Poemas Góticos
..Por isso, podeis vê-lo muitas vezes triste, NUNCA abatido nem desesperado;
muitas vezes pobre, NUNCA envilecido nem miserável; muitas vezes
PERSEGUIDO, NUNCA abandonado NEM vencido."...
Na vida é tudo ou nada.
Livre ou preso;
Forçado ou espontâneo;
Amado ou iludido;
Alegre ou triste.
Vc tem escolhas na vida, mas também sacrifícios.
Deixe livre as coisas.
Se for verdadeiro vai permanecer em sua vida.
Triste ver uma abelha sofrendo a98
Nas esquinas da vida com fome
Suplicando: plantem flores!
Avisa nosso vazio abdome
Nós estamos passando horrores
A falta de alimento nos consome
Não ignorem nossas dores
Se continuar assim, a gente some
Da Terra, `sábios´ doutores!
(...) Podemos escolher nossos amigos, sabemos
os que realmente nos ama, sem essa de ficar
triste por causa de palavras Mal ditas, fuja de todo
mal, fique longe de pessoas que te colocam para
baixo, que não acreditam em seus sonhos,é hora
de ser Feliz, saiba que só alcança a Felicidade
aquele que tem a coragem de dar o primeiro passo.
O que esta esperando... Bora Amar e ser Feliz...
Matança do Povo
Triste é um país
que mata o próprio povo
para saciar as luxúrias de poucos.
O egoísmo fala mais alto
do que qualquer honestidade.
Pensam ser os únicos dignos,
os únicos importantes.
Desviam investimentos
que deveriam melhorar
a vida da população,
para aumentar seus próprios bens,
mantendo o povo
preso à miséria.
São tantos desvios,
tantas rachadinhas,
tantos pix secretos…
No fim, ignoram justamente
aqueles que os colocaram no poder.
Enquanto uns passam fome,
outros fazem tour em Paris,
experimentando iguarias
que muitos jamais provarão.
São tantas covardias,
tantos egoísmos,
que muitos não conseguem
nem o mínimo para saciar o corpo.
E assim se revelam
as vergonhas da humanidade,
os extremos da desigualdade,
onde o egoísmo e a covardia
expõem a falência moral
da própria sociedade.
— Helaine Machado
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações
Eu me sentia vazia. Terrivelmente triste. E, quando não me sentia assim, apenas continuava sobrevivendo.
Não entendia por que estava triste o tempo todo. Eu tinha tudo. Pelo menos era isso que diziam,via pssoas passando necesidade e tendo sorrisos bem mais sinceros que os meus...nao entendia poruque doia tanto ? Então comecei a procurar qualquer motivo que justificasse aquela tristeza que eu não conseguia controlar dentro do peito.
Inventava histórias para tentar explicá-la. Mas parecia pouco. Então comecei a mentir. Inventava problemas, inventava traumas, inventava versões de mim para os meus amigos, apenas para que aquela dor finalmente tivesse um nome.
Quando percebi o quão errado aquilo era, parei de inventar uma vida e comecei a fugir da minha. Passei a me afogar em filmes, séries, livros... qualquer lugar servia, desde que eu pudesse olhar para alguém e viver as emoções dessa pessoa em vez das minhas ou do oco em meu peito.
Era mais fácil chorar pela dor de um personagem do que encarar a minha, porque a dor dele tinha roteiro, tinha motivo, tinha começo e fim. A minha apenas existia eu menti para mim tambem...porra especificamente para mim
Momento
O momento é duvidoso
Não sei se feliz ou triste
Não sei o que esperar
Ou se devo aguardar.
Por um lado tudo parece bem
Doutro, uma incerteza
Uma falta de precisão
De saber se é sim ou não.
Não sei se estou feliz
Ou se não sinto nada
Parece meio vago
O que penso, o que falo.
Descontentamento
Meio contente
Infelizmente
Ou se é felizmente.
Nada sei de nada
Sei só que não sei
Se souber não saberei
Sabereis eu saber?
Dito tudo isto
Insisto em duvidar
De tudo que duvido
Ou que me deixa em dúvida.
Há razão em ter razão?
Há certeza no incerto?
Sentir que não sente
Já não é uma sensação?
Outrora não há afirmação
Dono não há de convicção
O certo já foi incerto
Até se tornar concreto.
Tudo isso nada quer dizer
Ou diz e eu não sei o quê?
Cada um deve algo saber
Ou tenta querer perceber.
