Poemas Góticos de Amor
Sempre que olho para o céu à noite eu sinto um vazio enorme no meu peito e acabo me perdendo naquela imensidão.
Nesses momentos eu me sinto muito pequena, a tristeza vem e começa a tomar conta de todo o meu ser.
Então eu me atrevo a procurar entender as estrelas, sem sucesso, me junto à elas que me acolhem.
Sento no quintal onde a vista pro céu é mais clara e fico ali, sozinha, com a solidão que me habita.
Lembro-me das pessoas que partiram e fico as imaginado nas estrelas mais brilhantes e assim a solidão vai passando aos poucos.
É horrível saber que nem todos contemplam a beleza de um céu estrelado, é uma pena já que maioria só vê a importância de um simples céu a noite quando se está no fundo do poço.
Terna amiga Solidão,
tu que se faz tão presente em momentos de ausências,
que és tão verdadeira em falsas verdades, que se expressa tão bem mesmo não falando nada,
companhia inexistente que afaga o improvável.
Boa noite velha amiga de todas às horas!
Sobre Fé e Reencarnação
Quando a “roupa” que usamos já não nos é confortável,
É imprescindível que a deixemos de usá-la!
Assim encaro a morte do corpo, pois o espírito...
Ah, este é uma “centelha divina” inextinguível!
Assim como minha fé nisto é inabalável!
Não é simplesmente levantar da cama e sorrir.
É o cansaço extremo.
É o medo que persegue.
É a dor que dilacera.
É a agonia constante.
É o excessos de sentimentos.
É a falta deles.
É a confusão mental.
É a desesperança.
É a pressão de não poder falhar.
É muito mais que apenas querer.
Não é preguiça.
Não é manha.
Não é apenas uma crise.
Entenda!
Não é simplesmente levantar da cama e sorrir.
Gemitus vulneratus est anima
Fugir, correr para longe. Angustiante sensação.
O que tive de enfrentar e como enfrentei,
De como dói só de lembrar, suportar e ainda levantar a cabeça.
Ser forte, me manter em pé, não me render.
Agora estou de frente para o nada, sem rumo.
Ninguém irá entender, compreender, sentir o que foi sentido.
Mas é tão mais fácil julgar quando não foi com você.
Também é fácil criar um conflito e esperar tudo acontecer.
Eu tive que engolir fundo a pior situação da minha vida.
Me deparar com a morte, dor, culpa, sofrimento
Por fim, aliviada por sair viva e não estar sozinha.
Vão querer saber o que aconteceu, mas a real é que não quero contar. Eu quero esquecer. Consegue entender?
Não vai ficar tudo bem, pois é uma ferida muito mais profunda, que os olhos não podem enxergar.
Quero esquecer que sangrei na alma.
A dor da perda
Como é difícil e aceitar tamanha dor. Uma coisa assim que chega sem avisar, sem tamanho, sem medida, sem forma, sem cor. DOR. Dor na alma. Vazio.
Perder o que não se teve. Esperanças acalentadas e agora desfeitas, os sonhos destruídos e a vontade de ser ficou à beira do caminho.
Me perco nas lágrimas, ao mesmo tempo minhas e de outros... sem conter, sem cessar. (Oh dor, me deixas!) A angústia de quem a sente é maior do que a vontade de quem acredita que tudo passa e tudo se resolve.
Mas vai passar.
É, vai passar.
Tudo passa.
ou eu romantizo o passado
ou perco tempo me preocupando com o futuro
não é à toa
que eu não me sinto viva
eu não estou vivendo
no único momento que existe
- presente
Senhor, livrai-nos de todo o mal, de toda a inveja e de todo o olho grande.
Que a minha felicidade não seja motivo da tristeza alheia.
Que o Senhor abençoe a quem me ama e proteja e guarde a quem não me quer bem.
"Vem!
Estou te esperando.
Se vier ...
Que tuas vestes sejam...
a noite.
...Teu cheiro,
o sereno.
...Teu olhar,
a brisa do mar.
🐚
Só merece conhecer teu mar,
quem é tarado pelas tuas ondas."
Quando eu morrer,
Não quero que escrevam em minha lápide "filha do pai", porque, se eu fosse, ele não teria me abandonado.
Não quero que escreva a palavra "eterno" porque nada é.
Não quero que escreva a palavra "amor", porque o amor não conheci.
Não quero que escrevam sequer o meu nome, porque não será mais importante.
O mundo é feito por nós.
Nós somos os nós do mundo
e em tudo estamos atados.
O eu sem nós não existe.
A morte é o eu desatado.
Hoje eu vou dormir.
E talvez eu não acorde amanhã.
Existem dias em que desejo que sim;
E dias em que desejo que não.
me deito à noite e começo a chorar
me sinto tão só rodeada de pessoas
me olho no espelho, mas não me sinto bem
me dá uma dor no coração
só queria fugir pra longe
escapar do mundo
peço socorro às almas que me rodeiam
peço perdão àqueles que me odeiam
estou com medo, medo de isso tudo não passar...
►Novamente
Coração, me desculpe
Acho que te machuquei de novo
Sinceramente, eu sinto muito
Deixei minha desconfiança predominar
Abandonei minha emoção, quanto descuido
Não sei se magoei uma pessoa que disse me amar
Ah, coração, talvez eu seja mesmo bruto
Talvez não consiga me entregar,
Pois sempre que encontro uma dama, me iludo.
