Poemas Linguagem
Quem cria chega perto da divindade, a arte expressa a linguagem da alma.
O nosso corpo é um recipiente apenas de algo muito maior que não podemos explicar.
Talvez sejamos o portal de outro mundo, trazemos de lá tudo que aqui podemos acrescentar.
Linguagem padrão
Para que escrever de forma tão erudita?
Para que dizer o que sente como no simbolismo?
Os sentimentos mais belos são simples,
Não necessitam daquelas palavras usadas tão raramente,
Tão cultuadas por muitos,
Aprendi.. que para sermos felizes não precisamos nos esconder,
Perdemos do amor com formas,
O verdadeiro sentimento está no espontâneo, não no pensado,
O verdadeiro sentimento está dentro de cada um,
Libertado assim que encontra alguém com a chave certa..
Podemos procurar, procurar, e não encontrar,
Podemos achar. No entanto não ser o momento,
Podemos nos culpar, por ter perdido uma chance,
ESQUEÇAMOS a forma, o que importa hoje e agora, é o sentimento..
Imagino como seria a vida.. se todos falassem assim como a forma culta nos diz que é correto
E não como é o desvio do padrão. Quantos amores poderiam deixar de ser relatado?
Quantas histórias ficariam apenas nas lembranças?
JOGUEMOS fora tudo que possa nos impedir de escrever..
Não é legal, escrever o que sente, do jeito que sente?
Sem sofisticar? Sem querer impressionar?
Para mim, isso é o que importa,
E para isso escrevo.
As palavras não são apenas instrumentos de linguagem. São, na verdade, força de manipulação.
A forma, o contexto, a ordem e a organização delas podem exprimir uma mesma questão de formas tão diferentes quel, em sua mente, delineará uma situação diferente para um mesmo fato.
Ela também define pessoas. Não por conta do significado das palavras ou adjetivos, mas por sua entonação e, ao contrário do que se pretende, o interlocutor não é quem define, é quem é definido por conta de suas palavras de como faz usa delas.
Basta ver o quão antipáticas algumas pessoas soam ao dizer algo que qualquer outra pessoa diria de forma doce, meiga, adequada.
Então, as palavras não apenas em suas traduções literais, mas em todos os parâmetros envolvendo-as, constroem personalidades às quais, sem perceber, possam nos aclamar ou nos destruir.
Não há que se reclamar da opinião que os demais tenham sobre nossa pessoa, afinal, é de nossa responsabilidade o uso das palavras que entonaremos.
Sendo assim, as palavras nada mais são do que víceras expostas que diagnosticam nosso eu emaranhado à nosso estado de espírito e à nossas reações diante das ações e dos fatos.
Cuidar das palavras e da forma como vamos utilizá-las é, portanto, cuidar de nossa imagem, reputação e de nosso eu.
Há futuro, que agora vira presente,
Há uma linguagem que não me mente.
Há vários olhares sobre um mesmo ponto,
Há um pouco de utopia e nostalgia em cada conto.
Quero aprender a falar com você na linguagem do amor
Mergulhar nos teus rios de prazer sem sentir dor
Olhar para o céu e dizer que você é meu grande amor
Saiba ler o seu coração, e aprenda a ler a sua linguagem interior
Os ensinamentos da vida estão escritos em letra de imprensa nas páginas do tempo
Seja o seu próprio mestre, e aprenda a ler os sinais que ele lhe emite
A LINGUAGEM DO AMOR
Que o amor seja doloso e não venal
Que a musica embale a dançaria cabal
Aumente paulatinamente o ritmo da valsa
E vagarosamente vire tango frenético na graça
Do olhar-flecha o qual atravessa o singelo som
A gritaria dos motores lá fora não muda o tom
Cortesia quando segura, aperta afofando e dura
O tempo inteiro de um coma, segura, perdura...
Volta quando a maior nota aguda recomeça.
O ritmo esvoaçante, na melodia, ingressa
O corpo manobra nas esquinas da música
Cambaleia em pluma, na maior altura
E cai em tesoura aberta, nos braços
De quem já fez multifárias, esses passos
Marcham no trote cavalo Marchador
Firmam os passos sem mostrar qualquer dor
O lastro do vestido sustenta o mármore de pernas
O amor na música é, em suma, essa doce conversa
Íntegros corpos e almas, hermeticamente, unidos
Em uma uníssona nota, são de fora, confundidos
Até quando desligarem, em incógnita, o som,
Os acordes mentais repetirão o Pisom
E multiplicará em afluentes herdeiros
No vasto cristal de amor, o espelho
De rios surgirá o Crescente Fértil
As nuances do primeiro projétil.
