Poemas Oi Amor
Você é fogo que chama, é água da minha sede,
É o suspiro do meu respiro, é o mar do meu amar à vista do luar.
O seu nome é a minha vontade preferida, docê, oxe, com dendê, amor, valor e fator.
Eu sou a luz que ilumina seu caminho, mas você é minha sombra mais obscura.
Eu sempre abraço, mas nunca recebo. Eu sempre ligo, mas o único que não recebe ligação.
Eu sempre mando mensagens, mas o único que não recebe respostas.
Eu sempre mando textos, mas nunca recebo respostas.
Eu posso te amar, mas o que me garante que você vai aceitar esse amor, se não for o que você quer.
Foi sorte eu te conhecer? Ou esperança em dias melhores no amor?
Você acredita que eu deva continuar e insistir em ti? Ou eu posso conhecer outro alguém?
A sinceridade é a melhor conexão para libertar um ser só.
**Nas Órbitas do Não Correspondido**
Em teu olhar distante, vejo estrelas a brilhar,
Constelações que não alcanço, no firmamento a desenhar.
Minha alma, como um cometa em sua trajetória solitária,
Arde em chamas ao rasgar tua atmosfera imaginária.
Anseio por tua luz, como a Terra pelo Sol a girar,
Mas, em meu eclipse, somente tua sombra a passar.
Tua presença, como a lua, controla as marés do meu ser,
Nas noites de solidão, tua ausência é o que vem a crescer.
Tento decifrar-te, qual astrônomo ao céu profundo,
Buscando em teus gestos um sinal, um mundo.
Mas, como um buraco negro, teu coração oculta seu brilho,
Deixando-me a orbitar em torno do vazio, sozinho.
No entanto, como a esperança de uma nova aurora boreal,
Guardo o desejo de que um dia meu amor possas notar.
E embora sejamos dois corpos celestes em fuga orbital,
Sonho com o alinhamento que possa nos juntar.
Será que devo seguir este curso, persistir neste vão amor,
Ou como as marés mudam, devo encontrar nova direção?
No universo de possibilidades, procurar um novo calor,
Ou resignar-me nesta galáxia de tua eterna rejeição?
Astronomicamente falando, somos universos em expansão,
Movendo-nos juntos, ainda que apartados pela imensidão.
Cada estrela cadente, um desejo secreto em confissão,
Neste cosmos do sentir, buscando gravidade, encontro ou não.
Assim, permaneço um astronauta perdido no espaço de ti,
Navegando no escuro, guiado pelas estrelas de tua indiferença,
Até que talvez um dia, por algum milagre cósmico, aqui,
Encontres em minha órbita, tua casa, tua essência.
Depois de 3 anos, dezenas de emails enviados ao consulado, cidadania italiana;
Depois de 2 anos, 2 mil horas de vídeos assistidos no youtube e telegram, 2 mil curtidas no instagram, centenas de comentários em perfis de estranhos, novela turca.
Cada um, por seus motivos, acha que o esforço valeu a pena.
Quem sair por último, apague as luzes e desligue o ar condicionado, porque aqui é muito quente.
Entre dores e pontadas no Coração eu senti
Essa é a minha jornada, esquecer o que vivi
Buscando alternativas, eu não tive solução
Escolher perder a vida, ou Sangrar teu Coração?
Soneto I
Amo-te por amar, sem condição, Pois amar por razão, seria ilusão. Não sei porquê, mas te amo, não, Outra forma há de amar, só a paixão.
Te amar assim, sem lógica ou razão, é a única maneira de me entregar. Não há conveniência em meu coração, Amar-te é simplesmente me encontrar.
Por que amar? Não sei responder, apenas sinto, Este amor que transcende qualquer explicação. É a essência pura, que em mim habita, e eu minto,
Se não confessar, é você, minha inspiração. Então, que seja assim, um amor instinto, Que só sabe amar, sem pedir razão.
Nunca tive medo de ir embora...
De despedidas...
Dos últimos abraços e últimos beijos.
Tenho medo de continuar e me perder de mim...
De me negligenciar tanto ao ponto de não me reconhecer mais.
Tenho medo de amar sozinha...
De estar junto na solidão.
Tenho medo de abraços frouxos e beijos sem vontade...
De dizer te amo e ouvir o silêncio...
Mas de ir embora...
