Poemas que falam quem eu sou
PAZ DE SER QUEM SOU
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca me agradou essa ideia de vencer por desafio. Para mostrar ao meu redor o quanto posso e confio em providências que vão além dos meus dotes humanos. Também não me obrigo a lutar por autoestima. Muito menos por palavras, olhares de apreciação, troféus e comendas. Ganho e perco em meus desempenhos, com projetos que não são de vitórias. São projetos de vida.
Não combato, em nenhuma hipótese, aqueles inimigos de plasma ou neon, nem os mais próximos, que são de massa corpórea. Às vezes me defendo, mas não exatamente guerreio por um lugar no mundo. Sou trabalhador; não guerreiro. Vivo e creio na paz de ser quem sou. Jamais fui campeão nem perdedor. Dor dos outros não me realiza. Quero apenas o dom de me aceitar.
ARMA BRANCA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já depois de uma vida não sabes quem sou;
tens um olho em meus olhos, outro no talvez,
quando chego e me dou às tuas atenções
e não conto até três para fechar os olhos...
Vejo quanto esbanjei o meu tempo em afetos;
fui solícito, exposto e desarmei meu ser,
para ser transparente, suave, sem véu
onde os vetos do mundo faziam fumaça...
Lá se vai uma vida e não me gabaritas;
na verdade nem tiras uma nota honrada;
quase nada conheces de minhas questões...
A minh´alma; meu corpo; tudo quanto expunha
para ser o teu livro de leitura franca
se tornou arma branca e me feres de mim...
JOGO DA VERDADE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ser quem sou custa caro; dou meu jeito
para não pendurar as minhas contas;
não expor um defeito em mil parcelas
nem dever o favor de algum afeto...
Quem não quer, não me queira mesmo assim,
nesta minha versão mal acabada;
neste copo de gim entregue ao léu;
nas camadas do quanto me disponho...
Seja lá como for, só sou quem sou,
numa justa e seleta pronta entrega
que não pede fiado para ser...
Pago à vista, me dano mundo afora,
pois viver é meu jogo da verdade;
meu agora não deixo pra depois...
Quem sou eu para escrever o que escrevo?
Escrevo há vinte anos. Para jornais, para sites, para quem quiser ler.
Há quinze anos, vivenciei a prática: atuei em associações culturais, comunitárias, presidi grêmio estudantil, estive em movimentos sociais — inclusive na luta LGBT — e comuniquei, com voz firme, em rádio comunitária.
Trago na pele e na palavra a marca das experiências políticas e ideológicas que atravessam minha existência desde sempre.
Tenho 38 anos de vida. E esta é, talvez, minha maior formação.
Sou inquieto. Busco, pesquiso, observo, anoto.
Gosto do que é difícil de compreender — não por vaidade, mas por necessidade. Porque há beleza no que exige mais da mente e do sentir.
Não temo a sombra: ela é natural.
Não fujo do vazio ou do silêncio: convivo com eles. E sei que são territórios que só os corajosos atravessam sem desviar os olhos do espelho.
O que escrevo nasce disso tudo.
Da coragem de pensar.
Do risco de sentir.
Da ousadia de encarar o que muitos evitam.
"Eu estou morto.
Eu não sei quem me matou.
Também, há muito, que nem sei quem sou.
Então, não sei quem morreu, ou quem me matou.
Mas sei que estou morto e que morto, estou.
Ser ou não ser, ser quem não ama, ou ser quem odiou?
Ser quem ela deseja, ou ser quem sou?
Nessas idas e vindas, não sei se fico; não sei se vou.
Não sei se é ódio, não sei se é amor.
Coração empedrado, desprezo, rancor.
Amaldiçoo-a pela madrugada, acordei respirando n'outro dia, que azar, senhor.
Meu corpo vive, mas minh'alma, há muito que jaz, e não sei quem a matou.
O que sei? Mesmo respirando, sorrindo, coração batendo, divertindo; morto estou..."
Se eu tiver que esconder quem sou para fazer parte da sua vida, então é você quem não está preparado para estar na minha vida!
A verdadeira liberdade só é alcançada com autenticidade, uma das maiores virtudes da alma
Doce Equação
Eu não sei mais quem sou
Não tenho amigos, pra onde eu vou?
O meu coração já não suporta essa dor
São tantas mentiras um quadro sem cor
Saiba que a vida é uma doce equação
São tantos problemas, uma linda fração
Existem pessoas que só vivem pra ter
E outras, porém já não têm o que comer
Se então um belo dia você os ajudar
Então velho amigo tu és bem-vindo ao meu lar
Às vezes a gente machuca e não vê
Um erro simples faz o outro sofrer
Cada ser vivo ama de um próprio jeito
Ninguém está livre do próprio defeito
O mundo ensina a perdoar quem errou
Afinal porque guardar tanto rancor?