Num desequilíbrio de pernas
Imprevisto na vontade eterna
Corações voam às alturas
Amor é tango, não luta.
Havia uma velha dama de Praga,
Cuja linguagem era de todo vaga,
Quando lhe diziam: “São toucas, essas que vês?”, ela respondia, “Talvez”
Essa oracular dama de Praga.
Enquanto existir Respeito
As pessoas falaram as mesmas Linguagem
Quando o respeito acabar
As pessoas não mas entenderão
A linguagem uns dos outros.
vou cheirar seu cabelo tao forte que voce vai ficar careca
nao se assunte com minha linguagem de poeta
mas voce parece uma meleca
A professora Lúcia Santaella, em “Produção de Linguagem e
Ideologia”, nos fala do uso da ideologia dominante, mostrando que a visão
política de uma sociedade se faz pelos determinantes econômicos, e que a
construção se ergue por elementos de dominação, sendo a própria arquitetura
política um meio de poder.
Podemos adaptar o sentido simbólico da construção de uma linguagem arquitetônica ao conteúdo ideológico de uma linguagem política,pois a arquitetura não dá só a forma a um determinado espaço físico ou a um
objeto, uma vez que é por meio dela que o uso da palavra transforma-se em
mensagem.
As pessoas, agora, através da cibernética, usam uma linguagem
denominada “internetiquês”, uma espécie de linguagem formada pelos
próprios usuários da Internet. O “internetiquês” serve também para mostrar sentimentos no computador, de zangado a apaixonado. Essas evoluções na forma de se comunicar continuaram levando o homem, apesar de tanta evolução, a se ritualizar, ou seja, a transferir para objetos, coisas, máquinas e símbolos a sua presença.
"Reconhece-se a qualidade dos Espíritos por sua linguagem. A dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradição; exprime sabedoria, benevolência, modéstia e a mais pura moral; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos, o vazio das idéias é compensado quase sempre pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância são sinais incontestáveis da inferioridade de um Espírito."
Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail)
(O espiritismo em sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec / por Allan Kardec; [tradução de Evandro Noleto Bezerra]. - Brasília: FEB.)
"A linguagem é para não-amantes, aqueles que não amam.
Para os amantes, o silêncio é linguagem suficiente. Sem dizer nada, eles continuam falando."
Os Desígnios de Deus..
O teu sinal de vinculação com Deus é a prece.
Fala-Lhe em linguagem simples, honesta, entregando-te aos Seus planos e rogando-Lhe entendimento para melhor discerni-los.
Sentirás a presença de Deus através da paciência ante as circunstâncias difíceis;
Sentirás a presença de Deus na resignação em face dos problemas que não podem ser solucionados;
Sentirás a presença de Deus na coragem perante os testemunhos, e o amor sempre, em todos os momentos e situações..
Quem pensa em Deus, nutre-se de paz.
Quem se comunica com Deus, estua de recursos e forças para vencer-se e mais ajudar.
Interrogas, em silêncio, como determinadas pessoas suportam vicissitudes e abandonos, ruínas econômicas e aflições morais, ingratidões e violências como se nada lhes estivesse, aparentemente, acontecendo.
Não fosse uma observação mais acurada, não lhes descobririas os infortúnios ocultos.
Sucede, porém, que esses corações crucificados nos impositivos da redenção, ao invés de reagirem pela agressividade inútil, confiam e esperam em Deus com alegria e superação das dificuldades...
... A fim de se libertarem do mal e alcançarem a plenitude que Deus concede a todos aqueles que se Lhe entregam aos desígnios superiores.
Seu olhar tranquilo pede amor
transmite carinho e paz
dizendo em linguagem muda
de toda ternura de que é capaz
Linguagem violenta: a única.
A outra é: Sedução ou Submissão.
Ou seja, o mesmo medo: recear estar só.
Quando se fala, fala-se. No alto da matéria e do espirito.
Não uso muito linguagem culta,
mas dela um tanto eu sei,
quero que seja mais popular
a inspiração que versei
Não serei poeta erudita,
poeta será que sou?
apenas a minh'alma grita
e rabiscar logo vou...
