Poemas Serei So tua
BAGAGEM
És minha tormenta
passaporte para solidão
Não sei como seguir
A sombra da tua direção
És meu erro
Minha melhor estação
Afaga o meu defeito
Num riso arrependido
De incomparável medo
Não retrocedo, sigo
Canso sem parar
Num corte não desisto
Vou em frente, Sigo
É mais leve que alterne
As prioridades Que carrego
comigo na bagagem
Folhas de outono
Aquela fina e leve seda
Transparecia o teu corpo
Encostava em tua pele
Após uma palestra
A volta pra casa era distante
E o meu corpo pedia,
Somente descanso
Foi quando Num instante
Eu me despejei
Lancei meu corpo
Sobre aquele banco de madeira
Banquinho de praça mesmo
O sol pouco nítido,
embaçado num clima abaixo de zero
Era tudo o que se podia ver
Naquela tardezinha...
Era outono, E haviam galhos
muitos troncos e galhos despidos
Pelo contratempo da estação
Folhas semelhantes á flores
Amarelinhas, que passeavam
Levadas por qualquer vento
Onde uma e outra, caiam sob mim
E uma jaqueta se certificava
de me agasalhar
E me proteger
Daquele espetáculo natural
Ensaiado e encenando
Destaque anual
E uma mutidão de solidão
Passou ali
Foi quando me enchi de coragem
Minhas pernas me deixavam sob os pés
Meus braços se abriam
E eu sentia aquela brisa me balançar
como aquele pneu pendurado numa corda
Esperando qualquer dia
Que uma criança sequer
Perceba o quão bom é
Se balançar no outono
Num finzinho de tarde
No caminho de casa.
Tua voz e como o doce som do mar ao entardecer,
Teu sorriso e tão radiante quando a luz do sol,
Teus olhos brilham como as estrelas numa noite escura,
A vida sem vc não tem sentido,
"Tua presença ausente"
Mesmo ao meu lado te sinto longe
Como uma meretriz e um monge
Na verdade de estar perto como sua compincha
Porém alguma lei do contrário os convence
Dentro dos teus olhos eu vejo
Que ainda arde a chama do desejo
Ténue, fraca e quase sem brilho
À espera que algo lhe devolva ao trilho
E possa restaurar o que almejo
Que é que serás minha por inteiro?
Seu amor um pouco nublado
Conversas fracas na sala de aulas
Até ao refétorio pouco a moderado
O Carinho moiando do seu Pavilhão
Ao masculino fraco a moderado
Sou sua compincha, sua compincha
E deitarás em minha cama de janeiro a janeiro
Me alegras a vida como a de um jardineiro
Que cultiva a beterraba vermelha no teu canteiro
Dando-me uma vida plena e cheio de amor
Sem restrições de altura, idade e nem a cor
Eu perdi a paciência
Pois a minha cabeça
Já é um dodecágono
Reclamei a tua presença
Porém de sã consciência
Tudo o que eu tenho que fazer
É lamentar a tua ausência.
Jossefa Zacarias Moyana
Alforria
Seria bom, eu queria
Ter uma afeição tua
Uma palavra à revelia
Nada ouço ou vejo na rua
Noturnal, duma noite vazia
Só a lua solitária, fria e nua
me fazendo companhia...
Mas a saudade é sua
ou é minha?
Não importa a quem valeria
se a vida é torta
e reta é a sabedoria
do tempo. Se viva ou morta
a prosa da poesia.
O que voga é o que o amor reporta
aí sim, a paixão tem harmonia
e a permissão, na solidão, exporta...
Alforria!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Dezembro, 2016
Cerrado goiano
Vão do nada
Abre a cortina e expia tua liberdade;
Voe por onde possa sentir- te pleno
Nada é tão urgente quanto fazer - te
É tão mais prudente sentir-te sereno!
Não vivas ansiosamente pelo futuro
Nem tenteis resgatar-te no passado
O presente é mais que suficiente a ti,
Viva plenamente o instante no aqui!
Não apegas - te do lugar e das coisas
Nem ao monte daquilo que te afeiçoas
Aquela exigência do que dita a moda,
Dispensa está regra que incomoda,
Valoriza as pequenas coisas boas
Afinal, o tudo é o ser no vão do nada!
A BOCA E AS MÃOS
De repente minha boca anseia
Conversar com tua pele
Surfar pelo labirinto de poros
Entreabertos pelo desejo inerente
Desse preconizado diálogo
E tudo é tão raro belo e recíproco
Que todo o universo se cala
Enquanto nossos sonhos se buscam
E os úmidos lábios passeiam e se falam
Partícipes desse colosso mistério
Tão puro que é bom esse advinho
Sem limites de gemidos e sons
Insignes sedentos e prontos
Feitos do morango maduro entre os dentes
E uma taça cúmplice nas mãos lambidas
Lambuzadas do amor pelo vinho
Oração para buscar o perdão de Deus
Pai misericordioso! Estou aqui na tua presença e te peço: cura o meu coração, limpa minha alma,sacia-me com teu amor.
