Poemas Góticos de Amor
Quando se sentir sozinho e triste, refletindo sobre as cruzes que carregou e ainda carrega, busque forças dentro de si. Tente sair desse lago que o afoga e nunca, em hipótese alguma, segure qualquer mão que aparente estar tentando ajudá-lo.
Podemos ter, em nossas vidas, pessoas que buscam nos auxiliar; contudo, ao final, independentemente de suas mágoas, tristezas, decepções, pensamentos intrusivos ou da sensação de abandono, sempre foi e sempre será você por você.
Ninguém jamais compreenderá plenamente as suas dores, seus fantasmas e suas angústias. Assim, sempre será você por você, sempre.
Humanidade melancólica, vives na escuridão do seu universo barato e medíocre. Pobre humanidade insana e egoísta, por isso que sofres a consequência das suas inconsequências.
Vá, e deixes florescer a dor de um futuro incerto, com a certeza de que irá frutificar a dor e a vergonha, de pensamentos baratos, que de nada serviram.
Humanidade, esse é o seu nome por enquanto, porque quando vier a coleta, será para prestar contas dos centavos que deixaram de pagar, e então o seu nome não mas será.
A porta do abismo já esta se abrindo, e é para lá que a humanidade esta partindo.
Não ficará ninguém para continuar essa história.
A Decepção
Na sua denotação: substantivo feminino,
sentimento de tristeza, descontentamento,
frustração pela ocorrência de um fato inesperado,
que representa uma desilusão, desapontamento.
A fatalidade do desatento
O despedaçar de um coração apaixonado
A morte de um sentimento
O tormento do pensamento aprisionado
O despertar de uma ilusão
A queda para uma realidade
O fim de uma paixão
O conhecimento de uma personalidade...
O motivo de um sofrimento
O começo de um desassossego
A busca infinita de um acalento
A paz que tanto desejo?
A dor que traz aprendizado
A resposta de uma indecisão
A descoberta de um mistério desvendado
O fechar da porta, o encerrar de um ciclo, a conclusão!
O Que Sobra Depois?
O dinheiro corrompe a alma,
a morte consome o corpo.
E depois… o que resta?
A alma.
A Natureza da Coisa
- Professora nós nascermos inerentimente tristes?
- Sim é necessário
- Porquê?
- Para a Grande busca
- Qual é a grande busca?
- É tudo aquilo que motivou sua pergunta.
Mascarados
A máscara do ódio
A roupa da tristeza
A alma de medo
Por que te escondes?
Mostre ao mundo
Teus monstros eternos
Revele a todos
Suas dores ocultas
O que lhe segura
Não são fundamentos
O que te detém
Não são justiças puras
A luz que te guia
Também te cega
Olhe ao seu redor
Mas sem medo
Olhe ao seu redor
Mas sem o ódio
Que você aprendeu a carregar
O chão que você pisa
Consumido pelo medo
Se torna em fel
Amargo e feio
Se com pureza andasse
Verdade veria
Luzes por todos os dias
Beleza a cada passo
Sem um pingo de cansaço
Mas é impossível ser puro
Nesse mundo leviano
Cheio de enganos
Totalmente profano
Coloque sua máscara no lugar
Se agarre a sua Justiça
Justiça carente de Justiça
Se afaste da beleza
Desista da pureza
Nessa terra de fel
Não se sonha com mel
POEMA PARA TI
AVELINO FERNANDO DO COUTO RIBEIRO
(ou quando a morte fardada de roupagens negras se transforma em cristais de lágrimas puras que nem o sol consegue secar. © Carlos De Castro)
Há poucas horas te via
Na madrugada passar,
À minha porta.
Ias cedo, para o pão ganhar
Cedo ou tarde não importa
Quando o coração tem vida
Na noite que vai parir o dia.
E sou eu nesta elegia,
Neste paradoxo sem fim
Que afirmo com precisão
Que a morte é tão cobarde,
Se não,
Era fogo que não arde
E levava-me só a mim.
Assim, fico sem tino
Sem vontade de seguir
Esta vida, Avelino.
Pode ser que ao Divino,
Já no Reino do Eterno,
Possas rogar meu menino
Para que eu amado primo,
Jamais desça ao tal inferno.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Muito Trista Por Escrever, em 06-04-2026)
As sombras refletidas nas paredes das cavernas não ofereciam a nitidez que a ilusão das telas mostram em detalhes.
O exibicionismo no entorno da fogueira; cantos, danças, histórias, contos...
Por vezes interrompidos pela dor da ruptura do dente do siso, é o mesmo. Excessão às ferramentas, tanto para combater a dor, quanto para se exibir, muito mais potentes. Muitos dados coletados para comprovar que não damos conta de cuidar nem do mundo ou do outro, sem antes alimentar o faminto ego.
Se a vida for triste
Sa a vida for feliz
Se a vida não tiver sentido
Ela é o seu bem mais caro
Então ela não tem preço
Ela tem vida
Mas como a vida tem uma vida,
Se a vida não tiver vida, ela não é mais uma vida
Tristeza
A Tristeza não se contenta
Em me engolir
Ela me atormenta
Persiste em ferir
Morde aos poucos minha alma
Tem prazer em mastigar
Deixa-me jogada na cama
Degusta-se em me matar!
Na morte somos mais lembrados
Todos "querendo" o impossível
Querendo te dá em morte
O que puderam te dar em vida
Aí são textos em redes sociais
Vídeos com músicas melancólicas
Fotos daquele que se foi em preto e branco...
...
Não seja hipócrita
Poste pelos menos fotos bonitas
Sinta por você, e não pela pessoa que se foi
Porque se você errou com ausência, quem se foi já não está nem aí, nem aqui...
