Poemas Sobre Céu

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"Quando vos sintais ameaçados por cães, olheis para o céu e peçais a Deus proteção. Mas, se mesmo assim, os desgraçados dos cães vos enfieis os dentes, procureis imediatamente auxílio médico."
Texto Meu No.1122, Criado em 2022

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

Exalamos fogo, pois somos intensidade!
Almejamos mar, pois somos tranquilidade!
Buscamos céu, pois somos imensidão!

12 de agosto de 2026 — a poesia dos encontros. ✨🌑☀️

O céu nos presenteia com uma bela metáfora sobre os encontros. Sol e Lua percorrem caminhos distintos, mas, em um raro instante, suas órbitas se alinham.

Assim também acontece com algumas almas: seguem suas próprias trajetórias até que a vida permite o encontro. E, como no eclipse, uma não apaga a luz da outra; ao contrário, permite que permaneça manifesta a luz que sempre esteve ali.

São encontros que parecem ter atravessado o universo inteiro para chegar exatamente àquele instante.

Mas há uma diferença entre eles e o eclipse: o eclipse passa; algumas almas, quando finalmente se encontram, decidem ficar. ❤️

#JaniaraDeLimaMedeiros

As mães.

A minha mãe, e a sua mãe.
A mãe nossa, e a toda mãe.
A mãe que está no céu, e a mãe aqui da terra.
A mãe de paz, e a mãe de guerra.
A mãe que assumiu, e a mãe que sumiu.
A mãe que voltou, e a mãe que nunca viu.
A mãe cega, e a mãe que tudo vê.
A mãe que é pai, e o pai que é mãe.
A mãe que lê jornais, e a mãe que nada lê.
A mãe brigona, e a mãe brincalhona.
A mãe que ajudamos e a mãe que ajuda nós.
A mãe elegante, e a mãe demodê.
A mãe viajante, e a mãe que nunca sai.
Em nome da tua, da minha, e em nome da mãe de todos.
"Em nome do pai."
(Saul Beleza)

*Poema maluco do cotidiano*

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais planos na minha gaveta
do que coragem na segunda-feira.

Existem mais "depois eu vejo" no WhatsApp
do que respostas na hora.
Existem mais metas em janeiro
do que academia em fevereiro.

Existem mais café esfriando na mesa
do que tempo pra terminar ele.
Existem mais prints que nunca mando
do que conversas que realmente começo.

Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais sonhos pousados na gente
do que gente pousando nos próprios sonhos.
(Saul Beleza)

Onde a Sombra Faz Morada




Há vidas que parecem atravessar o mundo sob um céu que nunca amanheceu.


O destino lhes rouba nomes, abraços e futuros, e lhes da remédios para ser um Porto seguro ,
até que a memória se torne um cemitério onde o vento aprende a sussurrar.


Quem contempla tantas despedidas deveria entender
que toda existência é apenas um sopro, passa tão rapido,
uma chama vacilante que com o menor descuido o tempo se apaga.


Mas nem toda dor gera luz.


Há sofrimentos que, quando alimentados pelo vaidade,
deixam de ser cicatrizes e se tornam correntes;
aprisionam a alma, endurecem a voz
e transformam o julgamento em um altar de esquizofrenia.


É um paradoxo cruel.


Quanto mais a morte revela o valor da vida,
mais alguns insistem em desperdiçá-la medindo as falhas alheias dos outros, para Camuflarem às suas.


Esquecem que nenhum tribunal humano resiste ao relógio,
que toda sentença pronunciada hoje
amanhã será apenas poeira, palavras ao vento repousando sobre o cemitério de silêncio.


A maior tragédia nunca foi aquilo que o destino levou.


Foi permitir que cada perda apagasse, pouco a pouco,
a última centelha de lembranças de amor e, misericórdia vividas


Porque há um abismo mais profundo que o luto:


é sobreviver a tantas apocalipses
e, ainda assim, não aprender a ser guarda-chuva para quem também caminha sob a chuva.

É Páscoa


Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!


É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!


É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!


Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!


Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.


(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)

Praça dos Expedicionários


Entardecer de Outono
poético com o céu limpo,
na bela cidade de Rodeio,
o tempo sereno e ameno,
e o desejo de dar um passeio
na Praça dos Expedicionários.


