Poemas Góticos de Amor
Seleção Brasileira
Quatro anos carregando
o mesmo silêncio,
a taça distante, o sonho adiado.
Cada derrota virou cicatriz,
cada espera, um nó no peito do país.
O tempo passou devagar demais,
como quem olha o relógio
antes do apito final.
Mas a camisa segue
pesada de história,
e o verde-amarelo nunca desaprendeu a acreditar.
Agora é ano de Copa.
O coração volta a bater mais forte,
a rua se pinta de esperança,
e o passado vira combustível,
não medo.
Porque mesmo depois da ausência,
o Brasil entra em campo
com fé renovada.
Talvez seja este o ano.
Talvez seja agora.
A taça ainda não veio —
mas a esperança…
essa nunca saiu. 🇧🇷
Linguagem da tua pele
Teu corpo me chama no silêncio,
e eu me perco na linguagem da tua pele, nesse calor que se aproxima devagar e ensina o desejo a respirar.
Suspiros se confundem no ar,
mãos aprendem caminhos sem nome, e o que nasce entre nós
já não aceita fronteiras.
Quando a pele encontra a pele,
o mundo recolhe a própria voz,
e só permanece esse fogo íntimo,
ardendo sem pedir permissão.
Debaixo da roupa dela
Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.
Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.
Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.
Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.
“Somos a Voz”
Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.
Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.
Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.
Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.
Silêncio que Respeita
Eu não gritei,
não traí,
não escondi meu coração atrás de portas fechadas.
Eu só pedi confiança.
Mas às vezes
quem já carrega medo
escuta culpa
até no que é verdade.
Eu me expliquei
como quem estende as mãos vazias,
mostrando:
“Olha, não tem nada aqui
além de sentimento.”
E mesmo assim
fui julgada
como se amar fosse crime
e transparência, suspeita.
Então hoje
eu escolho o silêncio.
Não o silêncio de quem desiste,
mas o de quem se respeita.
Porque amor não é tribunal.
Não é interrogatório.
Não é sentença dada no calor do ciúme.
Se ele quiser ficar,
que venha com calma.
Que venha com maturidade.
Que venha com confiança.
E se não vier…
que o meu coração aprenda
que não se perde
quem nunca soube confiar.
Eu não sou erro.
Eu não sou ameaça.
Eu não sou culpa.
Eu sou alguém
que só queria ser acreditada. 🤍
"O silêncio da madrugada grita o que o dia tenta esconder."
É nessa hora, quando tudo se cala,
que a saudade fala mais alto.
O vazio aperta.
E as lembranças voltam, uma por uma…
como se meu coração tivesse memorizado cada detalhe seu, pai.
A sua voz ecoa na minha mente.
O seu jeito, o seu abraço,
as conversas que não voltam mais.
O mundo dorme…
mas dentro de mim, tudo acorda.
E no silêncio,
te sinto tão perto,
mas tão longe.
Saudade eterna, pai.
Pai, a saudade mora aqui.
Todos os dias.
Em cada lembrança, em cada silêncio.
Te amo… e sempre vou amar.
As rotas construo de muito
longe desde o primeiro dia,
O silêncio é terra fértil
para crescer como Calabura
da América Tropical
para alimentar com ternura
os seus pássaros
da liberdade profunda,
para se unirem com os meus.
A glória do amor e da vida
nos pertencem com todos
os contornos de cobiça
incontrolável para que adiante
estejamos enlaçados com
tudo o que pede um romance.
O teu aroma de Via Láctea
tem servido a memória
de maneira voluptuosa,
Segredos foram superados
por certezas quentes
que pedem tempo,
zero censura e exibição pública
típica dos apaixonados.
Diante dos prazeres ondeantes
intermináveis que teremos,
O oceano luxurioso quando
for necessário ser sussurrado,
nos manterá bem ocupados;
em vez de nos preocupar se
estão tecendo ou não comentários.
Eu a admirei em silêncio, como quem contempla uma estrela distante, bela demais para tocar. Durante tanto tempo fui apenas um olhar perdido na multidão, enquanto ela era a presença constante no meu coração.
E então, quando já não havia expectativa, o destino soprou diferente. Não nos aproximamos em passos, mas em sentimentos. Foi como se as nossas almas, antes desencontradas, finalmente se reconhecessem no meio do caos do mundo.
Hoje, mesmo longe, há algo sereno e verdadeiro entre nós... uma conexão que não precisa de mãos dadas para existir, porque nasceu onde tudo é eterno: no encontro das almas.
A casa é um templo de paredes mudas,
Onde o silêncio senta e faz morada.
Lá fora, os grilos — vozes agudas —
Regem o vácuo da noite calada.
Ouço o carro cortando a distância,
Um rastro de luz que na estrada se vai,
Perdendo o som, perdendo a instância,
Como a folha seca que do galho cai.
Um cachorro late, num aviso ao vento,
Cobra do mundo sua parte de atenção,
Enquanto eu sigo aqui, no recolhimento,
Medindo os compassos do meu coração.
Não há mais vozes, nem passos, nem pressa,
Apenas o grilo e o asfalto a rolar;
A noite é um livro que enfim começa,
No instante em que o mundo decide parar.
A casa emudece, o ar se condensa,
Onde o silêncio é quem dita o lugar.
A solidão se torna presença,
Nesta vontade de apenas escutar.
Lá fora, o grilo em nota constante,
Vigila a noite que não tem mais pressa.
