Poemas sobre Animais
Vi que, neste instante, uma senhora gorda saiu do portão de sua casa com uma tigela na mão. Olhou para a família ali perto numa mistura de desdém e asco, e assoviou, para que o cãozinho viesse e fosse presenteado com uma deliciosa tigela com sobras do almoço. A família, em especial a criança, olhou a tigela como se quisesse ser um vira-lata. Bem provável, pensaram, naquele instante, que era mais digno ser um vira-lata, que um homem.
Eis o que acontece: A gorda senhora se condescendeu mais com a fome de um animal, que pode muito bem revirar um lixo qualquer, pois é bicho, do que com a família faminta. No dia seguinte, com os vizinhos, deve ter se queixado porque tinha uns “vagabundos” em seu portão. Sequer a criança a comoveu. Talvez ela tenha visto aquela criança de rua, do mesmo modo que o protagonista de O Outro¹, conto de Rubem Fonseca, via ‘o outro’ da história.
Então, percebi que esse tipo de mentalidade, esse comportamento desumano e repulsivo, é mais amiudado do que parece. Com que frequência já não vi, nas redes sociais, esta frase: “Quanto mais conheço o homem, mais gosto do meu cachorro”? Diversas. E as pessoas afirmam isso com a maior naturalidade do mundo.
Eis o que quero dizer: Quem afirma gostar mais do bicho, que do homem, está dizendo que, se eventualmente precisasse optar entre alimentar um semelhante, ou um animal, e disso dependesse suas vidas, alimentaria o animal(!!!)
Cão acorrentado
É tristeza no olhar
É dor no corpo debilitado e na alma
É solidão
É doença
É sol escaldante
É frio e solidão
É beirar a loucura
É desprezo e indiferença
É vivenciar o inferno
É ter dono mas não conhecer família
É ter teto mas viver a deriva
É ter um coração despedaçado
Quem ama não acorrenta, porque acorrentar é matar lentamente de forma dolorosa e cruel.
Apesar de eu ser carnívora (e amar um churrasco), admiro muito os vegetarianos e principalmente os veganos. É uma decisão muito corajosa e difícil, um estilo de vida muito sacrificante.
Há muito, muito tempo, deixamos de ser uma espécie que caça seus alimentos (nem sei se os índios de hoje ainda o fazem). Quando a humanidade era naturista, os animais não sofriam tanto quanto sofrem agora; até mesmo para nos dar os derivados eles sofrem demais! Nosso estilo de vida atual, com toda a praticidade que a indústria alimentícia nos proporciona, é muito nociva e não só para os bichinhos como também para nós! Até as verduras e legumes que compramos estão adulteradas...
Alguns veganos fanáticos (assim como alguns religiosos, entre outros fanáticos), tornam-se chatos e cansativos pelo fato de muitas vezes se acharem "seres superiores" ou super-humanos; fazendo julgamentos desnecessários (e as vezes sem sentido) aos que não vivem como eles.
Mas por outro lado, eles têm um papel fundamental na sociedade e, se eu não conseguir fazer parte, devo ao menos respeitar e até ser grata, pois se existem hoje alguns produtores que ao menos pensam no bem-estar animal é graças a ativistas como estes, que conscientizam, que alertam, que nos fazem refletir em vez de simplesmente nos julgar e condenar.
De qualquer forma, independente de serem chatos, cansativos (e até fanáticos), eu respeito e admiro os veganos!
Vamos nos respeitar, vamos falar sobre isso, vamos nos ajudar no que for possível e fazer cada um sua parte, por todos nós e pelos animais.
Cães são encantadores e mestres em demonstrar amor
São puros, leais, bons companheiros
Mas o mundo não tem sido fácil para muitos deles
São tantos em condições precárias e de sofrimento.
São tantos que neste momento se encontram acorrentados a beira da loucura
São tantos amparados em um canil minúsculo, porque é tudo que o abrigo tem
São tantos caindo em mãos erradas
São tantos com fome, frio e medo nas calçadas.