Tua presença em mim é como água cristalina que cura e que liberta.
Quero estar sempre contigo. Perdoa as minhas ausências, a minha indiferença a falta de fé que invariavelmente se faz presente.
Cura minhas feridas, Senhor. Que eu saiba controlar minhas vontades e desejos que as vezes extrapolam e fogem para a materialidade. Ajuda-me a buscar tesouros no céu e livra-me das ambições terrenas.
Que o meu coração esteja sempre pronto a praticar fé, esperança e caridade.
Sagrado coração de Jesus,fazei nosso coração semelhante ao vosso!
SONETO SEM SORTE
Amor, quantos espinhos há na tua haste
Arranhando a solidão aqui no meu peito
Errante nos sóis e chuvas, sem ser eleito
Entre estações sós, num triste contraste
Saudades passam, e não passa o efeito
Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste
O fado faz que a desventura nos arraste
Por outonos, num desfolhamento do leito
Pensar que custa tanto, tanto desgaste
Quando poderia ser diferente, ser feito
Com companhia, desde que chegaste
Mas tu e eu simplesmente sem preceito
Ali onde o passado no remorso choraste
Semeamos a sorte sem nenhum proveito
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro de 2016
Cerrado goiano
Aviva, Senhor,
Faça de novo em mim a tua obra
Ressuscita, ó Deus, e traz vida aos ossos secos
Restaura, ó Pai, traz de volta a esperança
Toma o Teu lugar e venha o Teu reino aqui
Deus é fiel
Suas compaixões falham não. Eles são novos todas as manhãs; grande é a tua fidelidade. -
Lamentações 3: 22-23
Escritura de hoje : Lamentações 3: 1-24
No final de cada ano, reservei algum tempo para revisar os 12 meses anteriores e registrar a fidelidade de Deus para mim e minha família. Posso folhear um calendário, minha agenda de compromissos ou diário de oração para despertar minha memória. Então, em um pedaço de papel rotulado “Fidelidade de Deus”, escreverei tudo o que vier à mente como evidência do amor e cuidado de Deus. É uma maneira maravilhosa de olhar para o ano e esperar um novo começo.
Minha lista certamente incluirá exemplos da graça e provisão de Deus. Mas também registrará a presença de Deus em tempos de dificuldade e decepção. E deve incluir minhas falhas e pecados, que Ele tem sido “fiel e justo” para perdoar (1 João 1: 9).
O profeta Jeremias descobriu que a confiabilidade de Deus apareceu como uma luz durante as trevas de circunstâncias desesperadoras. Em seu lamento pela destruição de Jerusalém, Jeremias escreveu: “Pela misericórdia do Senhor, não somos consumidos, porque suas compaixões não falham. Eles são novos todas as manhãs; grande é a tua fidelidade ”(Lamentações 3: 22-23).
Hoje, por que não reservar um tempo para registrar a fidelidade de Deus e agradecer a Ele por isso? - David McCasland
Refletir e orar
Senhor, ajude-nos a lembrar todos os dias as
bênçãos do passado que você enviou em nosso caminho;
E que essas bênçãos do alto
nos lembrem do seu amor fiel. -D. De Haan
A soma de suas bênçãos multiplicará sua alegria. David C. McCasland
"Tua chegada"
Tu és de todos o preferido
Que meu coração suspirou
Num mundo cheio de...
Tu és agora a estrela que me guia
Brilhando dia e noite
Através das minhas poesias
Nas minhas quimeras
Sinto-me só, sem a tua companhia
Tuas mãos afagam minha solidão
Dando vida a esta poetisa
Que profetizava tua chegada nos versos que escrevia
Sem saber queme conheceria através de um poema no meu olhar de mulher
Hoje tu és o meu amor
Que veio para minha vida florir
Com teu jardim de carinho
Chegaste com teu charme...
Trazendo um amor que antes não conhecia
Autora:Simone Lelis
"Amor I love you"
Começou uma história de amor...
Quando meu coração beijou tua alma...
Pude sentir-me avivada
O prazer dos sentidos aguçados
Uma nova oportunidade que o Universo colocou diante de mim
Temos como aliado o dono da vida
Resolveu Ele nos apresentar, de forma serena...
Duas vidas procurando o mesmo amor
Dois corações ávidos
Só nos resta vivermos intensamente
Te quero além do que possa imaginar
Segura minhas mãos
E vamos juntos nessa estrada, lado a lado
Cantando o refrão dessa canção: amor I love you, amor I love you...
