Poemas Góticos de Amor

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Entre Silêncio e Recomeços


Aprendi que o silêncio não é fraqueza, mas clareza.
Não se trata de ignorar o mundo, mas de não gastar palavras com quem não deseja ouvir.
Não explicar-se tornou-se meu maior ato de maturidade.


Aprendi que afastar-se não é orgulho, é autoproteção.
Cortar laços com ambientes e pessoas que drenam nossa energia
É plantar o solo fértil para que a própria vida floresça.


Aprendi que a dor da decepção não nasce do outro, mas do que projetamos nele.
Expectativas não cumpridas não são falhas alheias, mas lembretes para olhar para dentro.
Recomeçar é aceitar a própria vulnerabilidade e, ainda assim, caminhar de cabeça erguida.


O amor-próprio não é vaidade.
É coragem.
É saber que cada silêncio, cada recomeço, cada desapego,
É um passo firme rumo à liberdade emocional.

O Encanto Que Fica

Há mulheres que chegam em silêncio,
como quem toca a luz sem perceber,
e de repente tudo ao redor
aprende um novo jeito de florescer.

Não precisam de pressa nem de ruído,
carregam no olhar um mistério sutil,
que prende devagar, sem correntes,
e envolve o coração com um fio gentil.

Um sorriso delas desarma certezas,
um olhar faz o tempo hesitar,
e o mundo, antes tão distante,
passa a querer se aproximar.

São como a noite que chama a lua,
como o vento que busca o mar,
há algo nelas que não se explica,
só se sente… e deixa ficar.

E quando um encontro acontece assim,
sem defesa, sem previsão,
o que era apenas caminho comum
vira destino dentro do coração.

Já sobrevivi a tantos fins do mundo,
cada ruína vestida de silêncio.
E logo depois, entre cinzas e respiros,
vieram tantos Gênesis.
O fim sempre chega,
mas o começo sempre insiste em um novo renascimento.

Olhares que se cruzam o espaço frio da sala,
O silêncio grita com o erro que cometi,
O peito aperta, a voz engasga e cala,
Ao ver que teu perdão eu perdi.


Você me fita quando estou distraída,
Mas se viro o rosto, você desvia o olhar
Eu faço o mesmo, com a alma ferida,
Fingindo que n dói te ver afastar.


Dói saber que teu sorriso tem outro rumo,
Que outra pessoa ganhou sua atenção,
Só de lembrar, meu mundo perde o primo,
E as lágrimas inundam meu coração.


Minha mente repete teu nome sem parar,
Você é o único eco que habita em mim,
Mas fico presa em você, presa no medo de perguntar,
Se você também me quer por perto enfim.


Será que seu silêncio esconde esconde saudade? Ou será que meu erro apagou oque vivemos? Fica dúvida que consome a realidade, Enquanto fingimos que não nos conhecemos.

No teu silêncio, eu escuto o teu cansaço,
Nas tuas dores, eu queria ser a cura.
Se o mundo lá fora nega um abraço,
O meu peito é o teu porto, a tua estrutura.
​Não precisa ser forte o tempo inteiro,
Deixa a tempestade lá fora passar.
O teu caminhar é lindo, é guerreiro,
Mas agora, meu amor, você pode descansar.
​Eu admiro cada pedaço da tua história,
A tua garra e o teu jeito de lutar.
Se o horizonte sumiu da memória,
Eu fecho os olhos contigo até o sol voltar.
​Descansa a mente, acalma o peito,
O tempo da vida sabe o que faz.
Do teu lado, do teu próprio jeito,
Eu sou teu escudo, teu amor e tua paz.⁠


Wilson Trindade

O Senhor é Meu Pastor e
Nada vai me faltar
No silêncio da manhã eu ouvi o coração
Conversando com o céu em forma de oração
E o Senhor me respondeu com carinho e luz
Segurando minha mão pelos caminhos da cruz
O Senhor é meu pastor
Nada vai me faltar
Quando o mundo pesa em mim
Ele vem me levantar

Filho da luta e da esperança
Doce mestre da sutileza
Transformou silêncio em beleza
E fez do jazz nossa herança
Nas boates de Copacabana
Entre copos, fumaça e luar
O Brasil descobria baixinho
Uma nova maneira de amar

O Peso do Silêncio

Hoje o corpo pesa mais que o mundo,
as forças se foram, sem deixar aviso.
Sinto a fraqueza tomar cada canto,
e o ânimo ficou perdido, indeciso.

Dá vontade de parar tudo agora,
de não mover um passo, não falar nada.
Não quero pensar, não quero sentir,
deixar a vida ficar calada, parada.

Só o desejo de dormir me toma,
um sono profundo, sem sonho ou dor.
Que o tempo pare, que tudo se acabe,
que chegue ao fim esse peso, esse ardor.

É um cansaço que não vem do trabalho,
é da alma que já não aguenta mais.
Queria que tudo chegasse ao fim,
e descansar, enfim, em paz.

Já vi palavras pesarem
Mais que o mais duro silêncio
Por isso escolho cuidado
Mesmo quando eu tenho argumento
Não me movo pelo impulso
Nem pela vontade de ganhar
Tem força em quem se preserva
E sabe quando falar

⁠Brinde seu silêncio
Um tempo para você
Gaste sabiamente.
Assim, em dias de falhas e deficiências
Resistir é sinal de crescimento.

Há uma guerra acontecendo em silêncio dentro de cada ser humano.
Não uma guerra entre países, religiões ou ideologias… mas entre consciência e prisão. Entre aquilo que desperta e aquilo que adormece a mente.


