Poemas sobre Árvores
Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.
As árvores da tarde
Se arrepiava com o vento
O que será que as borboletas
Estão fazendo agora?
Talvez admirando um girassol 🌻
Esses prédios um dia foram árvores
a tarde relembram essas histórias
trocaram as janelas
essas casas não estavam aqui
Observe as Aves, os Animais e as Árvores.
DEUS usa as autoridades,
para proteger a natureza e punir quem faz mal a
essas maravilhas. ELE veste e cuida
de cada espécie na natureza... imagine nós
que somos a imagem DELE!
Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.
O que há na copa das arvores?
Em algum momento a vida nos convida a observar atentamente as pequenas coisas que não estávamos olhando e Hirayama aceitou o convite. Ele contempla, não há pressa.
Começamos a assistir e esperar que a introdução passe, não há introdução, há o filme, contemple. Não tem diálogos, existem cenas, os fatos e a sua atenção.
Todos os dias iguais, uma leitura, silêncio, dia nublado, chuva fina. No começo você pode até estranhar, mas depois você se acostuma e segue aquela paz com o Hirayama. Quando sua sobrinha aparece, ela te tira do seu confortável mundo, da sua cama, seus livros etc. Interagir não é o forte. O passado está na mente em preto e branco. Um pai, uma irmã e ele. Aparentemente a irmã tem boa vida e ele limpa banheiros.
Hirayama ama a música, ama os livros e seu mundo. Quando o passado vem à tona, o som do filme aumenta, é perceptível que há mais ruído. Hirayama está em agonia e nós também.
O filme segue, as coisas aparentam voltar ao enredo original. Faz sol. Hirayama ouve sua música, “i’m feeling good”, está se sentindo bem Hirayama?
Ele sorri enquanto lagrimeja, as coisas voltaram ao normal, mas Hirayama tem bagagem, tem história... ele se sente como um peixe no oceano, pássaros voando alto, sol no céu, é um novo amanhecer, é um novo dia, é uma nova vida, é o que diz a música.
Hirayama sabe disso, está tão feliz que não podemos distinguir de uma tristeza.
Um colar floresceu.
Vida gerando vida.
Anunciam os pássaros,
Nas árvores frondosas,
Num canto unificado,
A celebração do Paraíso,
Sem dor,
Sem choro,
Sem morte.
Apenas um sonho realizado.
Além do rio da vida.
"Assim como as árvores se livram das folhas mortas,
eu me livro dos lixos sociais que me impedem
de seguir feliz e em paz."
-Paz, a melhor das conquistas!
Haredita Angel
13.08.18
Rani que era muito habilidosa com as mãos, fazia suas próprias sandálias com ramas de árvores e arbustos, bem trançados e alinhavados. Depois pintava com tintas que ela mesma preparava e sempre mantinha pelo menos uns três pares de sandálias novas em seu armário.
Eram lindas suas sandálias, mas por não serem feitas pelo sapateiro credenciado e nem de couro de jumento chancelado, não podiam ser usados para caminhar pelo vilarejo durante o dia, mas a noite Rani colocava eles nos pés e saía. Ela adorava caminhar pelas ruas e vielas do vilarejo e principalmente ir até a padaria. No caminho ela era acompanhada por um curiango que cantava melancólicas melodias e Rani sorria e cantava junto com ele transformando todas elas em canções de amor, e por isso o curiango a seguia, pois ele cantava triste a noite inteirinha com saudades da sua amada, mas Rani o animava com suas cantorias de menina pela vida apaixonada.
Assim como só havia um sapateiro no vilarejo, também tinha só uma padaria e Backer, um jovem forte e corpulento era o ajundante de padeiro e era com ele que Rani adorava passar tempo conversando durante uma fornada e outra de pão sem fermento.
Hoje, ao amanhecer, os passarinhos deixaram as copas das árvores e voaram como em qualquer outro dia, leves, confiantes, donos do céu.
Entre o fim da manhã e o início da tarde, algumas árvores do condomínio foram cortadas. Troncos ao chão, galhos silenciados, sombras desfeitas.
No cair da tarde, já na beira da noite, eu os vi outra vez. Voavam em círculos, inquietos, como se procurassem no vazio aquilo que, horas antes, era abrigo. As árvores eram suas casas, seus ninhos, talvez o berço de futuros filhotinhos.
