Poemas Reflexivos

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"Você já experimentou acreditar em Você?
TENTE...
Você não faz ideia do que você é CAPAZ!
Vós sóis deuses..."
Haredita Angel
01.09.14

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

Acreditar que algumas cooperações estrangeiras servem de bússola para alguma coisa é de uma mediocridade constrangedora, pois uma boa parte não passam de um disfarce para o neocolonialismo.


Enfim, há quem viva o conto de fadas em busca de salvadores...

Ainda sinto saudade daquela criança.

Da pureza de acreditar que ser bom bastava.
De vestir uma capa imaginária
e sair pelo mundo acreditando
que ninguém deveria ficar sozinho.

Hoje eu sei que heróis também cansam.

E talvez eu não queira mais salvar ninguém.

Talvez eu só queira, pela primeira vez,
que alguém olhe para mim
e diga:

“Agora deixa.

Dessa vez,
eu salvo você.”

⁠Que nada tenha a capacidade
de fazer com que deixemos
de acreditar no amor,
e fazer com que a gente
desista de crer
que o encontraremos
na travessia da vida.

Acreditar em forças sobrenaturais como causadoras de nossos infortúnios e vícios é,
a meu ver, desacreditar na capacidade humana de produzir tanto o bem
quanto o mal que
ambiciona!

Uma das maiores ilusões da humanidade é acreditar que sempre haverá tempo.
Tempo para mudar, pedir desculpas, viver, tentar de novo.
Mas a vida não avisa quando está oferecendo uma última oportunidade.
A gente só descobre depois que passou.
K.B

“Entre pensar e acreditar deveria existir um espaço chamado discernimento.”

Carlos Eduardo Balcarse

“Pensar o pensamento é pensar duas vezes antes de acreditar uma.”

Carlos Eduardo Balcarse

“Pensar por si mesmo começa quando deixamos de acreditar automaticamente até em nós mesmos.”

Carlos Eduardo Balcarse

“Quando o interesse pensa por nós”

Gostamos de acreditar que primeiro pensamos e só depois escolhemos. Mas talvez, em muitos momentos, façamos o caminho inverso. Primeiro, algo em nós escolhe, e só depois o pensamento trabalha para justificar a escolha.

Interesse não é apenas dinheiro ou vantagem material. Pode ser o interesse em pertencer, em ser aceito, em manter uma identidade, em não decepcionar um grupo, em não admitir um erro.

Talvez os interesses mais poderosos sejam, justamente, aqueles que não reconhecemos como interesses.

Não se trata apenas de más intenções ou falta de caráter, mas de perceber o quanto o pensamento pode ser convocado para defender conclusões que nunca foram realmente examinadas.

Conhecimento, sozinho, não resolve isso. Uma pessoa pode ter muito repertório e ainda assim usá-lo para proteger conclusões que jamais permitiu serem questionadas.

Talvez por isso o diálogo esteja tão difícil. Não apenas porque faltam ouvidos, mas porque ouvir de verdade ameaça interesses que nem sempre estamos dispostos a perder.

Talvez a pergunta mais difícil não seja “o que eu penso?”, mas “o que, em mim, precisa que eu pense assim?”

Há interesses que não compram nossas opiniões. Eles apenas nos convencem de que elas são nossas.

Carlos Eduardo Balcarce
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

Discernir não é apenas decidir em que acreditar. É calibrar quanta autoridade cada informação, pensamento ou influência merece receber antes de participar da decisão.

Carlos Eduardo Balcarse

POR QUE LEMBRAR DE ALGUMA COISA NÃO SIGNIFICA QUE DEVEMOS ACREDITAR NELA?

A memória possui uma característica extraordinária. Ela consegue fazer o passado parecer presente.

Uma lembrança surge acompanhada de imagens, sensações, palavras e emoções. Quanto mais nítida ela parece, maior pode ser nossa sensação de que estamos recuperando exatamente aquilo que aconteceu.

Mas lembrar não é reproduzir uma gravação.

