos...
Pelados embaixo do céu azul.
Lá vem o tempo,
tempão...
Nuvens carregadas d’água...
Levadas por ventos
relâmpagos
trovão.
É hoje que água cai...
Cai liquida molhada,
correndo enxurradas
apagando poeira
fazendo sementes nascer.
Cai pra mim,cai pra você
cai para amar, cai para se vê
Peru, vasa! Vasa! Lá vem a chuva
cuidado com o natal
vamos correr.
Antonio Montes
Não deixe
Na linha do horizonte.
Vejo o céu beijar o mar...
A lua se esconde,
Para ver o sol brilhar.
Quando as estrelas se juntam,
Num só clarear...
Admiro o momento vespertino,
Fim de tarde a encantar.
Já na manhã seguinte,
Tudo vai recomeçar...
Momento matutino,
Bruma e brisa de arrepiar.
Jardins, flores e frutos...
Florestas, rios e mar...
Desertos planaltos e vales.
Tudo isso pode acabar...
Natureza que encanta,
Os seres desta terra.
Não deixe que os maus destruam,
Sua linda aquarela...
Eu aprendi que o céu é azul
mas não é azul para todo mundo.
Alguns o vêm cinza
outros com nuvens
e outros nem céu
Então vou sempre entender que não se agrada a todos.
Olhar pra mim
O céu, tão escuro
Deserto sem luar
Sem estrelas à criptar...
No terraço,
Também observo a imensidão de tijolos e ferros em forma arquitetônica
E vejo a distância que à selva de pedra nos separa
Os quilômetros até seu ouvido
Contudo
Pego-me esboçando um leve sorriso
Recordando os traços tão únicos de sua face
O dilatar-se e contrair-se de sua pele
Quando presenteia-me com sua gargalhada envolvente e marcante
Esses olhos
Que tanto brilham ao me refletir
E aprisiona-me neles
Não deixando quaisquer espaço para vislumbrar o vão mundano
SONETO ENCARNADO
Cerrado, pinta o céu de encarnado
por não poder pintar a noite estrelada
assim, vesti a sombra da esplanada
de prata, do luar em tom apaixonado
Pra extinguir o rubro desta tal cilada
e aprisiona-la até o arrebol no prado
o sol se demole num gesto nacarado
tão cansado, retirando-se em toada
No breu, a cor, escarlate enevoado
permanece, então, na noite trancada
pra de novo no dia surgir encantado
Então, no empalecer da luz arrozada
dorme desmaiada, do dia acalorado
no ciclo do cerrado, em sua jornada...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
Ruas, becos, vielas
É grandiosa ela, gigantesca!
Suas cores que vibram, seu céu...
que céu.
Azul com cinza, colorido das casas
e vermelho. O vermelho que não gosto.
Vermelho dela, que volta e meia lava ela e que motiva a queda daquela pesada, gelada e salgada lágrima.
Corpo estirado no chão!
Mais um menino morreu, cena alterada, o porco de farda atirou e falou "É bandido!"
Prova implantada e enquanto agoniza — Essa arma não é minha, senhor...
Era tarde!
Pobre menino, sua voz ecoa na consciência do gambé, bradando "sou estudante, senhor!"
Ele sabe... A mãe que chorou, a favela que acordou, a vida que ele tirou, os fantasmas que para si levou.
Para eles suplico em prece encarecida:
Não o deixe dormir, não! Ele tem que pagar!
Farda macabra, mãos eternamente manchadas. — Lamentamos o caso... Disse o Governador.
Genocídio, violação, desrespeito...
Ainda sim, adoro as cores dela e imagino um futuro de igualdade pro povo que vem de lá.
Paz é utopia, eu quero é respeito para ela
Respeito pra favela!
Aos viajantes lunares.
Desejo que não se percam olhando para o céu em busca de encanto na super lua, astros e estrelas.
Deixando de observar aqui na Terra, quem lhe o oferece o que de mais valioso existe no universo.
Um amor simples, puro e verdadeiro.
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