Poemas Góticos de Amor
É claro que um dia tudo volta a ficar bem novamente!
É claro que um dia toda esta dor vai passar!
É claro que um dia você vai voltar a sorrir, sorrisos plenos de risos!
É claro que um dia você vai novamente voltar a sentir paz, tranquilidade, alegria imensurável de viver, de querer, de fazer!
É claro, afinal, a vida é assim. Nada é definitivamente para sempre! Nada, mas nada mesmo dura infinitamente! O dia nasce, a tarde chega, a noite escurece... vem a madrugada, às vezes fria... e novamente nasce um novo dia e o sol reaparece e nos aquece, nos aconchega!
A vida, que é o acontecimento mais importante, um dia acaba, imagine então os outros acontecimentos...
Mas hoje, agora, atualmente, você não está nada bem! Seus sorrisos são tão sem risos, pois nem vontade de sorrir de verdade você tem! Não sente paz, sente-se constantemente intranquila, sem sossego, ansiosa! Tem vontade de chorar!
Então se permita! Chore, se acabe de chorar! Sinta a tristeza! É necessário, pois só assim, depois de se permitir sentir de verdade, toda esta tristeza que está aí dentro de você, chorar todo este choro contido, que te engasga e provoca tanto mal-estar, é que você vai estar pronta para voltar... a sentir felicidade plena, verdadeira, intensa!
quando perde a vontade,
quando nada mais parece interessante
quando você olha e acha que todos tem motivos para viver, menos você,
quando pinta lagrimas; saudades e o desespero quer tomar conta de você
quando tudo isso acontece e mais um pouco,
mais mesmo assim, se empurra e carrega você vida a fora sem pena ou piedade, apenas com vontade entender, mesmo sem entender nada e assim vai buscando dentro de você, respostas para nada! porque tudo é um grande nada e respostas não passam de um capricho, para o que não tem explicação.
E vem, nos leva, sem porquês,sem nos consultar e tudo vira o nada;
Deixa em cacos aos que ficaram, a tristeza se torna contagiante, as lembranças se tornam frequentes, só resta a dor;
A valorização vem e age em nossos corpos como erupção;
E em vindouros restam somente vagas recordações e uma melancolia perpétua.
Hoje o dia esta cinza,
Quase querendo chorar.
As nuvens passam cansadas
Pesadas, tentando camuflar
Os fracos raios de Sol
Que hoje resolveram não queimar,
Meu rosto que observa o céu,
Triste querendo chorar.
Afina o tempo.
O vento paira na janela.
O improvável não desvia.
Dezenas de possibilidades morrem prematuramente.
Terra, campo e rio
Caminhando pela estrada de terra fofa e desmerecida
Vejo pedras que seguram o caminho tornando-o transponível
Vejo flores que embelezam a vista, o olhar, a imagem, o espírito
Vejo passos tão pisados e tão evidentes que nos lembram cicatrizes,
Dores voláteis que duram uma eternidade, e não duas, como se achava na primeira semana
Ando pela estrada agora aberta em forma de campo,
Não me sinto à vontade, não costumava passar por aqui
Neste pedaço de terra me parece existir felicidade,
Não acreditemos nela, não acreditemos muito,
As flores e as árvores são conhecidas por mentirem mentiras contadas sem uma única voz
Não desmereça a caminhada!
Chegamos ao rio, nele me sinto consumido pela esperança
Pelo toque suave de uma única gota que me liga aos mares e aos mundos
Posso me desfazer das roupas: sapatos, capas, chapéus e máscaras,
Agora sinto seu toque frágil e restaurador,
Vejo o céu mais próximo do mar, parece tocá-lo, parece querer me tocar,
Mas n deixo, desfaço rápido toda excitação radioativa e me visto rapidamente
Não poderia deixar o céu vir a mim, eu preciso ir até ele
Vestido de sapatos, capas, chapéus e máscaras
Como podes dizer que eu ou você estamos vivos!?
