Poemas sobre a Escrita
Homenagem ao Brasil 500 anos.
(escrita em 1999)
Cante uma canção.
Canção de amor.
Quinhentos anos.
Nosso Brasil.
Unidos, juntos.
Vamos também cantar.
Ao nosso mestre.
Cristo Jesus.
E de mãos dadas.
A um mundo novo.
Pedimos paz e alegria.
Levando junto no coração.
O amor trazido por Deus Pai.
Agradecemos o sim...
de Maria.
Que trouxe a nós.
Cristo Jesus.
Para que e/ou quem escrevemos?
Dizem que...
É escrita reprimida, intrínseca e seca.
É catarse restrita e amoral.
decisão…
A palavra mais complicada da língua portuguesa é sem dúvida: “decisão” não sua escrita mas sua aplicação…todos os dias desde o abrir dos olhos é cercado de decisões. Que roupa vestir, que pasta de dente usar, que vou tomar no café…mas estas até são fáceis. A medida que o dia vai passando as decisões vão se tornando mais difíceis…que vou dizer, que vou fazer …que caminho vou seguir…O bom seria que todos os caminhos fossem como os de uma auto estrada, com 3, 4 ou 6 pistas e, que pudéssemos ficar trocando, andar mais rápido, mais devagar, com mais cuidado ou mesmo pisar fundo e ir colecionando multas…mas sempre decisão…Mas são decisões que temos que tomá-las e sempre com o cuidado de tentar acertá-las…isso é difícil para alguns até impossível mas, isso é decisão deles!
A escrita é
verbo silencioso,
que vem do âmago —
é a voz alta
de uma alma barulhenta.
a escrita
é socorro
e resgate
ocupando a
mesma matéria.
Todos querem falar
poucos querem ouvir
menos ainda
querem pensar..
A escrita não grita
mas incomoda
em silêncio..
Falar
virou esporte
de egos...
Escrever é resistência
é recusa à pressa
à histeria
ao espetáculo...
Quem lê
pausa
Quem escreve
sobrevive...
✍©️@MiriamDaCosta
Palavras nem sempre são fáceis de compreender. As letras, embaralhadas na escrita moderna, por vezes não alcançam o coração. Ainda assim, seguimos tentando — tentando fazer com que elas carreguem o amor, o afeto, o carinho e toda a expressão que brota do nosso ser.
Tentamos, através das palavras, tocar o outro. Fazer florescer um mundo melhor. Despertar, em cada ser humano, o que há de mais sensível e verdadeiro. Assim como borboletas, nos movemos em ciclos de metamorfose, em constante transformação.
O processo é doloroso, sim. A metamorfose cobra suas dores. Mas seguimos, sentindo, vivendo, nos tornando quem somos e, ao mesmo tempo, quem ainda seremos.
Seguimos pela vida, mesmo sem saber ao certo o que nos espera à frente, nesse ciclo misterioso que é existir. E que, apesar de tudo, tem no amor, no respeito e na dignidade seus pilares mais profundos.
Ao toque da "música" da escrita
É dito que o talentosíssimo Orfeu, Filho de Apolo, ao toque de sua dourada lira, acalmava as feras mais selvagens do campo. E que todos admiravam a música que saia de seu instrumento Divino. A Mãe Natureza vibrava; e também vibravam Homens e Mulheres. Semelhantemente, o Davi de Israel, acalmava a Alma de Rei Saul, quando atormentado por espíritos Malignos!
Óh tu, Princesa do Luar!!! Carinhosa Ísis de Lavínia!!! Como atormentados também são, teu espírito e Alma. Por vezes, transparecendo ao Corpo! Demônios da Meia-Noite atormentam tua existência. E Valentes seres das Trevas, como negras sombras, molestam-te ao Meio-Dia. Mas ante à sonoridade de minhas belas e doces palavras, assim como quando tocavam Orfeu e Davi e saia o melodioso som de seus instrumentos músicos, tua existência sente tranquilidade e serena paz. Os seres se curvam, prostram-se e batem em retirada. Levando com eles o peso da atribulação que te atormenta e deixado a leveza da triunfante Paz.
