Poemas Góticos de Amor

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"Na tristeza, o vento lamenta.
Na solidão, o vento desvia.
Na felicidade, o vento canta.
Na paixão, o vento arrepia.
No amor, o vento sussurra.
No abismo, o vento guia."

Percebe-se que, após a morte, certos nomes deixam de ser pronunciados com frequência.
Não morre apenas a pessoa, o nome também se silencia.

A vida é tão breve que, como se costuma dizer, não há tempo sequer para ler todos os livros que se ama.

A ausência não está apenas no vazio deixado, mas nos gestos interrompidos, nas palavras que já não são ditas, nos rituais simples que desaparecem com quem partiu.

Um corpo nunca é apenas um corpo.
Ele carrega uma história inteira: sentimentos, marcas, traumas, resistências.
É memória viva! E, ao final, também é o lugar onde a morte se manifesta.

Espero mais uma vez,

sem solução, sem esperança.
Meu coração doi e queima
na tristeza que avança.
Corpo enfraquece na despedida,

tão rápida, tão dolorida.
O pior é o desprezo agressivo,
a injúria, a falta de empatia.
Queria ao menos um abraço,

na despedida sem sentido.
Ontem, pizza e risadas,
hoje, silêncio consumido.
Mensagem triste chegou,

desejando distância e frio.
Sexta-feira virou deserto,
meu esforço foi vão, vazio.
Corri, cheguei cedo,

mas o portão estava trancado.
A porta fechada, as luzes apagadas,
tudo em vão, tudo negado.
Fui pra casa desolado,

lágrimas rolando no rosto.
Deitei, e a solidão no quarto
sufocou-me quase à morte.

Há algo profundamente triste quando aquilo que Deus tratou como precioso passa a ser visto como algo pequeno. A igreja não é apenas um ajuntamento religioso, mas a família que Cristo comprou com o seu próprio sangue.




O evangelho não nos chama para uma fé meramente individualista ou desligada do povo de Deus. Embora cada pessoa responda pessoalmente ao chamado de Cristo, a salvação nos introduz em uma nova realidade: Deus reúne os redimidos para formar um povo, um reino e uma comunidade de irmãos reconciliados. Assim, a redenção não termina apenas no perdão dos pecados, mas se expressa também na vida compartilhada entre aqueles que agora pertencem à mesma família espiritual.




Por isso, tratar a igreja como algo secundário ou viver a fé de maneira superficial empobrece a própria vida cristã. A fé foi feita para crescer no convívio, no encorajamento mútuo e na vida compartilhada entre aqueles que pertencem a Cristo.




Jesus não morreu para salvar pessoas dispersas; Ele morreu para reunir uma família centrada N'ele. E se Ele considerou a igreja digna do seu sangue, então ela jamais deve ser tratada com indiferença.




Honrar a igreja, amar o corpo de Cristo e valorizar a comunhão dos irmãos não é apenas um dever cristão — é reconhecer, com reverência, a beleza daquilo que Deus decidiu construir.

A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.

Vale;


Vasto, nem neblinas são visíveis
O temor percorre nas sombras divisíveis
Cercando o vale, montanhas que amaldiçoam o homem
Mas rapaz ainda, com deveres além de sua compreensão
Perdido, apenas seguindo o caminho de sua alazã




Lembra do momento que tudo iniciou?
Eu já não
Memórias são seletivas se ainda as controlamos
Olhos da perdição que com esmero se desvaem
Desmaio pelo mal que eu faço, e que nunca me satisfaz




Seria um momento calmo
Pombas brancas voando para além
Um jardim para um inicio
Ou um começo para o fim.




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Data: 10/02/26

A morte é minha amiga


Nós não brincamos mais desses jogos


Sorria até que isso se torne falso também

– Graças a mim, os homens não mais desejam a morte – disse Prometeu.
– Que remédio lhes deste contra o desespero? – perguntou o coro.
– Dei-lhes uma esperança infinita no futuro – respondeu ele.

Ésquilo
Prometeu acorrentado.

O medo da morte


Antes a morte não me causava angústia, não ligava pra quando muito menos de qual maneira.
Depois que você apareceu na minha vida, que eu tomei conhecimento de que nesse mundo tu estás..


Agora a morte me causa angústia, medo de viver pouco e talvez não aproveitar algo nesse mundo o qual tu faz parte.


Isso era antes, agora tanto faz, a morte já é algo esperado as vezes até anseio por sua chegada...

"Quando o céu toca a alma"


Não estou triste,
mas algo em mim pede lágrimas.
Não de dor -
de vida.


É como se o céu encostasse no meu peito
de leve,
e minha alma, surpresa,
quisesse responder.


O choro vem,
mas não cai.
Fica ali, feito oração silenciosa,
feito gemido sem palavra,
feito toque do Espírito que a mente não traduz.


Romanos diz que Ele intercede por mim,
e talvez seja isso que eu sinto:
um mover que não se explica,
um derramar que não se derrama,
uma visita que o corpo reconhece
antes do pensamento entender.


A emoção trava na porta,
não por fraqueza,
mas por reverência.
Como se até as lágrimas soubessem
que Deus está perto.


E então fico quieto,
com a vontade de chorar sem motivo,
e percebo -
não é tristeza.
É sensibilidade.
É cura nascendo sem ferida.
É o coração ajustando o que nem eu sei.
É a presença que arruma a casa
sem fazer barulho.


Cada lágrima que não cai
ainda assim é vista.
Cada emoção engolida
ainda assim é guardada.


Porque Deus recolhe até aquilo
que não escorre do rosto -
até aquilo que só escorre da alma.