A memória humana reconstrói.

Isso significa que aquilo que recuperamos pode carregar elementos do acontecimento, interpretações posteriores, conhecimentos adquiridos depois e estados emocionais presentes.

Nada disso torna a memória inútil. Torna necessário discerni-la.

Existe uma diferença importante entre “Eu me lembro disso” e “Isso aconteceu exatamente como estou lembrando.”

A primeira afirmação descreve uma experiência presente. A segunda faz uma afirmação sobre o passado.

Entre ambas existe uma distância epistemológica enorme.

O problema surge quando a vivacidade da lembrança passa a funcionar como prova de sua precisão.

Sentimos a memória com tanta intensidade que lhe concedemos autoridade proporcional à intensidade da experiência.

Mas intensidade e precisão não são sinônimos.

Por isso, recuperar um conteúdo não deveria significar automaticamente autorizá-lo.

Essa distinção participa daquilo que venho desenvolvendo como desautorização epistêmica reconstrutiva.

O conteúdo recuperado pode ser acolhido sem ser imediatamente convertido em conclusão.

Podemos lembrar e investigar. Sentir e verificar. Reconhecer e revisar.

A memória merece ser ouvida. Mas ouvir não significa obedecer.

Nem tudo aquilo que retorna à consciência deve retornar com a mesma autoridade.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

O QUE DIFERENCIA TER UMA OPINIÃO DE TER RAZÕES PARA ACREDITAR?

Todos temos opiniões.

O problema começa quando confundimos o direito de ter uma opinião com a qualidade das razões que a sustentam.

Podemos acreditar em alguma coisa por experiência pessoal, tradição, intuição, autoridade, medo, esperança, evidência ou simplesmente repetição.

Essas origens não possuem o mesmo valor para todas as perguntas.

Uma experiência pessoal pode ser extremamente relevante para dizer como determinada situação nos afetou, mas insuficiente para concluir como a mesma situação afeta milhões de pessoas.

Uma autoridade pode ser excelente fonte dentro de sua especialidade e pouco confiável fora dela.

Ter uma opinião descreve um estado. Ter razões exige justificá-lo.

É justamente nesse intervalo que aparece a responsabilidade epistêmica.

Não precisamos possuir certeza absoluta para acreditar. Mas precisamos aprender a perguntar se a força da nossa crença é proporcional à força das razões disponíveis.

Essa proporcionalidade está próxima do que denomino calibração discernitiva.

Quanto mais frágeis as evidências, mais provisória deveria ser a conclusão. Quanto maior a incerteza, maior deveria ser nossa abertura à revisão.

O problema não é dizer “eu acho”.

O problema é transformar “eu acho” em “é assim” sem perceber a distância percorrida.

Toda pessoa tem direito à própria opinião. A realidade não tem obrigação de concordar com ela.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

NÃO É PRECISO ACREDITAR EM TODAS AS MENTIRAS PARA SER MANIPULADO. BASTA NÃO SABER RECONHECER UMA.

Uma informação pode ser verdadeira e conduzir a uma conclusão falsa. Um argumento pode parecer lógico e esconder uma premissa equivocada. Uma notícia pode apresentar fatos reais e, ainda assim, induzir ao erro.

O senso comum comumente mente.

O problema da desinformação não começa necessariamente na mentira de quem comunica, mas na ausência de critérios de quem interpreta.

Em minha pesquisa científica sobre Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo a formação dessa capacidade: distinguir informação, evidência, interpretação e autorização para acreditar.

Quem não examina os critérios da própria crença pode chamar de pensamento aquilo que é apenas influência.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

⁠Sei que nesse mundo ainda existe uma esperança
Tenhas fé em Deus, pois basta acreditar
Um sorriso ingênuo, um olhar de uma criança
Homens do futuro que temos que educar.

⁠Talvez acreditar que mais ninguém esteja Ferido — seja só outra forma medonha de Ferir.


Porque a dor, quando não ouvida, vira eco.