Às 12:30 in 21.05.2025”
Na ponta da escrita
Na ponta da escrita
Por tantos meios de comunicação
Afastei-me de ti
Ó poesia
Doce amarga inspiração
Que principalmente as madrugadas
Vem me visitar
Com o coração machucado
Assim
Como estou
Sou Eduardo
Só você poderia
Poesia
Fazer-me um dia
Um suave melodia
Dessa minha melancolia
Que noite e dia
Irradia
Pela ponta da caneta
Meus sonhos florescem
Meus amores vivem
Nascem e morrem
Emoções acordam
Na ponta desta escrita
Na ponta dessa escrita
A poesia facilita
A verdade que se irradia
Poesia
Pura , doce, acredoce poesia
Poeira devanescente
Assim se vai
Mais um dia
Escrevendo versos
Vou vivendo
E assim talvez
Sentindo inútil
Num mudo fútil.
. A Escrita e o Tempo
Do traço na pedra ao código binário,
passaram milênios num gesto diário.
A mão que riscou o primeiro sinal
já ansiava romper o tempo banal.
Na argila impressa, no couro estendido,
a alma do povo ficou refletido.
Com penas e tintas, depois o papel,
a escrita alçou voo do chão para o céu.
Surgiram os livros, os tipos de chumbo,
o verbo se fez multidão e se espalhou no mundo.
Cada letra, um passo da mente que pensa,
cada frase, um eco da existência imensa.
Escrever é fundar um espelho invisível,
onde o homem revê seu ser sensível.
É gravar no tempo o que sente e crê,
é tornar o efêmero algo que se vê.
E hoje, nas telas de luz e silêncio,
a escrita pulsa com novo início:
não mais só na mão — mas na mente expandida,
seguindo a evolução da própria vida.
Mesmo não sendo indígena, aprendi que posso — e devo — usar minha voz e minha escrita para partilhar tanto a beleza quanto as lutas enfrentadas pelos povos indígenas. Eles têm uma voz potente, uma voz ancestral que resiste e pulsa há séculos, ainda que tenha sido silenciada e invisibilizada por tanto tempo.
Essa voz brota de suas culturas, línguas, ritos, danças, cerâmicas, culinárias e memórias vivas. Ela ecoa nas resistências cotidianas contra o preconceito, a injustiça e o apagamento histórico.
Meu papel é escutar atentamente, criar espaços para que essas vozes sejam ouvidas e amplificadas, e contribuir para que o mundo reconheça e valorize essa riqueza cultural e histórica que permanece viva e atuante.
QUEM DISSE QUE SOU POETA?
Quem disse que sou poeta?
Que tenho uma escrita boa?
Que a vida mantenho aberta,
Aos olhos de quem a destoa?
Quem disse que sou poeta?
Quem disse que poesia voa?
Talvez esteja em linha reta
Distante do mestre, Pessoa!
Quem disse que sou poeta?
E ando nas noites de Lisboa?
Saindo e entrando de festa
Seduzindo, seduzido, à toa?
(QUEM DISSE QUE SOU POETA? - Edilon Moreira, Setembro/2024)
A escrita alimenta minha alma.
Através dela, um novo mundo foi descoberto,
Onde cada palavra desperta inúmeros sentimentos.
Escrever é a minha melhor terapia.
Sou livre quando escrevo.
O que mais doe, uma carta escrita, uma mensagem de texto ou uma palavra verbalizada?Quando analisamos com o coração todas essas maneiras de expressão, de uma forma ou outra, dependendo do que for escrito ou dito, trará um efeito de paz ou de dor.
Devemos analisar minuciosamente, com cautela e discernimento, tudo que iremos falar. Uma notícia boa alegra o coração, traz vida, traz paz interior, é nos faz querer ouvir novamente, o que conforta a nossa alma e alegra o nosso espírito porque foi uma palavra branda.
Já uma palavra fora do lugar, de derrota, de humilhações de desânimo influência todo o nosso ser, por isso tomemos cuidado quando verbalização é escrever nossas emoções, a bíblia afirma que uma palavra branda acalma o furor, a ira, mais uma palavra frívola incendeia a raiva, entristece corações, faz decair o rosto.
Já dizia o provérbio que a boca fala o que está cheio o coração.
E tão logo se esvazie de tudo que lhe traz dor, se encha da paz que o Espírito Santo lhe dá, e verbalize ou escreva com a doçura do seu coração.
Paráfrase por Bispo José Nildo Lima.
Aprecio a leitura e a escrita também,
um amor pela palavra que me retém.
Refletindo sobre o humano, em sua complexidade, cada qual com suas razões, sua própria verdade.
Livro: O respiro da inspiração
. A Lâmina da Palavra
Fragmentado — A Lâmina da Palavra
> A escrita é uma faca.
