Poemas quando eu me Amei de Verdade
Quando um espírito grato se despede daquele ser que um dia lhe disse SIM e transformou-se MÃE... A SUA MÃE!
Quanta humildade nessa despedida.
Quanta beleza!
Vá em paz meu filho.
Meu filho sim! - Pois sempre que uma mãe em algum ponto do mundo perde um filho, todas aquelas que são mães também perdem.
Bençãos de paz e luz.
(Haredita Angel)
08.10.17
Ondes e quandos
Não sei onde
Nem quando
Sei que aqui estamos
Abro os olhos e estou no presente
Fecho os olhos e virou meu passado
De ondes e quandos
Como olhos que se fecham e abrem
Entre as milhares das milhas percorridas
por ondes e quandos
Quando sim e onde não
O futuro pode ser os esboços
Se somos um pouco do amor que recebemos
Somos um pouco do amor que doamos
De ondes e quandos
Um pequeno príncipe dos dilemas
Uma fada mágica de certezas
Uma pitada de Ilusões
Uma pitada de contradições
O que somos e o que podemos ser
Dos ondes e quandos
Nos mistérios aventurantes de cada dia
Conexão Que Não Se Explica
Há um fio que o olho não vê,
mas que vibra no mesmo porquê,
quando almas se encontram no ar
e nem precisam se explicar.
É no toque que nunca se deu,
mas que aquece o que já arrefeceu.
É na fala calada, no olhar,
que se entende sem precisar falar.
Conexão não se força, é do vento,
vem sutil, como um pressentimento.
É abrigo sem pedra ou tijolo,
é silêncio que vale mais que o solo.
É sentir que o outro é espelho,
que há luz até no que é velho.
É ter pulso batendo em sincronia,
mesmo longe, ainda é poesia.
Não se mede, não se dá com a mão,
essa coisa que chamam conexão.
É do plano sutil, da energia,
que dança entre dor e euforia.
E se um dia a vida afastar,
o elo, ninguém vai quebrar.
Pois conexão, de fato sentida,
é laço que pulsa por toda a vida.
Quando faltar amor, sobra distância,
o toque esfria, morre a constância.
Quando o olhar já não busca o olhar,
é sinal que tudo vai desmoronar.
Se a cumplicidade sair pela porta,
a alma geme, a esperança aborta.
Do “nós” só resta um eco calado,
um corpo presente, mas desconectado.
Promessas viram cinza na lembrança,
e o coração já não dança, não balança.
A cama tão cheia, mas fria e vazia,
a voz já não canta, só grita agonia.
E quando o costume toma o lugar,
do que era paixão, do verbo amar,
a vida a dois, a três , a quatro ou mais vira mero teatro,
cenas sem alma, gestos de fato.
Então, que se acabe sem mais fingir,
melhor partir que ao pouco sumir.
Porque amor sem alicerce se desfaz,
e quem ama de verdade não ama pela metade jamais.
“Quando o homem permite que seu espírito enfraqueça, o egoísmo, o orgulho e a inveja tomam posse do seu coração e… Meus pêsames”
Ney P. Batista
Aug/07/2021
Não carregue esse peso desnecessário, perdoe nem que seja por egoísmo, para sentir alívio.
Ney P. Batista
Oct/02/2021
Ah! A maturidade quando vem.
Nada mais importa além do essencial
Um sentimento de esvaziamento
Coisas que vão ficando pelo caminho
Um desapego natural às paixões
E o contemplar vale mais que o possuir
Ah! A maturidade quando vem.
Do ontem ninguém lembra mais, passou!
O hoje é o tempo para construir eternidades
O amanhã é apenas mais um dia de colheita
Não se desperdiça tempo com banalidades
E o que mais importa é fazer alguém sorrir
Ah! A maturidade quando vem.
O desejo de servir é premente
Não importa a quem senão ao próximo
O primeiro que encontrar pela frente
E a gratidão é muito mais que educação
É reconhecimento do coração, amor e emoção
Ah! A maturidade quando vem…
Ney P. Batista
Nov/26/2021
“A sabedoria e a paz nos chegam quando passamos à não acreditar cegamente… Quando tratamos de extinguir de nós a chama que alimenta nosso sentimento de incompletude material e finalmente quando sentimos que a caridade é o combustível para tudo que fazemos”
Ney P. Batista
Apr/17/2022
Saber como e quando corrigir é sabedoria;
saber como mas não quando fazer isso é imprudência.