Autora:Simone Lelis
Mão amiga
Se você tirar. . . Apontar o dedo e falar maldade. . . então a tua escuridão será como o meio dia. - Isaías 58: 9-10
Escritura de hoje : Isaías 58: 6-12
Um homem de 89 anos, que gosta de criar novas palavras para descrever problemas antigos, chama uma pessoa que encontra falhas em tudo e que se esforça novamente . "O que você sugerir", diz ele, "essa pessoa é contra e encontrará algo errado em tudo o que você faz".
Eu ponderei suas palavras e muitas vezes me considero culpado de ser o tipo de pessoa que ele descreve. O que eu gostaria de chamar de ser "realista" é, na verdade, mais como ser um "ajudante de novo". E isso não é agradável a Deus.
No capítulo 58 de Isaías, o profeta disse que o estilo de vida sacrificial que Deus deseja inclui: “desfazer as cargas pesadas, libertar os oprimidos” (v.6), “tirar o jugo do meio, o apontador do dedo, e falando maldade ”(v.9).
Se estou oprimindo alguém pelo meu espírito crítico e palavras ardentes, então Deus diz que é hora de mudar. Ele não quer que eu encontre falhas; Ele quer que eu dê liberdade e liberdade. Em vez de apontar um dedo acusador, devo ajudar.
Não consigo pensar em uma nova palavra para descrever a pessoa que levanta fardos e dá liberdade, mas tenho certeza que meu amigo pode. E espero que essa palavra me descreva. - David McCasland
Refletir e orar
Era apenas um sorriso ensolarado
E pouco custou em dar,
Mas espalhou a noite como a luz da manhã
E fez o dia valer a pena viver. - Anon.
Crie pessoas - não as derrube. David C. McCasland
Sinto tanto a tua falta!
Até de te ouvir dizer que não tinha tempo nem de olhar para a tua casa quando estavas ao portão e me vias passar num ápice..... Eu sempre a correr por qualquer motivo.
Eu pensava que não me vias mas tu vias tudo do teu portão.....
Agora passo e olho sempre.... Mas tu não estás lá ao portão.... Eu, no meu íntimo, acredito que estás lá sempre e que continuas a ver-me passar....
A cadeira já sente a tua falta e a bengala já perguntou quando voltavas....
A ausência de quem gostamos é tão dolorosa....
É dor incansável..... Que corrói.... Que traz tanta saudade....
Paira sobre mim -
Paira sobre mim
a tua voz de silêncio
naquela casa d'onde vim
caiada de Sol e Madrugada !
Visto a dor em meu corpo ...
Algo há de oculto,
meu barco, meu porto,
minha noite sem esperança!
Nada vejo ... nada escuto ...
Há vazio e nada em meu redor,
o eco do silêncio que deixaste
na voz muda das Estrelas.
Aquela casa abandonada
grita por dentro, sem fim,
e a tua voz, cansada,
chama de longe, por mim.
Como tudo entre nós está mudado ...
Tenho frio ... estou gelado!
OLHO-TE: (soneto)
Olho-te - o espanto de meus olhos salta
- Da tua boca o beijo num delicado cheiro
De tuas mãos aquele cuidado prazenteiro
Tudo de tua poesia sinto uma grande falta
Toda a nossa estória: - aqui nesta pauta
Do meu primeiro: - olá, o nosso primeiro
Encontro; - me completando por inteiro
Tudo neste poema é som de doce flauta
Sinto o palpitar no peito não mais calado
Quanto mais escrevo, mais de te anseio
Mas olho-te, em ti o meu destino amado
Ouço nas lembranças cada tal passeio
Cada sorriso, sempre aqui ao meu lado
Incitando comigo cada desejo que freio
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2019
cerrado goiano, 05'20"
Olavobilaquiando
AURORA NO CERRADO (soneto)
Admirar-te enlevado na tua hora
És parida no horizonte do cerrado
És tu oh virginal e formosa aurora
Silenciosa no céu titã e encarnado
Entre nuvens forasteiras, senhora
Alavam-me pensamentos tão alado
Na áurea nascente que me aflora
Anuindo devaneio pro encantado
Num arpejo de harpa por ti sonora
Aos olhos, num observar alumiado
Surgis em glórias e sem penhora
E a emoção neste plural batizado
Saúda, pois ufanar lhe é anáfora
No teu fulgor angelical pavonado
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano
A tua ausência
a encher-se de dunas.
Aquele bater de vidraças
na orla da praia.
O silêncio a insistir
a recusar-se ao rumor.
E a vida a fluir,
lá fora.
Toda a noite a luz multiplicou
o instantâneo de um rosto intraduzível.
Esquiva, a tua morte não escapou
à ladainha de regra.
Correu uma versão torpe quando
te viram a sorrir
uma ironia de druida clandestino,
indiferente à voragem dos bárbaros.
