Poemas quando eu me Amei de Verdade
Preguiça de ser quem eu fui...
Tédio de ser quem desejo ser...
Impaciência de tornar-me aquilo que sou...
ser o que sou, não me basta, mas é a paciência.
Em você eu não mais penso, apenas possuo lamentos.
Seu antigo amor me corrói, mas seu atual orgulho desmedido me reconstrói.
Não quis te esquecer, mas não posso mais te ver.
Só posso crescer, enquanto de longe te vejo em picado descender...
Só to aqui devido uma garota que eu já vi nua,
Ela pediu pra mim fazer uns versus
Na hora eu só tava pensando,
Que ela sem roupa é mais bonita do que a deusa Vênus.
De tanto procurar, achei
Eu tô meio sumido por aqui
Achei quem sempre quis
E sei que sente falta de mim, aqui ou ali
Mas achei quem pode limpar a merda que fiz
É que eu enjoei das discussões com Deus
Após o grande retorno
Abri os olhos e percebi que não sou ninguém comparado a ele
E que não seria nada sem eles
Eu enjoei de muita coisa
Por conta do grande retorno, claro
Eu tinha medo dele voltar e mudar meu pensamento
Mas ele não mudou, apenas achou
Ah, o ser humano é curioso
Amamos falar que os outros erraram
Talvez até devessem mudar
Mas a gente não percebe o nosso erro
E aí, quem nasceu primeiro?
- Oliveira RRC
Alienígena
Eu venho de um mundo onde a gentileza era rainha e, o amor era seu cetro.
Eu venho de um mundo onde tratar bem era um dever.
Eu venho de um mundo onde a maior riqueza era a liberdade.
Eu venho de um mundo onde a família amparava.
Eu venho de um mundo onde a dor era sentida por todos.
Eu venho de um mundo onde havia fé.
Eu venho de um mundo onde os idosos eram os de maior valor.
Eu venho de um mundo onde crianças eram sagradas.
Eu venho de um mundo onde só se matava pra comer.
Eu venho de um mundo onde às mulheres ficavam felizes com flores.
Eu venho de um mundo onde os amigos eram amigos.
Eu venho de um mundo onde o elogio era puro.
Eu venho de um mundo não sei onde estou.
Eu vivo num mundo desgovernado, cuja bandeira é o ódio.
Eu vivo num mundo de barbárie.
Eu vivo num mundo escravizado.
Eu vivo num mundo sem proteção.
Eu vivo num mundo de egoísmo.
Eu vivo num mundo sob efeito de calmantes.
Eu vivo num mundo sem o passado.
Eu vivo num mundo profano.
Eu vivo num mundo onde o sangue corre caudalosamente pelas vielas.
Eu vivo num mundo dominado pela luxúria.
Eu vivo num mundo sem ninguém.
Eu vivo num mundo de mentiras.
Eu vivo num mundo não sei pra onde vou.
Não importa quão difícil é a situação,
Uma certeza eu tenho em meu coração:
Deus comigo sempre estará,
Por qualquer lugar em que eu andar.
Então serei forte e corajoso,
Pois assim me ordenou o Senhor.
Sei que em todos os momentos da vida,
Estarei guardado e protegido em seu amor.
Dá próxima vez que
alguém for te dizer
que te ama, peça
silêncio e diga ao
pé do ouvido:
- Eu quero apenas
você aqui pra sempre!
O Eu Sou que se revelou a Moisés na sarça ardente
no Sinai, também se revela a nós, mas assim como
Moisés precisou tirar as sandálias porquê o lugar era
santo, nós também precisamos entender onde estamos
pisando. Buscamos Deus e sua revelação em tantos lugares
que esquecemos que foi Ele que se apresentou
para Moisés. Ele chamou a atenção de Moisés no deserto,
assim como Ele também nos procura.
