Poemas Góticos de Amor
Perenidade
D'esse limiar 'tre vida e morte, contemplo com profunda melancolia a efervescência tumultuosa d'arte atual. O cenário emergente s'assemelha a um campo de batalha caótico, onde a união estética e o respeito pela beleza atemporal desaparecem em meio ao tumulto iconoclasta.
Em contrapartida, a produção artística clássica, erigida qual colosso majestoso, subsiste como guia de grandiosidade e ordem. As obras imperecíveis dos mestres clássicos, com sua minuciosa atenção aos detalhes e temas universais, obscurecem a transitoriedade da contemporaneidade. Cada escultura, cada pincelada, assemelha-se a um murmúrio distante que ressoa através dos séculos, enquanto a produção artística recente, frequentemente, parece predestinada a perecer no abismo do olvido.
A grandiosidade das obras clássicas, sustentada pela tradição e beleza perpétuas, contrapõe-se à transitoriedade passageira da produção artística moderna, que com frequência se afunda na superficialidade da novidade. Em meu observatório para além dos dias, respiro com reverência a suave fragrância da produção artística clássica, cuja grandeza perdura como constante inalterável, um refúgio de beleza que transcende as breves tendências do momento.
a tristeza e a solidão corroem minha alma,
o desejo fala mais alto,
a melancolia e o arrependimento sussurram no meu ouvido,
eu falhei,
eu falhei novamente
nao contive minhas emoçoes, nao contive o que senti no momento,
pensei que estava forte, e estava tudo sobre controle
mas fui tolo,
fui o mais fraco dos homens,
a verdadeira libertarde nao é fazer o que bem entende,
é saber o que nao fazer quando bem entender,
para nao se tornar escravo daquilo que mais te assombra.
Nas sombras da tristeza, meu coração pesa,
A depressão, silenciosa, na alma trespassa.
No teatro da vida, palcos despedaçados,
A ex-mulher partiu, deixando sonhos perdidos.
Caminhos desfeitos, versos entrelaçados,
O amor que foi, em lágrimas afogado.
Lembranças como pássaros em voo,
No céu da memória, traços do adeus.
A dança da saudade, passos lentos,
Na coreografia da dor, sombras em movimento.
No oceano do passado, ondas a quebrar,
Em cada lembrança, uma lágrima a rolar.
Busco refúgio na penumbra da noite,
Entre estrelas, busco algum açoite.
Labirinto de sentimentos, teia de emoções,
Onde a ex-mulher permanece em canções.
Pôr do sol, horizonte a desvendar,
Esperança tímida, a se revelar.
Luta persistente contra a maré,
Na poesia da vida, busco renascer.
Entre sombras e luzes a bailar,
A jornada da alma, persistir, amar.
Cicatrizes que contam histórias,
Versos que encerram antigas glórias.
A melancolia da noite
Deve ser triste esperar o dia vir
A lua nunca encontra o sol
Mal deve saber como é o calor
Se encontrar em outro
Ou o que é recíproco
Triste da noite não conhecer o dia
Ela sonha em atravessar o mundo
Não como sempre faz
Ela que tocar o dia
Mas sempre que ela vai, ele já se foi
Ele parece evitar se encontrar
Não é normal ver os dois juntos afinal
O dois se dariam bem, eu acho
Ninguém vê mal algum em ter alguém
Alguém para se amar e acompanhar
Talvez se o mundo não ficasse no meio
Eles se encontrariam
Mas nenhum existiria
Não haveria sentido nisso tudo
Em todo esse sonho da noite
A elegância de suas botas, suas mãos expostas e de seu olhos aprofundados em uma tristeza melancólica.
Pergunto-me, oque seria esse amor por ti? Contendo esse efeito atordoado de um meteoro imaculado de animosidade, que se expandirá pelos altos dos seus cachos.
Eu bem me entendo.
Não sou alegre. Sou até muito triste.
A culpa é da sombra das bananeiras de meu país, esta sombra mole, preguiçosa.
Há dias em que ando na rua de olhos baixos
para que ninguém desconfie, ninguém perceba
que passei a noite inteira chorando.
[...]
Quem me fez assim foi minha gente e minha terra
e eu gosto bem de ter nascido com essa tara.
Para mim, de todas as burrices a maior é suspirar pela Europa.
[...]
Aqui ao menos a gente sabe que tudo é uma canalha só,
lê o seu jornal, mete a língua no governo,
queixa-se da vida (a vida está tão cara)
e no fim dá certo.
Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou.
Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta.
melancolia
Não há quem queira ouvir o que eu tenho pra falar.
Sob o céu cinza, as sombras que me acompanham, dançam silenciosamente à minha volta, ecoando a melodia triste da minha solidão.
As memórias desaparecem como folhas secas ao vento, deixando um vazio profundo no coração.
Entre choros e risos, o tempo me faz escrever saudades que soam como murmúrios melancólicos na alma, enquanto o crepúsculo se despede em tons alaranjados.
Na consciência, os ecos do passado ressurgem como fantasmas silenciosos. Sussurram lembranças entrelaçadas com tristeza.
As lágrimas, deslizam pelas linhas do rosto da criança interior, carregando consigo o peso das despedidas não ditas, dos abraços não aproveitados, dos beijos não dados.
Entretanto, a liberdade tece sua teia, envolvendo o coração em sombras de um lamento eterno.
Morte, que estranha vida...
A vida já não me ofusca, a morte triste, tornou se adulta, e no amanhecer de um dia, a triste sina que vinha, do idolatra, que a tudo no fogo do bem lhe via, a vida veio então a brilhar, e do brilho desta vida, a morte, que estranha vida, veio ali a ficar...
Zildo De Oliveira Barros 21/09/20
"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4
“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.
O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.
Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.
O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.
Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.
A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.
Carrego no peito a tristeza,
como sombra que insiste em ficar,
mas junto dela nasceu a clareza,
um novo olhar para enxergar.
A inocência se foi no silêncio,
mas deixou em mim intuição,
agora percebo os caminhos,
e não me perco na ilusão.
A dor me ensinou a ser forte,
a fé me guiou na escuridão,
Deus me ergueu das cinzas,
me deu vida e direção.
Ainda choro lembranças passadas,
mas cada lágrima é oração,
pois sei que da dor renascida
floresce a sabedoria em meu coração.
Ciclos da Existência
As sombras são como véus finos, frios e escuros. Quando a tristeza chega, elas te acolhem, te envolvem, te apertam e, às vezes, parecem até te sufocar. As sombras podem ser pesadas e deprimentes.
Todos nós, ao longo da vida, atravessamos momentos de escuridão, de claridade e de serenidade. Ninguém fica imune aos ciclos da vida.
O primeiro dia após a morte
É vago, vácuo, vazio e ócio.
Pois a insatisfação, a tristeza, a dor e o esmorecimento promove a prostração.
0 primeiro dia após a morte
É também o primeiro passo à depressão.
A nostalgia e a angústia causam o dissabor
E incitam a consternação.
A amargura é fruto do
padecimento
Do luto, do infortúnio
E da mortificação.
O primeiro dia após a morte
É sim, um dia de aflição
Da pena , do pesar e da inquietação.
O primeiro dia após a morte !
É dia da infinidade sem fim;
É sempiterno.
04032018
Pela morte da amiga Elfriede Galera
E* difícil não sentir tristeza
L*embrando de suas alegrias
F*rida e os seus belos sorrisos
R*evigorando todas nossas vidas
I*ncrivelmente focada em sua luta
E*strela inspiradora de luz eterna
D*eixa-nos nesta saudade em vida
E*mbeleza o céu com sua presença
Que Deus a receba em seus braços!!!
Morte do Artista
Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.
Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.
E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.
Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo...”
(Salmo 23:4)
Deus não se ausenta na dor. Ele se aproxima. Ele não apenas vê, Ele sente contigo.
A melancolia não deve ser vista como uma sombra que nos persegue, mas como a penumbra necessária para que as luzes da alma brilhem. Sem o contraste do escuro, a claridade da nossa própria resiliência se tornaria cega e sem profundidade alguma para o olhar atento. É no tom menor da existência que as lições mais cruas e honestas são sussurradas ao ouvido de quem tem coragem de ouvir. Aceite a sua tristeza como uma mestra rigorosa que te prepara para os grandes palcos da vida eterna.
- Tiago Scheimann
"Se tristeza pagasse dívidas, o mundo inteiro seria melancólico!"
Otávio Abadio Bernardes
Goiânia, 22 de agosto de 2025.
"Ele morre de “não-rir” até de piada, seja qual for a piada. Que morte triste, coitado!"
Frase Minha 0602, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
MORTE
O sono da morte repousa na sombra;
esvoaçante, no espírito adentra.
Chama na noite com voz inumana
e o brilho da vida na angústia naufraga.
Esfacela-se o corpo, traga-se a alma
e o homem, por fim, gelado de horror, se cala.
