Poemas sobre Árvores

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"As árvores meditam no
Inverno.
Graças a isto florescem na
Primavera
Dão sombra no
Verão e
se desnudam no vento do
Outono.

Amamos as flores,
mas arrancamos.

Amamos as árvores,
mas cortamos.

E ainda não entendemos o
medo que algumas pessoas
sentem quando escutam:
Eu te amo " ❤

Ode de despedida


As árvores da minha terra
já não morrem em pé…

morrem nas manhãs frias de nevoeiro,
morrem numa paleta policroma desbotada,
morrem num tempo esculpido por uma soturna melancolia,
morrem no ocaso da memória continuamente vivida,
morrem na toponímia de um corpo consumido,
morrem 
morrem as minhas raízes
silenciadas dentro de mim.

Em campos onde o silêncio se estende,
o lobo caminha entre árvores,
alma selvagem em paz, até que mãos rudes
rejubilam no aço, no fogo da agressão.Provocam-no com o veneno do medo,
arrancam-lhe a calma, rasgam o seu manto,
e quando a fera solta o uivo da dor,
rotulam-no de mau, titãs do juízo cego.Não veem o açoite que partiu seu chão,
não ouvem o grito sufocado em seus olhos,
só julgam o rugido que brota da dor,
escondendo a origem, negando a razão.Assim, o lobo é julgado pela reação,
mas quem planta o tormento colhe a tempestade,
e no eco da defesa, nasce a verdade:
a fera não escolhe ser, é feita pela opressão.

⁠Sob o céu, o mar bramia.
O vento sussurrava nas pradarias.
Sobre as árvores, pássaros cantavam uma linda melodia.
No outono frutíferas, na primavera floridas, as árvores embelezam a vida.
É a onipotência do Criador.
A Ele toda glória e louvor.

O farfalhar das árvores no bosque
lembra o arrepio da pele
ao encontro do teu abraço.


O suor que me escorre
recorda as lágrimas que te descem,
e o vosso peito
que em silêncio se fere.


Na penumbra da noite,
o sol ainda permanece.
No amanhecer da manhã,
a lua também estará.


Tudo aquilo que recordo
não se perde —
permanece.


Em algum lugar,
em alguma coisa que ainda fala,
mesmo quando já não se vê.

A sabedoria se aproxima dos diligentes,
como vento que acaricia as árvores despertas.
Ninguém a prende, ninguém a detém;
vem e vai segundo o seu querer,
abençoando os corações atentos,
e deixando os distraídos na sombra da ignorância.

Somente as árvores que não frutificam, entendem a poda como uma agressão.




Não é sobre plantas.

Desafios


Lá fora os pássaros cantam
As árvores regigijam
Uma melodia que aquece o coração
As flores desabrocham desmontando
Todos os desafios que parecem invencíveis
Pequenas coisas mostram que incansável é
Esse olhar que brilha ao perceber o
Que se encontra entre a linha tênue
Do palpável e o imperceptível
O instinto de ser feliz.


Kaw Lima

Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.

Fim de tarde
chegada de navios
Ventos, árvores e barulhos de avião
o que resta para o sapo cantar?

As árvores da tarde
Se arrepiava com o vento
O que será que as borboletas
Estão fazendo agora?
Talvez admirando um girassol 🌻

Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui

⁠Observe as Aves, os Animais e as Árvores.
DEUS usa as autoridades,
para proteger a natureza e punir quem faz mal a
essas maravilhas. ELE veste e cuida
de cada espécie na natureza... imagine nós
que somos a imagem DELE!

