Poemas Sobre Céu
O aplauso humano perdeu o peso,
virou som vazio no chão.
Porque quando o céu me chama de filha, (o)
não há voz na terra que defina meu coração. miriamleal
Muita gente quer o céu como destino…
mas poucos querem a transformação necessária para caminhar com Deus.
O céu é a continuação de uma vida entregue ao Senhor.
O céu não precisa de sol pra nascer o dia,
nem da lua pra trazer calmaria.
Porque a luz que lá existe não é criação
é o próprio Deus em manifestação.
miriamleal
Pois o amor que vem do Céu não conhece divisão,
ele respira misericórdia em cada pulsação.
E quando tudo passar e o tempo se encerrar,
será o amor verdadeiro que continuará a brilhar miriamleal
Porque o céu faz festa,
quando uma alma se arrepende;
o amor de Deus alcança
até quem o mundo não entende.
Haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende.
Lucas 15:7
O Abraço do Céu no Seu Dia Especial
Eu sei que a ausência e o silêncio daqueles que você esperava trouxeram uma dor profunda e uma sensação de vazio ao seu coração. Mas escute o que o meu carinho quer lhe dizer hoje: o seu valor nunca dependeu, e jamais dependerá, da presença ou da consideração de quem não sabe te amar. O seu nascimento foi planejado por Deus e celebrado pelo céu muito antes de você chegar à Terra. Se os homens falharam em te aplaudir hoje, o Criador continua te cobrindo de bênçãos e soprando vida nos teus dias. Não permita que a distração ou o egoísmo alheio apaguem o brilho do seu milagre. Olhe para o espelho com orgulho, honre a sua história e celebre a si mesma, pois a sua existência é um presente precioso para o universo. Você é amada, você é importante, e o seu dia é sagrado.
A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.
- Tiago Scheimann
Orar talvez seja a última forma de honestidade que resta ao homem. Não porque o céu necessariamente responda, mas porque, diante do silêncio absoluto, desaparece a necessidade de fingir força. A oração não convence Deus; ela desarma o orgulho de quem finalmente reconhece a própria impotência.
- Tiago Scheimann
A felicidade era simples, quase invisível
Uma bola, uma pipa e um céu azul incrível
Nós era feliz sem saber definir felicidade
Talvez por isso tudo parecia eternidade
CALÇADA DA ROÇA
Quando o Sol se despedia
Por detrás da serrania,
E o céu vestia de ouro
A última luz do dia,
Lá estava ela, paciente,
Feita sala de estar do chão:
A velha calçada da roça,
Ponto de encontro e união.
Chegava um com sua cadeira,
Outro com banco de madeira,
Trazendo histórias guardadas
Na alma a vida inteira.
Ali não havia relógio
Mandando o tempo correr.
A pressa ficava distante
Para a conversa acontecer.
Falava-se da chuva antiga,
Do inverno que prometia,
Do milho, do feijão plantado,
Da colheita que viria.
Os meninos corriam soltos,
Inventando assombração.
Enquanto os velhos contavam
Casos de outra geração.
As moças trocavam sorrisos,
Os rapazes olhares também.
Muita história de amor nasceu
Sem que ninguém soubesse bem.
Quando a noite se achegava
Com seu manto estrelado,
A Lua fazia companhia
Ao povo ali acomodado.
E cada prosa partilhada
Virava riqueza sem preço.
Pois quem reparte palavras
Também reparte afeto.
Hoje o mundo corre ligeiro,
Pela tela e pela conexão.
Mas ainda mora saudade
No fundo do coração.
Saudade daquele costume
Que o tempo não levou embora:
Ver o dia se despedindo
Sentado do lado de fora.
Porque a calçada da roça
Nunca foi somente lugar.
Foi varanda da amizade,
Escola do escutar,
Foi descanso para o corpo,
Foi remédio para a solidão,
Foi o endereço mais simples
Da humana comunhão.
