Poemas Góticos de Amor

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Somos responsáveis pelos vínculos que criamos ao longo da vida. Cativar... Criar laços! Infelizmente, algumas vezes abandonamos o nosso amigo, companheiro ou quem quer que tenhamos conquistado e simplesmente o esquecemos... Como se em nenhum momento houvéssemos cativado. Triste realidade...
E deixamos de perceber o quanto é maravilhoso sentir-se querido, necessário... É fantástico ouvir um: Eu preciso de você! Quanta coragem...
Seria reconfortante poder ver as pessoas expressando seus sentimentos sem medos ou travas. Sem a tal vergonha de falar o que sente por aquela pessoa que conquistou seu afeto e respeito. Sim, seria tão mais simples se a gente falasse o quanto amamos...
A razão de tal frieza é que não chegamos a compreender o essencial que é invisível aos olhos... Não entendemos o quão fundamental é ter perto de nós alguém que diga que estará conosco aconteça o que acontecer... Mesmo se errarmos, mesmo se falharmos... Não abrirá mão da gente.
Tenho certeza que se pudéssemos ter esse compromisso com quem cativamos pela vida, certamente todos seríamos um pouco mais saudáveis emocionalmente.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas...”

⁠Letra nós tem de sobra
Mãos ao alto não, mãos a obra
Eu não corri tanto pra ficar com a sobra
Cê só vê minha sombra enquanto o cachê dobra

Mas se Deus mudou a minha vida
Também vai mudar a tua história
Deus não deu o seu único filho
Pra morrer por nós em vão outrora

Póstumas ruínas de mim mesmo

Outrora senti-me bem,
agora não há conforto,
Emerge uma Ágora dentro de mim,
Uma reunião conflitante,
Caótica
Confusa e anárquica,
Onde o único lesado sou eu.
Ao olhar para trás,
Sinto-me amordaçado,
Sensação de impotência,
Uma corda em meu pescoço?
Ah, não, é apenas a angústia corroendo-me lenta e sadicamente
Enquanto submerjo em prantos falhos que de nada valherá,
Cada segundo me vejo mais distante de mim ou de quem já fui,
perdoe-me pela lamúria
Eu precisava disso

EPITÁFIO

Abstraindo de minhas memórias moribundas

No enlutado da cripta cinzenta à imagem de um sonho remoto... mas essa ablepsia faminta turva meus anseios.
Essa mortalha mortiça que se debruça sobre mim;
Restando apenas esse sonâmbulo do crepúsculo
Neste vil cenário ornado de obras mortas'
'Eis-me mais um enfeite tumular enfeitando estre antro depravado...

Nas nuanças da desolação... perambulando pela noite nimbosa
Olvidado das lembranças, restando apenas a sombra de uma esperança...

Como um corvo velho fadado a murmurar seu impreco...
Sussurros nefastos jorrando aos ventos, apenas lamentos da língua de um moribundo'

'E aqui inerte na frialdade da necrópole...
Neste túmulo orvalhado qual urde a morte me anseia
Deixo inscrito o epitáfio “Ceifeiro”.

Corvo

Pelo fúnebre âmago e mortiço, exalo pela língua bifurcada de um enfermo, resmungos amargos de um moribundo idiota... Apenas flagelos de uma mente turva e onusta de angústia e um olhar agourento, desprovido do alento que se diluiu em desalento, gotas mornas transbordam os umbrais de minhas janelas... deixando minhas pálpebras orvalhadas, apenas um momento, mórbido e melancólico, enuviado de alusão... o que foi embora... e olhar nefasto do corvo, tão sagaz e lúgubre, já me espreita sem demora, na ânsia de me libertar e no pesar me devora.

(Inspirado no poema de Poe; O Corvo)

A noite nada mais é que um nefasto antro impregnado de seres insanos
E eu sou apenas mais um negro fantasma de mórbidos pensamentos; frios e agourentos.
Urdo e sempre resmungo a minha atração pela morte. Eu sei, eu sou um louco, obrigado! Sou um poeta das sombras no ergástulo saturado de seres depravados, e ainda queria que eu fosse normal?

Lembranças, saudades, vontades e amores
Necessidade de ser lembrada.
Angústia, medo, remorso, infernizando-se para eles
Por eles? Instintos sufocados, morte certa
Vontade de ser agrupada.

Pedaços do que fui confrontam metades do que jamais serei
Completa, inteira, suficiente.
A dor do não ser, do nunca estar, do nunca partilhar
Felicidade! Poderei um dia encontrar-te?
Do teu mel, algum momento, provarei?
Só sonhar.

Torpor, inércia, falsa calmaria
Um momento de sossego compensa uma vida de agonia?

A escuridão traz o medo
Não o medo do escuro
Mas o medo do que vou encontrar
Assim que a luz clarear.

Há alguns anos perdi o maior
homem da minha vida,
não teve seu nome impresso em livros,
nunca subiu ao pódio,
nem, tampouco, foi um nome famoso.
Não deixou patrimônios, nem riquezas,
mas deixou o maior tesouro para os seus queridos:
a dignidade. Para esses ele foi um herói.
Jogou no time da honestidade,
fidelidade, justiça, do amor e do trabalho.
Ensinou às pessoas, a quem Deus lhe confiou,
o caminho da verdade, com sabedoria.
Para mim, foi o maior exemplo de amor pela vida.
Saudades de você, meu pai!
O tempo passa, a gente acostuma, mas a dor...