Poste no mínimo coisas felizes, que o mesmo gostava
Músicas, poemas, fotos
O inferno é na terra
O pecado está na carne
Quem se foi, estará livre
...
Me sinto perdido sem os seus carinhos
Meus dias são tristes sem o teu sorriso
Fecho meus olhos e te vejo
E a cada segundo te lembro e te desejo
Afogado em minhas próprias lágrimas
Caminho com a tristeza que me abraça
Sem o brilho do teu olhar
O caminho fica escuro
por onde quer que eu vá
Em meus sonhos me persegue
Acordado ou dormindo
meu coração não te esquece
Mais uma noite triste sem o seu amor
Mais um dia sofrendo com a saudade
e dor que em mim ficou!!!
ÁG
Hoje eu acordei chorando.
Lágrimas de felicidade, não tristeza.
Pois num momento sem direção,
você veio por poucos segundos me acalentar.
Não te vi dormindo, pouco antes de acordar,
Mas quando percebi, na sua frente me ajoelhei e desatei.
Não soluçava, como agora, mas já chorava lagos e rios.
Tentei sua testa beijar, enquanto dormia serena, mas antes você acordou e me olhou.
Aquela cara de quem acaba de acordar, mas já ostentava seu zelo, tentando tirar da minha camiseta um pelo.
Parando para refletir, sua voz eu não me lembro de ter ouvido, mas as palavras eu entendi e as respondi com um riso baixo.
Antes que pudéssemos falar qualquer outra coisa, infelizmente virei para o lado, acordei e me afoguei.
Foram poucos segundos, não nego,
um curto infinito, aceito.
Mas nesse momento de dor,
Foi muito mais do que eu podia querer.
Alice, essa gangorra te mata lentamente.
Nunca sabes o que pode te esperar.
Um passo de sombra,outro de luar.
Não fere quem te ama.
Por trás do olhar doce e sereno,
Há uma fera pronta ao veneno.
Raiva e ódio, veneno que retorna.
A tempestade vem sem dó e sem aviso, deixa as marcas eternas no corpo e no riso.
Mandalas & Tapetes Burgueses
Melancolia
De fado
Português
Regado à vinho
E
Dissolução do fermentado
Pagando os pecados
Com o suor do cansaço
Metabolizados
No calor do fígado
Tristeza
De nobreza
Sem causa
Escutar
De coisas
Não ditas
"Minha casa minha vida
Sua casa é meu problema"
De certeza
Somente
A presença
De sua
Ausência
Passeando
Meus
Anseios
Desajeitados
Nas ladeiras em ruas
De muita pedra
Nos vales profanos
Da dissonância
Esculpidos em vales
Da tradição
A ambição do pecado
Fermentado em vinho
E a solução
É dissolução
Sem solução
Em ruas
De Tradição
Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.
Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.
Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.
Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.
Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.
Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.
Um certo dia falávamos da morte,alguns planejando seus funerais eu ali só os ouvia.
Chegaram a mim e perguntaram, como seria o meu.
Respondi assim que liberado meu corpo da autopista, iria direto para Cremação, sem Velório sem choros.
Me perguntaram porquê, sem Velório sem Cerimônia ?
Porquê devemos ser lembrados todos os dias.
Devemos Amar um ao outro todos os dias.
Devemos abraçar mesmo que sem vontade.
Devemos sempre dar um bom dia boa noite.
Devemos ser sempre o oposto da Solidão ou do esquecimento.
Devemos chorar e blindar a vida.
Devemos sentir falta em vida.
Mais jamais chorar da morte.
Pois o dia de cada um de nós, está por vir !
Assim como o meu.
Vivamos o hoje o amanhã poderá ser tarde demais !
Há um lugar em meio ao caus e a dor
Onde toda a tristeza, medo e solidão
Não pode entrar
Este lugar fica ali na esperança.
A minha borboleta
Hoje me lembrei de você. Não porque estava triste, pelo contrário. São nos momentos mais felizes que nos enchemos de saudade. Todas as vezes que eu respiro sinto sua falta que me dilacera a alma. O dissabor da perda de uma mãe é dor que dói a todo instante. Claro que o luto passa, mas o amor, ah o amor não. Quem ama ultrapassa a barreira da eternidade. É no brilho do sol, na luz das estrelas, na flor que colore cada rua que eu passo que me faz sentir saudade de ti, minha Lina.
Ter saudade de ti me faz sentir saudade de mim, de quem eu era com sua presença física.
As vezes bate a solidão de não caber em qualquer lugar, em qualquer conversa, em qualquer simples troca num cafezinho.
Ser diferente era o que me fazia especial pra ti.
O dissabor e o privilégio de ser laranja quando o mundo gosta de outras cores me faz sentir ainda mais a sua falta.
Éramos a dupla perfeita. Agora sou carreira solo.
Saudade dos nossos papos abertos, daquele colo que eu podia ser quem eu quisesse ser, sem ter o julgamento de quem não entende as diferenças.
Ai ainda acho que devia ter a lei que proibisse que a mãe da gente morresse.
Cá estou numa sexta borboletando e respirando saudade.
Ai que saudade de ôce minha borboleta.
Hoje a tristeza tomou conta do meu peito.
Hoje o céu é cinza, reflete minha alma.
Todas as músicas parecem tristes estou de verdade comovido com a vida essa vontade de chorar não passa.
Como eu queria um amigo, um abraço,
alguém segurando minha mão.
Eu estou só
E sozinho cigo nesse dia frio e cinza de primavera
A saudade toma conta do meu lar e sinto que estou perdido sem ter pra onde voltar.
PauloRockCesar
