Poemas sobre as Ondas
velejei em mar aberto por uma densa expectativa em pescar amores, resisti a ondas revoltas, frios e tempestades,mas, em um certo limiar do tempo consegui abrir os meus olhos ressecados e tímidos, vislumbrei a luz do sol e na praia cortejavam-se todos os meus amores a contento e acompanhados, então sorri, e uma brisa serena descaminhava o navio para uma outra direção, agora em mar sereno enxerguei um horizonte, águas azuis e um céu anoitecendo e me cobrindo pouco a pouco de um denso véu de estrelas, e sob o amparo da lua consegui dormir sem esperar o nascer do sol pois ele já tinha amanhecido dentro de mim.
Assim defino amor, nesse momento da existência!
Certas vezes somos como as ondas do mar, que agitadas pelo vento vão de encontro às rochas da praia.
Assim, Deus Conduz a nossa vida. Diante das provações, somos a onda e, ao mesmo tempo, a rocha que permanece firme e resistente.
A nossa confiança em Deus é a Força que sustenta toda a nossa vida!
O que é "amor líquido" para aqueles que sabem surfar sobre as ondas...
___Relacionamento Firme_
❤🌹
Sim.
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Assim como as ondas do mar, existe tempo para tudo, para avançar e recuar, para falar e ficar mudo.
Para as horas ruins : paciência.
Para as horas de alegria: prudência.
Para cada ocasião uma veste.
Para um novo ensinamento, um novo teste.
Para uma grande palavra; uma atitude.
Para o coração; virtude.
Para as desilusões; a fé.
Para um grande homem; uma grande mulher.
O Mar
Azul ou verde no reflexo do Sol ao amanhecer.
Espuma branca das ondas a se espalhar nas praias.
Os movimentos das ondas e a temperatura das águas dos oceanos que regula o clima na terra são quase inexplicáveis.
Suas marés reguladas pela lua são a prova da ligação com o universo.
Ditam as leis aos pescadores e avisa quando haverá os cardumes.
Suas areias massageiam os pés de quem vai ao encontro das ondas, para revigorar-se e limpar o corpo de todas as impurezas.
Quem observa o mar pela primeira vez:
Fica em estado de encanto e deslumbramento
Com as águas que vai além do horizonte se confundindo com o azul do céu.
O mar também é mágico e encantado!
Que vislumbra em encontros com os rios das fontes, uma magia de amor e contemplação...
O mar é um encanto!
Que canta uma melodia ao amanhecer, ao som das ondas.
Anunciando de forma harmoniosa e alegre:
O nascer do sol.
Nas águas um espelho, que reflete a sua luz.
Na praia as ondas fazem uma dança esplêndida.
Com o vento a espalhar a espuma branca.
Nas areias macias que forma um caminho…
Realidade Indigesta
O quê que eu vou comer?
O brado retumbante cravado nas ondas sonoras do universo, meu estômago que fez gemer.
Como pode a clava forte a mão de um povo, linchar o meu direito de comer?
O quê que eu vou comer?
Se só me restaram essas lágrimas amargas pra beber.
Pegue o chão de cabeceira,
As estrelas de cobertor,
O frio por companheira,
A prece por um clamor.
Não reconheço esse bicho,
Atrás do dulçor da maçã revira lixo,
Pra não desmamar o menino e vê-lo crescer
Come, mesmo sem ter o que comer.
O quê que eu vou comer?
Uma reza
Me desperta na matina um banho de água fria,
Quem perdura na miséria não merece nem um bom dia.
O vazio e o soluço, queima mais do que azia,
Cadê aquele povo meu Deus?
Que tanto dizem ser dos seus e só falam de empatia?
O quê que eu vou comer?
Os rosto antes desnudo se veste na sujeira,
Os poucos dentes que restam só servem pra roer o osso,
Quem caiu no fundo do poço,
Não sorri pra qualquer bobeira.
O quê que eu vou comer?
Se até quem come, não consegue comer bem.
Quem muito tem, nada divide.
Quem pouco tem, partilha e transgride.
Quem nada tem, que a sorte duvide.
É difícil acreditar na invisibilidade que se constrói,
Parece que o ser em mim aos olhos deles se corrói,
Não sou visto, não sou quisto, nem parece que sou gente.
Mas se tem bom coração,
Joga um pão meu irmão,
Minha fome é urgente.
O quê que eu vou comer?
Um foguete no espaço
A adefagia em mim me iguala a um animal,
A miopia deles não os fazem especiais.
Quem sabe eu fique rico, ganhe um tostão a mais
Pra queimar em combustível das corridas espaciais.