São tantos sendo chutados e afastados
São tantos crédulos na última esperança
São tantos levados para o sofrimento
São tantos com as asas arrancadas
São tantos e tantos cães em diversos contextos envolvendo maus tratos, que não se dá conta de listar.
E tudo que nos resta, além de se indignar, é entender cada vez mais esse tanto de sofrimento, e lutar.
A gente só luta com o que conhece, é ele, o conhecimento, que impulsiona e da combustível para Lutar
Lutar, Dar Voz, Compartilhar, Conscientizar e Acreditar.
Colaborar para o andamento desta grande jornada que é a causa Animal, para um mundo mais justo, onde os animais possam viver com respeito e dignidade.
Há que ter esperança.
A verdade está se revelando. Cada dia mais existem informações que ainda tentam ser abafadas por enganos milenares, produzidos por interesses econômicos.
O grito dos inocentes ecoa na consciência da humanidade.
Sobre o Coronavírus...
Do meu mundo encantado de Alice, eu me atrevo a fazer uma análise deste momento histórico em que o próprio homem (sem querer, querendo) com o aval do Deus Eterno (NADA acontece sem a permissão Dele) permitiram que o planeta passasse.
Sim! Enquanto estamos de quarentena o planeta pode descansar de nós...
Enquanto o vírus chamado homem se recolhe em sua insignificância, a semente germina sem medo, a flor desabrocha em um mundo menos poluído.
Enquanto o homem se esconde porque percebeu sua pequenez no universo, os rios, os córregos, os mares, as fontes seguem ligeiras se purificando.
Enquanto estamos confinados, trancafiados do alto do trono, assentado sobre o globo da Terra (Isaías 40:22) Deus provavelmente assiste ao maior espetáculo da Terra: as geleiras se solidificando, o ar se purificando, às flores sorrindo, a vida marinha bioluminescente reluzindo, a Amazônia renascendo, os dedos de gelo se formando, arco íris lunares surgindo, animais não estão fugindo, seres humanos se voltando para Ele!!🙌🙌🙌
Foi preciso algo microscópico, para derrubar nosso ego gigante!
Foi preciso um inimigo invisível, para nos fazer enxergar...
Foi preciso um vírus miúdo virar o mundo de cabeça pra baixo para entendermos que somos todos iguais.
Foi preciso um vírus minúsculo nos ensinar o quanto a linha da vida é tênue e frágil, e o quanto podemos ser grandiosos e fortes se caminharmos juntos na mesma direção!
Por isso quanto tudo isso passar, não economize beijos, não guarde abraços, não estoque rancor!!
Porque se um vírus tão infame foi capaz de fazer tudo isso...
Imagine quando o mundo inteiro compreender e viralizar o amor...
A afirmação que se segue apenas pode ser verdadeiramente apreciada por quem tenha a sensibilidade de ver no grosseiro abstracto de uma frase o seu sublime valor:
Os animais são meus irmãos. Amo-os como tal.
A vida é simplesmente o Reflexo daquilo que se coloca perante ela.
Queremos alcançar a Paz, Liberdade e Harmonia. Mas não estamos dispostos a ceder essa mesma condição a seres sencientes de planos inferiores.
Ora não poderemos alcançar aquilo que ambicionamos se os nossos actos são contrários aquilo que pretendemos.
A todos aqueles que tentam refutar acerrimamente o Veganismo eu pergunto:
Será que estão realmente preocupados com as consequências que esta opção de vida pode trazer a quem por ela optou? Ou será que a preocupação é defender os seus Hábitos e Vícios por algo que o Veganismo coloca em causa?
É que o conhecimento do Veganismo obriga a reflexões profundas, desperta sentimentos ignorados e com isso uma voz interior emerge na nossa consciência que nos diz existir verdade e sentido na defesa dos valores da vida, principalmente da nossa.
A Ponte (Refeito)
Havia um guaxinim bobo
Que morava lá na mata
Era muito e bem amado
Tinha uma vida pacata.
Resolveu sair dali
Pois sempre onde passava
Não se via pertencente
Nem diversão enxergava.