Voltei a me isolar, cercado pelas paredes
Estou perdendo aquela imaginação
Quero respirar sem chorar, lágrimas caem às vezes
Sim, caminho em direção a comadre, Solidão.
Coração, sabes bem o que tenho feito
Dos lábios que beijei em desespero
Buscando aquela paz no peito,
Que pareço ter perdido, e não tem jeito
Ah, se fosse tão fácil assim curar,
Daquele sentimento de nunca se encaixar
Ah, se eu pudesse no passado voltar,
Várias e várias fotos de recordação eu iria tirar e guardar
Hoje o que me resta é sonhar e não vivenciar
Romantizar em textos sem sequer me entregar,
Aos momentos, a brisa do vento, aos seios do tempo
Estou velejando para uma ilha já visitada, que sofrimento.
Ah o tempo.... silencioso, rápido, voraz, destruidor... o tempo pode ser bom ou ruim... ele faz nos alegrarmos com a compensação de uma chegada... e nos faz cair com a tristeza de uma partida.
E com o tempo vamos aprendendo a esperar... Deus tem tudo preparado e no momento certo ele nos presenteia com tudo aquilo que um dia sonhamos... O tempo é o senhor das questões mal resolvidas, das mentiras descobertas e dos amigos se tornarem verdadeiros amigos, de evoliuirmos e de nos tornamos pessoas melhores. Nosso desafio é saber esperar. E como a vida passa tão depressa... e o meu medo é que nesse tempo não dê tempo...
Ana Paula Borgonowy
Casar, para ela, não era negócio de paixão, nem se inseria no sentimento ou nos sentidos; era uma ideia, uma pura ideia. Aquela sua inteligência rudimentar tinha separado da ideia de casar o amor, o prazer dos sentidos, uma tal ou qual liberdade, a maternidade, até o noivo. Desde menina, ouvia a mamãe dizer: "Aprenda a fazer isso, porque quando você se casar"... ou senão: "Você precisa aprender a pregar botões, porque quando você se casar..."
A todo instante e a toda hora, lá vinha aquele -- "porque, quando você se casar..." -- e a menina foi se convencendo de que toda a existência só tendia para o casamento. A instrução, as satisfações íntimas, a alegria, tudo isso era inútil; a vida se resumia numa coisa: casar.
De resto, não era só dentro de sua família que ela encontrava aquela preocupação. No colégio, na rua, em casa das famílias conhecidas, só se falava em casar. "Sabe, Dona Maricota, a Lili casou-se, não fez grande negócio, pois parece que o noivo não é lá grande coisa"; ou então: "A Zezé está doida para arranjar casamento, mas é tão feia, meu Deus!..."
A vida, o mundo, a variedade intensa dos sentimentos, das ideias, o nosso próprio direito à felicidade, foram parecendo ninharias para aquele cerebrozinho; e, de tal forma casar-se se lhe representou coisa importante, uma espécie de dever, que não se casar, ficar solteira, "tia", parecia-lhe um crime, uma vergonha.
De natureza muito pobre, sem capacidade para sentir qualquer coisa profunda e intensamente, sem quantidade emocional para a paixão ou para um grande afeto, na sua inteligência a ideia de "casar-se" incrustou-se teimosamente como uma obsessão.
"Eu me sinto indócil nesse mundo feito de nós apertados e abraços solitários.
É incrível como a saudade tem a capacidade de fazer com que o mundo vire um imenso vazio.
E muito doloroso você precisar de um abraço para acalmar seus pensamentos e seu coração, e ver que não tem ninguém, você ate tenta achar alguém, mas você sempre estará só, e você por você!
K.B
Floresta Velha
Os ventos que me sopram são sussurrados pelas árvores negras da floresta gélida, e nessa brisa fria sinto-me sombrio como a penumbra. Quero nessa floresta vagar enquanto a chuva cair sobre meus cabelos vastos.
Os bosques tenebrosos tem a vida e oculta figuras de olhares frios.
Posso ouvir seus ecos fúnebres,
E eu invado sua treva proibida
Perambulo em meio às névoas lúgubres cheias de assombrações.
Tenho como guia um velho corvo,
Ele entoa sua mórbida canção
E eu sigo o seu agourento chamado.
Tão profunda floresta, acolhendo minha presença errante,
Tão negra quanto o meu próprio abismo, não tem fim, abriga a sombra que tenho me tornado.
Alucinógenos
Histórias contadas
Mitos criados
sonhos Inventados
Duendes e Gnomos por todos os lados
Um chá de cores
Um chá de amores
Céu vermelho,
Chão anil,
Uma cachoeira de caramelo,
Um sol não amarelo
Um chá de cores
Um chá de amores
Nuvens roxas
Pedras negras
Chuva estranha
Partes e entranhas
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Rostos dissolvidos
Amores repreendidos
Eis o que me arrasta
Para a profunda desgraça
Um chá de agonia
Um chá de melancolia
Uma voz me chama
Um olhar me atrai
O medo se esvai
O tempo volta a passar
O efeito acaba.....