É espantoso como tantas coisas podem mudar em poucas horas.
E eu fico aqui, pensando nos passarinhos — e na delicadeza frágil de tudo o que chamamos de lar.
legado do ser pensante para o parente próximo ao homens das árvores.
Distante do homem racional,
Homem do futuro voltaria ao passado.
Sua primeira premissa seria compreender o passado e suas tecnologias, dentro de tantos paradoxos primeiro seria complexo paradoxo do avô depois disso viria complexo paradoxo dos dois corpos, paradoxo do mundo quântico e suas paralelas, e Homem seria mesmo Homem a mesma mente e a mesma consciência?
E o lapsos de tempo seria contemplado pelas incursões de onda temporal.
Esse volta de ondas temporais mudaria a história assim como conhecemos,
O homem alienado de hoje seria apenas detalhes de um homem rústico que ressoa a existência do homem das cavernas.
E o sistema caótico de alienação intelectual seria observado como algo sem parâmetros da existência
contemporânea.
Quantas árvores foram cortadas para eternizar suas palavras.
Quantas vidas ceifadas para as ideias virassem papel.
Se perguntou ja quais biomas foram destruídos para ser reconhecido.
Quantas pessoas trabalharam e morreram para tenhas a história descrita.
As arvores cobrem o céu nublado
Folhas caiem sobre o chão molhado
Eu sou como uma sombra que caminha pela rua
E se penso, logo escrevo, na noite escura
Tua beleza
Já vi árvores magnificas
O arco iris com as suas cores
A mais bela flor do mundo
E comidas de muitos sabores
..
Mas algo como a tua beleza
Foi algo que nunca vi
A tua beleza me consome
E contigo já muito sorri
..
Os teus cabelos que te percorrem
Nesse rosto com que fico deslumbrado
São o meu toque em ti
Para te fazer sentir um ser amado
..
Os teus olhos apaixonantes
Repelem todo o mal
E a tua boca tão bela
Faz do teu rosto algo muito especial
..
A tua beleza não é algo que se apaga
É fogo que arde incessantemente
É a tua alma que se mostra
E que me encanta docemente
..
Se a tua beleza fosse lei
Eu sempre te assaltava
Se fosse uma escrita antiga
Eu sempre a decifrava
..
Tu és a pintura divina
A escrita das obras mais conceituadas
És ar fresco na vida
És tudo nas formas mais detalhadas
..
A tua beleza não se pronuncia
É um conjunto dificil de descrever
És simplesmente tu
E só tu sabes esse nome dizer.
A vida é como o vento que balança as árvores
É como a chuva caindo sobre a terra seca.
A vida é um segundo antes que ele se acabe
É a luz do dia, o brilho de um cometa.
A vida é um sorriso que às vezes chora
É alegria e tristeza ao mesmo tempo
A vida é assim como a água que evapora
É o balanço suave do pequeno catavento.
A vida é como um vasto e desconhecido oceano
Com suas marés, tempestades e calmarias
A vida é o medo de amar, mesmo amando
É o direito de experimentar a alegria.
A vida é como o por do sol deslumbrante
É como as nuvens que passam sem direção
A vida é um sonho sincero e apaixonante
É o refrão de uma linda canção.
A vida é um ato de amor
Uma poesia, um beijo
A vida é o tempo que ainda não passou
É um grande segredo.
Acho
Achismos em bem dizer milagres
E em mãos, como em vento as árvores.
Som de voz.
Tom de nós. Cada um.
Pontes de outro fim.
Palavras, passos e
Pontes. Quando chega o primeiro ou o último dia.
Nas lápides frias emolduradas pelo poente
Secam as folhas desgarradas de árvores distantes
Que ali fizeram morada repentina;
Chegaram com os ventos do norte
Partiram com o minuano gelado que soprava para o mar...
Sem destino conhecido se foram
Fazer morada em outros lugares,
Experimentando outros ares,
Desfazendo os pares.
A culpa é dos ventos
Que aqui e ali carregam consigo o pólen
Das paixões frenéticas quem sujam os móveis de uns,
Polinizam o jardim de outros,
Florescendo então em lugares ermos
Incomum aos dois primeiros...
E naquela lápide fria
Brota em sua fissura
Uma pequena flor
Agarrada a matéria
Buscando sua luz
Corteja com carinho
Aquele concreto vazio.
