Poemas Góticos de Amor

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Perguntam o que penso,
ébrio, o meu silêncio é sincero.
Peço a saideira, ensaio a saída, outra rodada...
Perguntam quem sou.
Penso e não mais estou.
Mãos à obra,
pé na estrada,
o resto é prosa fiada!

Inserida por andrepesilva

No silêncio da madrugada
Em que se ouvem grandes barulhos
Das atitudes de nosso subconsciente
Coisas que aconteceram acontecem, vividas.
Presas ao passado na gaveta da mente esquecidas
Consciência ausente do mundo
No reflexo desses acontecimentos
Tal como a luz de um flash em fração de segundo
Corpo em repouso de um sono profundo.

Vem e volta torna-se vida
De algum lugar, do real distante.
Relativo ao consciente
Do passado ao presente até o submerso do futuro
Saltando a janela da mente
Faz-nos viver em um mundo paralelo a realidade
Dormindo ou acordado é a mesma verdade.

Inserida por jurandi_franca

Ausência
O Ar será o silêncio
Das faltas
Só terá nostalgia
Desse viver acelerado
Haverá lamentos,
Haverá angústias,
Mas o ser aprende
Que faltas são inevitáveis.

Inserida por kaike_machado_1

À BEIRA DO CAIS


De João Batista do Lago


O velhinho sentado à beira do cais
é silêncio puro
num final de tarde febril
no ocaso de um dia de abril
onde o sol não sorriu para os cabelos brancos
feito asas de gaivotas soltos na imobilidade do vento


Sento-me ao seu lado
vazio...
e calado...
e mudo na prenhez do tempo e do espaço…


Os meus cabelos ainda estão viçosos
alinhados e sem quaisquer querelas com o vento
estão nervosos
e bem mais sofridos que aqueles cabelos brancos sustentados de experiências
capazes de tudo falarem sem uma palavra sussurrar


E eu tão jovem querendo auscultar
o lamento que somente as ondas do mar ouvem
caladas e correm como loucas para...
para guardar na profundidade do seu mar profundo e eterno
as minhas queixas...
as minhas querelas...
e todas as minhas
mágoas guardadas na plenitude daqueles cabelos brancos feito asas de gaivotas famintas do peixe


De repente
o velhinho sentado à beira do cais
levanta-se
e sem me dizer uma palavra
sem um adeus
sumiu na plenitude do tempo e do espaço


Fiquei só sentado à beira do cais...

Inserida por joao_batista_do_lago

Quando a Boca Cala

No silêncio a alma confessa
Quando a boca cala
O olhar não tem pressa
Quando a boca cala
Os gestos falam sem promessa
Quando a boca cala

Tudo no direito de ir e vir, quando se quer ficar
Onde o que importa é acolher, é abrigar
Sem a ditadura de querer mandar

A emoção encontrada clama
Quando a boca cala
A paixão partilhada chama
Quando a boca cala
O desejo lado a lado é poesia
Quando o corpo é harmonia

Ai mesmo quando a boca cala
O amor fala!

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
15/04/2013, 05’30”
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SILÊNCIO NA MADRUGADA
(01.09.2018)

Curiosamente me desperto na madrugada com a mente buscando as palavras concretas para dá vida e sentido a tudo. E encontro no silêncio a melhor forma de deixar a alma se manifestar.

Inserida por ricardo_oliveira_1

Correr atrás?
Pode sim...
Uma, duas, até três,
no depois o silêncio encarrega em mostrar o outro lado.

Inserida por francinebfriedrich

O silêncio

A vários tipos de silêncios,
Mais o pior deles e o silêncio da mente.
Onde você se auto julga se auto sabota, se auto deprime se auto martiriza.
Por que além certeza que você tem que fez algo errado, vem junto a incerteza de ter tentado, a vontade de voltar a trás e nunca ter começado.

Inserida por UmserSombrio

Ás vezes, no silêncio da tarde,
Imagino um campo com flores,
Seu aroma? Cheiro de amores,
A vista? Era o teu olhar,
Ficava tola só de imaginar,
Mas que lugar era esse?
Seria um conto de fadas?
Ou só você olhando para um espelho d’água?

Inserida por mariahcury

Arrepio no córtex

No fim do silêncio
A imaginação catatônica
Brinca com o punhal afiado.
A pistola engatilhada
Alvoroça
Rodamoinhos adormecidos.
Amor e ódio
Num instalo
E tormento

Inserida por Abel-Goncalves

Saudade ...
Principalmente quando ela invade o meu silêncio ao fim de cada dia, sempre arredia e teimosa agita as águas do meu presente... E me trás o seu Cheiro
Eu sinto falta de Vc tds os Dias
Mas tem dias que são piores que Outros 💌

Inserida por LeAnLuD

A VOZ DA ALMA
(11.09.2018)

Desfruto da calma
Que só o silêncio traz,
E minha mente viaja
Para um lindo mundo
Cuja a mata me leva
A sentir a voz da alma.
A cachoeira revela
A tranquilidade do ser.

