Poemas sobre Alma
Válvulas de uma alma inspiradora
Válvulas de minha alma...
Sobem e descem num frenesi desenfreado...
Frustrando meus instintos de homem....
Onde o fel mistura com azedume....
Transformando em uma química...
Anti- degustável...
Lápides de pedras...
Rastros de frases fragmentadas...
Inesquecíveis frustações de um passado que me corroeu...
Pelas colinas...
Deixei meus versos perfumados...
Joguei o que não era para ser jogado...
Ah Poeta...
Tua terra te julgou...
Nas extremas do teu faro aguçado...
Incalculável é o êxtase inebriado...
Vai Causando em tua escrita...
Dores...
Ainda existem poeiras que cobrem tuas poesias...
Tuas nuvens...
Sempre te acompanharam...
Tu...
Oh escritor!...
És um Narrador de boca fechada...
Entre avenidas se embriaga...
Teu fardo é pesado...
Mas nunca quis deixar saudades...
E lamentavelmente deixou...
Não é ainda o suficiente....
Tuas escritas são muitas...
Umas falsas e outras verdadeiras...
É claro...
Disso também precisou....
Tua ganância nunca foi tão grande como na atualidade...
Sobre o véu do teu céu....
A poeira está baixando...
Janelas semiabertas...
Portas encostadas...
Frestas e brechas...
Sempre buscando o nascer e o pôr do Sol...
Do Oriente ao Ocidente...
Teu nome lapidou e quase se manchou...
Inteligente poema...
Básico...
Porém objetivo...
Enamoradas horas...
Chorou como criança...
Teu limite é desconhecido...
Teu timbre é talhar o verbo conhecido...
'Lapidar'
Vândalos de escritas....
Que afundas e não morre...
Pura ilusão...
Tuas aparências fogem de uma realidade...
Orgulhosamente falando....
Destilar é polir essas válvulas que me fazem ter inúmeras inspirações...
Que causam um impacto dentro de ti...
Cru e nu....
Ao ponto de te satisfazer...
Com essa explosão...
Vai descarregando e ficando leve...
Trajando-te com pano comum...
Assim...
Padronizado fico em teu silêncio...
Pois Ilimitada é...
O fim...
Dessa tua imaginação...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
A liberdade vive na luz do pôr do sol, nos campos verdes e floridos, e na neve
branca, vive na alma e no coração, vive e perpetua-se no tempo e no espaço porque é livre
e isso é o suficiente.
O que realmente importa é o que se tem la dentro do peito ... la no fundo da alma...
escondidinho...guardado ... em secreto ...
a carne acaba... caráter é pra sempre...
ninguém é um pedaço de carne, um objeto ...
somos borboletas em constante aprendizado .. somos livres , voadoras , sonhadoras ... todos os dias enfrentamos nosso casulo...a gente se liberta... não somos capa..temos conteúdo... isso que realmente importa ... parem de idolatrar beleza ..ela acaba ... comecem a se ver por dentro...a enxergar aquilo que os olhos não captam..só o coração sente...isso é o que realmente importa...a matéria passa ....
Como se impede uma alma de ir,
obrigando a imaginação a ficar ?
E a sempre vida curta de uma
obrigação, vale a pena obrigar?
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
Solidão…
Nas madrugadas, sinto sua falta!
Minha alma clama, em delírio.
Sinto falta de você.
Tão longe está, não pode ouvir minha súplica.
Porque deixaste tão sozinha, seu nome não sai do meu coração.
Sinto falta, das mensagens doces que alegravam minha alma.
Meu amor, meu doce amor
Porque, deixaste nesta solidão em lágrimas.
Nem disse o porque partiu!
Pergunto-me: -Será que está com outra?
Não sei o que pensar, tua partida isola-me do mundo!
Sinto-me sem forças, saudosa do seu amor.
Você não deu me a oportunidade.
De falar, o quanto amo você!
Shirlei Miriam de Souza
Eu me sinto confortável
com a modernidade, mas
a minha alma sente muita
falta de sorrisos, gestos
e brincadeiras genuínas!
As intempéries da vida
O vento levou pra longe as sujeiras da minha alma,
A chuva choveu mansinha, acalmando a minha calma.
A primavera trouxe o verde alegrando fauna,
O verão fez do meu dia tão quente, igual ao calor da sauna.
O mormaço da paisagem inspirou Picasso,
O calor da caatinga fez a roupa do cangaço.
Espadas em aço de damasco fizeram arte e regaço,
Sonhei por várias vezes que eu caia do penhasco.
Folhas, flores e frutos dançam felizes sob a chuva,
O outono fez o broto e amadureceu a uva,
O frio do inverno pediu luva,
É da nuvem mais escura que vem a chuva.
O frio e o calor trocam a minha roupa,
Às vezes, até me colocam touca.
Por vezes, minha voz fica mais romântica,
Ou está louca ou está rouca.
O esplendor da primavera traz as loucuras de amor,
O frio do inverno, edredom e cobertor.
O Calor do verão, às vezes, me deixa na mão,
O outono faz de seus frutos a sua melhor canção.
Élcio José Martins
Meu três pedidos
(Salmo 40 de Giovane Silva Santos)
O calafrio da minha alma não cessa.
Meus adversários peregrinam em me destruir.
Usam das formas e artimanhas variadas.
É verdade que tens dito que o homem precisa de auto domínio.
Mas o inimigo atormenta a minha paz.
Investe maciçamente em desequilibrar minhas emoções.
Estive enfermo e tu senhor me guardaste.
Jesus colocou o suspirar da renovação.
Mas minha peleja é sufocante.
Isso, exausto eu clamo a ti.
De forma que eu resista.
Ao nome de Jesus, eu faço três pedidos.
