Poemas que dizem sobre Contos de Fadas
Graças a Deus que estou doido...
Que se sabe da vida?...
Dizem que finjo ou minto...
Eu simplesmente sinto...
Tudo o que sonho ou passo...
Nem sentes...
O vento levará os meus mil cansaços...
Ainda correm lágrimas...
Na soledade pensativa...
Escondida...
Disfarçada em sorrisos...
Sei que nada me é pertencente...
E lá fora na estrada...
Pensando coisas profundas...
Compreendo que sou livre...
Livre ando de enganos...
Mas de olhos postos nas coisas, distraído...
Aberto por um vento muito brando...
Acolhendo sempre um pouco de mim mesmo...
Mistério maior é este
que liga a liberdade e o homem...
Acendendo a Deus este segredo...
Fazendo-me feliz eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
Quando dizem que somos seres espirituais, vivendo uma experiência carnal ou material.
Logo penso: Dá onde viemos?
Porque se há padres, pastores e policiais, que tipo de espíritos nós somos?
Porque há professores se os espíritos são evoluídos?
Para quem não entendeu, vou desenhar.
Se há policiais, há ladrões, se há padres e pastores, há demônios.
Eles estão aqui para fazer esses espíritos diminuírem seus pecados para entrar no céu?
E o mal, também está aqui para que isso não aconteça?
Que guerra né, por isso que não faz sentido pedir para Deus o que não entra no Céu.
Distração.
Cada tem falado
sempre uma
coisa diferente,
Uns dizem sim
e outros não,
Tudo tem feito
mal ao coração,...
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe de nada,
e só se lê
em desaparição
forçada,
Se dúvida de tudo,
e não mais se
acredita em nada.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Não se sabe
se a tropa e o General
preso injustamente
estão comendo,
Porque visitas
nenhum deles
estão recebendo.
O tempo está
correndo veloz
simplesmente,
E dele também
eu sou paciente:
Uns dizem que
o Comando do Sul
não vai atacar,
Só sei que no Império
não dá para confiar,
Porque deixou
o seu próprio povo
com COVID-19
_derretendo_
Não importa onde,
se o povo está sofrendo,
é ali que o meu
coração está doendo.
Dizem que
Aquiles Nazoa
agora vive
em La Casona,
E me fez lembrar
do vôo do herói
da época que
ainda eu era moça.
O poeta como
sempre é eterno,
E parece ironia:
o herói ainda
continua preso,
E todos nós
sem sossego.
Se estamos
em revolução
ainda não sei,
Quero só ver
quando ela
se tornará lei
e libertação.
Só acreditarei
quando ver
com os meus
próprios olhos,
E se por acaso
eles não verem:
Só o tempo
será capaz de dizer.
Dizem que há um aceno
para a reconciliação nacional
na Pátria que não é a minha,
Espero que ela ocorra
com toda a justiça e poesia.
Dizem que o Capitão-de-Navio
e o Coronel pai dos cachorros
estão num estado muito mal,
Todos os dias sempre
lembro da tropa e do General.
O General está preso
injustamente há pouco mais
de três anos sem acesso
ao devido processo legal,
Ele está sofrendo como
povo e preso como povo,
numa situação infernal.
Não há como dizer
que tudo isso é normal,
tem gente que não
consegue conviver
com quem pensa diferente,
A cada dia que passa andam
deixando mais preso o General:
evidenciando claramente
que não conseguem conviver
com quem pensa diferente.
(Para saber disso não precisa ser vidente).
Em terra que dizem
que há mais generais
do que aviões,
Só me resta lamentar
o quê vejo nas
páginas dos jornais.
Só se sabe é que
a fada da pandemia
foi bailar até no quartel.
A grande realidade
é que ainda estão
fechados os tribunais,
Do General preso
injustamente e da tropa
ninguém sabe mais.
Só se sabe é sobre
os pensionados
que foram maltratados.
Não há ninguém que
não se queixe que
está desde março
sem notícia alguma,
Ecoou pela fresta
que um militar que
era pastor foi
achado enforcado
e que há silêncio inalterado.
Do mais distante sótão
e de quem preso como
o General está em Fuerte Tiuna
até agora não há
resposta de vida alguma,
E lendo sobre mortes estranhas:
(o contexto total preocupa).
Só se sabe mesmo é que
há um pedaço do continente
que anda mal-assombrado
e por um pesadelo embalado.
Dizem que a noite
da tremenda agonia
ainda não chegou,
e por ousadia sigo
sendo a voz de quem
teve a sua subtraída
até para pedir socorro,
cresceram os números
de prisões políticas
aqui neste continente,
não nasci jamais
para ser indiferente,...
Há mais de dois anos
um bom General está
injustamente preso
desde o fatídico dia
13 de março do ano
de dois mil e dezoito,
aqui eis um poemário
sem nenhum laço
para ele e tantos outros
que passam por sufoco;
Desde março deste ano
mais nenhuma pessoa
pode ter contato o General,
a última notícia é que ele
foi levado para o hospital
gravemente fragilizado,
e foi fisicamente invibializado
para ter a moral quebrada,
é assim que ele e uma tropa toda
têm passado uma vida atribulada,...
No meio desta escuridão
em pleno a este ciclone
meditando os sinais
destes tempos estranhos
e sem clara comunicação,
insisto em dizer que não há situação
que deste jeito fique de fato esclarecida,
e que na vida real ninguém fala por ninguém;
nem mesmo essa voz que vos
fala cheia de ousadia e de toda a poesia.
#CHORO
Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...
Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...
Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...
Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...
Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...
Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...
Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...
Chorei...
Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#Dizem #que #burro #velho #prefere #capim #fresco...
Esse é o meu dilema...
Prefiro tudo mais arcaico...
Museu...Teatro...
A coroa do que o cetro...
As rugas com histórias...
O cabelo branco...
Barriguinha é um luxo...
Topete acho feio...
Prefiro aprender...
Não recuso ensinar...
Mas acho muito mais bonito...
Quem tem história para contar...
Um rosto marcado me fascina...
Também tem seu brilho...
Dele não me esquivo...
Lânguido me entrego...
Da carne firme passo batido...
Nela não escorrego...
Acho tão tola essa juventude...
Pouca paciência tenho...
Tudo tão repetitivo...
Enfadonha...
Pode ser que algum dia...
Espero que demore bem...
Deixe de gostar da sombra e da água fresca...
Que só a maturidade tem...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Pizzaria Romanella.
Dizem que o #seresteiro chora...
Por um tempo que passou...
Sem pedir nada...
Ele canta histórias de amor....
Seus acordes atravessam madrugadas frias...
Vagueia pelas ruas e em todas esquinas...
Sobe aos céus em suaves melodias...
E convida aos anjos...
Para nos fazer companhia...
A escuridão então acaba...
Eis que surge a senhora da noite prateada...
Estrelas brilham muito mais...
E no frio da noite que se faz...
Nossos corações se aquecem em sorrisos...
Lembrando de tudo que vivemos...
E do que já quase foi esquecido...
Viajamos no tempo...
E até choramos....
Mais forte bate o coração...
Seguindo o toque do violão...
Eis que sobre as pedras azuis...
O nosso caminhar não é em vão...
Viver...
Sonhar...
Amar...
Isso é verdadeiro...
Cante então para nós #seresteiro...
Sandro Paschoal Nogueira
Quando sonhei com o futuro, pude ver alguns sorrisos de jovens que não têm motivo nenhum para sorrir. Sei que eu e você reclamamos de coisas bobas. Enquanto isso, há famílias que clamam para que não venha água do céu, assim, não tem nenhum risco de abalar a estrutura de uma casa que é feita de madeira e que tem alguns detalhes do acabamento com papelão.
Dói arrumar as malas e ver o amor que jurava sentir, abrir a porta e sair cabisbaixo, te olhando com uma cara não muito boa. E você sabe que ele não vai voltar. Como tantas outras coisas, ele veio, bagunçou, agitou, fez festa e arrumou a bagunça. Ficou quente, morno e por fim, ficou frio. Tão frio que não sentiu-se covarde de ir embora, sozinho.
E eles passaram a noite em claro,trocando mensagens,rindo de coisas bobas,sentindo borboletas no estômago ao se falarem, se amando como se ninguém soubesse o que é amar, planejando uma vida juntos . E quando amanheceu eram como estranhos seguindo caminhos diferentes,dois inimigos mortais. Os planos foram esquecidos,e o amor jamais existiu.
Passando na rua, em Jardim qualquer, havia uma roseira, nessa roseira havia uma única rosa, como se estivesse a espera de pessoa apaixonada, que a entregasse para um grande amor. Ainda me pergunto, será que o dono a deixou de propósito? Foi uma forma de retribuir ao universo que lhe dera uma rosa assim no passado? Talvez nunca possamos saber, mas a rosa permanece ali, esperando algum futuro
As cores do céu estavam mudando conforme nós dois íamos nos tocando. Ele me levou no colo e me deitou com cuidado em cima dos lençóis. Eu o olhava e não acreditava que tudo aquilo tava acontecendo de verdade, tocava seus cabelos enquanto ele beijava meu pescoço... E ali nós passamos a noite toda. Era como se nada mais existisse, éramos só eu e ele – como num sonho. As águas do mar cantavam e dançavam num ritmo perfeito.
"O homem saiu da loja de brinquedos carregando um urso gigante. Não para que pudesse se divertir, ou chamar atenção. Mas para estimular e manter viva a criança que ainda residia em sua alma. E quem sabe assim, pudesse compartilhar essa centelha com os adultos que adormeceram os infantes dentro de si." (Pelúcias para a humanidade - Victor Bhering Drummond)
Se chove, aquelas águas das lembranças duradouras, é uma nova chance para reviver o que passou. Não como um reviver amargo. Lembranças de preciosidade, em que a oferta pode ser maior que a recepção. Liberdade de escolha, não limitada a nenhum padrão estabelecido, simplicidade em optar pelo lado que for.
Muita gente sente saudades de um tempo que demorava mais para passar. Geralmente isso acontece em uma das melhores fases da vida, infância. Lá mora a raiz de nossa memória, as ricas lembranças. Tudo é mais puro, apesar de em nenhum momento de nossa existência existir completa pureza. Mora também, em nossas origens infantis, o começo das grandes realizações.
Não se trata de mais um costume ou ideologia importada lá do norte do mundo como algo perfeito, que não precisa ser revisto. Aqui no Brasil, o sonho de Luther King não será ofuscado pelas neblinas da opressão. Continua vivo, nas consciências e inconsciências, mesmo as que são repletas de medo do amanhã.
Leitura, musicalidade, entrega, reflexões, pensamentos, diálogos saudáveis, amar, ser amado, parar para sentir a água fria de um rio, fazer caminhadas, descansar antes de o corpo começar a gritar por socorro, não guardar mágoas no coração, perdoar quase que de modo divino, buscar o amor ágape. Tudo isso é guardar o coração de qualquer tipo de virtualidades desnecessárias, tempo em que ainda dá tempo de mudar as prioridades nas relações, respirar a beleza da vida.