O quê que eu vou comer?
Um pão ou uma poesia?
A Deus eu somente peço,
Que todo irmão tenha acesso ao pão,
Não enfrente um dia o quinhão
De não ser visto e virar verso.
Aleksandro Silva
Dissonâncias do Destino
O vento sussurra promessas ao mar,
Mas as ondas apagam o que ele quer dar.
Os passos que guiam, sem direção,
Se perdem nas sombras da contradição.
O tempo desenha caminhos no chão,
E apaga as trilhas sem explicação.
Os olhos procuram sinais no infinito,
Mas encontram silêncios, destinos aflitos.
Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.
A sorte se veste de erro e mudança,
No espelho, refletem promessas distantes.
A vida é um canto de tons dissonantes,
Que grita verdades por entre os instantes.
Cada porta que fecha, um novo segredo,
Cada sonho desfeito, um mundo em medo.
Mas na dor que ecoa em notas partidas,
Nasce a harmonia nas cordas da vida.
Dissonâncias do destino, ecos a quebrar,
Notas dispersas que insistem em ficar.
Entre o que foi e o que deveria ser,
O caos nos ensina a sobreviver.
E se as sombras guiam a luz para além?
E se os desencontros nos fazem alguém?
Talvez o destino, em sua imperfeição,
Só cante verdades que vêm do coração.
Dissonâncias do destino, sombras a dançar,
No fio do tempo, tentamos vibrar.
Se tudo é um canto que vem e se vai,
Que seja um hino que ecoa por mais.
Meus olhos vão navegando
Pelas ondas do pensamento
Paredes e Céus
Montanhas e vento
Meus olhos
Meu nariz
Meus pés no chão
Criando ilusões a todo momento
Eu perco a noção
Do que vejo e que escuto
Na vida
Esta coisa inventada
A navegar no tempo
Dezembro, Janeiro
Setembro ou Outubro
Nada disso absoluto
Pois o meu coração
Não tem nada de astuto
O raio que cai distante
Existe somente
No instante em que se olha
Assim
Como a chuva
Inexistente que é
Somente vai molhar os pés
No instante em que se olha
Isto é tudo que existe
O martelo de pedra
O fogo nas folhas
O Castelo lá no alto da colina
A flecha, o escudo
O Homem lá na Lua
É tudo a sua pura criação
Criação de uma mente que mente
A criar a todo instante
O usual e o diferente
O extravagante e o comum
O inesperado e a rotina
Tudo começa onde termina
Redundando em lugar nenhum
É tudo somente
Uma falha na mente da gente
No instante em que se olha.
Edson Ricardo Paiva.
No Céu o Sol não pára de brilhar
As ondas no Mar se debatendo, enfurecidas
Será que pulam de alegria
comemorando a luz do dia
Ou será que, sentindo-se esquecidas
tentam fugir pra outro lugar
Na segurança da gaiola
um passarinho canta triste
canta sozinho
O cantar mais sofrido que existe
Um cantar para o qual
não pode haver nenhuma dança
As folhas farfalhando ao vento
dançam livres
Folhas mortas em viva alegria
Não parecem, em nenhum momento
Sentir saudade dos galhos
Pode até ser que eu me engane
Talvez aconteça
dos meus jugamentos serem falhos
Não me importa
Mas se eu tivesse que escolher
Ser passarinho na gaiola
Onda viva ou folha morta
minha escolha não levava um momento
Eu iria preferir voar ao vento
-Onde estão as ondas do mar, desmagnetizaram-se? É que elas deixaram de trazer as mensagens da amada que fica para além do horizonte. Que saudades !
A culpa é do vento. O vento soprava e formavam-se ondas que transportavam mensagens afectivas que faziam-me mergulhar e cortar as ondas; mensagens decifráveis só por quem sincronizava-se com a emissora, e eu estava bem sintonizado.
A chuva é o oceano nos visitando em gotas.
Quão livre! As ondas se levantam mas não podem ultrapassar. Então o cosmos o libera a subir.
Lagos, rios, cachoeiras, cada qual às suas maneiras. Descem cuidadosamente, molham, refrescam e cantam. E os trovões lá do alto comemoram: É NÓS.
CONCHA DE RETALHOS
Entre o fluxo e o refluxo das ondas
Muitos cascos a vagar na linda praia
Ali porém a beleza é diferente
E saltaram lascas em suas árduas rondas
Protegendo a vida sem fugir da raia
Marcas de Glória: evolução ingente!