Que corta o falso, que expõe o oculto.
Purificação é a lâmina que sangra em cada linha.
Para os que sofreram calados, para os que foram quebrados,
para os que enfrentam o peso da verdade todos os dias.
Não há consolo, não há fuga.
Há apenas o grito que rompe o silêncio.
Contra os covardes que abandonam, contra os monstros que destroem,
contra a segregação que destrói a alma do homem,
há a resistência que escreve, que vive, que resiste.
Este é o começo de Purificação.
📘 3. Fragmentado — A Lâmina da Palavra
> A escrita é minha arma.
Não atira, não explode.
Mas corta.
Corta onde a sociedade esconde o pus.
Corta o discurso pronto que protege monstros e pune inocentes.
Escrevo com cicatrizes, não com tinta.
Não sou poeta da esperança.
Sou cronista da dor.
A cada linha, denuncio o abandono disfarçado de liberdade.
A cada frase, rasgo a hipocrisia que sufoca o homem que sente.
Não defendo covardes.
Quem levanta a mão pra bater em mulher, criança ou velho —
é lixo humano.
Mas também não aceito ser condenado por respirar.
Ninguém mais vai me calar.
Esta é minha voz.
Esta é minha lâmina.
E se incomoda, é porque acertou o nervo exposto.
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A escrita são como balas, acertam um conciênte ou um leigo, passando o que elas querem de forma perfurante, cravando cada virgula e cada verso em suas mentes
Somos poetas, que seguem nas linhas e entortam as canetas no papel
Seja em becos
Seja em predios
Sem pagar aluguel pra escrever, fazemos cada parcela do que escrevemos piscinas profundas, onde nadamos em pensamentos ou afogamos quem tenta nos parar
Em cada quadro escrevemos, desenhamos..afinal a pintura é um poeta que recita sem abrir a boca, cada rabisco, cada traço tem um sentimento, por isso somos arte, somos partes daquilo que nos constroi e nos destroi
Periferia, prefiria que todo beco fosse mar e não esgoto, sem dar desgosto, pra nossas mãe e nem pra mãe dos outros
Somos surdos que escutam as musicas
Somos mudos que falam nas palavras
Somos as escadas das vielas
Sempre subindo em busca de reconhecimento cultural, sem perder o astral vamos buscar nos mostrar, aqui no beco não se tem melhor ou pior, aqui no beco se tem direitos, "Opniões diferentes e tons diferentes" mas sem perder o respeito, vamos aceitar sorrindo o que a vida tem nos oferecer
Que cada poesia
Que cada melodia
Faça parte de tudo aquilo que queremos ser ou apenas o surto do submundo que tem em cada um de vocês.
Fórmula de vendas usada desde a invenção da escrita até os dias atuais.
Alguém:
1- Te convida para algo que você aparentemente quer, algo neutro, inquestionável, despretensioso, dissociado de bloqueios.
2- Você vai e vive uma experiência positiva isolada, que é transformada em escuta e atenção aos que estão próximos e envolvidos ( porém esses aproveitam dessa escuta e atenção para suavemente te apresentar alguma coisa com interesse específico), parece natural “parece acaso”, até quem apresenta acredita que foi um mero acaso (mas se trata de um modelo de negócio focado em captação de clientes em momentos neutros, pois em qualquer outro momento essa abordagem seria bloqueada).
3- Por consideração, por atenção e compra da ideia ou até mesmo por constrangimento a pessoa vai.
Resultado: Cria se a partir dali um bloqueio sobre o assunto/tema, um
Mecanismo de defesa para toda e qualquer palavra, imagem, som que faça lembrar da situação.
Assim são formados os bloqueios tanto emocionais, quanto relacionais.
Assim são formadas nossas preferências e ideias sobre coisas que achamos insuportáveis pelo resto da nossa existência.
Qual a problemática nisso ?
A) Perderemos muitas oportunidades/possibilidades pelo simples fato de uma ou algumas terem sido infrutíferas e invasivas.
B) Não somos muito bons em dizer NÃO. Seja por receio de magoar alguém ou de parecer grosso e insensível demais.
Solução: Quem faz convites estratégicos tem que parar de querer vender ideias 💡 para pessoas neutras que foram lá para outra coisa e quem passa por essas invasões tem que aprender dizer não.
Tiago Szymel
18 de agosto 2021
Cada pensamento,
É uma escrita,
Cravada na ponta,
Dos dedos que nunca descansam,
No seio sardento do papel,