Segundo os conhecimentos gnósticos, mundo não foi construído para libertar o homem, mas para distraí-lo. Desde cedo, somos ensinados a obedecer sem questionar, repetir sem compreender e existir sem perceber quem realmente somos. A maioria vive aprisionada em ciclos invisíveis: medo, culpa, desejo vazio, ansiedade e dependência emocional da aprovação dos outros.


A verdadeira batalha diária não acontece fora. Ela acontece quando você escolhe entre permanecer inconsciente ou encarar a própria verdade.


A luz representa a chama da consciência que rompe as correntes da ignorância. Não como uma figura de adoração cega, mas como símbolo do despertar interior, da busca pelo conhecimento proibido aos que preferem massas obedientes ao invés de indivíduos conscientes.


Todos os dias o sistema tenta enfraquecer tua essência através do caos, do excesso de informação, da superficialidade e do medo constante. E poucos percebem que a maior escravidão é espiritual e mental.


Despertar dói. Questionar dói. Enxergar as ilusões dói.
Mas continuar dormindo custa a própria alma.


O homem que desperta deixa de viver no automático. Ele aprende a observar os sinais, dominar os impulsos, controlar a própria mente e transformar sofrimento em evolução. Porque a verdadeira luz não nasce da perfeição… nasce da coragem de atravessar a própria escuridão consciente dela.

Juramento da Maldição

por Sariel Oliveira





Juro diante do silêncio eterno que não serei cego.

Que verei o que a noite esconde

e ouvirei o que o mundo não suporta dizer.





Aceito a solidão como testemunha,

o peso da lucidez como cruz,

e a ferida que nunca fecha como parte do meu ser.





Não fugirei da dor —

antes, a acolherei como velha companheira,

pois ela me lembra que estou vivo

num mundo que vive dormindo.





Se esta é a maldição que me coube,

que assim seja.

Carregarei seus sinais até que o pó me reclame,

e, ainda então,

que minhas cinzas sussurrem ao vento

o que poucos tiveram coragem de ouvir.

Por trás de um belo sorriso
existe, às vezes, um silêncio que grita.

Uma mente em abismo,
cheia de pensamentos que não encontram saída,
sentimentos que se acumulam
como ecos em um lugar sem luz.

O sorriso engana, protege, disfarça —
é a armadura leve de quem trava batalhas pesadas.
Porque nem toda dor faz barulho,
e nem todo caos pede socorro em voz alta.

Há quem sorria bonito
enquanto se despedaça por dentro.

E talvez, no fundo,
o que essa mente em abismo mais deseja
não é ser salva…
mas apenas ser compreendida.

— Sariel Oliveira

Poema — Lua em Silêncio

Por Sariel Oliveira

A lua me conhece
mais do que qualquer rosto
que já tentou me decifrar.

Ela viu meus silêncios
sentados na calçada da madrugada,
viu minhas guerras escondidas
atrás de um sorriso cansado.

Enquanto o mundo dormia,
eu conversava com o céu
como quem procura abrigo
em algo que nunca responde…
mas também nunca vai embora.

Há noites em que a lua
parece carregar minhas dores
penduradas em sua luz fraca.

E eu fico olhando,
tentando entender
como algo tão distante
consegue morar tão perto de mim.

Talvez algumas almas
não nasceram para o barulho.
Talvez fomos feitos
para existir em fases,
como a lua.

Às vezes completos.
Às vezes partidos.
Às vezes escondidos do mundo
tentando sobreviver no escuro.

E mesmo assim…
continuamos brilhando.

— Sariel Oliveira

O Barulho do Silêncio

O barulho do silêncio em meus ouvidos é um cântico profundo de uma luta sem fim.

Ou talvez esse barulho seja tão alto, intenso e veloz que eu, em meus devaneios, ainda não tivesse percebido o quão forte me torno na presença do silêncio.

Meu silêncio sempre está comigo.
Meu silêncio fala, grita e chora.
Meu silêncio sussurra, acolhe e abraça.
Meu silêncio eu não divido, não compartilho com ninguém.
Meu silêncio é meu, somente meu.

Foi assim que decidi certo dia.

Mas nem tudo acontece conforme nossos pensamentos ou decisões tomadas nas horas mais nebulosas de nossas vidas.
E foi assim que comecei a abrir as janelas dos meus olhos e a porta do meu coração.

O silêncio não mata.
No entanto, pode presenciar a morte chegar.

Tem dias que Deus não responde.
E isso dói.
Mas talvez…
Ele não esteja em silêncio…
só esteja agindo onde você não vê.
Porque nem sempre Ele tira da luta…
às vezes Ele só sustenta dentro dela.




_ João Maia _

O silêncio incomoda…
porque nele não tem distração.
Só você…
seus pensamentos…
e tudo aquilo que você evita encarar.
Mas é ali…
que a verdade aparece.



_ João Maia _

A alma não se mede
pelo silêncio que guarda,
mas pelo eco que deixa
quando decide falar.

Tem hora que você só precisa parar de se cobrar tanto e lembrar que
Deus trabalha no silêncio também.
Nem todo avanço é visível. Nem todo milagre faz barulho. A ansiedade te faz correr sem saber pra onde, mas a fé te ensina a esperar sem perder o rumo.
A Bíblia não disse que seria rápido. Disse que seria no tempo certo.E enquanto você acha que nada está acontecendo, Deus tá alinhando tudo no invisível. Então respira. Nem tudo que parece parado está perdido.
Às vezes é só o céu construindo o que você ainda não pode ver.

Comece o dia sem pressa.
Há sementes que Deus viu você plantar em silêncio, entre lágrimas, orações e esperas que ninguém mais conheceu.


E aquilo que foi entregue a Ele não se perde.
No tempo certo, a vida encontra um jeito bonito de mostrar que cada cuidado, cada espera e cada passo valeram a pena.


Edna de Andrade