Fuga do pesar
Caminhei triste mergulhado em passos lentos,
Desci alguns degraus sem saber o caminho de volta,
Duros foram os golpes, amargas foram as noites observando o céu noturno em silêncio,
As esperanças vagavam em voos profundos sem a mínima preocupação,
Uma mão eu senti por sobre a minha cabeça quando mais nada tinha valor em vida,
Os sonhos trouxeram uma costura do tempo mostrando quem eu era e quem eu ainda poderia ser,
O sal foi jogado fora, o mel começou a ganhar prioridade,
Mesmo dentro da tormenta o inabalável me alcançou, novos caminhos saíram por entre as nuvens,
Vi várias mãos estendidas me trazendo boas novas,
Olhei para o céu noturno novamente e dessa vez ele sorriu pra mim.
Deve ser muito triste
Ser uma bonita flor que se abre
Sem abelhas a acolher
E nem olhares a apreciá-la
Veleiro sem mar
Uma estrela, cujo brilho nada alcança
Ser uma ilha no meio do nada
Às vezes não há lugar nenhum para ir
E vidas que se vão
Sem jamais ter havido
Um abrigo de abraço
Um laço sequer
Nenhum ponto onde voltar
Nada melhor
Deve ser muito triste viver desse jeito
Pense em você mesmo num lugar assim
E depois olhe ao redor
Procure entender
A dor que você não sente
Essa dor existe
E muito provavelmente
Deve ser uma dor muito triste.
Edson Ricardo Paiva
Em vez de afirmar: "Estou mal", "Estou triste", "Me sinto sozinho", "Nada parece real", "Sinto uma angústia", "Eu sou um lixo", "Ninguém me quer", "Não tenho vida", "Eu não vivo", pergunte-se:
"O que é estar mal?" "O que é estar triste?" "O que é solidão?" "O que é irreal?" "O que é angústia?" "O que é ser um lixo?" "O que é não aceitar?" "O que é não ter vida?" "O que é não viver?"
Ao invés de simplesmente aceitar esses sentimentos como verdades absolutas, questione o que eles realmente significam. O que está por trás deles? De onde vêm? Será que são tão reais quanto parecem ou são apenas interpretações da sua mente?
Quando você começa a olhar para esses sentimentos com curiosidade, e não com medo, percebe que eles não são monstros invencíveis, mas sim sensações passageiras, muitas vezes criadas ou ampliadas pela forma como você os enxerga. O que parecia uma certeza dolorosa pode, na verdade, ser apenas uma ilusão que se desfaz quando você se permite questioná-la, entendê-la e, acima de tudo, se conhecer de verdade.
Eu estou triste.
tão triste que já nem sei mais onde começa ou termina.
é um cansaço que não passa com descanso,
é um peso que não se explica
só se sente.
eu estou tão triste
que até existir parece esforço demais.
e o mais difícil de admitir
é que não é sobre querer ir embora…
é sobre não aguentar mais ficar assim.
eu estou cansada de estar triste.
cansada de tentar e não sair do lugar,
cansada de sustentar algo dentro de mim
que já não se sustenta sozinho.
tem dias que a vontade não é viver,
é só desaparecer um pouco…
silenciar tudo isso que não cala.
"Hoje o dia amanheceu mais triste. Sem motivo aparente. Sem explicação. Hoje, de tão infeliz, até parece que o sol acordou com a preguiça de uma ressaca. Até parece que quando ele se for, nem estrelas, com tanto brilho, aparecerão.
Mas quem sabe amanhã, todas as flechas de luz se voltem para o caminho de onde nunca deviam ter saído. Quem sabe amanhã, eu acorde ainda mais cedo, e tente tudo de novo, com mais vigor e vontade.
Mas, já tá decidido! Hoje eu não fico triste. Não mesmo. Nem hoje, nem todos os outros dias que virão. Não vou aceitar nenhum tipo de sentimento que não seja fantástico. É uma questão de respeito. Comigo mesmo, e com meu coração."
A morte e a melancolia
de muitos seres humanos.
Nesta melancolia sente-se
celebrando o último ato
de amor.
Perenidade
D'esse limiar 'tre vida e morte, contemplo com profunda melancolia a efervescência tumultuosa d'arte atual. O cenário emergente s'assemelha a um campo de batalha caótico, onde a união estética e o respeito pela beleza atemporal desaparecem em meio ao tumulto iconoclasta.
Em contrapartida, a produção artística clássica, erigida qual colosso majestoso, subsiste como guia de grandiosidade e ordem. As obras imperecíveis dos mestres clássicos, com sua minuciosa atenção aos detalhes e temas universais, obscurecem a transitoriedade da contemporaneidade. Cada escultura, cada pincelada, assemelha-se a um murmúrio distante que ressoa através dos séculos, enquanto a produção artística recente, frequentemente, parece predestinada a perecer no abismo do olvido.