NA MINHA NUDEZ
Na minha nudez
Que eu seja um poema
Um corpo, uma alma
Que o rio rasga e o mar beija
Que me beija sem dó
Como eu gosto
Na fase da lua
Numa bela poesia
Na minha nudez
Que eu seja uma letra
Um poema, uma palavra
Um corpo, uma alma
Que o rio rasga e o mar beija
Sem dó ou piedade
Como eu gosto
Na fase da lua
Numa bela poesia
RELVA - CAPITULO 6
Fui ao oftalmologista. Parece surreal mas eu quase cego vou quase que semanalmente ao oftalmo, recebi uma notícia essa semana que me deixou com um sentimento estranho .
.
Nós nunca queremos enxergar as coisas como elas são, sempre maquiamos para que melhor nos sirva, amizades interesseiras, vizinhas fofoqueiras, palavras não ditas. Sempre fingimos não ver. Mesmo vendo. É incrível como somos capazes de negar o que está bem diante dos nossos olhos
.
.
- Sara, fui ao oftalmo ontem - diz Levi com voz cansada deitado na relva.
- Hã, e aí? Novidades? - Sim. Tenho novidades. Farei um transplante de córnea em 2 meses e após 20 dias de recuperação. Irei enxergar normalmente.
- COMO ASSIM?? VOCÊ ESTÁ FALANDO SÉRIO? Sara pula por cima da cerca e abraça Levi com um aperto que o fez rir com o susto e com a cena. - Sim, e as chances de sucesso são altas. - LEVI ISSO É MARAVILHOSO!!! - Sim, Sara também estou feliz, mas assustado também. Não sei como vou me adaptar a enxergar o mundo como ele realmente é. Igual aquele livro que te emprestei lembra? O escafandro e a borboleta. Me sinto daquele jeito, como se estivesse prestes a sair de um coma. Para uma nova realidade.
- Ah, Levi.. bobagem. Eu estarei perto de você. Te mostro esse novo velho mundo.
.
.
Sara beijou levemente o rosto de Levi que sorriu como se procurasse de onde havia vindo aquele toque sutil .
.
.
.
Como eu amo esse garoto, me dá vontade de explodir de chorar em tanta alegria ao saber que ele vai poder sair do casulo e ver o mundo. Quero estar ao lado dele em cada pôr do Sol, cada cor nova que ele descobrir. Eu estarei lá.
.
.
.
Pintamos a vida com a paleta de cores que nos dão. Busque novas cores.
.
.
.
.
.
.
CONTINUA
Deve ter sido amor, mas agora está tudo acabado
Deve ter sido bom, mas eu perdi isso de alguma forma
Deve ter sido amor, mas agora está tudo acabado
Do momento em que nos tocamos até nosso tempo acabar
Eu e minh’alma
De João Batista do Lago
Aqui, diante um do outro,
eu e minh'alma nos olhamos
‒ com olhares narcísicos.
Acima de nós um espírito que nos contempla
admirado e intrigado e esperando o primeiro verbo…
Quem, diante de nós falará a palavra inicial – ou terminal! ‒
num afeto magistral de dois entes que se amam, mas se destroem ao mesmo tempo,
na nave que nos segreda a milionésima parte dos nossos átomos
que nos tornam unos e indiferenciados?
A fogueira do tempo queima-nos diante da divinal espiral
que nos empurra para cima
fazendo com que dancemos os enigmáticos sons
que nos saem dos mais profundos átomos
que nos enfeixam de vida e morte,
como se vida e morte existissem!
Eu diante da minh'alma sou eu e minh'alma.
Sou único…
sou uno!
Sou apenas alma.
Sou apena eu.
Somos o átomo universal na cadeia infinita do universo
que nos produz como carnes e verbos
oferecidos aos lobos que se nos desejam alimentar.
Ó grande espírito que nos espreita,
se nós – eu e minh'alma –
tivermos que furtar o fogo para ajudar a toda humanidade
a superar seus atributos infernais,
assim o faremos.
Em nós – eu e minh'alma –
não há sentimentos de pudicas verdades…
O universo é o espaço e o tempo
que precisamos para gerar nos ventres cosmológicos
os sãos sujeitos de nós mesmos:
a trindade agora é perfeita…
é única…
é una
– eu, minh'alma e tu, ó grande espírito!
Entendido pois está o mistério:
Somos tão somente o verbo atômico universal.