Levanto um Aleluia
Canções são armas para mim
Levanto um Aleluia
O Céu vem guerrear por mim
Na tempestade, eu vou cantar
Alto e mais alto, o meu louvor rugirá
Das cinzas, a Fé se levantará... Jonathan D. / Jake S. / Molly S. / Melissa P.
Se a Partida dos que amamos não fosse tão Dolorosa, talvez quiséssemos fazer baderna no céu.
Talvez quiséssemos habitá-lo antes do Tempo de Deus — e sem ao menos nos dar ao trabalho de construí-lo.
Mas a dor existe — e não por crueldade.
Ela é o limite que nos ensina reverência.
É o peso que desacelera a alma para que ela atravesse o mistério com humildade, não com euforia inconsequente.
A Saudade, o Choro e o Silêncio que ficam nos que permanecem, são parte desse rito.
A morte não é um convite à festa, é um chamado ao recolhimento.
Se fosse fácil demais, talvez banalizássemos o Sagrado, transformando o eterno em continuação do ruído que fazemos por aqui.
A dor nos lembra que a passagem é muito séria, que algo imenso está acontecendo.
Ela organiza o caos interior, cala a pressa e quebra o orgulho.
Ensina que não se entra no céu como quem invade um lugar, mas como quem é recebido — desarmado, despido de excessos, sem baderna, sem aplausos.
Talvez seja por isso que dói tanto: para a Eternidade começar em profundo e reflexivo silêncio.
As mães.
A minha mãe, e a sua mãe.
A mãe nossa, e a toda mãe.
A mãe que está no céu, e a mãe aqui da terra.
A mãe de paz, e a mãe de guerra.
A mãe que assumiu, e a mãe que sumiu.
A mãe que voltou, e a mãe que nunca viu.
A mãe cega, e a mãe que tudo vê.
A mãe que é pai, e o pai que é mãe.
A mãe que lê jornais, e a mãe que nada lê.
A mãe brigona, e a mãe brincalhona.
A mãe que ajudamos e a mãe que ajuda nós.
A mãe elegante, e a mãe demodê.
A mãe viajante, e a mãe que nunca sai.
Em nome da tua, da minha, e em nome da mãe de todos.
"Em nome do pai."
(Saul Beleza)
*Poema maluco do cotidiano*
Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais planos na minha gaveta
do que coragem na segunda-feira.
Existem mais "depois eu vejo" no WhatsApp
do que respostas na hora.
Existem mais metas em janeiro
do que academia em fevereiro.
Existem mais café esfriando na mesa
do que tempo pra terminar ele.
Existem mais prints que nunca mando
do que conversas que realmente começo.
Existem mais aviões no fundo do mar
do que navios no céu.
E existem mais sonhos pousados na gente
do que gente pousando nos próprios sonhos.
(Saul Beleza)
Hoje o céu tá mais sertanejo,
e a terra mais silenciosa.
Que o Rick descanse com os dele,
com viola no colo,
com chapéu na mão,
com a voz que agora vira saudade
mas não morre.
A voz sertaneja nunca morre,
Ela só muda de palco.
Sai da rádio e vai pro céu
cantar pro povo que já foi.
Fica aqui o nosso
"obrigado, Rick"
cantado baixinho,
como se fosse moda antiga.
Meus sentimentos pra família dele e pra todos nos que sentimos.
(Saul, teu fã)
Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência?
Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem.
Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.
Transcendental
Uma taça de vinho,
a janela aberta,
o céu estrelado,
a brisa invadindo o
semblante e acalentando
o olhar no horizonte - não mais que uma taça,
não desejo ficar entorpecido, mas leve.
Marcelo HB
O céu está velado por nuvens - pardacento,
e a lua, esta tirou a noite para chorar
por seu amor, o reio sol.
Marcelo HB - Astros
"Quem escolhe a segurança da sombra
renuncia à imensidão do céu — o preço
do abrigo de um mentor é a
própria estagnação."
Alessandro Bous'T
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