O som de um carro, num brilho distante,
É o único elo que ainda resta.
O cachorro avisa que a rua está viva,
Num latido seco que o vento conduz.
Enquanto a minh'alma, de forma passiva,
Se perde no vácuo que a noite produz.
É um mundo lá fora, de asfalto e ruído,
Aqui dentro, a paz que o vazio traz.
Entre o que é visto e o que é ouvido,
Sou só o silêncio que o grilo refaz.
O dia se cala e a casa se agiganta,
No vazio do quarto, o silêncio se faz,
Lá fora, a orquestra dos grilos levanta
Um canto constante que a noite traz.
Estou só com as sombras e o pensamento,
Enquanto o mundo respira lá fora;
Ouço o carro na estrada, veloz como o vento,
Rasgando a distância, seguindo sua hora.
Vozes de crianças, num eco distante,
Pintam a noite com vida e memórias,
E um cão que late, fiel vigilante,
Guarda o segredo de tantas histórias.
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
"O Destino que Descansa em Deus"
Pode o tempo parecer um deserto,
E o silêncio, um abismo sem fim,
Mas o que é teu já está por perto,
Guardado em um jardim que não tem fim.
Não se apresse em querer o detalhe,
Pois o mistério é o colo da fé.
Deus não permite que o plano falhe,
Ele sustenta quem se mantém de pé.
O que é teu por direito sagrado,
Ninguém rouba, ninguém desfaz.
Está no tempo de Deus reservado,
No compasso da Sua perfeita paz.
Confie no que os olhos não veem,
Pois o autor da vida sabe o que faz.
As mãos que te guiam também te detêm,
Para te entregar o que te traga paz.
Não se perde o que o céu já assinou,
Nem se apaga o que o tempo escreveu.
Descanse na promessa que Ele deixou:
O que é para ser teu, já é teu.
No silêncio, ela não imagina que você está "resolvendo problemas"; ela imagina que você está perdendo o interesse ou priorizando outras pessoas.
Para reverter esse abismo sem se expor demais, você pode seguir dois caminhos:
Abertura Estratégica: Você não precisa detalhar o caos, mas precisa sinalizar que ele existe. Dizer algo como: "Queria te pedir desculpas pela falta de iniciativa ultimamente, estou lidando com algumas questões pessoais pesadas que estão drenando meu tempo e energia" já muda a percepção dela de "ele não quer" para "ele não pode agora". Isso ativa a empatia e a paciência dela.
Folia de Carnaval
anunciada no silêncio
citadino de Rodeio,
Antecipando do que
ainda para nós não veio,
e que não pede freio.
Do teu amor não
terei nenhum receio,
E o seu coração
com o meu terá jeito.
Sob a Lua de Neve
por dois escrevo,
O sutil encanto que
ilumina o romance
bonito que preludia
com gala e magia.
A ausência de pertencimento não gera rebeldia.
Gera silêncio.
E o silêncio coletivo é um indicador sistêmico de que a escuta falhou.
Tathiane Pereira
Pesquisadora Independente em Comportamento Humano
Autora da TECT | Fundadora do Voz da Sala
CACOS DE VIDRO NA MADRUGADA
(O silêncio ensurdecedor da maternidade atípica.)
As lembranças da gestação eram a única coisa que martelava na minha cabeça naquela madrugada chuvosa, mas o barulho lá dentro era ensurdecedor.
Olhei para o relógio: duas da manhã. Meu filho autista não parava de entrar e sair do quarto; ia até a cozinha, abria e fechava a geladeira à procura de algo. Foi quando ouvi o estrondo: era mais uma xícara que ele arremessava, fruto da crise que o vencia naquele momento.
Lá fora, a chuva batia forte, no mesmo ritmo em que meu coração acelerava na angústia de ver meu filho nesse elo perdido entre o mundo dele e o meu. Levantei num sobressalto; as lágrimas escorriam silenciosas e indefesas ante a fragilidade que eu sentia.
Naquele instante, o peso do mundo se concentrou nos meus ombros e a pergunta que eu evitava finalmente me alcançou no escuro: O que é ser mãe neurodivergente?
É quando a sociedade e a família falham em ser suporte e a mãe atípica adoece no silêncio. O isolamento vira um cárcere, e a exaustão vira risco. Precisamos entender que cuidar de quem cuida é um ato de justiça e humanidade.
Nenhuma mãe deveria ter que ser forte o tempo todo; ninguém sobrevive apenas de resiliência quando o que falta, na verdade, é acolhimento. Que o elo não se quebre pela nossa indiferença. A rede de apoio é o que impede que o amor vire dor.
Nós, mães atípicas, sentimos como se a chuva lá fora fosse o reflexo das nossas lágrimas de exaustão. Um mergulho intenso em um mundo dito "azul" que, de azul, só tem os símbolos. Na realidade, existem todas as nuances de cores: ora nítidas, ora borradas. Um labirinto onde caminhamos em círculos.
Se alguém achar o encaixe exato das peças ou a saída, diga-nos...
E, nesse ínterim, o que me resta nesta madrugada é juntar os cacos de vidro pelo chão.
Lu Lena / 2026
Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.
O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.
Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.
Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.
Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.
Palavras para o que a alma guarda.
Nem todo silêncio é vazio.
Alguns só precisam ser ouvidos.
Estamos aqui para ouvir… e dar voz ao que você sente.