Viajou pela cidade
Logo se foi a procurar
A peça que lhe faltava
Um dia terá de encontrar.
Questionou a sua escolha
Já estava a duvidar
De ter decidido errado
Ir embora do seu lar.
Chegou numa velha ponte
Tudo parecia cair
Mas teria um horizonte
Não podia desistir.
Escutou dela uma voz
Que dizia com fervor:
“Venha achar tua alegria”
Ele aceitou com louvor.
Com pressa foi pela ponte
Viu a hora de sorrir
Mas o tal não esperava
Que a ponte iria partir.
Pobre guaxinim ingênuo
Creu em palavras astutas
Assim tarde percebeu
Mentiras de pernas curtas.
De seu fim pode aprender
Algo que vivo pensando
Mais vale ter um só pássaro
Do que dois deles voando.
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
Vivemos numa eternidade esquisita.
Sonhar é fundamental.
Diga oi.
Lixo, Dinheiro.
Faça algo se tornar nada.
Seja um, e sera todos ao mesmo tempo.
Risos falsos de comunistas.
Você vê de dentro, de fora, por cima.
Vida, sol, animais.
Mulher é como o sol.
Abandone a coisa, sua ruína.
Não seja como Deus, sozinho e quieto.
Homens são ecos.
Tempo Terrestre.
Não deixe a felicidade escorrer.
Seja o que for, tempo, vida.
A vida é o sol, a vida é a musica.
Agradeça teus pais por terem nascido.
Não fuja da existência.
Tudo magnetiza, tudo esta sempre ligado,
tudo é poesia.
Passarinho amigo é
Sou um Passarinho alegre
Tem outros passarinhos
Vem Alguém e diz a nós
"Já fiz tal coisa sem receio"
Os passarinhos não ligam
Mas Passarinho se atenua
Chocado el bate suas asas
Tensão passa em suas veias
Ele não é um fofoqueiro
Passarinho quer entender
"Como Alguém fez isso?
Simplesmente não é certo"
Passarinho "fofoca" tenso
Conta para as suas Bases
Bases não são reflexivas
Passarinho sem apoio está
Passarinho quer entender
Com lógica não encontra
"Não considero pecado,
Porém certo nunca será"
Como ele prosseguirá
Pelo que o Alguém fez?
Mas esse alguém é amigo
Passarinho respeita Alguém
A história do fato trêmulo
Passarinho não sabe
Vergonha é maior
Que matar a curiosidade
Passarinho "estranho" é
Pedir seria total loucura
Compreender a situação
Atordoa Passarinho todo dia
Mas não há o que fazer
Passarinho tenta avoar
De um jeito atrapalhado
Ele segue em frente
Passarinho aprendeu muito
Fatos faram mudar as coisas
Mudanças sempre acontecem
Mas Alguém nunca será diferente
A praia
Ao longo da serra oceânica
Vejo a distância o belo mar
Memórias ficam tão frescas
A bela vista faz eu acalmar
Ao chegar na linda praia
Vejo a grandíssima multidão
Os pequenos grãos de areia
E as ondas salgadas e sutis
Quero ver o meu passado
Com todas as boas risadas
Juventude passa na brisa
Junto com todas as alegrias
Passado não é presente
Futuro também não será
Viver é um bom pretendente
Vivências novas a descobrir
Aí você acorda assim...
Parada
Perdida
Prisioneira
Depois que seus pés tocaram o chão gelado.
Não tenho o que falar de mim.
Mas as vezes quero cuidar de um sapo.
Vou me apresentar:
Criança chorona e chata, pedrinha no sapato dos outros, apelidos: Manteiga Derretida, Irmã Paula, Grilo Falante e Madre Teresa de Calcutá, como se isso fosse uma ofensa! Tinha também Dona Cândida, a aluna sensível da Escolinha do Prof. Raimundo!
Sofri muito bullying não só na escola como entre amigos e até mesmo por parte de alguns da família. Deve ser muito difícil ser a ovelha negra da família, mas garanto que é bem mais difícil ser a ovelha verde!