Saber quando mas não saber como corrigir é ineficácia; mas não saber como nem quando corrigir é inapetência.
Ney P. Batista
Jun/07/2022
Quando o Presente Vira Lembrança
Enquanto estamos no presente, não percebemos o quão bom é viver aquele momento de alma e corpo — às vezes, um simples instante com alguém que você ama de verdade.
O tempo passa e, quando se vê, já se foram dez anos desde que você deixou de ser criança. Já se foram dez anos desde o último momento com aquela pessoa. Já faz tempo que você não aprende algo novo com ela.
As circunstâncias não são mais as mesmas. O amor não esfria, mas os momentos se tornam lembranças — e nunca mais se tornam reais.
Você já não sabe o que é lembrança e o que é imaginação.
Passaram-se vinte anos. E já faz cinco anos que você não a(o) vê, não a(o) abraça, pelo menos.
Ela(e) já não vive no mesmo mundo que você.
E quando você, em sua rotina livre de muitas emoções, se dá conta…
Percebe que já esqueceu a voz deles, as risadas, os momentos.
Tudo o que eles faziam por você.
Você já não lembra que os amava de verdade.
Nunca sequer prestou atenção que ainda dava para amá-los, demonstrar o amor — mesmo que as circunstâncias não conspirassem a favor.
Pode não ser tarde demais, mas lembre-se: nada é para sempre.
“O pra sempre, sempre acaba.”
O QUE EU FAÇO DE MIM
Eu me visto de mim mesma
E uso as máscaras da minha própria imaginação,
Porque sou exclusivamente responsável
Pela minha felicidade e por minhas desilusões.
Não posso, pois, despir-me do óbvio,
Que é estar dentro de mim todos os dias.
Ninguém responde pelo que eu sou,
Além daquela que eu criei para mim:
Eu mesma!
Nara Minervino
Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura.
(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares – Fonte: Domínio Público)
VOCÊ E EU
Podem me chamar e me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir, melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me intrigar
Até sorrir, até chorar
E podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
E que é uma pena para quem me conheceu
Eu sou mais você e eu
Publicado a 18/10/2014
Graz - Österreich, 18.10. 2014
EU Nasci para Jogar Capoeira
Autor: Ronan Marcelino de Souza (Marrom)
Música: Eu Nasci para jogar Capoeira
Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
Sorriso no rosto, molejo no corpo
Batuque , Dendê
Berimbau ta chamando
Chamando você
Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
Morena na roda
Muleque esquiva
Cuidado no Jogo
Regional e de Bimba
Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
Abaixa e levanta
Escorrega e não cai
Jogo combinado
Está sem malandragem
Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
Da volta no Mundo
Respira profundo
Se entra no jogo
Que Deus te abençe
Coro: Eu Nasci pra jogar, nasci pra Jogar
Eu Nasci pra jogar Capoeira.
REENCONTRO
Quis escrever sobre mim. Não me achei.
Fui me procurar. Não me encontrei.
Eu estava perdida entre as minhas ilusões.
Entre os sonhos e devaneios deixei minhas sensações.
E, na ausência de quem fui, fui, de mim, um divã.
Meu afã.
Eu fui minha própria vilã.
Não!
Não foi possível ser eu!
Tão longe de mim eu estava,
Que aos poucos eu não me encontrava.
Alucinei. Gritei. Esbravejei.
Fiz baderna, algazarra.
Eu chorei.
Ganhei forças, reagi, resisti.
Voltei à tona.
A mim reencontrei.
E eu me amei.
E no amor entre mim e quem sou,
Descobri que só sabe de si
Quem verdadeiramente amou.
Nara Minervino
Eu sempre serei eu, minha essência nunca se modificará, o que se modifica em constância é a minha parte que trabalha procurando sua cura diária, que trabalha na conexão com a minha parte mais pura, a conexão com o meu EU interior e meu EU superior;
A centelha que sou, sempre esteve intacta em sua pureza e luz na unificação com o cosmos, com a essência PAI e MÃE;
Nesta infinita jornada, adquiri energias que hoje precisam ser trabalhadas e transmutadas, meus corpos astrais precisam ser curados;
A busca é a da cura das energias que só meu subconsciente conhece, e por não ter a consciência de quais são, ingenuidade e ignorância minha dizer que elas não existem em meu SER;
Sou meu incosciente, meus registros não acessados, é alí onde tudo se encontra;
Sou o que já me foi permitido acessar, e isso é muito pouco diante da vastidão de todas as camadas;
Pouco posso dizer que sei sobre mim, sei apenas a pequena fatia fragmentada do que sou de fato, sou as consequências de todas as minhas ações acumuladas;
Pouco sei sobre mim, e isso às vezes me assusta, mas também me dá uma força inesplicável, que talvez só possa ser explicada através da conexão maior com a força suprema, pela unicidade que somos;
Sou a beleza da incógnita de apenas Ser!
