Poemas para Amigos que Ja Morreram

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⁠Bom Dia, Xiluva Xanga (Minha Flor)
Bom dia, Xiluva Xanga,
Nesta manhã fria, o sol já brilha.
Mas o meu coração, cheio de saudades, chama-te,
A procurar o teu calor, a tua maravilha.

És a minha flor, a mais bela do meu jardim,
Perfume e cor que a minha vida alegra.
Sem ti, a nossa cama ficou tão grande e fria, assim,
E a insónia, sem o teu abraço, me apega.

Não consigo dormir só, meu amor,
É o teu toque, o teu cheiro, a tua paz que anseio.
Volta logo, Xiluva Xanga, por favor,
Para preencher o vazio e o meu peito cheio de saudades.

Volta, meu amor, que o dia já se ergue,
A aguardar o teu regresso e a tua presença.
Bom dia e agradável quarta-feira, minha querida,
Um beijo do teu amor, que te espera com veemência.

Inserida por MISD

Saudades

⁠Saudades são pequenos ecos do que já foi um cheiro, uma voz, um olhar que não volta,
mas insiste em ficar dentro da gente.

Em curtos espaços de tempo,
elas aparecem como vento leve,
ou como um silêncio pesado.

Não precisam de muito para doer,
nem de muito para aquecer o peito.
A saudade é o que resta quando o tempo passa,
mas o sentimento permanece.

Inserida por reinaldohilario

⁠Ela dança na terra
com os pés fortificados,
junta tudo o que já possui
e não deseja bens preciosos.

Inserida por mariaia

⁠Andei muito por aí
já rodei esse país
do Oiapoque ao Chuí
já fui da copa a raiz
mas de tudo que já vi
o nordeste onde eu nasci
é que é lugar pra ser feliz.

Inserida por guibson

⁠Saindo da Coxia

Estrear em algo é como nascer de novo
mas num lugar já conhecido.
É que a novidade não está no mundo.
Este segue sendo o mesmo
perpetuando o Medo de mudança.
O que estreia hoje é a artista
gerada no silêncio e na solidão do Ser.

A poesia é da Alice,
mas a alma
virou Coragem.

Com a palavra,
Alice Coragem.

Inserida por alicecoragem

Jesus ⁠Cristo já dizia:
"Não pode a árvore boa dar maus frutos."

Quando alguém te ignora, fere, trai ou se afasta sem compaixão diante da primeira adversidade, revela que seu coração continua preso a si, distante do verdadeiro amor que compreende e acolhe.
Mesmo que a dor seja real, escolha sempre o perdão.

Inserida por hiltonvinhola

⁠Tudo o que sou, alguém já foi. Mas ninguém foi eu com tanta verdade. E se você me entender, não será com os sentidos mundanos — será com a parte de você que talvez se perdeu,
mas ainda vive…
e grita pelo mesmo

Inserida por guilherme_anky

Amor
Eu te conheço. Já te vi inúmeras vezes e em tantos lugares.
Te vi na telona do cinema, sendo representado por um casal apaixonado.
Te vi na rua, entre um casal de idosos que te descobriu ainda na juventude.
Te vi na escola, naquela beijaria adolescente que transbordava intensidade.
Te vi no prezinho, onde duas crianças se apaixonaram uma pela outra, sem nem entender direito o que estavam sentindo.

Mesmo tendo visto pessoas te destruindo por inteiro,
às vezes porque você chegou na hora errada,
outras vezes porque alguém escolheu estar só,
eu ainda acredito que um dia te encontre, Amor.

Mas por favor…
Quando eu te encontrar, não fuja de novo.
Não brinque de pique-esconde comigo.
Seja direto, não confuso.
De confusão, já basta a minha mente.

Quando me achar, diga:
“Você me encontrou. E eu também te encontrei.”
Porque eu já sou um jovem estressado, cansado e sozinho de tanto te esperar, meu Amor.

E se, por acaso, você não quiser aparecer na minha vida através de uma moça…
então por favor, me faça te sentir nos momentos leves:
num pôr do sol, na praia, na chuva… na neve.

Mas por favor…
pare de só aparecer no lugar onde eu MAIS te vejo:
nos meus sonhos.