Somos teatros, uma peça, um clamor
Na cozinha da existência, dos temperos tens a dor
Não fico dividido a referir-me ao amor com intenções benévolas.
Sou quem sou e não mudo nas entrelinhas de um poema sábio.
Em meu encontro darei toda a riqueza de uma vida para quem me ama.
Não quero saber quem sou, pois meus sentimentos não dá tanta certeza em suas duvidas em cima do muro você assiste minha destruição.
Meus ideais são sinceros e minha virtude dá-me segurança nas minhas vitorias.
Migalhas de carinho não me fazem certo, pois meu corpo é com amor intenso e meus contos são românticos em meu mundo.
Te mostro quem sou vagando por entre o seu coração e te contemplando com todo o meu querer que muitas das vezes se faz lúcido ao seu ver;
Sou meio bolsa nova e rebeldia, meio loucura e gentileza que no amor é verdade que não se inventa para situações;
Meus sentimentos não são implacáveis à cultura se fazendo decoro para haver a sensatez e o respeito entre as palavras;
Rapte-me para que eu possa fugir desse meu mundo não tão perfeito;
Sou carente por beijos verdadeiros que nunca recebi em minha vida, nem sei quem sou de fato que me vejo em tormento com a agitação da minha ansiedade;
Na verdade eu gostaria de ter alguém do meu lado para juntos decifrar o encurtar da viagem que realizamos para nos entrelaçarmos a felicidade;
Daria um pedaço do meu coração para saber se você me tem algo maior que admiração em um tanto que entrelaça os dedos ao estar ao meu lado;
Assim se resolve toda minha vida sem pressa de saber quem sou no esconder de um triste sentimento;
Me apago de constrangimento quando você se dá conta que te assisto durante horas que passo a jurar minhas pistas mais intensas que me fazem pagar o preço de não te merecer;
Nem sempre eu lamento muito menos em silêncio que me impede de gritar ao mundo meus sentimentos por você;
Acho que nem sei quem sou realmente, mas continuo a lutar pelo o meu melhor sem me importar com o que me faz mal;
Quando me vi tendo que suportar toda a responsabilidade, sozinho de amar e não ser amado me perdi;
Mas bravamente superei minhas dificuldades e amei o meu caminho para que eu pudesse hoje colher os bons frutos;
Às vezes penso quem sou e até me enganar para me encontrar para que o meu coração gritasse por um alguém que fizesse importância em minha vida;
Ninguém para me apoia ou quem sabe me amar, eu ainda choro o meu abandono que por falta de gosto me atormentou sem razão;
Sentia o gosto amargo do amor esvaindo entre os dedos, sem nada poder fazer e em lágrimas me via perder o meu castelo de ilusões;
Nem sei mais quem sou realmente... Nem para onde devo me direcionar
Sem esperança de mudanças ou crédulo no que faço para me reconhecer;
Sinto dores em sintomas que desvirtua a minha coragem...
Minha consciência me perturba como em um copo d’ água
Que transborda pela ânsia de suportar o melhor;
Às vezes quero gritar me livrar do que nem sei
Do sonho real... Talvez ou do que anseio;
Estou vivendo em partes desiguais
Não mais quero ser quem sou
Ou pensei em ser
Mais sim apenas
Viver e aprender
Ser um pouco melhor...
Evoluir para um dia entender
Que amar também é viver
E nada sou sem você;
Nunca escuto a verdade e nem sei mais quem sou sem o porquê de não saber se um dia voltarei;
Mas se eu não suportar talvez eu peça a ajuda ao meu coração com as certezas que o faz respirar;
Sei que a vida é sempre estranha no meu ver e entender, porém o meu pavor impede que eu enfrente os meus sentimentos;
Não me importo com minha imagem decadente, mas eu quis me despedir para que não nos alcançasse a tristeza;
No caminhar dessa vida me vejo sem saída dentro de uma vida que me deu sem ensaiar quem sou;
Mesmo não querendo, percebo que você ainda me assiste, mas não lamento por tudo o que restou;
No escuro desabafo com o travesseiro e em voz alta despedaço minha melodia de vida e tudo que ainda existe;
Não sei como me curar e acho que nem sei quem sou esse é meu mundo onde olho e só enxergo você;
Passo o dia a procurar você tanto que me perco sem saber voltar de uma vida assustadora;
A riqueza que eu tenho ninguém entende, pois é o amor que envolve meu ser;
As vezes nem quero ser quem sou sem dizer que preciso de atenção para completar minha solidão;
Não quero ser apático aos sentimentos que torna minha durabilidade quase inabalável;
Para que eu consiga o amor sem ferimentos internos e possa extravasar a vitória do meu querer;
E meu contentamento não fala sem o amor devido, pois tens a força de desatar o não querer para se desprender o medo;
