Poemas Góticos de Amor
Não sou...
Nas palavras escondidas no caderno fechado o silêncio foi a terapia, foi um afago,
No reservado me sentia só e pensativo, no meio da multidão me sentia só e perdido,
O saber atiça a curiosidade de saber mais, o saber também pode assustar, ferir, causar, ele pode ser malicioso,
O corvo guarda rancor, mágoas, ele é vingativo, no seu olhar da pra ver a maldade sem controle mesmo décadas a frente,
Mas, eu não sou um corvo.
Um pro outro...
Jurei para as estrelas que não iria te esquecer,
No silêncio da noite a saudade cresce, as lembranças vão e vêm,
Existe algo no ar da madrugada quando estou sozinho pensando em nós,
Por vezes nas noites de domingo o tempo fica mais lento, tudo parece se mover diferente, as imaginações são profundas e isso me atinge,
Nós fomos feitos um pro outro e eu sei que depois das nuvens densas vêm um arco-íris e é lá que seremos felizes outra vez.
Eu e o meu eu
Eu, o reflexo de um rio e a lua,
Eu, o meu passado e o silêncio profundo da madrugada,
Eu, meus sentimentos presos a momentos e os meus pensamentos vagando em direção a Lua.
Errante nos atos, magnifica nos fatos,
No silêncio que conspira, os sorrisos inspiram,
No ferrão a magoa, na ponta da lança o amor,
No verão somos um só, no outono já não existimos.
Acorde
Atravessei noites sem ouvir sua voz,
Nem a escuridão do mar, nem o silêncio das estrelas foram capazes de me desanimar na tua busca,
Partes de você estão em mim, partes minhas vivem em você, piratas do destino, turistas do tempo, somos destinados a nos encontrar a cada vez que acordarmos,
Com o coração polido de esperanças, invoquei o teu nome bem alto para que todos os deuses pudessem me ouvir, na ânsia de te encontrar o quanto antes,
Nem mil vidas suportariam o amor louco que eu sinto por você,
Acorde e venha!
Vamos comemorar?
Entre perdas e recomeços,
O silêncio carrega a armadura do vilão, ou pode carregar o travesseiro da esperança,
Os domingos depois das dezoito horas, as vezes são guardiões do medo e por vezes são amigos do amor,
O perdão é macio, ele chega como uma noite calma, como uma brisa suave de verão, dá pra senti-lo fazendo efeito através de um olhar,
Não escolha ser uma escolha, se permita escolher aonde navegar sem ondas gigantes,
No final do arco-íris, eu vejo uma garrafa de vinho do bom, duas taças e uma bela pizza, é hora de comemorar.
Meu encontro
Navegando num barco no meio do oceano sozinho e sem direção, o silêncio e as estrelas passaram a ser o meu guia,
Errante por querer abraçar o mundo, desafie o destino e ele me impôs seus obstáculos,
Em cada lição e em cada pedra levantada fui me transformando no artista principal da minha própria jornada,
Enquanto a terra for amiga do mar e o mar continuar espelhando o céu eu estarei disposto a alcançar essa paz que ecoa com esperança pelos oceanos,
Continuarei a navegar em busca do meu maior encontro com o meu verdadeiro eu.
"O silêncio do homem sábio não é recuo, é preservação. Eu evito o confronto não por temer a sua força, mas por conhecer o tamanho da minha. Dominar a si mesmo é a maior das vitórias; ultrapassar esse limite é um caminho sem volta."
— Ginho Peralta
O Perigo do Silêncio: As Pedras que Fingimos não Ver
Existem lições disfarçadas de pedras que nossa consciência escolhe ignorar. Damos a volta, mudamos o foco e fingimos que elas não estão ali, esquecendo que a estrada da vida é um espelho. O obstáculo que hoje evitamos continuará bloqueando nossos passos. A verdadeira cura começa quando paramos de desviar e decidimos retirar o que atrasa a nossa jornada.
#Sabedoria #Consciência #Verdade
Hoje o meu silêncio fez mais barulho que o mundo.
Sorri entre vozes,
mas por dentro havia um quarto vazio,
onde nem a minha própria companhia
conseguia afastar a sensação de ausência.
É estranho sentir-se só
quando há tanta gente por perto.
Mais estranho ainda
é duvidar do próprio lugar no coração de alguém.
Talvez eu não precisasse de respostas,
apenas de um abraço que dissesse,
sem palavras:
"Você importa. Sempre importou."
Enquanto esse abraço não chega,
guardo a esperança de que até os dias mais nublados
não conseguem apagar a luz
de quem nasceu para iluminar a vida dos outros.
Escrevo para dar voz ao que o silêncio não consegue esconder.
Transformo sentimentos em palavras, saudade em versos e pensamentos em poesia. Aqui, cada texto nasce de um pedaço de mim — das minhas ausências, das minhas esperas e das minhas pequenas esperanças.
Se você chegou até aqui, talvez também sinta demais.
Essa é a Minha Mãe
Minha mãe nasceu no regime machista,
onde o silêncio era educação,
onde mulher aprendia cedo
que obedecer também era obrigação.
Ela cresceu ouvindo que homem manda,
que mulher deve compreender,
que certas portas não eram para ela,
e que questionar era aprender a perder.
Hoje ela cultiva o machismo,
não porque inventou suas raízes,
mas porque algumas correntes antigas
parecem familiares demais para serem vistas.
A visão dela é machista,
e talvez ela nem perceba.
Carrega dentro dos próprios olhos
a mesma prisão que um dia a cercou.
O feminismo nunca existiu na vida dela,
não como escolha, não como caminho.
Talvez porque, quando ela era jovem,
ninguém lhe mostrou que havia outro destino.
Talvez ela nunca tenha conhecido o feminismo.
Talvez nunca tenha precisado desse nome.
Talvez tenha apenas aprendido a sobreviver
com as regras que lhe deram.
Não uma vilã.
Não uma santa.
Apenas uma mulher moldada pelo seu tempo,
que carregou o passado para dentro do presente.
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E se sentirem minha falta
Se um dia falarem de mim,
diga que fui abrigo em silêncio,
que amei com medo, mas amei inteiro,
mesmo quando meu coração pedia cuidado.
Diga que caminhei devagar pelos afetos,
guardando palavras que só cabiam no olhar,
que sorri para não preocupar quem eu amava,
enquanto por dentro aprendia a não desmoronar.
Morei em sentimentos profundos demais,
entreguei o que eu tinha, mesmo incompleto,
fui casa para quem não sabia ficar,
e partida para quem não soube me escolher.
E se sentirem minha falta algum dia,
não me procurem no que fui de dor,
estarei viva em cada
palavras e amor sincero,
porque amar…
foi sempre o que me salvou.
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
Enquanto te olhava
Enquanto te olhava
Eu pensava como o
silêncio entre nós dizia tudo,
no jeito simples do teu sorriso
que fazia o mundo desacelerar só pra eu te sentir.
Enquanto te olhava
eu pensava que alguns
encontros não pedem pressa,
pedem coragem —
porque o coração reconhece
antes da razão.
Enquanto te olhava
eu pensava se você também
sentia esse nó doce no peito,
essa vontade contida de ficar,
mesmo quando o tempo
insistia em ir embora.
Enquanto te olhava
eu pensava que amar
às vezes é só isso:
guardar alguém no pensamento
como quem guarda um segredo bonito demais pra perder.
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
Que eu seja labirinto e mapa,
raiva e silêncio,
pesadelo e oração,
até que a manhã me reconheça
entre os escombros do meu ser.
