Poemas para Vovó

Cerca de 437 poemas para Vovó

⁠⁠FELICIDADE
Acordar cedinho e tomar o café na trempe da vovó.
Olhar para o terreiro e ver o netinho rolando no relvado.
Encontrar aquele velho livro perdido.
Um banho quentinho de gamela.
O rádio tocando a música de sua adolescência.
Calçar um sapato leve e macio.
O cão brincando com o bichano.
Quebrar o balanço no flamboyant
E o joelho ralado.
Viajar, versejar
Ser gentil.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Saudade da vovó

Lembro-me dela costurando,
E um ou outro neto chamando-lhe.
Na mesa lotada, primeira era servir toda a garotada.

O jardim com seus brincos de princesa, ninguém podia tocar.
Caso contrário, iria uma brigar arranjar.

Com suas economias, fazia de tudo para todos os netos agradar.

Hoje choro ao recordar da vovó que tanto me fez ninar.

Inserida por GUSTAVO-BONIFACIO

⁠Netinho, curioso, pergunta ao seu vô:
— Vovô, por que você conversa com as estrelas e lhes dá nomes?
Resposta:
— Como as estrelas estão aqui e em todos os lugares do universo, são minhas mensageiras e, para não parecer mal-educado, eu as chamo pelo nome.
Mensageiras?
— Sim, elas levam minhas mensagens para aqueles que o vovô tanto gostou e amou, mas que partiram para muito longe.
E você recebe resposta vovô?
— Sim, melhor que no WhatsApp: diretamente no meu coração.

Inserida por giuliocesare

⁠Alegria de vó

Tatá encurta
a distância
espanta
a solidão
colocando
vovó
e netinha
no mesmo
coração...

⁠A CASA DA VOVÓ

Na casa da minha vó
ali me sinto à vontade
Já até monopolizei a TV
prá ligar meu video game
Tem sempre quitutes gostosos
sempre do melhor que há
Tem docinhos , bolos e tortas
Tanta gostosura
Que acho delícia pura
Vóvó não briga com a gente
Aprecia minhas brincadeiras
Mamãe é quem ralha sempre
Porque me acha bagunceiro
Vovó está sempre risonha
Mesmo contrariada
Tem sempre um sorriso bondoso
Me deixando mais dengoso
Um jeito de falar estranho
Que me faz rir escondido
"É centi um,centi vinte , centi trinta
centi quarenta , centi cinquenta..."
E assim segue a sequência
Jeito de falar arranjado
do pessoal do interior
Onde vovó sempre morou.
Embalados neste falar curioso
Vamos construindo frases novas
Sempre com muito respeito
Tudo acabando em risadas.
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Editelima
26/7/2o22

Inserida por editelima

"Menina, lindos olhos tem seu rosto. Ricas faces para mim ver. E as delícias da sua feição menina, é quem me traz para você.
Fui a cadeia cupida, saber da minha prisão, por isso peço compaixão por me ver padecer.
Porque lindos olhos tem seu rosto e ricas faces para me ver.
E as delícias da sua feição menina, é quem me traz para você.

Inserida por tassiobarreto

Sei que não estás aqui nesse plano onde vivo. Sei que estás em um lugar melhor do que aqui. Mas sei que onde quer que estejas, tu lembras de mim, e eu sempre lembrarei de ti. Sei também que não me escutas, quem me dera vez por outra me escutasse, mas mesmo assim falo que sinto saudades de ti. Que neste Natal, mesmo tu estando distante, eu te desejo boas festas, aí, ao lado do aniversariante. Feliz Natal. Te amo.

Quando somos crianças, achamos que o melhor lugar do mundo é na casa dos nossos avós. E quando nos tornamos adultos, continuamos achando a mesma coisa!
Eles são tipo crianças e anjinhos, só que enrugadinhos...

Avó

Avó é a combinação perfeita: de anjo, fada madrinha e gnomo.
É a meninice que parou no tempo, num tempo que não quer passar.
Avó é essa saudade mansa que aos domingos vêm nos visitar, com cheiro de café quentinho e gosto de bolo de fubá.
Avó é uma mistura mágica do que foi e do que será.
É um ser tão encantado que mesmo quando se vai deixa pra sempre na gente o brilho do seu olhar, os odores da infância e esse mistério bonito de quem foi sem nos deixar.