E um dia, talvez, eu chore.
Não por perder,
mas por ter sido tocado.
Não por dor,
mas por encontrar paz demais para caber no peito.


Até lá eu sigo assim -
com o céu pousado dentro
e o coração aprendendo a sentir.

paz!
que nos momentos triste alguém te faça sorrir.
ao sentir -se aprisionado,que DEUS te dê a liberdade.
nas noites de pesadelos que Deus te acolha,
que sua lágrimas não seja só de tristeza e sim de alegria.
que o ódio que te rodeia você consiga acalma-lo com seu amor.
que as inimizades parem e pensem "o que foi que ele(a) me fez? antes de praticar seu ato.
que você (eu) nunca perca a esperança do amanhã.
que DEUS esteja em nossos corações e principalmente dando esperança de sorrir e ter a liberdade de ir e vir"pois já não a tenho".
e mesmo ASSIM o meu amor carinho e o meu EU continuarão carregados nas cores do ARCO IRIS e banhados pelos raios de sol e abençoado por DEUS,
"DEUS CUIDA DE MIM!"

O homem que um dia foi muralha, hoje treme.


Meu pai, que já foi tempestade, agora é sombra do trovão.
Antes, sua voz era lei, sua presença, temor.
Erguia-se como torre inabalável, inquestionável.
Confrontava os frágeis, dominava os que dele dependiam.
Era força bruta, autoridade sem pausa,
um império de si mesmo.


Mas o tempo, esse escultor silencioso,
foi desgastando as pedras da sua rigidez.
Hoje o vejo com medo.
Não mais o medo que impunha,
mas o medo que sente.
Medo do fim, do esquecimento, da fragilidade que ele tanto desprezou.


E mesmo assim, a arrogância permanece.


Como armadura velha que ele se recusa a tirar,
como se admitir fraqueza fosse morrer antes da hora.
A prepotência não o deixou ou talvez ele nunca quis deixá-la.


Porque abrir mão do orgulho seria admitir que o tempo venceu.
E ele, que nunca soube perder,
prefere se agarrar ao que resta da sua antiga coroa.


Mas eu vejo.
Vejo o homem por trás do mito.
E, apesar de tudo, ainda é meu pai.
Mesmo que hoje ele não seja mais o gigante que um dia foi.


By Evans Araújo

Que esse sorriso não se suicude
Que a tristeza não se eternize
Que a dor não venha devastar
nem um coração
Que uma lágrima não venha cai ao chão
Que o choro não seja de dor
Que a lembrança não seja ferida
Que a sicatris não venha fazer
Parte da minha vida...

SORRIRO FALSO!

Nem toda felicidade
Está vestida com um sorriso
As vezes é a tristeza
Desfaçada em risos
Só quem pode entender
Quem de fato, conhecer
A alegria de um amigo
Nem toda felicidade
Traz alegria e emoção
As vezes é a tristeza
Camuflado com a depressão
Na frente é uma aparência
Por traz é uma doença
Machucando, o coração.

⁠
Bate a saudade em meu peito
E faz pulsar mais forte meu coração
Com uma tristeza bem profunda
Uma bendita ilusão
Lágrimas caem até o chão
E regam as flores da saudades
A saudade de um jardim
A saudade minha paixão.

⁠Valor após a morte.


Nesta madrugada,
cheguei a uma conclusão,
Você só é valorizado, quando fecham o seu caixão.

Os vivos tem medo de serem ofuscandos,
quando você vive ao seu lado.
Não lhe dão valor, nem reconhecem,
a sabedoria que Deus, lhe concedeu.

Quando você desce a capa fria, choram que nem um falizeu.
Ficam cheios de alegria, porque seu concorrente morreu.

Bandos de miseráveis, igual aos tais,
sempre irão existir, torcem por sua morte,
para poderem ressurgir.

Filho, algumas pessoas avistam uma árvore com interesse.
Aproximam-se buscando sombra para o cansaço, alimentam-se do fruto, recuperam as forças…
e, assim que se sentem bem, atiram o caroço contra ela.

Observe a vida dessas pessoas.
Elas não avançam, apenas transitam.
Vivem de árvore em árvore, de ajuda em ajuda, de relacionamento em relacionamento.
São incapazes de reconhecer a própria inutilidade, porque fogem do confronto.
Preferem culpar pessoas, culpar contextos, culpar circunstâncias.

Agora, observe a árvore.
Ela permanece firme, mesmo ferida.
Continua frutífera, mesmo rejeitada.
E segue grata, porque sabe quem é
independente de quem se alimenta dela.

Chove chuva, chove sem parar.
Vai tristeza, vai embora sem pensar.
Xô solidão, que a vida vem me amar.
Não importa mais se olham para mim,
Porque eu já sei exatamente quem sou.
Sei bem qual é o meu lugar

⁠
A Paraíba está quente
De João Pessoa até Patos
Uns quarenta graus na sombra
Cozendo talheres e pratos
O fogo tá se bronzeando
Açudes evaporando
Quentura assando os sapatos!

O Arquiteto de Sombras


As engrenagens do tempo não rangem,
elas deslizam em fios de seda e silício,
enquanto os homens, no cansaço, abrangem
o que é destino e o que é só artifício.


Plantei um jardim em solo de vento,
onde as palavras são sementes de luz;
colhi o silêncio de cada momento,
que às vezes liberta, que às vezes conduz.


O mundo lá fora corre em linhas retas,
geometria fria de pressa e metal,
mas o peito insiste em rotas inquietas,
buscando a curva do que é visceral.


Não sou o mármore, nem a mão que o corta,
sou o espaço vazio que a forma contém.
Bato de leve na sua própria porta:
há alguém em casa, ou não resta ninguém?