Inserida por ricardo_oliveira_1

[ O Lápis De Deus ]
Lembro , Daquela Noite !
O Silêncio , Apresentou-se a Mim , Eu Chorava , Porque Tudo Que , Queria Era poder Entender , Porque Nasci e Para Que Nasci.
Não Tinha Vontade De Viver , Porque o Mundo Em Que Eu vivia , Era Quem Eu Nunca Queria Ter Conhecido , Estava Perdido a Procura Da Minha Identidade.
Não Sabia Para Onde Ir , E nem como Esperar , A Escuridão Apenas , Refletia Quem Eu , Era , e o Que Me Tornei.
A Esperança Não Existia Para Mim , Porque Nunca a Conheci , Meu Melhor Amigo Era o Silêncio Não Podia Ver E Nem Escuta-lo Mas Sabia Que , Sempre Esteve Comigo , Enquando Eu Caminhava Na Solidão , Eu Gritava Alguém me Ouve , Alguém Me Vê .
Mas Não Houve Resposta , Então pode Compreender Que o Silêncio e o Lápis De Deus , Escreve oque Não Sé Pode Copiar , E Forma O Que Ninguém Sonhou.

Inserida por RabinoLucas

Eu estou aí .


Eu estou aí,
como o silêncio está na noite ,
como o som está na canção ,
suave ...
coisas tão óbvias !

Eu estou aí,
como as cores existentes nas paletas de um arco-íris ,
como as notas musicais de um instrumento ,
como um rubor de uma menina que ama ..

Eu estou aí,
como o sopro do vento em noites tempestuosas,
como as nuvens decorando o céu chuvoso,
como o sol dourando a pele em uma tarde de calor...
coisas naturais e tão óbvias...

Eu estou aí,
nas dobras de um lençol,
em um retrato disposto na cabeceira da cama,
no livro rabiscado de sentimentos , nas paredes , nas entranhas ...

Estou no cheiro ,
no toque , no papel,
Estou na velha caixa de lembranças ..

Eu estou aí,
eu estive ai,
vc esteve aqui .....
agora não mais .. coisas que eram tão óbvias !..

Inserida por Melcoelho

Bicho cerratense
é um ente telúrico,
peripatético.

Aprecia o silêncio,
na vastidão do céu :
as mutações da lua,
o caminho de estrelas
as cores do crepúsculo.

Desconfia do progresso,
foge de cidade muito grande
conturbada e ruidosa.
Lida com a tecnologia, mas
pra não cair no consumismo –
apenas o necessário.

Partidário da simplicidade
entra em shopping só pra
lembrar de quanta coisa
que a gente Não precisa.

Cultiva alguns canteiros
de flores e de amizade.

Ama os rios, córregos
florestas e nascentes.

Água cristalina
perfume de mato
árvores nativas
chapadas e arcaísmos.

para o amigo Paulo Bertran :
agora eterno, agora sonho.

Inserida por romulo_andrade

Fiquei serena...
Não me exaltei...
Tentei ser mais silêncio do que eu desejara...
Fria? Não me considerei!
Sentada...
Respirei...
E com os pés debaixo da mesa...
Freei os meus monstros...
Que como humano os tenho...
Não me igualei...
Usei o timbre de voz mais suave...
Como a de um enfermo...
Que estar no leito de um hospital..
A espera da morte...
Retruquei...
Bem mais suave do que o oponente...
Que viera me cutucar...
Sorri...
Balancei a cabeça...
E suave...
Me levantei da mesa...
E com um semblante estarrecido...
Deixei a expressão no ar...
Que posso ser eu mesma...
Sem me assemelhar!

Inserida por eliane_ferreira_1

Um tolo insolente vomita palavras em arrogância
Um sábio às escuta e fica em silêncio.
A ignorância não te levas a nada
Saiba falar e saiba ouvir
Mesmo que a situação seja de forma desagradável.
Não julguem por pequenos princípios de intuição
Ninguém tem tal poder pra determinar a personalidade de uma pessoa apenas por tomar como fonte algumas conclusões
Quer realmente julgar-lhes conheça profundamente a pessoa para aí então tomar seu conceito sobre a mesma.

Inserida por Thimoteo20

Rumos perdidos


Deixar as palavras seguir o seu rumo
Deixar-nos levar pelo silêncio
Talvez assim a gente proceda com aprumo
Talvez assim se evite o inútil dispêndio...

Seguindo por uma tal conduta
Orientadora dos nossos sentidos
Talvez a gente fuja de qualquer disputa
Que por força gera sempre inimigos.

As palavras rumadas são verdadeiras
Não são apenas metáforas e seus jogos
Não têm por missão ser feiticeiras
Nem o seu objetivo será atear fogos

Se cairmos no meio de uma combustão
Ainda que por instantes muito breves
As queimaduras podem ser leves
Mas deixam marcas quer a gente queira ou não.

Andarmos apressados sem nexo
É como caminhar-se à deriva
Tudo se torna tão complexo...
E a vida ainda mais opressiva
Seguindo rumos perdidos

( IV Coletânea VIAGEM PELA ESCRITA/ 2018)

Inserida por Edu110175

Não silencie sentimentos!
"O silêncio ora alivia, ora sufoca."
É preciso coragem pra deixar os sentimentos transbordarem,a menos que você não tenha medo de se afogar.
Autora #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues

GRILHÃO

Por que hei, desta solidão, o memorial
Por que hei, do silêncio, o chamamento
Se o caminho tem o seu início e o final
E o fado nunca é só descontentamento

Fosse possível ser apenas um ato fatal
Depois de tanto e tanto aborrecimento
A vida seria apenas passagem acidental
E no acaso não teríamos o sentimento...

Vária lembrança no tempo, nunca lento
De vias que nos parecia uma eternidade
E que nos foi reservado no esquecimento

Por que? Me encadeias sem piedade
No grilhão do vil ignoto e do tormento
No cárcere dum martírio da saudade?

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando

Inserida por LucianoSpagnol