A grandiosidade das obras clássicas, sustentada pela tradição e beleza perpétuas, contrapõe-se à transitoriedade passageira da produção artística moderna, que com frequência se afunda na superficialidade da novidade. Em meu observatório para além dos dias, respiro com reverência a suave fragrância da produção artística clássica, cuja grandeza perdura como constante inalterável, um refúgio de beleza que transcende as breves tendências do momento.
O fim da melancolia?
Doce morte sombria,
Nevoeiro da primazia,
Suprassumo da apatia.
Ríspido rasgar psicossomático,
O mundo tem sido monocromático,
Amargo é o pensamento dramático,
O resplendor do ser errático.
O falso sorriso neurotraumático,
As sequelas do passado fático,
O algoz do presente lunático,
Sem um futuro fanático.
Aqui jaz o ser do meu eu,
Tal qual dizer o que doeu,
Aquele homem em mim morreu!
A silenciosa dor apareceu.
A estrondosa morte bateu,
O dia de fim aconteceu,
O eu lírico morreu,
Esvai-se o eu.
falsos é tiranos Deuses
porque me ditas como viver
porque me julga
se não lhe obedecer
Diga oque queres de min
não serei seu fantoche
retomarei a redea de meu ser
Todos tão rasos,
todos tão superficiais
tanta tolice ,
Tanta matança
Desejas felicidade ou servidão
não há honra
em matar ao seu nome
não Há beleza
em julgar ao seu nome
desejo minha singularidade roubada
mesmo que seja crucificada
ou que me roubem a vida
serei livre de espirito
desse conto de fadas
Tipos de grevistas
É comum, especialmente nos setores públicos, as greves. Elas representam uma manifestação social na busca de melhores salários e melhores condições de trabalho. Mas numa greve, existe vários tipos de grevistas. Observe as características abaixo e veja em que tipo de grevista você se enquadra:
Grevista zumbi: se finge de morto nas manifestações, mas levanta do túmulo rapidinho na hora de receber o aumento de salário.
Grevista parasita: um tipo bem comum. Deixa os outros lutarem por ele, sugando cada conquista que ele pouco ou nada contribuiu.
Grevista dedo-duro: fica de olho nos colegas pra dedurar para os nossos “governantes”. É conhecido também como puxa-saco.
Grevista dupla-face: na frente dos grevistas se mostra a favor da greve, mas na frente dos “governantes” se mostra totalmente contrário ao movimento. Esse tipo costuma ficar em cima do muro.
Grevista fashion: aparece no movimento, desfila seu modelito e vai embora.
Grevista abelha: aprece, faz cera e também vai embora.
Grevista terremoto: treme só em pensar na greve com medo de perder seu cargo.
Grevista papai Noel: não ajuda e só enche o saco.
Grevista sambarelove: fala muito. Tem um discurso bonito, mas nada condizente com sua ação no movimento.
Grevista consciente: é aquele que de fato conhece seu papel enquanto cidadão. Vê na greve um momento de lutas para melhores condições de trabalho e não umas férias antecipadas. Para este cada conquista é valiosa e merecida.
Portanto, pense bem em sua atitude e veja que tipo de grevista você é!
Quando vc descobre ser apenas mais uma na vida daquela pessoa tudo muda, quando for reler as conversas perceberá que elas ficaram tristes e sem cor. Agora quando for escrever uma mensagem para essa pessoa, vc irá lembrar que não tem importância na vida da pessoa como ela tem importância na sua. E aí vc escreverá a mensagem enciumada e dando um ar de ignorante, mas não é assim.
De todas as amigas dele vc é a que menos importa. Pois vc é na sua, certinha, boba e sem personalidade. Agora as amigas dele são engraçadas, empolgadas, soltas e cheia de qualidades.
É difícil encontrar alguém que te aceite mesmo sendo azeda e triste, pois eles não querem abraços e sim fodas inesquecíveis.
No silêncio da noite, a sombra se arrasta,
Um eco de risos, que a vida desgasta.
Caminhos desfeitos, memórias em dor,
Na dança da mente, o medo é o ator.
As horas se arrastam, como folhas ao vento,
Um peso no peito, um eterno lamento.
Olhos que buscam a luz da esperança,
Mas encontram apenas a amarga cobrança.
Sussurros de vida se perdem no ar,
Em um mar de tristeza, não há como nadar.
Os sonhos se quebram, como vidro ao chão,
E a alma, cansada, busca a salvação.
Mas mesmo na sombra, há um frágil fulgor,
Uma chama que arde, apesar da dor.
A morte é um ciclo, um fio que se estica,
E na amargura, a vida se critica.
Assim sigo em frente, entre lágrimas e risos,
Navegando os abismos, buscando os sorrisos.
E se a dor é um fardo que carrego em mim,
Que eu aprenda a dançar, mesmo assim.