O além é um lugar distante.
Tudo vem do além.
Lá onde moram deuses, bebês, anjos e fadas.
O além é um lugar distante,
tudo vai para o além.
É lá que estão também,
aqueles que amamos,
e que forçosamente nos separamos,
fazem passagem para o além...
O além tem vários setores, tem o lugar dos animaizinhos,
e um outro setor hilário "aquele" das meias perdidas...
Mas agora eu me refiro ao mais especial dos especiais,
onde acontecem milagres e transformações.
Avós, velhinhos e todas gentes que já foram,
voltam a ser bebezinhos,
ficam lá brincando, fazendo um tempinho,
nascem de novo, e voltam do distante além.
O nome do além deveria ser berçário...

Berçário é um lugar distante,
tudo vai para o berçário,
e do berçário, tudo vem...

Possivelmente tenhamos descoberto o ponto inicial de tudo.
De lá entre multidão de inocentes,
Deus, cheio de confiança, tenha demarcado este,
como o marco zero do amor...

Casa de Vó

Por mais que o tempo passe e a sociedade cresça, evolua, se atualize, casa de vó continua com cheirinho de erva doce, camomila e hortelã.
Por mais que o tempo passe casa de vó continua sendo sinônimo de festa: manhãs de domingo, férias, natal, brincadeira e diversão.
Por mais novos que os tempos sejam, colo de vó continua ninho, proteção e aconchego.
Por mais que o tempo passe e as vovós se modernizem continuam a ser nossa segunda mãe, só que com uma pitada generosa de mel e uma dose extra de amor.

Inserida por ednafrigato

“ ... minha linda São Franciscana,
se pisei descalço naquele chão,
arrebentado o dedão do pé num toco
outro dia, tomado banho pelado num córrego
frio; se senti um dia o orvalho da madrugada
escorrendo na pele e a brisa fresca
cantando nas cavernas das orelhas;
se apertei as tetas de uma vaca brava
e provei araticum embaixo de um pé de árvore,
é porque procurava rumo na escrita da história.
Ainda sou devedor da vida, antes de tudo,
uma extensão da terra e dela desconfio
que sou filho que não se desgrenha e com ela
sou verdadeiramente vida como toda mãe propicia.
Cortar esse cordão totalmente não consigo,
essa ligadura é também
essência para viver esta peleja.
De guardar tantas recordações
e de gostar do que vi, faço
este pálido registro, contrariando
o que muito se fala e faz
neste mundo do asfalto,
quando se separa a alma do material
– para dar mais valor a este segundo.
Lembro aqui enquanto ainda é tempo de confirmar,
umas coisinhas de nada, do que vi e vivi
na depressão do rio São Francisco,
onde sitia-se o sertão do homem-terra
ou seria a terra-homem ?
Depois sei, mudaram o mundo
para longe e mudaram de vez,
mas aqui tenho lembranças do amor,
mesmo que me encontre um pouco à margem
de um novo tempo inaugurado...”

Inserida por Virgilio_Silva

(Dona Rosa)

Dedicou seus dias aos filhos que lhes foi confiados por Deus;
Honrou com fé e coragem a família que formastes com sabedoria e muito amor;
Em oculto, chorou pela tristeza de um filho e rogou a Deus para protegê-lo e abençoá-lo, porque pela distância, não poderia abracá-lo e lhe transmitir a segurança dos braços de uma mãe.
Foi "Rosa" com espinhos para defender os que estavam sob seus cuidados;
Foi "Rosa" perfumada com o perfume que a natureza lhe proporcionou na beleza de ser mulher;
Perdeu pétalas e espinhos pelo caminho, mas a ternura e a força para continuar prevaleceram.
Em toda nossa vida, foi a "Rosa" mais bela, e continuará sendo, mesmo que agora és a "Rosa" mais encantadora, que perfuma e cobre de amor o jardim de Deus.

Inserida por EduardoAques

GRACINHA

Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.