O que há na copa das arvores?
Em algum momento a vida nos convida a observar atentamente as pequenas coisas que não estávamos olhando e Hirayama aceitou o convite. Ele contempla, não há pressa.
Começamos a assistir e esperar que a introdução passe, não há introdução, há o filme, contemple. Não tem diálogos, existem cenas, os fatos e a sua atenção.
Todos os dias iguais, uma leitura, silêncio, dia nublado, chuva fina. No começo você pode até estranhar, mas depois você se acostuma e segue aquela paz com o Hirayama. Quando sua sobrinha aparece, ela te tira do seu confortável mundo, da sua cama, seus livros etc. Interagir não é o forte. O passado está na mente em preto e branco. Um pai, uma irmã e ele. Aparentemente a irmã tem boa vida e ele limpa banheiros.
Hirayama ama a música, ama os livros e seu mundo. Quando o passado vem à tona, o som do filme aumenta, é perceptível que há mais ruído. Hirayama está em agonia e nós também.
O filme segue, as coisas aparentam voltar ao enredo original. Faz sol. Hirayama ouve sua música, “i’m feeling good”, está se sentindo bem Hirayama?
Ele sorri enquanto lagrimeja, as coisas voltaram ao normal, mas Hirayama tem bagagem, tem história... ele se sente como um peixe no oceano, pássaros voando alto, sol no céu, é um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida, é o que diz a música.
Hirayama sabe disso, está tão feliz que não podemos distinguir de uma tristeza.

Um colar floresceu.
Vida gerando vida.
Anunciam os pássaros,
Nas árvores frondosas,
Num canto unificado,
A celebração do Paraíso,
Sem dor,
Sem choro,
Sem morte.
Apenas um sonho realizado.
Além do rio da vida.

Hoje, ao amanhecer, os passarinhos deixaram as copas das árvores e voaram como em qualquer outro dia, leves, confiantes, donos do céu.


Entre o fim da manhã e o início da tarde, algumas árvores do condomínio foram cortadas. Troncos ao chão, galhos silenciados, sombras desfeitas.


No cair da tarde, já na beira da noite, eu os vi outra vez. Voavam em círculos, inquietos, como se procurassem no vazio aquilo que, horas antes, era abrigo. As árvores eram suas casas, seus ninhos, talvez o berço de futuros filhotinhos.


É espantoso como tantas coisas podem mudar em poucas horas.


E eu fico aqui, pensando nos passarinhos — e na delicadeza frágil de tudo o que chamamos de lar.

Eu vi a morte uma vez.
Quando eu tive meu primeiro sonho.
Era escuro, frio, cercado de árvores.
Mas eu seguia o caminho, descalça.
Até que eu vi ela, brilhante, quente, familiar.
A morte é uma mulher.
De manto e véu branco.
Ela é alta, sem rosto, e me tirou da escuridão.
Me levou pra um quintal com a grama vibrante.
E uma casa branca de madeira.
A casa onde eu cresci, a casa a qual pertenço.
Eu vi a morte uma vez.
Ela era linda.

A natureza é um presente sem igual,
Com árvores que enfeitam cada lugar.
As flores espalham perfume no ar,
E os pássaros cantam ao amanhecer.
Os rios seguem seu caminho a correr,
O vento traz paz e faz as folhas dançar.
Devemos cuidar de tudo com carinho,
Pois a natureza nos dá vida e esperança.
Preservá-la hoje é garantir um amanhã melhor.

Eu fico olhando as árvores.

Elas perdem as folhas como quem perde dinheiro no bolso furado — sem drama, sem explicação. O vento leva, o chão recebe, e mesmo assim elas continuam de pé. Não imploram. Não negociam. Não fazem discurso sobre “resiliência” em rede social.

Elas sabem.

Sabem que não é perda. É troca.

A gente é que esquece disso e chama tudo de fim.

O homem se agarra no que já morreu dentro dele. Relacionamentos, ideias, versões antigas do próprio nome. Segura com força, como se a mão fechada pudesse impedir o mundo de girar.

Mas a árvore não.

Ela deixa ir.

E talvez seja isso a coisa mais próxima de liberdade que existe: não confundir queda com morte. Não confundir mudança com derrota.

As folhas caem e ninguém pede desculpa.

O tronco continua.

E de algum jeito que ninguém explica direito, isso ainda é vida.

⁠Trilha fechada

Sou trilha no meio da mata fechada.
No labirinto vivo de árvores busco reviver...
No desespero da solidão me disperso
Na seiva que corre nos velhos troncos
Há um tipo de vida que não consigo mais em mim reconhecer.
Medo.
Crepúsculo envolto em segredos.
Ninguém me avisou que depois do fundo do poço havia um abismo.
Tento no silêncio da mata me refugiar.
Barulhos estranhos... distantes.
Tragédia total do meu ser. Cataclismo.