Porque quando eu acordo, sinto uma baita saudade…
e você não está ao meu lado.
E às vezes, eu penso que talvez…
você nunca esteve de verdade.

Inserida por Martinal

Sonhar acordado

Ele era de sonhar acordado. Imaginar o futuro sempre foi seu forte. Ele já se imaginou em tantos lugares, fazendo tantas coisas diferentes — se os sonhos fossem realidade ele teria que se dividir em 10 para viver todas essas realidades. Tudo o encantava e o fazia se imaginar ali, sendo aquele desenhando ou sentado naquele escritório ou até conversando com pessoas, tentando entendê-las. Fato é que ele sempre foi bom em muitas coisas, em criar, praticar e em escutar, mas a duvida, a indecisão ou o medo ainda o paralisa em meio de tantos "sonhos", o fazendo estagnar-se e pensar, e agora? Ele quer simplesmente poder viver suas melhores fantasias, ter pelo menos um minuto — mesmo que em forma de romantização, daquilo que ele sempre sonhou acordado, para sentir aquele sentimento inexplicável de, eu estou vivendo um sonho.

Inserida por joaquim_neto_1

⁠Registrado

"Quando Me Reconstruí em Mim"

Sim… já me desconstruí diversas vezes em espaços que nunca foram meus. Emocionalmente, me doei onde não cabia; silenciei meus gritos em nome de uma paz que jamais me pertenceu. Apaguei meus traços para me tornar cenário em histórias que não me reconheciam. E, por muito tempo, confundi aceitação com ausência de mim.

Mas foi no silêncio do meu cansaço que reencontrei o sussurro da minha alma. Entendi que não há beleza em caber onde a gente se encolhe. Que há dignidade em partir de onde a alma já não floresce. Foi então que recolhi meus pedaços — os que chorei, os que calei, os que resistiram — e me reconstruí… sem pressa, sem moldes, sem medo.

Hoje sou inteira, mesmo quando trago falhas. Não porque alcancei a perfeição, mas porque acolhi minhas imperfeições como parte do meu caminho. Sou feita de intensidade — e isso não me diminui. Me basta. Não peço permissão para ser quem sou. Tenho orgulho da personalidade que construí, das convicções que me sustentam, da lealdade que ofereço sem reservas.

Aprendi que viver a minha verdade é um ato de amor-próprio. E ser fiel a mim mesma é o maior compromisso que firmo todos os dias. Porque não há mais espaço para ausências dentro de mim. Agora, sou casa — e minha alma mora em paz.

E, se um dia alguém se perder de si, que saiba: é possível voltar. É possível se acolher com ternura, se refazer com amor e florescer com coragem. A reconstrução é um gesto sagrado de quem escolhe, mesmo ferido, não deixar de ser inteiro.

Inserida por rosangela_montano_1

⁠Entre crentes e ateus,
alguns humanos, a meu ver,
entregam-se às mãos de Deus
quando o Diabo já não os quer.

Inserida por AntonioPrates

⁠Enquanto você lê...

Te procuro no silêncio,
Lá você já está,
Com a cabeça nas nuvens,
Um livro sempre à terminar,

Tem sorriso que sussurra,
Olhar que voa sem pedir licença,
Um pezinho miúdo que pisa leve,
Mas, deixa rastro em presença,

Fala pouco por mensagem,
Fala muito quando fica,
Ainda que sem palavras,
Confortavelmente,
Olhando pela janela do meu quarto,

Buscando a lua que nem sempre tem,
Um holofote
Com seu teatro na alma,
Um vinho no fim da trilha,

Depois bota um filme para não assistir,
Mas deita no meu peito como quem sabe onde ir,
E eu?
Amarro teus punhos com cetim,
Não para prender,
Sou ninho, não gaiola,

Mas, naquela hora, quero despertar o desejo,
Te desenho com a ponta dos dedos,
Tua respiração tropeça em mim,
Você é poema, som no silêncio da paz,

