Poemas Sobre Céu

Cerca de 15477 poemas Sobre Céu

Entre os files de Epstein,
a lista de Vorcaro,
os drones rasgando o céu
do Oriente Médio,
como pássaros de metal
que desaprenderam a pousar,


entre as balas perdidas,
que no Rio sempre encontram um corpo,
as fake news que se espalham
nas redes sociais,
como epidemias digitais,


os escândalos,
os feminicídios,
os homicídios
e os golpes
que atravessam o Brasil
e o mundo afora,
como uma sucessão interminável
de feridas abertas,


eu permaneço.


Permaneço aqui,
entre a caneta
e as páginas brancas.


Como quem insiste
em acender uma faísca
no meio da tempestade...


E vou consumindo versos
entre a Serra da Tiririca,
a Lagoa de Itaipu
e o Oceano Atlântico,


onde o verde
ainda entoa a esperança
e o vento ainda sabe
pronunciar silêncio.


Mas a verdade é outra!
Não sou eu
que consumo a poesia.


É ela
que lentamente
me devora e nutre.
✍©️@MiriamDaCosta

A chuva 🌧


O céu cinério
derrama sobre a terra
seus versos invernais
lavando da memória
o pó das horas secas
tecendo no barro úmido
o sopro das sementes...


As gotas
bênçãos líquidas
beijam as folhas
com ternura
escorrem como preces
pelas veias verdes
das plantas
até que cada ramo
se curve
em humilde gratidão...


O ar
saturado de frescor
convida à pausa
ao recolhimento sereno
onde o silêncio se aninha
no coração que escuta
o pulsar escondido da chuva...


As gotas da chuva
embalam as folhas
com devoção
cada uma
como um salmo breve
que se dissolve
na penumbra do verde...


Elas deslizam lentas
como se quisessem eternizar
o instante do toque
até se perderem
no ventre da terra
onde a vida adormece
em germinação....


O ar
úmido e denso
inspira o corpo ao silêncio
como se o tempo
tivesse recuado
para que a alma pudesse
respirar consigo mesma...


E, no recolhimento profundo
o mundo parece rezar
com a voz silenciosa
dos versos da chuva...


✍ @MiriamDaCosta

Ode à Chuva


Gotas cristalinas,
gotas benditas,
que caem do céu
como bênção infinita.


Regam a terra,
saciam a sede,
trazem vida nova
onde a aridez se perde.


Cantilena suave
no telhado a soar,
é canto de acalanto,
é promessa no ar.


Chuva que lava,
chuva que cura,
traz no teu ventre
a força da ternura.
✍©️@MiriamDaCosta

A orquídea no coqueiro


E vi a orquídea embelezando
o tronco do coqueiro
sob o céu da Região Oceânica
onde o vento salgado
traz memórias do mar...


Ali, entre fibras ásperas
e a dureza da casca,
a flor abriu seu gesto de leveza,
pintando com delicadeza
o corpo ereto da árvore altiva...


Natureza generosa,
que une seus contrastes :
a rigidez e a fragilidade,
o chão e o céu,
a permanência e o instante...


A orquídea, em sua breve vida,
ensina o segredo dos encontros:
é no improvável
que a beleza floresce,
é no contraste
que a poesia se revela...
✍©️@MiriamDaCosta

O Universo em um Grão de Areia
​Às vezes, a gente para e olha para o céu, se achando grande por ter conquistado o mundo. Mas a verdade é que o mundo pode ser só a pele de alguém muito maior. Do mesmo jeito que no laboratório a gente espia pelo microscópio e vê um universo de bactérias e fungos lutando para viver numa lâmina de vidro, nós podemos ser os micróbios de uma camada de cima.
​O nosso céu azul, as estrelas distantes e o limite do espaço são apenas a lente desse microscópio gigante. Quando o ser humano constrói foguetes e tenta viajar para além das estrelas, no fundo, o que a gente quer é arranhar esse vidro, tentar romper a lente para ver quem está nos olhando lá de cima.
​Nessa dança de tamanhos, as revoltas da Terra ganham outro sentido. Um tsunami avassalador ou um terremoto que sacode o chão não são raiva de Deus, são só o estômago desse ser maior roncando, um mal-estar de quem comeu algo que não fez bem, ou uma febre tentando curar o próprio corpo. A gente sofre o efeito colateral desse espasmo sem que ele sequer saiba que existimos.
​E quer saber? Isso não muda em nada o nosso dia a dia. A maioria das pessoas vai passar por essa vida preocupada com o almoço, com o trabalho, sem nem desconfiar que somos tão pequenos. Fomos condicionados a buscar um Salvador no céu para termos forças de seguir em frente, porque olhar para o vazio dá medo. Mas quem consegue pensar fora da caixa encontra uma paz bonita. A gente percebe que o espelho está dentro de nós: nós somos o universo inteiro para os bilhões de bichinhos que vivem no nosso organismo, e somos apenas um sopro na flora de algo gigante. No fim, a vida é esse eterno jogo de bonecas russas, onde o segredo é continuar caminhando, mesmo sendo poeira.
​Referência e Autoria
​Pensamento: Rildo Lemes
Data: 02 de julho de 2026, às 23 horas
Local: Estado de Goiás, Brasil

Exalamos fogo, pois somos intensidade!
Almejamos mar, pois somos tranquilidade!
Buscamos céu, pois somos imensidão!

DO BOM PORTEIRO.


O BOM PORTEIRO
É COMO SÃO PEDRO.
COM AS CHAVES
DA PORTA DO CÉU.

FRASE DE UM GURU INDIANO.


NOVA DELI É UM PENSAMENTO.
LONDRES É UM OUTRO CÉU.