Inserida por ItaloSamuelWyatt

LEMBRANÇA

A casa era branca como a lã branca. Nos fundos: o cachorro rottweiler, as mangueiras, carambolas, forno a lenha, varais, ruínas do cantinho deleitoso da finada Narda e o chiqueiro. Centro de Mucurici. Os coqueiros-imperiais a chilrear um canto melindroso acompanhados dos sinos de Fátima compunham as auras interioranas.As solidões de pores alaranjados já enterneciam o poeta da família. A casa era branca como a branca neve. Na varanda: verde-mato. Vértices e colunas prestes a desgarrar da construção. Vez em quando, sentíamos a noite. Branco-breu, sem fundos, sem varada, sem mato. Mas havia a cadeira de balanço e nela vovó sentava-se.

Inserida por ItaloSamuelWyatt

⁠Vou ser avó de menina...

A vida é uma caixinha de surpresas. Frase bem clichê, mas também muito verdadeira.
Hoje saí para trabalhar preocupada com minha nora. Ela está grávida e ontem, durante a consulta, não conseguiram ouvir o coração do bebê. Tensão.
Após a espera pelo resultado veio a notícia. O bebê está bem. E mais, através de um áudio gravado por meu neto, descobri que serei avó de uma MENINA.
Impossível conter a emoção. As lembranças. A expectativa vivida durante minhas duas gravidezes – sempre esperei o bebê nascer para saber o sexo. Recusava-me a saber antes, talvez uma forma de alimentar a esperança que viesse uma menina.
Sempre quis ser mãe de menina e, apesar de agradecer os filhos que Deus me enviou, as sobrinhas que pude ajudar a educar, havia aquele desapontamento, aquela espera que nunca se concretizava em encontro.
Hoje veio a notícia. Minha menina está a caminho. Já é amada desde a primeira espera. Avós são mães que não precisam engravidar e amamentar, bastam amar. Amar muito. Contar histórias, fazer tranças (sabiam que "trançar os cabelos prende as dores e as impedem de se espalharem pelo corpo")? Não sou eu a autora dessa informação, mas acredito nela.
Comprar roupinhas rosas e coloridas, usar laços, dar muitos abraços.
Minha amada e esperada menina, eu você e Michelll vamos brincar muito. Vamos descobrir muitas coisas juntas. Formaremos um belo trio. Vovó já está contando os dias...

Ufa! Você chegou..
Você vai estudar!
Você precisa se formar!
Você vai namorar!
Você tem que noivar!
Você vai casar!
Aliás, preciso dos meus netos,
você vai me dar?
Enfim você chegou, vamos lá..

Inserida por marciodeoliveira83

Lembranças palpáveis


⁠Grama alta, cercas bem feitas, gado gordo,
chuvisco caindo, serração a vista, lama ao solo,
barulho do riacho correndo solto pela mata, pássaros cantarolando na copa das árvores,
dois cavalos brincando com os cachorros de pega, pega,
uma casa na colina, chaminé acesa, cheiro de café no ar e a vovó chamando aos berros todos para o café da manhã.

Inserida por ricardo_souza_5

⁠ Soneto natural


Vivo dias felizes
Vejo pessoas infelizes,
Velejo para Marataízes.


Vislumbro os mares
Velejando ao lado dos pares,
Vangloriando a imensidão dos ares.


Vagando contemplo as aves
Vovô vigiando as saias das mulheres,
Vovó apaixonada pelo padre.

Inserida por nathan_valentim

Constância,

O puro do coração de uma criança,
Todas as alegrias da infância,
Misturada à sabedoria da idade,
Ah!
Mas, que saudade...
Quando a morte bate na porta,
Já não se sente mais a aorta,
Em minhas mãos se foi,
Como a última partida da nossa escopa de quinze,
As brincadeiras de madrugada de caixa,
Nossa lanchonete,
Pesqueiro no teu tanque...
Tanta coisa,
Coisa de Vó,
No teu último suspiro,
Em mim foi quase um tiro,
A saudade aperta,
A lágrima é certa,
Nunca irá existir outra como a Senhora,
Apavora...
Nossas idas à praia,
As caminhadas pegando as conchinhas enquanto o sol ainda preguiçoso raiava,
E você lá comigo,
Meu abrigo,
Só pra me fazer sorrir,
Me ensinou o que é o sentir,
E sinto você na minha estrada,
Seus pezinhos marcados na areia,
Unhas sempre feitas,
Vermelhas,
Me dizia que eu era seu ouro,
Um tesouro,
Porque ela tem coração de criança,
Ela é minha Avó,
Ela é Constância,
Essa foi a minha infância.

Inserida por LeticiaDelRio1987