ALQUIMIA DE NAUFRÁGIO
Numa alquimia sem bruxo
Altas ondas suportou
Mesmo náufrago, sem susto
Desespero afastou
Entre o fluxo e o refluxo
Tanta coisa que passou
Foi bem forte o repuxo
Algo em si muito mudou
Hercúleo esforço sem ter luxo
Novo porto ancorou.
MEU DIÁRIO DE BORDO
Bença, Mãinha!
O mar continua com ondas.
Mas foram elas que criaram o surfista.
Maior onda!
É... O choro só durou até esta noite,
Hoje estou alegre.
Sem o sorriso no rosto.
Mas com à alma feliz.
Eu não estou conseguindo respirar direito... senhor!
Não prestei atenção na aula de história,
Agora estou aqui com várias coisas na memória.
Eu aprendi a escutar ouvindo o livro.
Mas ninguém quer lê minha Poesia Marginal.
Mas às ideias do Presidente borçal, vários estão engulindo.
Senhor, sou trabalhador!
Deixa meu cavalo andar.
Pra minha preta, não tirarei ele nunca da chuva.
Eu descobri que amar é um ato de revolução!
Estou navegando, sem vela numa escuridão.
Eu creio que meu Salvador não soltará minha mão.
Minha âncora está no verso livre,
Na poesia concreta, no poema líquido,
Como dizia o filósofo... As vezes, me chamam de poeta.
Eu não dependo da Academia de Letras
Para ser lido.
Ela quem precisa de mim para não ficar esquecida.
Saí da caixinha, não sou mais uma tala de fósforo.
Aí, Platão, para Caverna não volto nunca mais!
Agora só ouço o Racionais!
"Ratatatá";
Vou pegar um trem, e para Santo Amaro vou voltar.
Não sou professor mas todos os dias estou ensinando os racistas.
Eu já disse também que não sou escritor, sou teimoso! Só faço poesia, tem pessoas que gostam.
Eu estou vivendo como um rico: comprando livro.
E a vida? Vou namorando-a!
Sei que ela é um sopro, no entanto,
estou assobiando ela...
Estou igual o Michelangelo:
Tentando tocar meu dedo no de Deus.
Amém!
"Quando não somos o barco,somos a ondas,as conchas ou as sereias .
Em qualquer dos casos temos o sal nas veias.
Quando não somos a arte somos o engenho.
Em qualquer dos casos criamos o mundo ao nosso tamanho.
Ele quase desmaiou na beira do mar
Mas ela com seu abraço fez ele votar
O vento com as ondas estavam a brincar
Ele a olhava com tanto amar
Que nada no mundo podia importa
A não ser a beleza dos olhos dela ao luar
Nada no mundo iria superar
O armor dois em eterno amar
Onde habitam os pesadelos ?
Habitam em meu quarto
Que aumenta a sua ausência
No som das ondas num mar sem você
No vendo que brica sem seus cabelos
E em todos os sorrisos que não são seus ...
Busco apenas uma noite de descanso
Sem fadas
Sem anjos
Sem nada que não te lembre
Quero sonhar com uma joaninha
Que conduzida nas ondas da lua
Acaricia meus peito e sorri
Quero sou velocidade
E lambidas de vaca
Não em mim ...
Mas em você
Que elas despertem seu sorriso
Que seu sorriso seja pra mim
Vou sonhar com o vento e a liberdade e se tiver sorte
Com olhos que não me reflitam
Apenas me entendam e me expliquem o por que você não esqueceu o seu passado
...Olhando o oceano, me atenho em sua inquietude, admirando a formação de suas ondas, e a harmonia dos seus movimentos...
Logo surgem as gaivotas, planando sobre as águas...Incitando exóticas fotografias, em tons de alegres paisagens...
No fundo, o arco-íris, corta o vasto horizonte...Atravessando as nuvens, e abraçando o majestoso Sol...
Ouço a sinfonia dos ventos, ecoar sobre as humildes dunas...
E através dos grãos, espalhados na areia, sinto o pulsar da natureza que infinitamente procria...
...Escuto vozes além, que sutilmente me falam:
A Paz é um estreito "Rio", que carece vencer a longa "Jornada", do sequioso "Limo", ao grande encontro com o imenso "Mar"...
Enquanto andava na praia, fui materializando Deus através do meu pensamento:
As ondas do mar... eram Deus.
No céu escuro, as estrelas... eram Deus.
Com os pés na areia - vida... era Deus.
A brisa do vento suave... era Deus.
A dádiva foi grande ao distinguir Deus em tudo que é simples, belo e gratuito.