Aceita senhor minhas culpas, meus erros, minhas falhas.
O pecado transfigura a face do homem.
Senhor levante tua espada e abata meu perseguidores.
Tenho orado para que os mesmos se limitem e se rendem.
Mas vejo que p intento feroz e diabólico se apresenta sem piedade.
O inimigo provoca contendas, o cheiro do inferno permeia minha mente.
Pois o diabo tenta, provoca, confunde, e acusa.
Por fim, oh pai.
Peço a ti, meu terceiro pedido.
Adorne minha vida com teu SANTO ESPÍRITO.
Pois sei que tua essência é capaz de conduzir vidas pela luz.
Teu vigor e coragem, tua eterna sabedoria.
Eu vejo o agir inimigo desarmonizando minhas emoções.
Porém creio na tua misericórdia.
Na tua grandeza.
No teu amor.
Na tua infinita benevolência.
Senhor altíssimo, em nome de Jesus.
Elevo a ti meu render.
És tu meu único refúgio.
Não aparte tua destra dos meus caminhos.
Triunfe senhor, a tua glória nesse que coloca como teu instrumento.
Há na essência do livre pensamento
Um sensível estado puro, de alma…
Num flagrante delito, de corpo ausente
Há um poder, que limites não tendo
Se faz cais que acolhe, ambiguamente…
É um estado ébrio, de incontida ilusão
Sentida loucura, vestindo-se liberdade.
Como bruma, nevoando lubrica excitação
Que subverte, evapora-se pura realidade…
Mas nesse contexto irreal de impunidade
Há um juiz que se julga, inconscientemente
Nascido conluio, entre prisão e liberdade
Entre a consciência e o que a crença invente.
Certo não sendo, juízo de igual instância
Livre pensamento, ou pensamento livre
Talvez distância, entre saber e ignorância.
Pois só quem, preso, o pensamento tem
Absolve ou culpa, julgando-se, impunemente...
Para além dos corpos eu quero sentimento.
Minha boca tem sede da tua.
Meus olhos pedem tua alma nua.
Meu olfato sente teu cheiro se derramando entre minhas pernas, trêmulas.
Mas o meu tato, aah... Meu tato vagueia por entre os corpos sem alma, sem calma, só por um momento.
Pois, para além dos corpos, eu quero sentimento.
Amor verdadeiro!
Quando o amor é verdadeiro, nos entregamos de corpo e alma.
Mergulhamos de cabeça.
Vamos sempre ao lado de quem amamos na alegria e na tristeza.
Sempre um apoiando o ouro sem deixar que caiam e o machucado seja leve.
Quando o amor é verdadeiro, não tem briga que dure mais de um dia.
Quando o amor é verdadeiro não deixamos que os sonhos sejam deixados de lado.
Quando o amor é verdadeiro, não tem falta de tempo para dizer um "Bom dia" "Boa tarde" "Boa noite" "Sinto sua falta".
Quando se ama, não há obstáculos para viver esse amor.
Mas se os sinais foram tudo ao contrário disso, será a hora de se retirar de cena.
Mesmo amando, deixamos livre pra evitar sofrimento.
O amor deve ser bilateral.
E jamais unilateral.
Tento falar mas não saem as palavras
Que eu queria que ouvisse de mim
Nessas ruas sem alma vejo as carcaças
Na mata que estraga por causa dessa desgraça
Me comunico em versos soltos
Afoitos na noite, preso por dentro me sinto incoerente
Os gritos loucos ecoam pelo túnel de chuva
Do tempo nublado da gente que entra na minha mente
E ele não sente, não mente, nem tente mudar
O ponteiro do relógio que não quer andar
Preso no tempo sem escolha ou saída daqui
Me sinto reflexivo, recuado, inexpressivo e sem lugar nenhum pra ir
Eu quero sair, me deixe sair dessas barras de concreto
Escassas de calor e afeto do braço que cura
Que ascende da quente pele do tecido preto
Queimado pelas duas pessoas que moram em uma
Mas no fundo vejo o raio de luz que lhe condena
O solitário destino que te xinga, humilha e passa a perna
Ó desprezo que arde por que não me tira dessa Terra??
Estragada pelos ímpios flagelos que espalharam suas mentiras
Nas Terras de seu Deus não há o sofrimento
A chuva que cai não volta no mesmo tempo
Lamentações e palavras escuras que inundam
O meu ser com pensamentos que não vão embora e nem mudam
Ó pináculo da luz
Onde está a luz
Onde está você
Quando mais precisamos de você?
OS LOBOS NA ALMA
Os lobos que me rondam
A alma de um novo sentir
De negro luto me sinto
Estando eu já de partida
Depois de mim ninguém chega
Sou uma estrada que não acaba
A vida deu-me um pouco de tudo
Ou talvez um pouco de nada
Abro as portas de mim que me pertence
Numa solidão que me imposta
Deixo metade do corpo que resgato
Nesta estrada em que me assalto
Nas emoções em silêncio das letras
Que vou escrevendo escondida
Do resto do mundo entre os lobos
Como se fossem paisagem inacabada.
diante de ti estou completamente despido, até minha alma está nua diante de ti...
E não há nada o que esconder, pois em ti encontrei às batidas do meu coração.
Encontrei a vida que meus sonhos precisavam ter para serem realizados, e a luz que tanto pedi a Deus para que pudesses caminhar além da escuridão desse mundo!
Estou cheio
Já abri o ziper da alma
E nada de alívio
Essas piadas
Que me arreganhavam a arcada dentaria
Idiotas
Hoje me acusam náuseas
Estou farto
A papa já salta o queixo
Meu rosto redondo
Mas sem o brilho da lua
Eu precisava cagar
Cagar essa comilança
Mas parece que há algo a remoer
E ainda nem acabou o mês.