Fala pouco, mas me escuta inteira,
Qualidade,
Não é quantidade,
Para duas pessoas inteiras.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Todo começo sempre terá um final
Dizem que esse já é um futuro marcado
Falam que são mais espertos
Mais algo me deixa inquieto
Não quero ser mais um perdido no deserto
Eu não aceito o certo
Se essa sentença fosse verdadeira
Já estaria acabado minha certeza
Que o seu amor me vira de ponta cabeça
Me enlouquece de uma forma tão intensa
Então prefiro tirar a cabeça
Do que viver uma realidade que você não esteja

Inserida por Pedro7849

⁠ela deixou o básico porque já tinha provado o real

ela não amava com urgência.
amava com gravidade.

não pedia reciprocidade
mas também não ficava
se precisasse explicar o óbvio.

nenhuma palavra dela era dramatismo.
nenhuma ausência, punição.
ela era do tipo que permanecia
só onde o tempo não fosse desperdício.

não fazia promessas.
fazia chá.
abria espaço.
sabia quando não falar
era a forma mais limpa de amar alguém.

tinha deixado o básico anos atrás.
não por desprezo,
mas porque aprendeu a reconhecer
o que não a fazia crescer.

o amor, quando chegou,
não teve explosão.
foi como quem abre uma janela
e percebe que o ar sempre esteve ali,
mas ninguém ousava respirar fundo.

não era o amor da falta.
era o da medida certa.
o que sabe a hora de tocar
e a hora de recuar sem ser ausência.

nele, ela não virou poema.
não virou museu,
não virou fuga.

virou só o que sempre foi:
corpo que sabe sentir.
voz que não vacila.
alma sem dívidas.

ninguém a chamou de intensa.
ninguém a disse demais.
porque quem chegou tarde
não teve nem tempo de nomear.

o amor bom,
quando a encontrou,
soube que não precisava salvá-la.

só precisava
ficar.

Juliana Umbelino

Inserida por Umamineira

A Dor Que Não Tem Nome
⁠Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.

O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.

As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.

Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.

A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.

Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.

E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.

Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.

Inserida por silvano_eising

⁠Já tem um tempo que não escrevo.
É porque, às vezes, eu me perco
nos meus próprios pensamentos.
A única certeza é o tempo.
Ele não para, mas acaba — e a pergunta é:
em qual nível você quer estar quando ele acabar?

Inserida por crdranka

⁠O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.

Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.

Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.

Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.

Inserida por VictoRodriz

⁠ Tendo já dito em palavras, escrito com coração, sinto o romper de tudo que foi sonhado, dos caminhos trilhados, gostaria de gritar-te mas estou preso na rouquidão de meus pensamentos .
sinto o luto de tudo que vivemos e planejamos viver, acredito tê-lo amado sozinho se apenas um coração chora; no devanear das emoções
sinto a brisa fria de sua partida.
não sei se por despeito, ou por pura tolice, ou nunca foi amor ?!
apenas o costume
em ter a certeza de que me ter por perto.
gostaria de expressar desprezo, ser indiferente talvez
com discurso pronto me achego a ti, mas quando te vejo as palavras esqueço e me desfaleço em amores por ti.

Inserida por yohanna_kethleen

⁠A era do novo normal já passou.
Agora, é tecno-coexistência em vida algorítmica.
E isso pede mais do que atualização: pede presença.

Inserida por lenora_santos

⁠Servo do Eu

Seu vício alimenta-te, matéria corporose,
Esquece-te de teus movimentos,
Pois já não és senhor de ti — és servo do eu que te devora.
Teus olhos veem, mas já não contemplam,
Teus passos seguem, mas não mais escolhem.
És arrastado por correntes invisíveis,
Que tu mesmo forjaste, dia após dia.
O desejo vestiu-se de rei,
E tu, súdito fiel, curvado ao trono do hábito.
O espelho já não te reconhece,
Pois o reflexo é de um estranho sem vontade.
Corpo e mente em guerra silenciosa,
Onde o grito da razão é abafado
Pelo sussurro doce da repetição.
És o que repete. És o que consome. És o que se apaga.
E ao fim do ciclo, se fim houver,
Resta a dúvida sussurrada ao silêncio:
Quem é teu dono?
Ou foste tu quem se deixou possuir?

Inserida por LeonidaFerreira