Poemas que Falam sobre Ilusão
Fique atento(a)...
Você pode ser uma ovelha convivendo em meio a dezenas de lobos.
Então, não se iluda.
Não se iluda com os risos que te dão.
Os maus também sabem ri, e por isso te enganam.
Quando você ta mal, no hospício ou no hospital
Só te visita quem te ama.
Lindas são as vitrines.
Vidros que parecem de
cristal; os produtos bem
postos; combinações perfeitas!
para vestir os manequins que
ali estão; porem não ha vida.
Assim são algumas pessoas.
Muito, brilho, grife em excesso.
Belas formas, lindos discursos.
Algumas são vitrines que ao
menor toque da verdade
quebram-se com facilidade.
A verdade corta, castiga;
E faz cair por terra qualquer
ilusão.
Não me vê? Bênção.
Me aceita? Sabedoria.
Me rejeita? Morra na praia da liberdade, da ilha mais deserta.
Ass.: Controle
Esquecimento
Entre as extremidades dos sentimentos nunca te senti...
Entre os vastos pensamentos nunca te descrevi...
Entre o amor que declarei o que existiu foi ilusão.
Entre os poemas que exclamei o que senti foi mera desilusão.
Esquecimento sim! Esquecimento foi o que senti...
A maior demonstração
de pobreza espiritual,
é daqueles que usam
da riqueza material
para nutrir sua ostentação.
Ficção e esperança
A ficção é um devaneio,
um navegar nas águas do tempo,
um cavalgar sem as rédeas da razão,
sem o controle dos sentimentos.
É uma ilusão real, um sonhar acordado,
ou uma completa abstração da realidade,
onde se materializa em proza, versos e rima,
a mais fértil imaginação do autor.
Mas a ficção está a serviço da esperança,
e nos permite visualizar num cenário imaginário,
os ideais capazes de gerar uma nova abordagem,
dos nossos próprios problemas e conflitos reais.
Com uma visão mais pacífica e conciliadora,
permite acreditar que o ser humano
ainda é capaz de se relacionar sem interesse,
de desejar apenas uma amizade sincera
e amar sem o intento de querer dominar.
A realidade não muda através das palavras,
mas as atitudes podem se transformar,
se deixarmos as palavras germinarem
e fazerem brotar a esperança
no solo árido do nosso coração.
"A mentira tem duas faces.
A mentira para outrem
e a mentira para si mesmo.
Esta engana sempre
o próprio mentiroso,
aquela pode bem
enganar ou não alguém."
Tanta gente,
nestes tempos duros,
com própria e pura verdade
de tudo sabe.
De verdade tanta e imprópria,
pura mesmo é a falsidade!
ENTENDA, É ASSIM
Pare de reclamar de tudo que faço
tudo o que você faz é mandar que eu faça tudo
Só me falta mandar-me reclamar do que faço por você
Quantos anos tenho
Não sei
Um ano um dia um minuto um segundo
estou vivo
Deus não me levou
não quero que me leve
vou a pé
Nem quero que me diga onde
devagar aprendo o caminho
Não tenho presa
Aqui ta cheio de mulher
no Céu não sei
CANÇÃO ILUSÓRIA
No mistério do cerrado
estórias e mais contos
E, nos contos, alados
e, nos alados, pontos
nos pontos narrativa
e, elas, em confrontos
entre a quimera e o real
no voo da imaginação viva...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Vida sem amor, sem cor
Aprisionado em sua ignorância...
Espalhando a intolerância...
Ser ensandecido
Sentimento apodrecido...
Ilusões repulsivas...
Atitudes agressivas...
Faz uso da força e bombas massivas
Vida sem amor, sem cor
Apenas enxerga a guerra
E a dor
Correntes imaginárias
Pregadores de ilusões...
Destruindo as razões...
De um povo sofrido
Que não fazem questões...
Mãos amarradas
Sem puder fazer nada...
Liberdade aniquilada...
Correntes imaginárias...
Aprisionando, doutrinando...
Pelo futuro temos que lutar
Para que a razão possa dominar
Iluminação, razão...
Isso será nossa arma
Contra a escravidão...
Guerreiro pensador
Filósofo questionador
Triunfante em sua liberdade
Destruindo a falsidade...
RODEIO DO TEMPO
Sinto o vento áspero que repousa em mim
Na noite do cerrado, entre o céu e o chão
Bafejado do horizonte, imbuído na emoção
Desfolhando a poesia enroladas em cetim
Sinto o solfejo do inverno de julho, então
Me cubro com a brisa de sonho carmim
Corrompendo o fado, e erguendo jardim
Criando quimeras no alquebrado coração
Meu corpo é alado tal ficção de folhetim
Dessangrando nas saudades de paixão
Suspirando os reveses deixados no fim
Fecho os olhos e me vejo na imensidão
Da captura, breve, tal ledices de festim
Deste rodeio do tempo, cheios de ilusão
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
Ouço vozes de todos os lugares
Mas não consigo ver ninguém
Todos em busca do que são
Ou simplesmente querendo ser alguém
Tudo parece abstrato
Sem forma, sem razão
Andam de cabeça baixa
Com os olhos fechados vivendo uma ilusão
Será que vivemos para ser
Se é que vivemos algum dia
Tudo é tão confuso
Que felicidade é confundida com alegria!
Poesia minha, inspirada no papo sobre sociedade com Ádila Barretto.
AMORES
VIDAS QUE NUM PRECISO MOMENTO SE ENCONTRAM...
NO PRINCÍPIO INTENSO, OFUSCA, EXPLODE EM INDIZÍVEL PRAZER.
ENTÃO, COMO TUDO,
PASSA, E JÁ É TEMPO DE UM OUTRO AMOR :
...NO PRINCÍPIO INTENSO,...,...,...,
AMORES