Sempre tive uma visão especial sobre animais e nunca consegui entender certas coisas que sempre foram consideradas normais. Mas tinha que ser como era orientada, embora, às vezes, isso me revoltasse um pouco.
Só parei de comer carne depois de quase morrer em uma mesa de cirurgia, com apendicite supurada, peritonite e infecção generalizada. Não aceitei mais aquela máxima de que quem não come carne vai morrer por falta de proteína. Afinal, eu comia carne e ia morrer de qualquer jeito!
Talvez tenha sido um pouco tarde para minha saúde, porque demorei muito para fazer o que minha alma e coração sempre pediram. Mas foi no tempo certo para meu espírito se regozijar.
Prazer, meu nome é Letícia Esquisita!
Não é motivo. É desculpa. Eles não são "devolvidos" porque choram demais, ou porque fazem necessidades em lugar errado, ou porque cresceram demais, nem porque destruíram um sapato ou uma almofada.
Não é porque latem demais (ou de menos), nem porque as pessoas não têm tempo de levá-los para passear, e ficam com "pena", porque eles poderiam ter uma vida melhor. Não é porque as pessoas precisam trabalhar e só voltam de noite para casa e eles mereciam ter companhia o tempo todo. Oh, sim, os mais preocupados com a opinião "social", demonstram um desprendimento sobre a devolução, querendo fazer crer que é para o "bem" do animal.
Todas estas argumentações são apenas desculpas. Desculpas para que as pessoas não pareçam cruéis. E não são! Nem todo mundo tem vontade, habilidade para ter animais de estimação ou mesmo filhos! E não precisam ter! Só precisam ter consciência, de que são vidas, como a de filhos, que não pediram para nascer. E, no fim das contas, é melhor "devolver" do que abandonar ou dar um fim ainda mais definitivo ao "problema".
Sem julgamentos, é preferível uma devolução, onde o animal terá uma nova chance de ser feliz. Desde que as pessoas possam também aprender com esta experiência. E pensar duas, dez, mil vezes, antes de decidir por ter um filho (peludo ou não).
Embora muitos desacreditem por
se acharem revestidos do saber
absoluto ou por não olharem para
os lados, assim como fazem os
animais que usam vizeira , o
talento não tem morada fixa e nem
classe social pré estabelecida .
Por isso muito me surpreende o olhar
de desdem quando uma nova estrela
surge no infinito céu das palavras.
Dai a César o que é de César e dai
a DEUS o que é de DEUS.
Talvez o teu olhar esteja voltado
apenas para o seu umbigo ou
acreditas ser o centro do dicionário.
Acredite! Não há tempo e nem local
fixo onde o talento possa nascer e crescer!
Todos juntos um
As vezes temos que ter a coragem dos leões
A sabedoria do burro
A paz do bicho preguiça
A altivez da garça
Prepotência da águia
A elegância do cavalo
A voz do pássaro livre.
A obediência dos cães
O olhar desconfiado da galinha
A esperança dos peixes
A diplomacia do macaco
A beleza da girafa
A valentia da zebra.
A rapidez do antílope
E a fé Jô.
Quão variáveis são as tuas obras, Senhor
Quanto mais frágeis são, cuidado redobras. Que amor!
Enfeitas o azul do céu
com cores do teu pincel
nas asas do passaredo
que voa pra lá e pra cá
Abelhas destilam seu mel
como se fosse um troféu
escondem o grande segredo
que faz a vida adoçar
Quão variáveis são as tuas obras, Senhor
Quanto mais frágeis são, cuidado redobras. Que amor!
Peixes no mar ou aquários
praias que são berçários
de tartarugas marinhas
recife de vivos corais
Gatos miam dos telhados,
pardos, pretos ou malhados.
Até no latir dos cães,
de noite ou pelas manhãs
Juntos formam um coral ao lado dos anjos
O mesmo Espírito inspira até os arranjos
No retumbar dos trovões
Raios são os refletores
Ao se abrir as cortinas
Aplausos podem se ouvir
Tigres se juntam aos leões
Findaram-se os temores
Passando pelas esquinas
Saudamos o que há de vir
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