Nada somos além de um conjunto em funcionamento,
Qual a diferença entre uma máquina e nós humanos?
Todos fomos criados e criações não possuem vida.
Somente Deus está realmente vivo.
Me mataram hoje
Eu sorri
Perdi o que não tinha
Estranhamente o nada faz falta
Sorri de novo
Parece que eu queria o que não gostava
Não gostar diminui a incerteza
Define alguma coisa
Coisa...
Eu consumia paredes para me referenciar
Livre, eu não sabia ser
Só sabia covardia
Tinha medo de morrer
Mas morri
Essas palavras são póstumas
Na morte desanuviamos
Nuvens são nadas que parecem alguma coisa
Mas esse nada consegue molhar e apagar teu giz legado
Na morte teus pecados não contam mais
Açoites e culpas são despejados
O mandado de desintegração de posse se cumpri
A carne se desfaz
Eram só átomos invisíveis ligado por ideias
Ideias de viver retroalimentadas por Wal Disney e seus amigos multicoloridos
Viver é morrer as poucos
E de pouco eu já tô vazio
Vivendo, você somente consegue estar
Morto você é
E se é pra ser, que seja
Viver é o dogma de quem quer ser alguém
Escute um conselho de quem já é ninguém
Morra todo dia
Palavra de defunto
"Cansei de abrir portas que não levam a nenhum lugar
e janelas sem vida.
Cansei de escalar escadas sem fim e degraus de barro.
Cansei de sorrisos fúteis e lágrimas indispensáveis.
Cansei de promessas livres ao vento e palavras vazias.
Cansei de sóis opacos e luas sangrentas.
Cansei de mágoas eternas e feridas que não cicatrizam.
Já desejei chegar ao fim poço, hoje desejo apenas a escuridão.
Já desejei o grito do silêncio, hoje desejo apenas o nada
Sendo consumido pelo segredo
Perdendo forças pra lutar
Perdendo a vontade de agir,
deixando tudo assim.
São flores, são caminhos,
São cores, são cativos,
São dores que me resguardam,
São sonhos que me aguardam.
Não quero dizer que estou triste ou que perigo,
Mas a felicidade é tocável e não a vejo.
Sinto como se fosse outra a causa para um eu aflito,
E enquanto a sinto, a vida eu não vicejo.
N'outro dia estava caminhando sem comoção,
Como se o própria dia não fosse relevante,
Mas pouco durou tal ingênua sensação,
Pois o dia acaba, e outro chega.
Então ali caminhando eu tomei consciência,
Perdido num paraíso, sem objetivo,
Estava vivendo a esmo, sem exigência.
Mas quis que o dia mudasse e que este então seja:
Que as flores floreassem pelos meus caminhos,
Que as cores cativassem os meus momentos,
Que as dores se resguardassem para um eu sozinho,
Enquanto os sonhos se aproximassem com o tempo.
Os flores não mudaram, nem as cores ou as dores do meu alento,
Mas meus olhos já eram outros, prontos para um dia novo e sedento.
Era eu que não mais queria, e que agora seguiria o vento,
Que aponta para onde o sol conta, as histórias de um pensamento.
Carpe Diem.
E eu me isolei um pouco, sabe?
Optei por me alienar das mídias.
Os noticiários da Tv me deprimem, e a mídia impressa me choca.
Eu prefiro ficar aqui... dentro do meu mundinho; Onde diferenças não existem, onde todos somos iguais.
Onde não existam crenças ou religiões malignas, que sangram corpos e eliminam vidas...
... Essa coisa que a vida oferece é pura loucura! Vivemos tudo de forma inacabada, você faz mil projetos, trocentos planos e morre no final, deixa tudo, não se leva nada material. Coisas que você busca por toda a vida, constrói tudo em cima, família, filhos, pra onde vai?!