Chance
Hoje eu peço à Deus,
Apenas mais uma oportunidade,
Para assim, poder amar os meus,
Expressando meus sentimentos de verdade.
Se ainda assim,não der certo,
Valeu pela tentativa,
Então,me exilarei em meu deserto,
Minha última e única alternativa.
Deus é amor,
A vida é esperança,
Você pode ser dor ou uma flor,
Porque,causas tormentas e bonança?
Eu só quero uma chance,
Para a vida recomeçar,
Sem mistérios e revanche,
Livre e solto, para amar.
Sonhar os loucos sonhos,
Vividos em toda a minha plenitude,
Daqueles momentos medonhos,
Onde esbanjava a juventude.
Me dê forças para tentar,
Caminhar esse longo deserto,
Sem tua ajuda não conseguiria andar,
Sou apenas esse intervalo incerto.
Intervalo para tentar refletir,
Em todos os momentos que eu vivi,
Essa vontade de sumir,
Por lembrar de quando eu morri.
Lourival Alves
"Eu tô de bem com meu Deus
Que te mandou um abraço;
Vem fazer uso do espaço
Lá do esquerdo do meu peito.
Aqui está a igreja;
Eu adoro olhando as imagens
Que cantam, dançam e pegam
Que eu até me peguei:
Como de mim são iguais?
Semelhantes são as tais
Com o Artesão que as fez.
Não há “primos inter pares”
O Primeiro entre os irmãos
Está à direita do Pai
E é tão bem vindo entre nós
Lembrado ao partir do pão
Fala aos que aqui estão
Ávidos para ouvir Sua voz."
Folhas de diário de amor.
As vezes eu me levanto da grama,
Com meu coração nublado...
Como é que a gente faz dar certo amor de amigo?
De repente eu pensar assim é egoísmo.
O mundo pára quando escuto sua voz.
Quando ele fala mil e uma bobeiras...
Eu acho que eu tenho medo de coisas boas...
Pedi minha mãe uma Dipirona pra vê se passava uma dor por dentro.
Dizem que Dipirona passa tudo.
E será que passa a vontade de ficar mudo?
A gente fica mudo quando se apaixona?
Tá certo, você é um diário mudo apaixonado...folhas caladas.
É tão frio longe da grama
A mão de Levi é quentinha...
Que ele nunca leia meu diário
Que a boca dele tenha gosto de biscoito de abacaxi.
Amém.
Ah obrigada por Arethusa
Ter virado cuscuz de avestruz.
Amém.
Sara Cindy
Holambra, 7/11/2019
Ainda bem que eu tenho você...
O que seria de mim sem Essas folhas?
Quem sabe me achariam morta afogada em tantas palavras.
Talvez eu devesse fazer ciúmes em Levi.
Da turma dos bobos ele dá aula de esperteza.
Vi ele deixando " Nálucia" pegar um papel de carta.
Passa ano entra ano
Ele acha que ainda vai impressionar
Com eles.
É Levi tem suas relíquias
De verdade eu sei lá ás vezes é
Ruim ser amiga de Levi e gostar dele
Um "cado bão ".
Tenho que fingir que não vejo as coisas
Eu queria mesmo é que Levi falasse alguma coisa, tipo que eu sou bonita como Arethusa..
Eu tenho que arrumar um cheiro bom, daqueles que o vento traz.
Ah falei que gosto dele...Ele de alguma forma ele gosta de mim.
Eu acho que ele se assustou.
Acho que quem não vê, gosta mais de que quem pode vê. Vê se pode?
Que Levi nunca veja meu diário,
Amém.
E Que ele nunca esqueça de mim
Que eu seja especial como casco de jabuti.
Amém.
Sara gostava de
Falar coisas estranhas no fim dos seus desabafos.
Sabia que Deus guardava tudo.
E que nas coisas mais simples estava florindo cada vez mais um sentimento verdadeiro entre ela e Levi.
Sara Cindy S.L
Holambra, 8/11/19
Talvez cercado
Por um milhão de pessoas, eu
Ainda me sinto totalmente sozinho
Eu só quero ir para casa
Sinto sua falta, sabe?