Talvez eu não tivesse


Talvez o céu possa explicar
o silêncio que nasceu em mim,
quando as estrelas se apagaram
sem dizer se voltariam.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas, frias e mortas;
elas já foram rios abertos,
tocando o mundo com esperança,
acendendo manhãs em portas esquecidas.


Eu não tinha esse olhar perdido,
vagando entre sombras e distâncias,
procurando no rosto da noite
a luz que um dia me chamou.


Talvez o céu saiba onde escondi
as palavras que não consegui dizer,
os abraços interrompidos,
a coragem deixada à beira do medo.


Se houver uma estrela para mim,
que ela desça devagar,
como uma lágrima luminosa,
e repouse sobre meu peito.


Talvez então minhas mãos se lembrem
do calor de outras mãos,
e meus olhos, cansados de perder,
aprendam novamente a esperar.


Porque mesmo no fundo do silêncio,
há um coração, quase invisível,
batendo baixinho –
como quem ainda pede para viver.

Iludida


Aqui... aí... em todo e qualquer lugar,
pela terra, pelo céu, pelo mar...
cabelos ao vento sigo eu
decidida realidade tornar os sonhos meus.


Todo mundo no mundo todo
como eu a caminhar - não, você não pode isso negar...
buscando, lutando pra seus sonhos com as mãos poder tocar...
segue assim a vida - a minha, a sua... do mundo todo, neste mundo todo...
acreditando que é o pincel nas suas mãos a própria vida vai pintar...


Iludida, iludido, iludido... iludidos!!
Nenhum de nós sabe da própria vida qual o sentido
que o amanhã irá tomar ;)

Como o Condor-dos-andes,
cruzar o céu austral
do meu para o seu coração,
Fazer que o meu
nome nos teus lábios
se valore como a oração
ancestral reconhecida,
E se transforme na canção,
que desperte a paz,
sem tardar nas auroras.


Ao mesmo tempo ser
arma e a flor em disparo,
para que a guerra
não encontre abrigo
na nossa amada terra,
Tornar o peito abandeirado
do amor convicto,
para que não haja rendição
nas mãos de nenhum inimigo.

Quem dera ser no seu céu
a sua Lua Cheia de Ano Novo,
À iluminar sua a noite escura,
e que sei que lhe foi imposta;
Enquanto não chega a aurora,
beijo-te com poesia amorosa,
onde até não me for possível.


(Em ti sei que há tempos existo).

No céu da América do Sul
sem temer a garra da águia,
o voo total é o do Condor
sob a Via Láctea e ao redor
da íntima Lua Cheia do céu
da minha Pátria Grande,
E da minha fortuna poética
que é o nosso romance.

Ostento no coração igual
a florada Manduirana
reverente sob o céu austral
que o olhos encanta.


Nascendo sob a guarda
da Mata Atlântica, do Cerrado,
e até mesmo da Caatinga,
porque tudo aqui é poesia.


Habitante do pensamento
é o suficiente para tornar-me
o teu favorito sentimento.


O tempo que para uns dilui
usualmente o charme,
traz aliança e estabelecimento.

Diante dos teus olhos que
são onde convergem o céu
e monumentos do tempo,
Mesmo que ventos contrários
soprem nas nossas faces,
Convicta ando insistindo
para que o nosso mundo
íntimo não tenha destino
igual ao da Linha Durand.


Pisoteei caleidoscópios,
rasguei todos calendários
e quebrei muitos relógios,
Por recusar viver a vida
toda a mercê do acordo
entre o cavaleiro e o emir,
Está para nascer quem irá
ditar os meus valores a seguir.


Por saber que a história
não começou a partir daí,
As minhas próprias regras
fui eu quem escrevi,
E uma delas é que impérios
sempre as próprias covas
por si mesmos cavarão.


Confio na predição forjada
por lágrimas, sangue e fogo,
e na sublime ambição
que converge na sua direção
levando o teu amor no coração
com a certeza da tua retribuição.

No Hemisfério Celestial Sul,
o céu da minha Pátria amada
a Aurora Austral alcançou --
e em Santa Catarina tocou,
deixando Alfredo Wagner
toda hipnotizada...,
e a mim como mulher
plena, confiante e preparada.


Sim, o meu coração por
um instante apaziguou,
com presença empolgou,
e sigo encantada...,
não pensando mais nada
que me tire dessa cena
que deixou-me extasiada.


Não faço previsão quando
a Aurora Austral voltará
por aqui a iluminar,
Só sei que antes disso
quero estar com você
do lado para gente se mimar,
e do jeito merecido nos amar
de tal forma que não queira
mais para o mundo lá fora voltar,
e outros amores vir a conquistar.

É Páscoa


Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!


É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!


É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!


Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!


Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.


(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)

Praça dos Expedicionários


Entardecer de Outono
poético com o céu limpo,
na bela cidade de Rodeio,
o tempo sereno e ameno,
e o desejo de dar um passeio
na Praça dos Expedicionários.


Relembrar as histórias
dos nossos heróis e dos outros
heróis do Médio Vale do Itajaí
inteiro que juntos cruzaram
o Oceano Atlântico para lutar
contra o Nazismo, e o derrotaram:
nunca será demais relembrar.


Os nossos Expedicionários
deixaram o seu heroísmo
como o maior legado para honrar,
E a maior forma de honrar
é com gratidão com os nossos
exemplos de vida neles se inspirar.

O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.


No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.


Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.

Se a até a Lua Crescente
suspensa nosso céu
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente encontrou.


Quem não me achou
aqui em Rodeio,
é porque não procurou.


[O Poemário Rodeense
é somente meu,
e foi ele quem te capturou].