Poemas Melancólicos
"Lugar Nenhum"
Meus sentidos estão falhando, minha mente viaja para longe do meu corpo. Sou arrastada para as memórias obscuras, não vejo, não ouço, não sinto nada. Minha alma flutua pela ponte da lembranças, não existo. Mas ao mesmo tempo, estou em todos os lugares. Não interfiro, não participo, estou aqui, e não estou. Não respiro, não posso chorar.
Quando ninguém realmente se importa ou mostra se preocupar com certo indivíduo, este pode encarar isso como duas situações: ou esse ser é provido de liberdade, ou é um ser que sofre com a extrema solidão de seu caráter.
Superação é a chave para abrir os portões que bloqueiam o caminho de quem já sofreu por algo ou alguém ao longo da jornada que vivemos. Porém, esta só é alcançada por aqueles providos de vontade, o que se diz contraditório à situação de sofrimento, já que, por sua vez, retira toda e qualquer vontade do Homem, seja ela de cunho bom ou ruim. A melancolia eterna ecoa na mente de um indivíduo que, hoje, não passa de um grão de areia em meio à tantas outras semelhantes à ele.
Não sou poeta, mas carrego em mim a aurora da poesia. Minha mente é um cosmos de murmúrios, porém, de meus lábios desabrocha apenas um sorriso fugaz. Por dentro, palpito com fervor e vigor, mas na vida exterior, mantenho-me recolhida. Posso parecer gélida, distante, mas no âmago, sou labareda e brasa que consomem em silêncio. Sou mais que um corpo, sou a síntese de uma essência ardente e enigmática, uma melancolia profunda, um mistério até para mim mesma.
"Nas sombras da saudade, o silêncio ecoa, memórias desbotadas e lagrimas a toa, no peito um vazio... A solidão, persiste... Versos tristes dançam, assim a melancolia existe."
Viver pode ser difícil, mas ficar preso ao passado é como pausar o tempo e impedir o próprio crescimento.
"Escrever é abrir o coração e deixar aflorar os sentimentos. O coração é a janela pra alma. Os sentimentos revelam caráter, maturidade e as sutilezas do amor. Numa página, a alma se enche de alegria e contentamento, já na outra, a melancolia pode encher os olhos de lágrimas e saudade."
Tenho saudades de um amor que não vivi. Tomei o trem errado e demorei demais a me dar conta, agora vivo com esse vazio de não ter experienciado tudo aquilo que projetei para minha vida.
Não há solução na poesia, apenas o aconchego do que já se sabe.
É um encontro entre quem perdeu, quem vai perder e quem já morreu.
Muitas pessoas tentam compreender o que se passa na minha mente ...
Mas a verdade é que nem mesmo eu sei o que se passa na minha própria cabeça.
Alvos de uma sociedade que só se importa com as aparências. o que nos leva a se tornar vazios e malancólicos. Esse sentimento de exclusão e diferença vive dentro de nós, e ás vezes dói..
Fui entrar nessa de ter o coração roubado, e no fim o que foi roubada foi a minha alma. Levou de mim o que era puro e ingênuo. Não existe mais "nós", agora apenas existe vocês, eu não existo mais. Como o ar, sou onipresente e invisível. Levou de mim o que eu achava que eram rosas, e deixou apenas espinhos, me enrolo cada vez mais a este arame farpado. O que era solidão pra mim: a pior coisa que um ser humano poderia vivenciar. Agora é meu lar e devo aceitar. Já que foi-me roubada a humanidade. Eu entrei nessa roubada e saí com 3 tiros. Um na testa. Um no peito esquerdo. Um em minha coluna, que agora é partida. O que era divino pra mim: estar sempre com você e sorriso alegre. Agora sou eu e solidão, unidos carne e unha.
Aquele determinado sentimento de inutilidade e fraqueza nos auxilia a se auto compreender, principalmente em situações em que a belíssima solidão nos abraça como o conforto de nossas casas e a mais incrível e eterna melancolia mental nos cobre com seus cobertores ideológicos para, enfim, descobrir os segredos do nosso caráter mais profundo e pensador que já existiu.
A emoção foi tanta que o coração não coube; transbordando, assim, pelos olhos em forma de lágrimas...
E o silêncio de Deus passa mas volta e pede licença para adentrar teu coração em agonia, e confabular com tua alma que nesse instante busca decifrar os mistérios dessa vida em atimia...
No ponto mais alto e tenso da fita, Sebastião, para extrema surpresa e desagrado de Mr. Pratt, pôs-se a rir a valer, enquanto Clare, também contendo o riso, lhe puxava a manga do paletó, num esforço inútil para fazê-lo parar. Devem ter se divertido muito, os dois juntos. E é difícil de acreditar que todo esse calor, toda essa ternura, toda a beleza disso tudo não tenha sido recolhida, não esteja guardada carinhosamente, de algum modo, em alguma parte, por alguma testemunha imortal de uma vida mortal
A rememoração, assim como as telas de Rembrandt, é sombria sem deixar de ser festiva. Os rememorados vestem suas melhores roupas para a ocasião e ficam sentados sem se mexer. A memória é um estúdio fotográfico de luxo numa infinita Quinta Avenida do Poder
