Poemas sobre Alma
Que mais eu vou querer?
se tudo o que faz
vibrar a minha alma,
encrespar os meus poros,
pulsar a minha existência, encontrei em ti.
Se o teu coração sente,
tu suspiras.
Se a tua alma sente,
tu vibras.
Conclusão: suspirar e vibrar, ensinam-te a existir.
Cada um de nós tem um conflito interno, é inevitável, tristemente. De alma abatida, mas a solução é esperar em Deus. A tempestade não é para sempre, o mar se acalmará, tenha paciência. Quando estou conversando com Deus e me retorna a lembrança da promessa que Jesus nos deixou, de
que estarei com Abraão, Jacó e Isaque em um lugar onde o amor transborda todos os outros sentimentos. Essa promessa me faz suportar mais um dia e outro, até a promessa se cumprir. Reconhecer essa luta interna contínua, entre a vontade de desistir e a faísca de esperança, me obriga a praticar a
paciência como um músculo que dói a cada repetição. Entregar-me a uma fé inabalável não elimina a dor, mas oferece um porto seguro onde posso abrigar os escombros da minha alma até encontrar forças para reerguê-la, mesmo que apenas por mais um dia.
Rabiscos...
Quando escrevo meus rabiscos
sai da minh' alma uma vontade
de pintar as cores do amor.
É o que flui por entre as linhas
tão bem traçadas em uma folha em branco sem vós e sem vida.
São rascunhos das lembrança e momentos
resgatados do baú de um tempo passado,
que renasce cantando poesias e abraçando o coração.
___Eliani Borges.
Em uma alma absolutamente livre
De todos os pensamentos e emoções,
Nem mesmo o tigre encontra espaço
Para cravar suas garras afiadas.
A mesa brisa passa
Pelos pinheiros da montanha
E pelos carvalhos do vale;
Então, por que notas diferentes?
Nenhum pensamento, nenhuma reflexão,
Vazio perfeito.
Porém, algo se move ali,
Seguindo seu próprio curso.
Os olhos a veem,
Mas nenhuma mão pode alcançá-la
A lua no riacho.
Nuvem e névoa
São transformações entre o céu e a terra.
Acima delas, brilham eternamente o Sol e a Lua.
A vitória é para aquele
Que, mesmo antes do combate,
Não pensa em si mesmo,
Obedecendo à não mente da Grande Origem.
𝙰 𝙰𝚁𝚃𝙴 𝙳𝙴 𝚅𝙴𝚁𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁
A poesia nasce assim...
No instante em que a alma aflora livre.
Versos vão tecendo sonhos alados
Que como pássaros partem em revoada.
Uma estranha paz, um êxtase supremo...
E nos transportamos ao limiar do real!
Bendita a mão quer verseja...
Como bendito é o pranto que inspira...
Pois o poeta se alimenta deles!
Em sua arte de vasculhar o íntimo,
Compor desejos... Decifrar pecados...
Se um poeta chora solidões, saudades...
Seu pranto iluminado se transforma em versos.
E de sua alma ferida, brotam flores, luares, campos...
Descrições incautas... Narrações fantásticas.
Seu coração é todo inspiração e luz!
Na sua poesia ele desnuda a alma...
Reinventa o belo, consolida o mágico...
E vai destilando no papel seus sentimentos
Ousando sonhos nunca revelados!
E na suprema criação das mãos que escrevem
Os versos, estrofes, rimas...vão brotando assim...
Livres... Ditados pelo íntimo que se exprime
Se mostra na forma mais sublime e bela.
Se o poeta sofre, sofre em versos...
Se é feliz.... Transparece em estrofes...
Se sonha... Cria rimas...
Se morre... Ah! Se um poeta morre...
Apaga-se uma estrela, morre uma flor...
E seus poemas se perpetuam nas madrugadas chuvosas
Carregados de vida e forjados no fogo da paixão!
E vão cantando os amores que viveu.... Os amores que sonhou...
Os amantes que conheceu...
A natureza em seu fulgor.
E por toda a eternidade sua poesia permanece
Infinitamente bela.... Infinitamente nova
Enternecendo os corações sedentos de sonhos...
Com fome de sentimentos e exausto de solidão!!!!!
A Morte é um Diálogo entre
A Alma e o Pó.
Diz a Morte ‘Some” — A Alma “Só
Me cabe ser Crente” —
A Morte — sob a Terra — clama.
Vai-se a Alma
Deixando o seu — prova cabal —
Manto de Lama.
Tudo o que você diz é demais
As luzes sempre acendem na minha alma
E quando eu me perco na cidade
Você já sabe compreender
Que é só um tempo e não mais
Teria que chorar ou sair a matar
Te vi, te vi, te vi
Eu não procurava ninguém e te vi
Razão e paixão
Vossa alma é frequentemente
Um campo de batalha onde
Vossa razão e vosso juízo combatem
Vossa paixão e vosso apetite.
Eu desejo que a sua alma tenha a paz que o seu coração precisa... que a felicidade esteja brilhando nos seus sorrisos... e que a doçura da vida seja plena em todos os seus dias.
O melhor amor é aquele que acorda a alma e nos faz querer mais, que coloca fogo em nossos corações e traz paz às nossas vidas.
A alma de uma mulher é antiga, infinita e cheia de segredos. Sorva-a aos poucos, como o vinho. E não queira decifrá-la toda, em todos os seus gostos e sensações. Deixe um pouco para amanhã. E surpreenda-se, sempre.
Chorou muito? Foi a limpeza da alma. Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las. Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Cada vida é um circo passageiro, irmão
Me sinto em casa, mas sei que sou forasteiro
Outra alma sem rumo, outro corpo sem prumo
Daqui já vi tanta gente partir, mas nunca me acostumo
PAIXÃO
Efervescência de emoção
É algo que brota na alma
É algo gostoso que acalma
Excita o verdadeiro amor...
Paixão
Vem de mansinho vira tempestade
É um vendaval de loucuras
Fala e ninguém te escuta
Que paixão é amor de verdade...
seu coração esta preso com correntes,
que lhe dão prazeres,
alem do limite da alma,
essas sensações pode transpor seus sonhos.
no desejos mais profundo do que você pensa,
limites do desejo podem ser o limite da sua alma,
porem o sangue e a dor dão novos padrões
ao espírito que abita seu corpo,
a fome de prazer te faz romper correntes dos quais nunca existiram,
só medo mais profundo que vive atona ou a deriva apodrecendo sua liberdade,
seu ser toma outro rumo simplesmente pelo medo,
isso da sensação de de falsa moral e ética,
num mundo de aberrações só sentimos muito por viver numa adversidade de prazeres,
tentar conter essas correntes como se a liberdade que senti seja sua prisão vivida em uma falsa liberdade.
Talvez porque a alma é grande e a vida pequena,
E todos os gestos não saem do nosso corpo,
E só alcançamos onde o nosso braço chega,
E só vemos até onde chega o nosso olhar.