Ir embora não me apavora
Se as palavras não dizem
Se os meus olhos não transmitem
Se as atitudes não comprovam
Se os sentimentos não demonstram
Então que o TEMPO seja a única forma plena de verdade e assim fale bem baixinho aos seus ouvidos que eu sempre te amei desde aquele dia, hoje, amanhã e até o fim de nossas vidas
MENTIRA
Acreditei em ti, poética, no emocional
Verso, foi assim, que me vi com ilusão
Cevando dentro de mim algo especial
O amor singelo e ledo, na composição
Pensei ter alcançado então, um final
Enredo, cheio de alegria, de emoção
Tão desejado, e, tão transcendental
Num soneto com sentido e sensação
Tudo em vão, mentiste, burlou tudo
Disfarçou cada detalhe do conteúdo
Deixando túrbido poetizar que delira
Ah! a ode de paixão que tanto ansiei
E o sentimento que contigo poetizei
Acabou, afinal, sendo uma mentira!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
08 maio, 2024, 13’18” – Araguari, MG
A COISA MAIS LINDA DO MUNDO
Acordo mais cedo
apenas para te ver dormindo
e saio em silêncio para não te acordar
Volto mais cedo
só para te encontrar sorrindo
e quando for a hora de me deitar
afasto para longe de mim o sono
somente para novamente te ver dormindo
Eu quero estar com você
Desbravar esse olhar tão lindo
Em cada amanhecer.
Eu quero estar com você
E te preparar café
Vendo você cantarolar enquanto escreve
Eu quero estar com você
Sentir seus pés gelados a noite
Eu quero estar com você
Mergulhar na minha alma
Enquanto sinto a tua paz.
Eu quero estar com você
Não só porque te amo
Mas porque amo tudo que nós somos juntos.
PERDURAR
Se poeto verso cheio de piedade
Com rima leve de coração gentil
Retalham-me inquieto e tanto vil
Com a poética cheia de vaidade
Não quero maldade, nem deidade
Tão pouco um cântico mais hostil
Mas sim, sensato, amoroso e sutil
Feito com sentimento e suavidade
Meu amor delira, meu peito chora
Sinceramente, no prosar e, assim
Embriagado na inspiração, aflora
Ah! Paixão, dá-me o tom no viver
Tira a exclusão de dentro de mim
Para não deixar a emoção morrer.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 maio, 2024, 12’28” – Araguari, MG
Por anda vagueias, alma traquina
Ainda sobre as ondas do mar
Ou jaz na areia
Exausta intensa inteira
Eterna menina
O perfume que sentes
E segues inebriada
Entre rios e mares e campos e vales
Banha-te de mil prazeres
E tu, alma travessa, não te contentas com nada
Arrisque fincar morada
Experimente um breve pouso
Vislumbre por um único instante o infinito
E eternizarás em ti a paz que anseias.
Se por um fio atravessas mil mundos
Numa piscadela alcanças a luz do fim do túnel
Ja é dia onde há pouco era escuridão
Acalma teu coração no sonhar
E seus sonhos realizar-se-ão.
Não se esqueça de mim, ó mulher amada,
Pois em cada batida do peito, tua presença é gravada.
Neste intrigado jogo do tempo e do vento,
A saudade jamais abalará nosso sentimento de amor.
No silêncio da noite, olhamos o mesmo luar,
Sentimos o mesmo vento acariciar nosso olhar.
A distância não é barreira, mas um desafio a vencer,
Pois em nós arde um amor que jamais irá se desfazer.
Às vezes, uma voz tem o poder de transformar nosso interior de maneiras que palavras mal conseguem descrever. Ouço sua voz e é como se um novo universo se abrisse dentro de mim, onde a alegria não apenas visita, mas decide fazer moradia permanente. Essa sensação se torna uma tatuagem sob minha pele: indelével e profundamente pessoal.
Cada nota, cada sussurro parece pintar cores novas em minha alma, cores que talvez eu nem soubesse que existiam... E em cada momento de silêncio, essa tatuagem vibra com a promessa de mais risos, mais canções, mais vida.
Neste mundo barulhento, onde tantas vozes ecoam, encontrei uma que me faz parar, ouvir e simplesmente sentir... às vezes, gritar para se calar! Que sorte a minha, ter tais tesouros que ressoam tão verdadeiramente dentro de mim.
MÃE É VERBO. DE AÇÃO
Mãe não é uma palavra qualquer.
Não cabe em qualquer definição.
Mãe é verbo. Está sempre em ação!
Mãe é verbo regular
perito em descobrir nossas irregularidades.
Mãe é verbo que só deveria
ser conjugado no presente e futuro.
Mãe não tem limites,
sempre encontra tempo
para “aninhar” todos os filhos.
Mãe é verbo em todas as vozes.
É voz ativa que nos ensina,
voz passiva que ouve nossos silêncios
e aquela voz reflexiva
que seguimos como exemplo...
Mãe é um sem número pessoas
numa mesma mulher.
É tão singular e plural
que no mundo não há outra igual!
Mãe é verbo em permanente estado
de amor, emoção e dedicação.
Ângela Rodrigues Gurgel
oia oia, passarinho
o céu não tem caminho
a liberdade é o combustível
pra tua asa, passarinho
oia oia, passarinho
e se tu cantas pra mim
te faço um ninho no meu peito
e tu nunca mais vai longe assim
oia oia, passarinho
não entendo o seu pranto
pois pro passarinho livre
sua casa é em todo canto.
um velho me visitou o sono
e me entregou de presente
o que parecia você
vou de encontro ao futuro
onde moramos juntos
e pensar em você só preceda te ver.