Relembrar as histórias
dos nossos heróis e dos outros
heróis do Médio Vale do Itajaí
inteiro que juntos cruzaram
o Oceano Atlântico para lutar
contra o Nazismo, e o derrotaram:
nunca será demais relembrar.


Os nossos Expedicionários
deixaram o seu heroísmo
como o maior legado para honrar,
E a maior forma de honrar
é com gratidão com os nossos
exemplos de vida neles se inspirar.

O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.


No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.


Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.

Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.


Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.


[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].

Tens a total capacidade
de acender as luzes das cidades
e o céu da América do Sul
com tuas fogosas vontades.


Mesmo sem a tua companhia,
por dois faço as festas de abril
com a sutil Lágrima-de-rainha
magnificamente eflorescida.


Não me importo com o que falem,
nem tampouco com o que pensem;
em mim há montanhas e vales
que não permito que adentrem.


As forças do tempo e da Natureza
me pertencem, porque sou poeta;
o que é de relógio sempre perece —
como sou de amor, ninguém esquece.

O céu do Médio Vale do Itajaí


todo vestido de madrepérola


para receber a Lua Crescente Gibosa,


A minha Rodeio, toda amorosa,


presenteia com tranquilidade


gentil e paz acolhedora --


Para você reservo a poesia


mais sublime e encantadora.

O céu vestido de aquarela
do Médio Vale do Itajaí,
O Pico do Montanhão
com todo o amor beija,
Com poesia o coração
tamanha beleza corteja.

No céu de Rodeio
um pouco de cor
de uma aurora de maio
eleva a poesia e o humor,
Sim, tenho amor
pelo Médio Vale do Itajaí,
criado por Deus
com todo o esplendor.

Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.


À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.

Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.


Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.


Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.


Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.

Olhar para o céu faz lembrar
que os pés estão presos à terra.
No Hemisfério Celestial Sul
é chegado o solstício de inverno,
e te habitar é o que mais quero.


Do meu território para o seu,
conhecer as rotas para habitar
na tua pele tem sido mistério.
Condor só voa com Condor,
e juntos ganham o universo.


O que é feminino e masculino
estão com as suas oferendas
sob a mesa, para reverenciar
a Pachamama e o Tata Inti:
é chegado o dia de Willka Kuti.


Observar o tempo astronômico
faz com eu me semeie, regue
cresça e crie raízes em você;
sem absolutamente nada temer,
faça noite ou dia, amar é viver.

Não é a primeira vez, e nem será a última,
que peço para olhar para o nosso céu.
Estar com os olhos atentos é preciso,
onde não nos foi ensinado a nos conhecer
e nos manter, em nome daquilo
que importa, indestrutivelmente unidos.


Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que Condor só voa com Condor
e que desejo mostrar a América do Sul profunda.
Quem conhece a profundidade
e a extensão da Elevação do Rio Grande
sabe que somente ao Brasil pertence;
mas isso é assunto para hora entre a gente.


Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que as Malvinas são argentinas.
E porque de fato elas são, estou aqui
para recordar os Yaghan e Kawésqar,
enquanto uns não fazem questão de lembrar;
porque negam que a Argentina nasceu
graças à vontade do povo que quis se libertar.

O céu noturno de quando foi assinado
o decreto da nossa Bandeira Nacional,
foi desenhado com exatidão e esmero
como no próprio Hemisfério Austral,
Na justa posição astronômica em que
as vinte e uma estrelas se encontravam,
assim todos homenagem prestaram.


Depois mais seis novos estados surgiram,
e em vinte e sete estrelas resultaram.
Há quem as queira no futuro delineando
o contorno do mapa da nossa Nação;
Penso que ninguém mais deve tocar
no nosso augusto e primoroso Pavilhão.


A base de orientação no céu noturno
alimenta a memória e o próprio coração,
erguendo a história da memória
e na afetividade da nossa Pátria inteira
com as grandezas da arte e da ciência,
para prestarmos eterna e total reverência.

Tal qual trapoeraba-azul
a cada dia floresço
também sem céu azul,
Agarro no teu peito
com jeito de norte e de sul.


Intenso e sutilmente
no próprio tempo.
Sem olhar no relógio
busco o merecimento.


Dou ao florescimento
a liberdade para receba
com genuíno sentimento.