E quando presumimos que o mundo está inteiro, deixamos de perceber os cacos que alguém tenta segurar com as próprias mãos.


A verdade é que ninguém sai ileso da travessia — enquanto uns sangram por dentro, outros tentam esconder os cortes com sorrisos.


Estamos quase todos lutando com dores, dificuldades e problemas…


Ainda que diferentes.


Mas ignorar o sofrimento alheio é como esbarrar em uma ferida aberta fingindo ser só o vento.


Empatia não é diagnóstico — é presença.


É a coragem de admitir que talvez o outro também esteja lutando uma guerra que não machuca e apavora somente você.


E que às vezes, só de reconhecer a batalha, já deixamos de ser um potencial inimigo sem perceber.


Se não soubermos enxergar a dor do outro, a nossa também ficará sem testemunha.


E nada fere ainda mais do que sofrer sozinho num mundo que insiste em parecer inteiro.


A vulnerabilidade compartilhada e o reconhecimento mútuo do sofrimento são, talvez, os caminhos mais curtos para nos sentirmos menos frágeis em um mundo tão quebrado.


Em meio a tantas dores, dificuldades e problemas, quem presume não tê-los — ou imagina que o resto do mundo segue ileso — acaba sendo, sem perceber, a parte mais perigosa deles.

⁠Qualquer político-influencer pode até acreditar que seus “asseclas mais apaixonados” sejam tão idiotas quanto ele.


A arrogância — especialmente a que se traja de bravura — costuma precisar desse autoengano para sobreviver.




O que não lhe cabe, jamais, é estender tão medonho juízo de valor a todo um povo.


O povo não é rebanho permanente, nem plateia cativa de narrativas requentadas.


Ele erra, sim, — mas também aprende, desperta, compara e aprende a cobrar.


Subestimá-lo é confissão de covardia: medo da lucidez alheia, temor do dia em que o encantamento se rompe e a máscara cai.


No fim, quem trata o povo como idiota útil, revela menos sobre o povo e muito mais sobre a própria pequenez.


E, como são pequenos os políticos-influencers, e qualquer da vida pública, que fingem zelar pelo povo, produzindo conteúdos fragmentados.

⁠Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.


E, quando isso acontece, vira quase um evento.


Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.


A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.


O problema é que a Justiça não deveria surpreender.


Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.


Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.


Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.


Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.


Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.


E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.


Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.


A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.


No fundo, não é que a Justiça não exista…


É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.


E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.


E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.

⁠O mais trágico não é ser insensível, é acreditar que todos ao redor
também são.


A insensibilidade, por si só, já empobrece as relações humanas.


Ela nos torna menos atentos à dor, às necessidades e às alegrias de quem compartilha o caminho conosco.


Mas existe algo ainda mais perigoso: transformar a própria frieza em uma régua para medir o coração de todos os outros.


Quando alguém acredita que ninguém se importa, passa a agir como se a empatia fosse uma ilusão.


Desconfia dos gestos de bondade, interpreta o silêncio como indiferença e a gentileza como interesse.


Aos poucos, deixa de enxergar pessoas e passa a enxergar apenas intenções ocultas.


O mundo certamente abriga egoísmo, vaidade e indiferença.


No entanto, também está repleto de gente que ajuda sem esperar reconhecimento, que sofre com a dor alheia, que estende a mão quando ninguém está olhando.


Essas pessoas existem, mas se tornam invisíveis para quem já decidiu que todo coração bate no mesmo ritmo da própria insensibilidade.


Projetamos nos outros aquilo que carregamos dentro de nós.


Quem cultiva compaixão costuma perceber mais humanidade ao seu redor.


Quem alimenta apenas o cinismo acaba encontrando razões para confirmá-lo em toda parte.


Talvez a maior demonstração de maturidade seja compreender que as nossas limitações não definem a natureza humana.


O mundo não é um espelho perfeito de quem somos.


E, felizmente, ainda existem pessoas capazes de sentir o que muitos insistem em negar: que a empatia continua sendo uma das forças mais transformadoras da vida.