Eu passei pela tua vida,
Só passei, porque não podia ficar.
Se eu ficasse você logo arrumaria
Um jeito de ir embora,
Eu só fiz isso primeiro que você.
Me desculpa por não te dar a chance
De sair por cima, de me rejeitar,
De fazer teu show.
Você tão acostumado a ser sempre
O que vai, dessa vez,ficou.
Eu fui e iria de novo,
Teu mundo pequeno já transborda
De tanto ego, não teria espaço pra mim.
Boa sorte, nas tuas conquistas baratas,
Nos teus amores de plástico,
Tuas risadas forçadas.
Te desejo amor,
Respeito e que você seja tudo
O que fala.
Te desejo em dobro tudo
aquilo que te falta.

— Quer saber o que dói mais?
— Sim...
— Ter que fingir que não ta doendo nada!

DESABAFO
E agora vem com essa de se separar, já estou tão farta disso. Está mais para piada do que drama. Cada barbaridade que me diz, não sei da onde consegue tirar essas conclusões. Já não consigo discutir a relação tamanho absurdos. Pensar que te amo está parecendo burrice. Fique em paz e me deixe em paz. Com tantas diferenças, não há mais o que se acertar. Vou-me para um lado e você para outro, melhor assim. Não aguento viver mais com tanta tristeza no coração. Definitivamente se é que um dia me amou, hoje na certa não me ama mais. Mesmo eu não querendo, às vezes é preciso me conformar e já estou conformada.
13/09/2016

Então já é de madrugada
onde é frio e ninguém fala nada
é a hora que eu penso fecho meus olhos e sinto o vento
tão escuro que eu quase não vejo nada
mas nem preciso pois de madrugada sou eu meus pensamentos e mais nada
a madrugada é so minha e vocês nunca vão saber de nada

Vivo, por viver
Vivo, sem nada pra viver
Vivo, com um único motivo para viver
Vivo, por viver
Vivo, para morrer.

Imagine que cada coisa boa, acerto, e desafios vencidos na vida, sejam representados por uma joia. Sim, joias valiosas, lindas e raras para cada acerto... Nós andamos pelo caminho da vida e com o tempo, nessa jornada as pequenas joias se tornam parte de você. Invisíveis para os outros, pequenas, imperceptíveis. Ao nos olharem não as enxergam. Isso porque já se acostumaram a vê-las e não se importam mais. Tonaram-se banais.
Agora imagine cada erro, tombo, vacilo e desanimo de prosseguir adiante, representados por uma enorme e pesada cruz, esfera, esfera esta com espinhos, afiados, pontiagudos e enferrujados que fere cada vez mais sua pele, coração e alma. Esfera esta, que você carrega nas costas. Mas não por que quer carregar, e sim porque os mesmo que não conseguem mais aquelas joias, aquelas de quando você acerta, estes colocam essa esfera enorme em suas costas. E essa esfera nunca vai ser um dia como as joias, para os outros, pequena, imperceptível. Eles sim, vão sempre enxergá-la, mesmo que eles também carreguem joias e esfera como a sua. Eles sempre vão esquecer suas joias e lembrar-se da sua esfera espinhenta e que te machuca mais que qualquer um possa imaginar.
É assim que funciona a vida. Nada de bom que você faça vai superar aquele microscópio erro, mesmo que ele tenha sido reparado. Eles vão sempre te julgar. Mas aí você olha em volta e vê que todos nós temos esferas como estas. Todos nós estamos sofrendo do mesmo mal. E para você não carregar mais esta esfera, cabe a você não aceita-la mais. Olhe para frente no seu caminho e esqueça todos que não te joias e sim esferas. Desta forma com o tempo a esfera deixa de ser sua e as joias voltam a brilhar.

⁠Há dores que a gente não consegue explicar.
Até tentamos, dizendo que é como se algo nos puxasse para baixo, ou como se nosso mundo se desmoronasse. Mas existem dores inexplicáveis que só sabe como é quem sente.
Aquela vontade de chorar do nada...
Aquele sufoco na garganta sem estar engolindo coisa alguma...
Aquele vazio dentro do peito...
São apenas sensações, porém causam estragos tanto psicológicas como físicas difíceis de curar.
É horrível!
Queremos gritar sem chamar atenção.
Queremos falar sem ouvinte por perto.
Queremos fugir sem ponto de partida e de chegada.
Mas não fazemos nada, porque ao mesmo tempo em que reconhecemos o que queremos, no mesmo instante não sabemos de mais nada.
Entendeu como é essa dor?
Não? Pois é. Eu disse que era inexplicável.

Poema Mórbido

Quando eu morrer
Não quero luxo
Não quero nada incrustado de ouro
Nem nada que seja tão caro

O que importa é se vivi bem a vida
Amei e fui correspondida
E aproveitei cada segundo
Como se ele fosse o último

Não que esteja sendo mórbida
E já pensando na morte
Mas quem sabe eu esteja sem sorte
E ela me busque amanhã?

Estou morrendo aos poucos
Mas tudo bem...
Tô conseguindo não chamar a atenção
De ninguém⁠

⁠Tantas vitrines mas poucos exemplos!
É preciso muita maquiagem
pra esconder uma alma machucada.
Por fora rostos intactos prontos para uma moldura,
mas por dentro um coração abatido e cheio de rachaduras.
Flores bonitas também podem ter o caule arrancado.
Palavras são como venenos e matam.
Infelicidade ainda consome a vida.
É melhor tratar por dentro
porque a beleza, quando só externa,
ainda se revela vazia.