... Os sentimentos que sentimos, sofrimentos, dores, coisa e tal! beleza, feiura, riqueza e pobreza, esse emaranhamento de coisas, é a matrix? -Pode ser e dai, pra que tudo isso, se nada leva a lugar nenhum, a finalidade é fazer de todo mundo um monte de idiota assistido e sem saida?
...É sobrenatural a vida humana, ver fantasma é fofo, perto de tantas asneiras que vivemos ao longo da vida!
A felicidade é a pior delas, acaba logo e sempre esquecemos o que nos fez bem!
A tristeza supera, oh coisa insistente!
... Essa coisa que a vida oferece é pura loucura! Vivemos tudo de forma inacabada, você faz mil projetos, trocentos planos e morre no final, deixa tudo, não se leva nada material. Coisas que você busca por toda a vida, constrói tudo em cima, família, filhos, pra onde vai?!
... Os sentimentos que sentimos, sofrimentos, dores, coisa e tal! beleza, feiura, riqueza e pobreza, esse emaranhamento de coisas, é a matrix? -Pode ser e dai, pra que tudo isso, se nada leva a lugar nenhum, a finalidade é fazer de todo mundo um monte de idiota assistido e sem saida?
...É sobrenatural a vida humana, ver fantasma é fofo, perto de tantas asneiras que vivemos ao longo da vida!
A felicidade é a pior delas, acaba logo e sempre esquecemos o que nos fez bem!
A tristeza supera, oh coisa insistente!
Numa cova bem profunda eu enterro meus sentimentos.
Cadáver do meu coração.
Sepulto em um lugar qualquer, sem nenhuma lápide.
Essa cova não tem endereço, eu não quero que tenha.
Quando atraídos, nosso corpo como sol se aquecem,
Quando perdidos, nossos olhos como rios transbordam,
Quando inspirados, nossa alma como primavera florescem,
Quando iludidos, nosso coração como inverno esfriam,
Quando apaixonados, nosso desejo como brasa acendem,
Quando nada sentimos, nossa vida como morte parecem.
(Mayke Franz)
SENTIMENTOS
Sentimentos se completam
O sol é sempre bem vindo
Eu faço minha parte
Antes que chegue a morte
O Tempo
O passado que criou o agora pensa no futuro
Não vivemos em tempo nenhum
Mas vivemos perdidos no tempo
Hoje eu sou eu mesmo
Amanha eu já não sei quem sou
Hoje eu estou vivo
Amanha eu estou morto
Minha carne é enterrada
Então sou comido pela terra viva
Vou apodrecendo a cada instante
Vivo ou morto
Que diferença faz
Não vivemos o tempo
E o tempo que vive a gente
Tudo tão vazio e tão cheio
sem sentimentos que não o receio.
Tudo o que escrevo é nada.
Palavras? Uma multidão negada.
Tanto sentimento que tem vezes
que nem eu sinto… esqueço por meros meses.
Palavras ocas e o ar carrega o sentir
letras e frases soltas que escrevo sem mentir
as dúvidas são o que me move?
A dúvida para-me, ela não se comove
com as batalhas em que batalho todos os dias
ou com as guerras que guerreio por entre fantasias.
Escrevo tudo o que quero quando o tempo desaparece
Atrevo-me a dizer que o lápis faz tudo o que me apetece.
Escrevo sem cérebro ou coração
comigo levo apenas a alma e o coração na mão.
Escrevo sem realmente o fazer…
Pensamentos. Nunca paro de os tecer.
Sinto o tempo a correr, a vida a passar, sinto que o meu corpo se move, «sempre em frente» eu oiço-me dizer, e eu obedeço, uma parte de mim levanta-se e anda.
Parece que estou sendo deixada para tras por mim mesma. Estou me vendo lá longe a sorrir, mas estou aqui, vejo-me bem longe a correr, e eu choro. Vejo-me a fugir de mim mesma e de repente...
Onde estou?
Eu fugi? Fiquei aqui?
Será que morri?