EU SOU aquele que EU SOU
"EU SOU"
Muitos vão tentar me compreender, mas pouquíssimos vão entender e buscar saber quem realmente sou.
A maioria só me imaginará, e me julgará, segundo a sua visão de mundo, segundo suas crenças.
Ninguém está disposto a ir a fundo em algo que desconhece.
E assim seguimos como Seres superficiais, e desconhecidos uns dos outros, brincando de fingir que conhecemos a nós mesmos, nos imaginando, enxergando apenas fragmentos.
EU SOU
"Fortalezas"
Muro alto, inacessível, fortaleza que me cercava, me rodeava;
Cada experiência um tijolo, uma carreira que subia, uma barreira criei;
Inacessível, a vida vai seguindo e ao longo dela uma fortaleza vai nos surgindo;
Visão apurada é preciso, para enxergar além dos tijolos;
De tempos em tempos, eu atravessava a muralha, olhar silencioso, apurado, observador, me mostrava que nem tudo é sombra, existe luz atrás de cada muralha, e nem tudo são cinzas;
Mente inquieta, navegando pela Dualidade que me faz Ser existente, tentando me mostrar que saber se frágil, é aceitar a compreensão de que a fortaleza pode esconder mutas belezas;
Tijolo por tijolo, fui retirando, um a um, deixando meu Templo exposto, preocupada por vezes com o que iria encontrar e mostrar;
Saber se admirar, saber se contemplar tudo o que agora se mostrar, se expõe, se apresenta, sem o olhar desconfiado de que o desconhecido não deve ser explorado;
Dualidades, cinzas, sombras e luz, hoje sei que fazem presentes onde quer que eu vá, onde quer que eu vá caminham comigo, existencia presente, complementos do meu mundo;
Tijolos, vão se esvaindo, estou exposta novamente, preenchida de lucidez, aceitando que ser frágil é sim se esconder, e a minha maior fortaleza é abrir me ao mundo, deixando que ele compreenda que, luz e sombras também habitam o meu Ser.
Não há onde me esconder quando a fuga é de mim mesma;
Hoje meu trabalho principal é derrubar tudo, atenta apenas ao meu telhado que é de cristal, ciente de que nem todos saberão o enxergar com doçura e sutileza, e confiante de que só ficarão aqueles que se identificarem com a tempestade também;
Hoje sei quem sou, não me escondo mais de mim, e é o que me basta, a fortaleza hoje aqui presente, é existencial, acho que fiz um grande progresso!
Gratidão a vida,
Gratidão ao TODO,
Gratidão a verdade do nosso Ser
Seres microscópicos em meio a imensidão, nem por isso insignificantes e invisíveis perante ao "Todo". Agraciada a todo momento, mesmo nos maremotos ou na tranquilidade do meu Ser.
Gratidão a tudo que me vem, a tudo que é adequado segundo as minhas necessidades, mesmo na demora do meu enxergar.
O absoluto é mutável, que bom!
Assim minhas certezas de ontem, hoje não me são tão certas.
Isso me mantém fora da zona de conforto onde não chegaria a lugar algum, apenas a estagnação do meu Ser.
EU SOU aquilo que me permito SER!
Sou grata!
"O Véu"
Antes de qualquer coisa, você precisa saber quem você é, não este EU ilusório que você acredita ser;
Essa Persona que você criou para se mostrar para o mundo, este não é você;
Cheio de dogmas, de crenças, de limitações e julgamentos, de autosabotagem, este, "está" você;
Eu sei que neste mundo incostante você precisa esconder-se para sobreviver;
Mas quem foi que te disse que se esconder é viver?
Você sabe quem realmente é você?
Vamos, descubra, Centelha!
Descubra este véo, e pare de sobreviver!
A vida é um sonho, ACORDE!
Este não é você!
